Campista publica livro com crônicas escritas durante internação para tratar o alcoolismo
30/04/2026 | 20h17
Fotos: Reprodução
Campista radicado no Rio de Janeiro, o jornalista e escritor João Paulo Arruda lançará no dia 28 de maio o livro "Garrafas ao Mar: Diário de um repórter internado para tratamento de alcoolismo". A obra tem crônicas escritas durante o período de 110 dias em que Arruda precisou trocar o ambiente de uma redação pelo de uma clínica, vivendo episódios de tremores e vômito seco em diversas manhãs.

— São crônicas viscerais, escritas à mão e em tempo real, nas quais (o autor) expõe os fragmentos de sua própria queda, sem autocompaixão — definiu a editora Máquina de Livros, que já abriu a pré-venda nas plataformas da Amazon.

Em "Garrafas ao Mar", João Paulo Arruda conta detalhes do seu dia a dia na clínica. Também fala do tratamento de pacientes com quem conviveu, alguns igualmente dependentes químicos, e outros, tentando vencer o vício por sexo ou jogos. O lançamento acontecerá na Livraria da Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro.

Arruda cursou comunicação social na Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC) e trabalhou nos jornais A Cidade e Folha da Manhã. No Rio, atuou no jornal O Dia e no Expresso, se notabilizando como editor do Extra, em que também assinou a coluna Papo Reto. Seu primeiro livro, “José Gilson contra o trovão”, foi lançado em 2023, contendo contos e crônicas em homenagem ao pai.
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Filme sobre Zico estreia nesta quinta-feira em dois cinemas de Campos
29/04/2026 | 12h36
Foto: Divulgação
Das mais de 400 salas brasileiras de cinema em que o documentário "Zico, o Samurai de Quintino" vai estrear nesta quinta-feira (30), três estão situadas em Campos. Duas delas são do Cine Araújo, no Partage Shopping, que terá sessões diárias às 13h20, na sala 4, e às 14h10, na sala 1. Também estão comfirmadas duas sessões diárias no Guarus Plaza, ambas na sala 3 do Uniplex, às 17h e 19h15. Em ambos os cinemas, o filme estará em cartaz pelo menos até a próxima quarta (6), dia que fecha as programações já divulgadas.
Com direção de João Wainer, "Zico, o Samurai de Quintino" passeia pela vida pessoal e pela carreira do maior ídolo da história do Flamengo, que também marcou época na Seleção Brasileira e no futebol japonês. A partir de uma imersão no museu pessoal do craque, o filme aborda episódios do cotidiano, dos bastidores e muito do que se viu no gramado, com direito a imagens inéditas em Super 8. Além de mostrar conquistas, gols e lances marcantes, a obra também engloba depoimentos de outros expoentes do futebol, como Júnior, Paulo César Carpegiani, Carlos Alberto Parreira e Ronaldo Fenômeno, bem como de familiares do eterno camisa 10 rubro-negro, com destaque à sua esposa, Sandra.
Em várias redes de cinema do Brasil, quem for assistir ao filme na semana de estreia vestindo a camisa do Flamengo terá direito a pagar meia-entrada. O Cine Araújo é uma das redes que adotaram esta promoção. Nas últimas semanas, torcedores do Flamengo encheram salas no Rio de Janeiro para sessões de pré-estreia, levando bandeirões e entoando cantos famosos no Maracanã. "Zico, o Samurai de Quintino" tem distribuição da Downtown Filmes, com produção da Vudoo Filmes e Guará Entretenimento, em coprodução com Globo Filmes, SporTV, Pontos de Fuga e Investimage.
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'Me identifico muito com os desafios dos artistas de Campos', afirma o rapper Marcão Baixada
23/04/2026 | 13h33
Marcão Baixada participou do Festival Para Além das Rimas em Campos
Marcão Baixada participou do Festival Para Além das Rimas em Campos / Foto: Marimba Produções/Divulgação
Natural de São João de Meriti e criado em Mesquita, o rapper Marcão Baixada se destaca por um trabalho que tem como principal característica a conexão entre sonoridade e território. Seu próprio nome artístico evidencia a Baixada Fluminense, de onde veio e que também está muito presente nas suas composições e interpretações. Foram elas que o levaram tanto ao título do evento Take Back the Mic, em Miami, no ano de 2015, e ao palco do Circo Voador, no Rio de Janeiro, quanto a diversos festivais independentes. No último sábado (19), por exemplo, ele participou de uma rodada de negócios no Festival Para Além da Rima (PAR), no Palácio da Cultura, em Campos.
Além de cantor e compositor, Marcão Baixada também é produtor musical, exercendo a função de gerente de artistas e repertório (A&R) da distribuidora One Publishing. Confira abaixo a sua entrevista, pontuada em tópicos.
Identificação com o cenário do rap campista
— Não conheço as batalhas (de rimas) de Campos, mas conheço alguns artistas, principalmente o Zabu, que tem um trabalho incrível, e o próprio Suntizil. Me identifico muito. Tive oportunidade de estar em Campos em 2023, participando de uma atividade parecida, e me identifiquei muito com a realidade de onde parte o trabalho artístico. Quando eu falo do Marcão enquanto rapper e produtor musical, por vir da Baixada Fluminense, eu trago muito essa coisa. Apesar de a Baixada estar na Região Metropolitana do Rio geograficamente, próxima da capital, a gente não necessariamente faz parte dela quando se pensa em mercado da música. Então, existe muito essa demanda, essa necessidade de às vezes precisar se deslocar e sair do nosso território de origem para estar na vitrine. Quando vim a Campos, me identifiquei muito com os desafios, o trabalho de formação de plateia, construção de comunidade e construção de cena. Pelo que percebi na troca com os artistas daqui, são desafios bem parecidos com os que eu tive ao longo da minha carreira, sendo da Baixada. Acabou surgindo uma identificação natural. Tenho acompanhado o trabalho da galera aqui do Norte Fluminense, de Campos e Macaé. E tem uma galera que faz o caminho contrário: em vez de ir para a capital, acaba ficando próximo ali, em Niterói, naquele eixo.
 
