Fundo de Quintal promete agitar o Farol
- Atualizado em 10/01/2020 19:24

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O grupo Fundo de Quintal vai se apresentar hoje, às 22h, na praia do Farol de São Thomé, dentro do projeto Sesc Verão em parceria com a Prefeitura de Campos. No repertório a presença de seus maiores sucessos, como “Ela só quer sambar” e “Ao som do Fundo de Quintal”. Da lista fazem parte ainda as músicas “A amizade”, “Hoje eu vou pagodear”, “A batucada dos nossos tantãs”, “Insensato destino”, “Não sou cão”, “Vai lá, vai lá”, “Não tá nem aí”, “Só pra contrariar”, entre outras.
O Fundo de Quintal tem 40 anos de estrada e foi criado a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos no Rio de Janeiro no final dos anos setenta, cuja madrinha é cantora e sambista Beth Carvalho (falecida no ano passado). O grupo inicialmente era composto pelos seguintes músicos: Almir Guineto, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha, Ubirajara (Bira Presidente), Ubirany. Arlindo Cruz, Valter Sete Cordas e Cléber entraram mais tarde. Hoje é composto pelos músicos: Ademir Batera, Mário Sérgio, Ronaldinho, Sereno, Bira Presidente e Ubirany. Em 2003, Cléber deixou o grupo para seguir carreira solo.
O grupo destaca-se por usar instrumentos como o banjo, o tam-tam e o repique de mão. Cacique de Ramos é o nome de um bloco carnavalesco do bairro de Ramos na cidade do Rio de Janeiro. Uma quadra de futebol de salão é o local onde ainda se realizam os ensaios do bloco e também no final dos anos 70, onde se iniciou o maior movimento de samba que já se teve notícia: Os pagodes de Fundo de Quintal. A principal característica de seus componentes é que sempre saem em indumentárias indígenas.
O Grupo Fundo de Quintal mantém suas tradições e nunca se utilizou de outros instrumentos alheios a seu prestígio e performance em suas andanças pelo mundo. Quisera esses grupos novos que se intitulam de pagode, seguissem esse mesmo caminho em sua formação musical e instrumental… Sempre prevaleceu o som de cordas e percussão porque esses professores do samba, não necessitam de mais nada, além desses instrumentos para nos fazer cantar e sambar até o sol raiar.
Com certeza a raça, a cultura, o poder a harmonia a luz, além de milhares de outras características os fizeram assim. Eles fazem samba porque gostam, sabem e representam compositores do quilate de Candeia, Nelson Cavaquinho, Cartola, Heitor dos Prazeres, Velha Guarda da Portela, Neco do Reco, Pedrinho da Talita, Manoel Português, Pessoal da Serrinha, Ismael Silva, Trindade, Argemiro, Wilson Batista, Moquinha, Pedro Sabão, Adoniram, Pedro Marteleiro, Tia Madalena, Tião Cantador, Wilson Moreira, Nei Lopes, Paulinho da Viola, Noel Rosa, Talismã, Geraldo Filme, e tantos outros. Tornou-se hábito dos artistas do samba, ao gravarem seus discos, irem procurar sambas novos na roda do Cacique dando assim crédito a qualidade dos sambas que se surgiam desse novo movimento.
O Grupo Fundo de Quintal em seu gênero é o mais premiado. Além de tantos outros prêmios o maior prêmio da Música Popular Brasileira, Prêmio Sharp em seus 12 anos de existência tem o Grupo Fundo de Quintal como recordista em premiação: venceu por 10 vezes, sendo sete consecutivas como o melhor Grupo de Samba. Possui menções honrosas por seu trabalho e respeito ao samba, tendo inclusive discos ouvidos pelos maiores cantores, produtores, músicos, maestros de todo o mundo como referência do verdadeiro samba. (C.C.F.) (A.N.)
 
 
 
 

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