Aplicativo para Anemia
16/06/2019 | 09h16
Em torno de dois bilhões de pessoas apresentam anemia em todo mundo. De forma que essa doença pode ser considerada a principal desordem sanguínea da atualidade.
Existem diferentes tipos de anemia, mas em termos gerais trata-se de um número insuficiente de hemácias (glóbulos vermelhos) ou má função das mesmas. 
Como são as células responsáveis pelo transporte de oxigênio aos tecidos, pessoas anêmicas exibem notável desânimo, taquicardia e em alguns casos pode ser confundida com depressão.
O diagnóstico normalmente é realizado com o hemograma (exame de sangue). 
Como alternativa, pesquisadores americanos da Universidade Emory desenvolveram um aplicativo, que pode detectar o nível de hemoglobina no sangue através de fotos das unhas.
Através de um smartphone, as fotos podem ser submetidas a algoritmos do aplicativo e sugerir risco de anemia ou não. 
O tecido das unhas e abaixo das mesmas não produz melanina, que poderia atrapalhar a percepção da coloração da pele. 
O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications e pode fornecer mais uma ferramenta útil ao disgnóstico precoce dessa patologia, que muitas vezes passa despercebida.
https://www.nature.com/articles/s41467-018-07262-2
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Mel e Diabetes
07/06/2019 | 06h35
O mel é um líquido viscoso de sabor altamente adocicado, produzido pelas abelhas a partir do néctar de flores. 
Creio que todos sabem. Mas recentemente tenho lido algumas sugestões de consumo meio suspeitas, por assim dizer.
Apesar do índice glicêmico do mel não ser tão alto quanto do açúcar refinado, o seu consumo promove elevação na glicose sanguínea de forma rápida.
O que o torna um bom alimento para refeições antes e durante atividades físicas, para pessoas saudáveis.
Porém tenho visto a sugestão de uso para diabéticos, como alternativa saudável aos adoçantes.
Definitivamente, salvo raros casos, não concordo com essa indicação. Da mesma forma que o açúcar mascavo, que possui apelo de ser menos danoso que o açúcar branco, não deve ser consumido por  diabéticos.
Ouça o seu médico e/ou nutricionista, mas não custa nada buscar alguma leitura em sites das grandes Universidades e Sociedades Científicas.
Meça a sua glicose com regularidade. Diabetes não tratado pode trazer inúmeras patologias, algumas graves como lesão na retina, lesões renais, vasculares, etc. 
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O Azeite é Falsificado?
02/06/2019 | 09h26
Na busca por saúde, tentamos consumir o que a ciência sugere como saudável. 
Um alimento alardeado com razão e suporte científico é o azeite de oliva. Inúmeros dados experimentais comprovam a melhora nas taxas de lipídios (gorduras) sanguíneas: aumento de HDL e redução de VLDL, IDL e LDL (os maus "colesteróis").
Na verdade as substâncias citadas são lipoproteínas produzidas no fígado e não moléculas de colesterol como o termo sugere.
Pois bem, dentre os tipos de azeites disponíveis na maioria dos supermercados, existem alguns questionáveis e óleos de alta qualidade, como os azeites extravirgens. 
O problema é que estamos falando de Brasil. E aqui é corriqueira a adulteração de produtos de toda sorte...mas como saber se o azeite é "gato ou lebre"?
Seguem-se algumas dicas de Susana Romera, da ESAO (Escola Superior de Azeite, ESP):
_ Azeites devem trazer na embalagem a sua estirpe: virgem ou extravirgem. Não havendo nada especificando no rótulo, provavelmente se trata de óleo misto.
_ Os bons azeites trazem a data da colheita das azeitonas no rótulo e os de colheita mais recente devem ser preferidos.
_ Os azeites superiores trazem o tipo de azeitona usada na produção. Não há problema em ser feito com mais de uma variedade cultivar, mas deve ser especificado (monovarietal ou multivarietal).
