Desobediência
22/01/2017 | 15h34

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Em seu blog o ex-governador Anthony Garotinho (PR) considerou "uma situação muito grave" a desobediência do senador Renan Calheiros (PMDB), que ignorou a decisão do ministro do STF, Marco Aurélio Mello (aqui).

Porém, muito antes da polêmica no planalto, casos semelhantes ocorreram na planície. Em 2011 a prefeita Rosinha Garotinho (PR) desobedeceu uma decisão judicial que determinava o seu afastamento e chegou a acampar na Prefeitura.

Recentemente, o presidente da Câmara de Campos, Dr. Edson Batista (PTB), em sintonia com o líder, desobedeceu uma decisão do TRE que determinava a sua posse como prefeito interino. Ele também já havia desobedecido decisões judiciais sobre o concurso da Casa.

Além disso, durante programa de rádio, o ex-governador comentou sobre pessoas que estavam foragidas e, ao criticar juiz, delegado e promotor, chegou a dizer que ninguém deveria levar em consideração a decisão que determinou as prisões temporárias dos envolvidos no "escandaloso esquema" do Cheque Cidadão.

Já pensou se todas as pessoas resolvessem seguir esses exemplos?

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José Carlos: "Câmara vai viver um novo momento"
22/01/2017 | 15h34

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O vereador José Carlos (PSDC) comentou sobre o próximo ano e garantiu que a "Câmara vai viver um novo momento". "Os vereadores que estão chegando e os que foram reeleitos não podem ser contra um governo que nem começou. A gente sente que a serenidade vai prevalecer na disputa pela presidência da Casa. A população de Campos está muito atenta e vai acompanhar todos os movimentos", disse José Carlos.

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Picciani volta a atacar Pezão
22/01/2017 | 15h34

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Jorge Picciani, 61, está no meio do furacão em que se transformou a crise econômica e fiscal do estado do Rio de Janeiro. Presidente da Alerj e do PMDB estadual, o deputado vai comandar a partir desta terça-feira (6) as votações das polêmicas medidas de austeridade enviadas à Casa pelo governador Luiz Fernando Pezão, do seu partido.

Em entrevista ao UOL, Picciani falou sobre o conjunto de projetos - apelidado de "pacote das maldades" por servidores públicos que protestam desde o mês passado contra as iniciativas e que chegaram a invadir a Alerj--, e sinalizou que o aumento de impostos sobre alguns produtos e serviços deve ser aprovado pela Casa.

Governo Pezão - "Eu vim a público e disse que não tem governo, não tem quem coordene, o governador nada entende. O Estado é de uma desorganização... Não era assim não, mas conseguiram fazer uma balbúrdia no Estado que não é simples. Talvez, se ele tivesse escolhido quatro ou cinco projetos, elaborado bem, e discutido mais transparentemente, fosse mais fácil convencer a maioria aqui. É o pior momento: salário atrasado, as pessoas recebendo em parcela, sem garantia do mês seguinte, um mês trepando no outro".

Entrevista completa: aqui 

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Cofre aberto
22/01/2017 | 15h34
pagamentos Se por um lado diretores de hospitais conveniados falam em dívidas milionárias, por outro tem empreiteiro que continua recebendo pelo "pacotão de obras". Na última semana a Imbeg recebeu R$ 3 milhões e a Construtora Avenida ficou com R$ 3,2 milhões.
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Cabral reclama de comida e consegue upgrade em Bangu
22/01/2017 | 15h34

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O ex-governador Sérgio Cabral, mesmo preso, tem o condão de fazer o bem para os necessitados. Ainda que o seu objetivo primeiro seja o de beneficiar a ele mesmo.

A partir de um pedido seu, Cabral conseguiu que a comida servida aos presos do Complexo de Bangu melhorasse. Cabral fez chegar ao secretário de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro, que as refeições eram de qualidade duvidosa. Pediu, por intermediários, um upgrade.

Também por intermediários foi dito que não era possível fazê-lo somente para ele. A solução? Melhorar a refeição de todos. Erir reuniu-se com os fornecedores na terça-feira passada e expôs o problema. Pediu apoio e prometeu, em troca, diminuir os atrasos nos pagamentos.

Fonte: Lauro Jardim/O Globo 

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Dividiu opiniões
22/01/2017 | 15h34

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A primeira impressão do aplicativo Uber em Campos não foi das melhores. Usuários afirmam que os motoristas ainda estão se adaptando e muitos pontos ainda precisam ser melhorados.

Na internet, o duelo Táxi X Uber também rendeu polêmicas. Os internautas mais jovens ficam ao lado do Uber, já a turma mais experiente diz que não abre mão do táxi. "Esse Uber, sem identificação, vai ter dificuldade para entrar em algumas comunidades", disse um internauta, se referindo aos locais com maiores índices de violência na planície.

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Corra que a Odebrecht vem aí
22/01/2017 | 15h34

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Primeiro foi a negação. Investigada pela Operação Lava Jato, a Odebrecht jurava inocência, rejeitava provas incontestáveis e atacava. Estava segura, pois havia décadas a prática de pagar propina a políticos e manter silêncio funcionara bem. Não havia polícia, procurador, juiz ou ministro capaz de quebrar isso. A empreiteira tinha um segredo muito bem oculto. Demorou, mas os investigadores descobriram o Setor de Operações Estruturadas, dedicado ao gerenciamento de propina, com códigos, valores e datas de pagamentos. Conseguiram a colaboração de uma secretária, que explicou como as coisas funcionavam. A Lava Jato fez a Odebrecht ajoelhar.

