Bacellar: de homem forte à prisão pela PF
Em 3 de dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decretou a prisão preventiva de Bacellar (União) por supostamente de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, que prendeu o ex-deputado TH Joias. Após 7 dias preso, o ex-presidente deixou a prisão com tornozeleira eletrônica com o aval do plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
A prisão do ex-presidente da assembleia se deu após “convite” do superintendente da PF, Fábio Galvão, para uma “reunião” na Superintendência da PF, na Praça Mauá, no Rio. Ainda foram encontrados três celulares e R$ 90.840,00 em espécie.
Segundo as investigações, Bacellar teria avisado a TH Joias por telefone sobre a operação que prendeu o então parlamentar, na véspera da ação. O ex-deputado fez uma limpa em casa e chegou a organizar uma mudança para destruir as provas que mantinha em casa, usando até um caminhão.
Moraes, que determinou a prisão de Bacellar, afirmou que há “fortes indícios” que estaria atuando ativamente pela “obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado”.
A prisão do agora ex-presidente chegou a Casa de Leis fluminense. A votação que soltou o parlamentar terminou com 42 votos “sim”, 21 “não” e duas abstenções, seguindo o parecer aprovado por 4 a 3 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A PF, após ter acesso a um dos celulares de Bacellar, a fase 2 da Operação Unha e Carne, prendeu o desembargador federal Macário Ramos Judice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) pela suspeita de participar do vazamento da operação que levou TH joias para a cadeia. A investigação aponta que essa amizade servia de base para a troca de favores.
Rui Bulhões, chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar, esteve na sede da Polícia Federal após ser alvo de busca e apreensão.
Outras fases e desdobramentos podem deflaragradas, pois Moraes pediu o compartilhamento de informações da Operação Oricalco, que ainda não foi deflagrada.