_ O nível de acidez dos melhores azeites deve ser de até 0,8%.
E como já colocamos em outras postagens, os óleos vegetais quando aquecidos ao ponto de fumaça* perdem em muito a sua qualidade e podem se tornar até mesmo danosos à saúde vascular e estomacal. 
* Ponto no qual ocorre produção de fumaça no óleo e indica ruptura de duplas ligações (insaturações) e formação de compostos nocivos como a acroleína.
 
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Lecitina e Menopausa
26/05/2019 | 06h04
dentalpress
Pesquisadores japoneses publicaram no ano passado, um artigo onde sugerem que o uso de lecitina de soja pode reduzir sintomas da menopausa, como fadiga, doenças degenerativas e cardiovasculares.
96 mulheres de 40 a 59 anos foram divididas em 3 grupos:
1) Recebeu altas doses de lecitina de soja (1200 mg/dia),
2) Baixa dosagem de lecitina (600 mg/dia),
3) Grupo placebo (0 lecitina);
Após 8 semanas foram avaliados vários parâmetros, como fadiga, Peso corporal, Índice de Massa Corporal, tecido adiposo, qualidade do sono e função cardiovascular:
_não houve alteração na composição corporal (emagrecimento, IMC), mas o grupo que recebeu altas doses de lecitina mostrou melhora sensível na função cardiovascular e sensação de fadiga.
A lecitina de soja é um tipo de óleo, obviamente obtido de grãos de soja, que teoricamente pode auxiliar na reparação de danos nas membranas de células nervosas. Esse efeito seria o responsável pelos dados positivos apresentados no estudo.
Há outros dados que sugerem melhora na função cognitiva e libido em mulheres após menopausa, com o uso prolongado de lecitina de soja como suplementação nutricional.
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Probióticos e Seu Fígado
19/05/2019 | 08h28
entergermina
O uso regular de probióticos tem sido alardeado em todo o mundo científico, já há algumas décadas. Pesquisadores japoneses e chineses são particularmente dedicados a essa seara.
Um grupo de pesquisa chinês publicou no fim do ano passado, um estudo onde demonstra que o consumo de probióticos melhora vários marcadores de esteatose hepática.
Os probióticos são microorganismos benéficos, que se ingeridos regularmente alteram a composição da nossa microbiota intestinal (antiga flora bacteriana intestinal) para melhor. 
Os impactos na saúde humana são vários e vão desde redução no risco de câncer de intestino, redução do mau colesterol (LDL), melhora na função imunológica, dentre outros.
A esteatose hepática é um quadro onde o fígado fica infiltrado com gordura. Há vários artigos correlacionando a esteatose hepática com outras doenças hepáticas como a cirrose. 
Muitos fatores podem levar à esteatose...consumo de álcool, obesidade, consumo de carboidratos simples e/ou processados (doces) em excesso, fatores genéticos, dietas radicais, etc.
Segundo Won-Gyeong e sua equipe o consumo de probióticos diariamente (como suplementação) é capaz de reduzir marcadores de inflamação hepática, bem como a infiltração gordurosa no fígado. 
Os resultados se devem provavelmente ao retorno de uma função intestinal saudável, com a presença de bactérias benéficas em alta proporção em todo o intestino grosso.
A relação não surpreende quem é da área...pois cada vez mais descobre-se relação entre nossos intestinos e nossa imunidade, nosso sistema nervoso, principalmente memória, comportamento e humor...
Como curiosidade, a cultura popular conhece bem a relação entre um intestino muito lento e o mau humor. E não é mito. Estudos descrevem essa correlação.
No entanto, contrariando os saberes populares, o termo enfezado não vem de fezes, mas do latim "infensare": ficar raivoso com, ser hostil com. 
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Mate x Chá Verde
12/05/2019 | 07h11
taek
Um artigo científico publicado no Nutrition Journal este mês, comparou os efeitos do consumo de chá mate e chá verde na saúde humana. 