Profissionalização e planejamento de carreira
— Eu acho que existe algo a ser superado, mas que parte muito do lugar de formação. O que a gente está vendo hoje são muitos artistas periféricos, de favela, tendo acesso a um mercado e à grana que esse mercado gira. Mas ainda falta uma preocupação legítima com a profissionalização, não só do próprio artista, mas também de quem está no entorno; se cercar de uma equipe profissional. Eu entendo que boa parte das estruturas que têm surgido no rap e no funk tem núcleos familiares ou de ciclos de amigos: o artista conta com um amigo que ajuda fazendo um vídeo no celular, um parente que ajuda na parte da logística, um primo que cuida das finanças... Então, eu sinto muito que falta esse artista conseguir fornecer acesso para que as pessoas que trabalham com ele possam se capacitar, ter um caminho de longevidade nessas carreiras. A gente vê muito o rap sendo associado à ostentação, que faz parte da narrativa da cultura. Mas, eu acho que também é muito importante os artistas pensarem em carreira a longo prazo. Isso vai determinar não só a permanência deles no cenário, mas também a possibilidade de, lá na frente, caso não queiram mais atuar como artistas ou o gênero não esteja mais tão visado comercialmente, pelo menos já ter sido construído um patrimônio, algo com que eles consigam dar continuidade.
 
Barreiras para divulgação na mídia tradicional
— O grande desafio dos gêneros musicais que a gente coloca na caixa da música urbana se dá muito pelo conteúdo explícito. Existe esse ponto. Nem todos os artistas têm uma preocupação, e acho que nem parte só de um lugar de preocupação. Alguns temas abordados acabam impedindo que se consiga furar a bolha da mídia tradicional. Tem muito artista conhecido na internet, famoso nas redes sociais, com muitos números de ouvintes mensais, mas que não é acessado pelo brasileiro que não assina uma plataforma de streaming ou consome conteúdo de notícia de música através das redes sociais. Ainda existe essa barreira. Às vezes, a música é muito explícita, tem muito palavrão ou uma conotação sexual muito evidente, que dificulta a entrada em uma programação de rádio e tudo mais. A galera do funk já tem um pouco mais desse caminho de fazer uma versão light da música, mas a galera do rap no Brasil acaba não fazendo muito esse caminho. É uma provocação interessante, porque no mercado lá fora, principalmente de quem está estruturado em uma gravadora, os álbuns saem tanto com a versão explícita quanto com a que eles chamam de clean. Aqui no Brasil, a gente ainda não tem tanto essa coisa. Acho que parte muito desse lugar do conteúdo explícito.
 