Na quinta-feira, dia 1º, o inimaginável aconteceu. Emílio Odebrecht, o patriarca, foi à sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, onde assinou um acordo de colaboração com as investigações. Seu filho Marcelo, preso há um ano e meio, o mais duro contendor dos procuradores, também assinou. Autorizados por eles, outros 77 executivos foram à PGR assinar os seus. Contar a verdade sobre tudo o que fizeram de errado é o preço para reduzir penas e manter o grupo Odebrecht vivo. O que for dito, no entanto, escurecerá o futuro de centenas de políticos.

Nem mesmo os investigadores conseguem dimensionar o real potencial de destruição da delação a vir. Somados, depoimentos e provas obtidas a partir do setor da propina resultarão em centenas de histórias com provas documentais – os “anexos” –, capazes de contar uma parte obscura da história recente do Brasil. São relatos da subversão dos sistemas políticos e institucional pela propina, distribuída de forma multipartidária e sem limites ideológicos.

Matéria completa no site da Época: aqui 

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Qual foi a prioridade?
22/01/2017 | 15h34

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Em sua manchete desta sexta-feira (02) a Folha da Manhã destaca que "Saúde não paga e deixa HGG sem água para beber". Também há informação sobre uma dívida de R$ 10 milhões com a Santa Casa.

Mas afinal de contas, o que faltou foi dinheiro ou definição de prioridades?

No dia 29 de setembro, faltando três dias para as eleições, o governo Rosinha Garotinho (PR) liberou mais um pacotão de pagamentos. A Construsan recebeu cerca de R$ 7 milhões por obras de pavimentação e drenagem. Os outros pagamentos foram para a Macro Construtora, Projecons e Construtora Avenida. A soma ficou em R$ 10 milhões (aqui).

No dia 30 houve mais um pacotão, dessa vez de R$ 6 milhões. Receberam as empresas: Cofranza, MM Construtora e Construnor.

Uma semana antes a Prefeitura já havia liberado mais de R$ 14 milhões por obras e manutenções diversas.

Cortou da Saúde - Em setembro, para manter o pacote de obras, a prefeita chegou a anular verbas da Saúde: aqui e aqui 

Atualização às 0h40 - Em contato com o blog o secretário de Saúde da Prefeitura de Campos. Dr. Geraldo Venâncio, comentou que, sobre a falta de água mineral para os pacientes, como denunciou o vereador Fred Machado (PPS), "não chegou nenhuma queixa formal à direção do HGG".

Sobre a dívida de R$ 10 milhões com a Santa Casa, ele diz: "não reconheço a dívida apontada e desafio que a auditoria do hospital comprove".

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Teve Black Friday na Câmara?
22/01/2017 | 15h34
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Ao que tudo indica, o Black Friday passou pela Câmara de Campos.

Foram publicados no Diário Oficial desta quinta-feira (01) os extratos de dois termos aditivos que contaram com grandes descontos nessa reta final do ano.

O contrato da empresa que presta serviços de recepção, limpeza, conservação e higienização teve um desconto de 44,75% (total da supressão: R$ 45,3 mil). Nome da empresa: J M F Construções.

Já a contratação de serviço de vigilância e segurança patrimonial desarmada, por um mês, contou com um desconto de 50% (total da supressão: R$ 346 mil).  Nome da empresa: K9 Vigilância Patrimonial.

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E quando uma cidade inteira morre?
22/01/2017 | 15h34

chape

Por Fabrício Carpinejar: 

E quando uma cidade inteira morre? Uma cidade para no ar?

Quando uma cidade some e o sangue se transforma em vento?

Quando os relâmpagos emudecem. Quando as estrelas ficam envergonhadas de brilhar e o sol de aparecer.

Quando uma cidade perde as suas residências dentro de um avião? Porque cada homem era uma casa, uma família, uma esperança.

A queda da aeronave na Colômbia que levava o time do Chapecoense matou toda Chapecó na madrugada de terça-feira (29/11). Porque Chapecó era o Chapecoense. Nunca vi uma torcida como aquela: pais, mães e filhos levantando bandeiras na Arena Condá.

As ruas se esvaziavam para ouvir melhor o coração do estádio.

Uma equipe movida pela alegria dos moradores que incentivaram com a loucura infantil do bairrismo e da gincana. Um viveiro de vozes, uma caixa de ressonância de gritos.

Uma equipe que veio de baixo, da mais simples e monocromática chuteira, da pobreza da grama em 43 anos de história, que subiu da série D para A em apenas seis anos em 2013, campeão catarinense por cinco vezes, que se manteve com prestígio na elite do futebol brasileiro e que disputaria a final da Copa Sul Americana, o que seria seu maior título. Novatos no triunfo, mas veteranos na resiliência.

22 mil pessoas nas arquibancadas eram 210 mil pessoas na cidade. 74 mortos são 210 mil chapecoenses.

Não duvido que um país inteiro não tenha definhado junto em Rionegro, perto de Medellín, na Colômbia.

Jamais contaremos os mortos da tragédia. Jamais saberemos ao certo o número de mortos.

Somos hoje todos desaparecidos.

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Alexandre Bastos

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