 142 pessoas de ambos os sexos foram divididas em três grupos: o grupo 1 ingeriu chá mate, o grupo 2 ingeriu chá verde e o grupo 3 consumiu chá de maçã. 
Todos beberam 1 litro ao dia dos referidos chás por 8 semanas.
Após esse período avaliou-se parâmetros de metabolismo, de ação antioxidante (pela enzima PON-1) e controle de apetite (produção de leptina), além do Índice de Massa corporal (IMC).
Os resultados surpreenderam os pesquisadores:
_O consumo de chá mate aumentou a enzima que combate radicais livres (PON-1) e o bom colesterol (HDL), além de aumento na produção de leptina (hormônio que reduz o apetite). Também houve redução no IMC dos participantes;
_O uso de chá verde reduziu a enzima que combate radicais livres (PON-1), não alterou os níveis de HDL ou Leptina nem o IMC.
_O chá de maçã foi usado como controle e não afetou, como esperado, nenhum dos parâmetros analisados.
Resumindo:
segundo o estudo o chá mate tem bem mais efeitos positivos sobre o metabolismo e saciedade do que o tão festejado chá verde.
Um estudo anterior comparando o chá de hibisco com chá mate também foi favorável à erva mate (Ilex paraguariensis), seja quente ou gelado, com ou sem limão. 
E obviamente devemos evitar os industrializados...
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Catchup Saudável!
05/05/2019 | 08h43
proteste
Não que um catchup caseiro*, sem conservantes não seja saudável, mas alunos da Universidade Federal do Ceará melhoraram ainda mais o produto:
No lugar dos tomates, acerola! Isso mesmo. Abóbora e beterraba são outros ingredientes utilizados por pesquisadores de engenharia de alimentos da UFC na elaboração do "Natchup".
O nome de batismo desse catchup rico em vitamina C dentre outros antioxidantes sugere um catchup natural.
As vantagens seriam que a acerola não requer praticamente defensivos agrícolas e o uso de beterraba e abóbora confere cor e textura ao produto sem adição alguma de conservantes, corantes ou espessantes artificiais. 
*Receita de catchup caseiro (com tomates mesmo):
1 lata de extrato ou massa de tomate
1/2 lata de vinagre (utilize a lata de extrato ou massa de tomate como medida)
2 tomates sem sementes
1 colher (sopa) de açúcar (pode ser substituída por adoçante em pó, fica Diet).
1 colher (chá) de sal
1/2 colher (chá) de molho de pimenta
noz-moscada a gosto
Difícil é o preparo...
bata tudo em liquidificador e guarde em um pote bem fechado no refrigerador. Deve ser consumido em uma semana, uma vez que não há o uso de conservantes artificiais.
 
 
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Congele o Atum
27/04/2019 | 06h43
Segundo pesquisas da Secretaria de Abastecimento de São Paulo, deve-se congelar o atum antes de consumi-lo cru. 
A Biomédica Eliana Pinheiro, pesquisadora de sanidade de pescados, afirma que mais de 10% das amostras de atum vendidos em São Paulo estavam contaminadas por Campylobacter jejuni
Essa enterobactéria pode causar quadros de gastroenterites, que podem ser graves em idosos, crianças e pessoas com alguma condição debilitante. 
Indivíduos que consumam o pescado cozido, grelhado ou frito não precisam se preocupar, uma vez que a bactéria é susceptível ao calor. 
Mas aqueles que o consomem cru, devem congelar, degelar e só e então fazer o consumo. O C. Jejuni é sensível ao frio e o processo de congelamento evita a sua proliferação no pescado.
Dicas na compra:
_os olhos do atum fresco ocupam todo o espaço da órbita e com a perda da sanidade, os olhos tendem a "afundar e encolher" deixando espaços na órbita ocular.
_Os atuns são peixes de muito pouca escama, que são pequenas e se concentram na cabeça do peixe. Se estiverem soltando com facilidade, não compre.