Redução na frequência dos festivais de rap
— Não só no Rio de Janeiro, mas no Brasil como um todo, houve o reflexo da efervescência dos festivais após a pandemia. Na Baixada, a gente lidou muito com as coisas dos festivais de rap; chegou a haver festivais de rock, festivais de flashback revivendo bandas dos anos 1980 e 1990. Pelo menos no contexto da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, isso deu uma saturada, porque estavam acontecendo muitos festivais num período muito curto de tempo. Consequentemente, não havia demanda de público para tantos festivais. Se eu comprei ingressos para dois, três festivais, e ainda tem mais quatro para acontecer, talvez eu não vá ter uma condição financeira para comprar os outros ingressos. Então, acho que as ticketerias e as produtoras sentiram isso. Os artistas, produtores e empresários que tiveram oportunidade de estar performando, tiveram um timingbem certeiro; e quem conseguiu diminuir esse fluxo de eventos evitou o risco de ter prejuízo financeiro, porque, pelo menos no Rio, a gente viu festivais ficando muito vazios de público nos últimos dois anos, com bilheteria baixa. Acho que é mais um comportamento do consumo do que propriamente a performance dos gêneros dentro das line-ups dos eventos.
 
Construção de identidade

— Eu escolhi ter no meu nome artístico o lugar de onde eu venho, que é a Baixada Fluminense, muito por uma busca de quebrar um estigma de que a Baixada é um lugar que só está relacionado a notícias ruins na mídia, casos de violência e tudo mais. Eu consegui entender (a importância de) falar do meu território explicitamente e implicitamente nas minhas músicas. Nem sempre eu falo propriamente da Baixada, mas falo de algo muito peculiar, como mostrar que eu sei o que é Via Light, sei o que é a Dutra e tal. Acaba se gerando uma conexão pela identificação. Eu penso muito no território como identidade; não só do que eu quero comunicar como artista quando posto uma foto ou um vídeo na rede social, mas também em como a sonoridade da música que eu faço reflete isso de alguma forma. Mesmo sendo artista de rap, sempre busquei muito brincar com a coisa de trazer a estética do funk, fazer referência disso nas letras de alguma forma; falar de bandas da cultura do rock, que também foi algo muito presente na minha juventude. Eu vinha de uma cena do município de Mesquita, a Passarela do Rock, que todos os meus amigos frequentavam. A Baixada tem muito dessa coisa de mistura: as tribos conversam. A galera que curte skate curte rap, mas também ouve rock e, se der mole, estava em uma micareta nos anos 2000. Então, tem muito disso na forma como a gente acaba fazendo música vindo da Baixada.
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Gerente de artistas e repertório da Sony Music Brasil comenta a força da produção independente no interior
22/04/2026 | 16h24
Gabriel Marinho participou de rodada de negócios em Campos
Gabriel Marinho participou de rodada de negócios em Campos / Foto: Marimba Produções/Divulgação
Baiano radicado no Rio de Janeiro, o produtor musical Gabriel Marinho (G.a.B.o.) é um personagem importante na cena da indústria fonográfica brasileira. Há um ano, ocupa o cargo de gerente de artistas e repertório (A&R) da Sony Music Brasil, após dois anos como head de marketing estratégico e catálogo. Também é fundador e conselheiro da Mondé, editora e agência musical com selo voltado à valorização de artistas independentes; jurado do Prêmio Multishow e, desde 2024, membro votante da Academia Latina de Gravação, que promove o Grammy Latino. O currículo o credencia a participar de diversos eventos ligados ao mercado da música, como o Festival Para Além das Rimas (PAR), ocorrido no Palácio da Cultura, em Campos, na última semana. Presente para uma rodada de negócios no sábado (18), G.a.B.o. concedeu uma entrevista coletiva em que falou sobre o processo de descentralização da produção musical; o surgimento de novos adeptos a mídias físicas, especialmente aos discos de vinil; e a influência exercida pelo movimento hip-hop sobre outros gêneros.
Confira abaixo a entrevista em tópicos.
 
Descentralização da produção musical

— O povo brasileiro é muito plural, criativo e musical. Em todo lugar tem muita gente fazendo música com qualidade e chegando a locais em que, antes da explosão do digital, não era possível. Eu estive agora em São Paulo, moro no Rio, e essas cidades têm suas cenas culturais, mas também tem muita coisa sendo feita no interior. Com acesso à internet e programas de produção musical, a galera está criando muita coisa inovadora, de vanguarda. E a música urbana muitas vezes é mais democrática do que outras, porque não precisa de tanta estrutura para ser feita. Se a gente pensar em rap, em funk, às vezes o cara faz a música com um computador e um celular. Com a facilidade de subir em uma plataforma independente, um YouTube, por exemplo, ele coloca essa música para o mundo. Então, as capitais ainda são uma vitrine, mas não há mais um polo onde a criação tenha necessariamente que passar por lá. Esse festival aqui é justamente sobre essa potência de criação de arte, de música, fora do eixo de capitais do Brasil.
 
Ressurgimento dos discos de vinil
— É legal falar sobre isso, porque eu voltei com esse projeto do vinil na Sony. A gente não tem um clube de assinaturas, mas tem parcerias com empresas que fazem, como a Noize, a Três Selos, etc. A Sony licencia alguns títulos, e a gente tem visto que há um crescimento do vinil, tanto para músicas de catálogo quanto para lançamentos. Posso citar o exemplo de um projeto que eu toquei agora, que foi o lançamento do primeiro vinil da carreira do Sorriso Maroto. Em 2025, teve a gravação do projeto "Sorriso Eu Gosto no Pagode Vol. 3 - Homenagem ao Fundo de Quintal". Foi gravado em Abbey Road, em Londres, ganhou o Grammy Latino e agora está sendo lançado em vinil. Então, é algo que os artistas estão vendo como validação artística, vitrine também; ver o seu trabalho na prateleira. E existe uma dinâmica de fãs muito grande, ainda mais quando a gente pensa em artistas que alcançam o Brasil como um todo. Tem uma galera que quer ter o produto físico, não quer só ver na plataforma. É legal ter um pouco do artista na mão, e o vinil dá essa possibilidade. E os clubes de assinatura têm muita responsabilidade em relação a outro público, com títulos que já haviam saído de linha e foram retomados. Do Marcelo D2, por exemplo, a gente avançou com o "A Procura da Batida Perfeita" e o "Acústico" (lançados em vinil pela Noize). Então, o vinil é uma frente que, financeiramente, ainda não é tão relevante quanto o digital, mas na qual eu acredito muito. Inclusive, sou colecionador de vinil. Quando a gente voltou com esse projeto, foi algo que uniu o útil ao agradável.
 
Possibilidades da cultura hip-hop
— O rap é uma das expressões dentro de uma cultura muito maior. É comprovado que o hip-hop é a cultura mais influente e relevante no Ocidente, com (mais de) 50 anos de história. Quando a gente faz um paralelo, o método de criação hoje em dia é totalmente influenciado pelo hip-hop. O rap é uma música eletrônica que vem do lance Do It Yourself, tem muito do punk. Como falei anteriormente, o brasileiro é muito inventivo e, através da facilidade de acesso a softwares de produção musical e à internet, consegue colocar suas ideias de uma maneira mais prática, e isso chega ao público de uma forma muito mais rápida. Então, a cultura hip-hop é muito influente, hoje em dia, no mercado como um todo. Há muitas pessoas que vêm desse local do rap, como é o meu próprio caso, pois vim das rodas de rima do Centro do Rio. Eu morava na Lapa, sou soteropolitano, já morei na Baixada (Fluminense), já morei em um monte de lugar. Então, esse local das possibilidades de criação da cultura hip-hop influencia não só a parte de criação, mas também o bussines, a parte dos negócios. Muitas pessoas vieram dessa cultura da rua e hoje em dia estão nas gravadoras, ajudando a criar essa conexão.
Os gêneros que a gente chama de urbanos são muito relevantes em termos de mercado; têm uma fatia relevante de market share. Então, existe esse movimento de que pessoas oriundas dessa cultura estejam nas gravadoras e agregadoras, servindo muitas vezes até como tradutoras. Quando a gente fala de hip-hop, a cultura pesa, não é só um negócio. O rap é um gênero musical muito atrelado à cultura, não é só a música. Ele conta histórias. O Marcão da Baixada é um ótimo exemplo disso, porque usa o nome da própria área (em que reside) no nome. Isso dá legitimidade para ele falar de certas coisas, o que é muito importante para você chegar numa mesa de negociação e falar a mesma língua de um artista que vem da periferia. Você não está ali não só representando a marca, mas sendo um intermediário entre dois mundos. Eu acredito muito nisso e que isso se expanda. A parte do negócio é muito importante, porque é isso que gera um festival, gera receita para uma cidade, uma cadeira na secretaria de Cultura, um edital, uma rede muito maior do que só o show, a música e o artista. O negócio e a cultura andam lado a lado quando se fala de rap, funk e outras culturas que a gente pode chamar de urbanas. Acredito nisso como um todo, mas acho que o hip-hop é uma ótima espinha dorsal de como pensar em negócio e cultura de forma bem ligadas. Há um mercado muito maior a ser expandido no Brasil.