_A coloração das brânquias deve oscilar entre rosa e vermelho e a carne deve ser firme ao toque.
Além desses cuidados deve-se evitar ofertar alimentos de origem animal in natura crus a crianças menores de 6 anos, sob o risco de toxinfecções alimentares graves.
E outra questão...já vi em supermercados da região "atuns" em gôndolas, que na verdade eram parentes como bonito-do-atlântico, albacora ou bonito-serra...peixes com valor comercial e paladar bem inferiores, mas aparência similar.
O atum mais valorizado para consumo é o azul, que custa fortunas seguido pelo yellowfin:
googlesearch
 
 
 
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Ovos e Diabetes
16/04/2019 | 07h35
olhardireto
Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica publicaram um artigo este mês, onde sugerem alterações na dieta de diabéticos e candidatos à essa desordem metabólica.
Segundo o estudo o café da manhã ideal para muitos indivíduos, com torradas, frutas e cereais pode ser uma péssima escolha para diabéticos. 
A questão é que esses alimentos fornecem uma taxa razoavelmente elevada de carboidratos. Pessoas com diabetes tipo II, podem ser prejudicadas por esse consumo regular.
O estudo indica que abrir o dia com uma alimentação com bem poucos carboidratos seria o ideal nesses casos. 
O uso de ovos, leites, iogurtes (sem açúcar) e queijos pareceu ser o mais adequado no desjejum de diabéticos tipo II.
100% dos indivíduos acompanhados pelo estudo mostrou importante melhora nas taxas de glicose sanguínea durante o dia, utilizando maior teor de gorduras e proteínas com redução de carboidratos.
O estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition defende, que a redução de carboidratos no café da manhã a menos de 10% do total de nutrientes é mais importante que reduzir moderadamente carboidratos durante todo o dia.
_na minha época o foco maior era no jantar...
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Tomate e Câncer de Próstata
05/04/2019 | 14h53
googlesearch
Vários artigos tem sido publicados sobre a relação inversa entre o consumo regular de tomate e o desenvolvimento de câncer de próstata.
Os últimos dados sugerem fortemente, que comer um tomate e meio por dia, reduz em até 30% o risco de surgimento dessa temível patologia.
Os primeiros estudos consideraram dados epidemiológicos:
"os países onde há menor incidência de câncer de próstata são os que mais valorizam o tomate na alimentação diária" afirmam pesquisadores do INCA. 
Grécia e Turquia lideram as estatísticas positivas. E o consumo médio de tomates fica em torno de 3 tomates por dia/habitante do sexo masculino.
No Brasil a estimativa é de um tomate a cada 3 dias...mas convenhamos os preços recentes do fruto não ajudam...
O licopeno é o provável fator protetor presente nos tomates, bem como em outros frutos vermelhos e roxos. No entanto pesquisas indicam que o licopeno do tomate apresenta absorção mais eficaz. 
Principalmente o licopeno presente em molhos, pois o aquecimento moderado parece melhorar a disponibilidade do licopeno. 
E não trata-se apenas de câncer de próstata; mamas e ovários também estariam beneficiados.  
Uma dica: faça molho de tomates caseiro!
Basta refogar 2 dentes de alho amassados, duas cebolas médias picadas em 3 colheres de sopa de azeite extravirgem (não deixe fazer fumaça), uma colher de chá rasa de sal marinho, duas folhas de manjericão.
Acrescente 1 kg de tomates maduros picados sem sementes e meio copo de água (100 ml). Após 15 minutos em fogo brando está pronto.  
Pode-se usar uma colher de chá rasa de açúcar mascavo para reduzir a acidez. 
Os molhos industrializados também apresentam o licopeno, mas no extrato de tomates encontra-se as maiores concentrações: 18 mg de licopeno em 3 colheres de sopa rasas.
Agora vamos torcer para o preço cair...7,00 reais o quilo é complicado...
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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