Influências da cultura hip-hop em outros gêneros

— Eu olho com a mentalidade hip-hop para tudo: seja arrocha, pagode, rock... O arrocha, por exemplo, tem uma batida eletrônica, que você faz em casa, na interface, e lança. Hoje em dia, é um gênero em ascensão. Quando eu vejo um produtor do arrocha, eu consigo ver um DJ e um MC também. Os Barões da Pisadinha são um bom exemplo. A pisadinha é um subgênero de forró, e eles são artistas da Sony. Basicamente, são um produtor e um cantor, com uma base eletrônica. É muito do que vem do hip-hop. Sem ter uma base do hip-hop fazendo isso há 50 anos, eu não sei se a gente teria Os Barões da Pisadinha hoje em dia. Por mais que não haja ligação direta, quando você analisa, você vê: é uma forma de produção dentro de um sistema precarizado, através das ferramentas possíveis, e que chega a locais inesperados, dentro de uma estrutura que muitas vezes não dá acesso a pessoas que vêm da periferia, como é o caso dos caras também. Então, eu vejo como o arrocha, a pisadinha, o pagodão baiano, vêm muito dessa estrutura. São músicas de periferia. É como a gente consegue fazer muito com pouco, e isso é muito da cultura do brasileiro também, assim como do negro norte-americano da periferia. É a diáspora africana, onde ela foi fincando o pé e fazendo seus frutos até hoje. A música da diáspora é muito prolixa, potente, e eu vejo o hip-hop como uma cultura presente em diversas expressões artísticas que não necessariamente estão ligadas ao rap.
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Campista assina regata em desfile da Adidas na Rio Fashion Week
21/04/2026 | 13h02
Peça é assinada pelo figurinista Mateus Rebel
Peça é assinada pelo figurinista Mateus Rebel / Foto: Reprodução/Instagram
Após um hiato de 10 anos, o Rio de Janeiro foi reinserido no calendário nacional da moda com o retorno da Rio Fashion Week, realizada na última semana. E a Adidas, única marca não brasileira na line-up oficial do evento, apresentou como parte do seu desfile uma peça desenvolvida por um campista. Trata-se de Mateus Rebel, estilista e figurinista radicado na capital fluminense, que assinou uma regata feita com miçangas e fios de nylon.
Fornecedora da bola da Copa do Mundo de Futebol desde 1970, a Adidas promoveu na sexta-feira (17) um desfile que teve o esporte como tema-central. A própria Trionda, bola da Copa deste ano, integrou o look de vários modelos, se relacionando com a cultura dos bate-bolas no Carnaval. Mateus Rebel adotou essa linha ao desenvolver a sua regata, tendo o azul e o verde como cores predoninantes.
— O objetivo era emular uma regata de time de futebol, por isso as listras — explica o figurinista. — O tema do desfile foi o futebol, com uma pegada da estilista Rafaela Pinah, do Coolhunter Favela, que sempre traz a cultura suburbana carioca em seus trabalhos. Então, tudo foi sobre futebol, mas com uma passada pelos cabelos de cria; as rendas brancas e os bordados de búzios remetendo às religiões afro-brasileiras... — complementa.
Cerca de 20 grifes apresentaram coleções durante os cinco dias da Semana de Moda Carioca, de terça-feira (14) a sábado (18). Quase 30 mil pessoas passaram pelo Píer Mauá, que recebeu a maior parte das atrações, entre elas o desfile da Adidas.
Peça é assinada pelo figurinista Mateus Rebel
Peça é assinada pelo figurinista Mateus Rebel / Foto: Reprodução/Instagram
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Novo secretário-chefe da Casa Civil do estado é campista
15/04/2026 | 13h52
Flávio Willeman
Flávio Willeman / Foto: Divulgação
Nomeado secretário-chefe da Casa Civil do estado do Rio de Janeiro na noite desta terça-feira (14), pelo governador em exercício, Ricardo Couto, o procurador Flávio de Araújo Willeman é natural de Campos. Ele nasceu no distrito de Santo Eduardo, mas fez sua carreira jurídica no Rio de Janeiro.

Flávio Willeman atua na Procuradoria-Geral do Estado desde 2000, com diferentes funções, exercendo desde 2020 a de subprocurador-geral do estado. De 2014 a 2016, foi desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Seu currículo também atuação em âmbito privado, como advogado, e funções exercidas no Clube de Regatas do Flamengo, do qual é vice-presidente geral e jurídico desde o ano passado. Antes, já tinha sido vice-presidente jurídico, de 2013 a 2018, durante a gestão de Eduardo Bandeira de Mello.
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Jorge Vercillo recorda shows do início da carreira e passagem pela base do Flamengo antes do sucesso na música
12/04/2026 | 13h16
Jorge Vercillo se apresentou no Rancho da Ilha neste sábado
Jorge Vercillo se apresentou no Rancho da Ilha neste sábado / Foto: Bianca Trindade
O show de Jorge Vercillo no Rancho da Ilha, na noite deste sábado (11), foi mais uma demonstração da resiliência musical mantida pelo cantor e compositor. Em meio aos sucessos dos mais de 30 anos de carreira, incluindo trilhas sonoras de novelas, o repertório incluiu o chamado lado B, tão cantado pelos fãs quanto os principais hits. Antes de subir ao palco, o artista carioca também mostrou um pouco do lado B da vida pessoal, em entrevista ao blog. Falou, por exemplo, sobre a antiga vontade de ser jogador de futebol, que o levou a defender a base do Flamengo, seu clube do coração. Também citou a recente homenagem recebida da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que o concedeu a Medalha Tiradentes após indicação da deputada estadual Carla Machado, de São João da Barra, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura brasileira. Por fim, lembrou do início da trajetória na música, mencionando com carinho os shows intimistas em bares.
Confira abaixo a íntegra do bate-papo.
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Blog do Matheus Berriel - Jorge, você possui uma relação com Campos, onde fez alguns shows, mas já tinha bastante tempo da sua última apresentação na cidade. Se recorda da última vez?

Jorge Vercillo - Eu já vim muito para Campos, mas tinha uns dois ou três anos que não vinha. Tenho altas recordações de São João da Barra, que é aqui perto. Recentemente (em novembro de 2025), a deputada Carla Machado me prestigiou com a Medalha Tiradentes, lá na Alerj. Ela é aqui da região, até mandei mensagem para ela hoje. Foi uma data muito importante e significativa para mim, pelo conjunto da minha obra. Acho que, de qualquer maneira, o povo de Campos esteve representado por ela.
Blog do Matheus Berriel - Um episódio interessante e não tão divulgado da sua vida é que, antes de fazer sucesso na música, você jogou nas categorias de base do Flamengo. Como é a sua relação com o futebol?
Jorge Vercillo - Eu comecei a tentar treinar na base do Flamengo, principalmente na categoria juvenil, que é anterior à júnior, e também jogava bola no Areia, (tradicional time de futebol de praia) do Leme. Só que eu passei a tocar na noite, então, comecei a chegar cansado. Hoje, o futebol é um hobby maravilhoso.
Blog do Matheus Berriel - Você continua sendo rubro-negro...

Jorge Vercillo - Continuo, com certeza.

Blog do Matheus Berriel - Inclusive, participou do álbum "O Canto do Urubu", com músicas de Altay Veloso e Paulo César Feital sobre o Flamengo.

Jorge Vercillo - Exatamente! É um projeto maravilhoso, que eu indico a todos conhecerem.

Blog do Matheus Berriel - Um dos maiores sucessos da sua carreira diz que "a saudade é que nem maré". Com mais de 30 anos como artista profissional, há algo que tenha te marcado e dê saudade?
Jorge Vercillo - Acho que às vezes a informalidade de um barzinho, de uma roda de violão; puxar uma música que há muito tempo você não canta. Isso me dá saudade, e eu procuro reproduzir isso no show, no momento em que eu abro para os pedidos dos fãs.
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Morre Braulino, ex-goleiro campista com títulos por Fluminense e Paysandu
06/04/2026 | 11h50
Foto: Divulgação/Blumenau E.C.
Um entre os vários atletas que a cidade de Campos revelou ao futebol brasileiro foi a óbito neste domingo (5). Campeão estadual pelo Fluminense em 1980, o ex-goleiro Braulino morreu aos 66 anos, em Blumenau, onde morava. Segundo o site Informe Blumenau, a morte foi causada por problemas pulmonares.
Formado nas categorias de base do Americano, Braulino Luiz Pontes Filho foi levado ao Fluminense pelo ex-zagueiro campista Pinheiro, que identificou nele um grande potencial. No Flu, começou atuando na base, em 1975, e se profissionalizou definitivamente em 1978, permanecendo no clube até 1982. Nesse período, fez parte dos elencos que conquistaram o importante Torneio de Paris, em 1976, e o Torneio Teresa Herrera, na Espanha, em 1977, além do Campeonato Estadual de 1980. Em 1982, foi campeão paraense pelo Paysandu. Também passou por Figueirense, Blumenal e Avaí, sendo vice-campeão catarinense pelo Blumenau em 1988.
Após pendurar as chuteiras, no início da década de 1990, Braulino trabalhou com escolinhas e outras iniciativas esportivas em Blumenau, e foi presidente do Grêmio Esportivo Olímpico. Ainda dos seus familiares ainda moram em Campos.
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Campos terá Afro Roteiro Central a partir da próxima terça
26/03/2026 | 17h47
Plaquinhas serão colocadas em 16 locais relacionados à herança afro-brasileira
Plaquinhas serão colocadas em 16 locais relacionados à herança afro-brasileira / Foto: Reprodução
Na próxima terça-feira (31), será lançado em Campos o projeto Afro Roteiro Central. Ele consiste na colocação de placas em prédios e lugares relacionados à herança afro-brasileira no município, favorecendo o mapeamento e a valorização desses espaços. Cada placa contém breves explicações sobre a importância dos locais em questão, além de QR Codes que possibilitam um aprofundamento na história de cada um deles.
No ato do lançamento, às 14h de terça-feira, será inaugurada a placa do Pelourinho central, no Boulevard Francisco de Paula Carneiro (Calçadão). Também estão previstas sinalizações para as sedes do jornal abolicionista 25 de Março, existente de 1884 a 1888, e das sociedades musicais Lyra de Apollo, Lyra Guarani e Lyra Conspiradora; a Igreja de São Benedito; o antigo Teatro Empyreo Dramático; os largos do Rocio e do Rosário, entre outros locais.
A inicitiva é do movimento Afro Roteiros, criado pela pesquisadora e cantora Simone Pedro, com apoio da secretaria municipal de Turismo, da subsecretaria municipal de Igualdade Racial e Direitos Humanos, e do Costa Doce Convention & Visitors Bureau.
 
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Aos 77 anos, Tonico Pereira relembra momentos da carreira e comenta relação com Campos e o Goytacaz
24/03/2026 | 13h34
Foto: Elisângela Leite/Quiprocó Filmes
Os fãs de "A Grande Família" nunca precisaram visitar Campos para conhecer o Goytacaz Futebol Clube. Afinal de contas, o clube de coração do ator campista Tonico Pereira era costumeiramente mencionado por Mendonça, seu personagem na série televisiva, com direito ao uso da camisa em determinados episódios. Na intimidade, a paixão é ainda maior, como evidenciado por Tonico na tarde desta segunda-feira (23). Aos 77 anos, ele recebeu a equipe do Festival Internacional Goitacá de Cinema para um extenso bate-papo sobre a vida e a carreira. A entrevista será veiculada no catálogo da segunda edição do Festival Goitacá, que terá o artista como homenageado, em agosto.
Mesmo se recuperando de problemas de saúde, Tonico Pereira tem cumprido compromissos profissionais. Na semana passada, compareceu a um cinema do Rio de Janeiro para conferir a estreia do seu novo filme, "O Velho Fusca". Foi com o mesmo comprometimento que abriu as portas da sua casa, no bairro carioca da Lagoa, para falar de lembranças sobre a Campos do final dos anos 1940 à década de 1960 — período em que viveu na cidade. A entrevista também incluiu comentários sobre a época em que foi jogador de futebol; a mudança para o Rio de Janeiro; o início no teatro; a migração para o cinema e a televisão; além, claro, da relação com o Goytacaz, mantida mesmo estando fora de Campos há mais de 50 anos.
Entrevista com o ator Tonico em sua casa na Lagoa. Rio; 23/03/26 Foto Elisângela Leite
Entrevista com o ator Tonico em sua casa na Lagoa. Rio; 23/03/26 Foto Elisângela Leite / Foto: Elisângela Leite/Quiprocó Filmes
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