Porto do Açu se consolida como vetor de transformação social e desenvolvimento econômico
Ao longo de 2025, o Porto do Açu ampliou seu papel de agente de transformação social e ambiental no Norte Fluminense. Ao fortalecer iniciativas voltadas à geração de oportunidades, à qualificação e à preservação do ambiente em que está inserido, o complexo portuário reforçou seu comprometimento com o desenvolvimento da comunidade local, com uma agenda que vai além do crescimento de negócios. O Açu tem entre seus pilares o compromisso ESG, com foco no desenvolvimento de pessoas, na sustentabilidade e na construção de um futuro mais inclusivo para a região.
Além de referência nacional em logística e infraestrutura, o complexo é um gerador de oportunidades, renda e qualificação profissional. Apenas a Porto do Açu Operações, administradora do empreendimento, deverá encerrar 2025 com aproximadamente R$ 60 milhões investidos em fornecedores locais, valor que representa mais de 20% de todas as contratações da empresa.
Ao longo do ano, mais de 1.800 jovens foram impulsionados por diferentes agendas de desenvolvimento da empresa, participando de programas de porta de entrada e qualificação profissional, como Jovem Aprendiz e estagiários técnicos e de nível superior, além de imersões no complexo portuário, através do Programa de Visitas. Essas iniciativas abrem novas oportunidades no mercado de trabalho para as futuras gerações e ampliam a empregabilidade local. Atualmente, cerca de 70% dos 7 mil colaboradores das empresas instaladas no complexo portuário residem em São João da Barra ou Campos.
Com foco na valorização das cadeias produtivas locais, a administradora do Porto do Açu manteve uma agenda especial de fortalecimento da agricultura familiar, com cerca de 40 famílias agrícolas assistidas, em 2025. Os produtores rurais receberam assessoria técnica, capacitação e novas oportunidades de comercialização, ampliando suas fontes de renda. No setor pesqueiro, foram mais de 60 pescadores apoiados, com iniciativas para o fortalecimento das colônias de pesca, segurança da navegação e gestão do uso compartilhado do espaço marinho.
O ano também foi marcado pelo fortalecimento de ações que integram sustentabilidade e responsabilidade social, em um contexto global de atenção às mudanças climáticas. No hub de hidrogênio, foi solicitado o licenciamento de mais 4,5 milhões de m², além de terem sido firmados novos contratos com Yamna e H2Brazil. O Açu também deu entrada no licenciamento de um hub de ferro metálico, que produzirá o insumo com menor emissão de carbono a partir da redução direta do minério de ferro usando gás natural e permitirá uma redução de até 60% nas emissões de CO? em relação ao método tradicional de produção de ferro gusa em altos-fornos a carvão mineral.
O Açu avançou também na implantação do primeiro hub de descomissionamento sustentável do Brasil, com a assinatura de dois novos acordos: um consórcio com a IKM Testing e um memorando de entendimento com a Sistac. Ambos visam viabilizar serviços essenciais para o pré-desmantelamento de plataformas e unidades offshore. A descarbonização do setor marítimo registrou avanços importantes, com o primeiro abastecimento com HVO (diesel verde) do setor marítimo no país, combustível capaz de reduzir em até 80% as emissões de CO? equivalente das embarcações.
E, no fim de 2025, o Açu firmou acordo com o Porto de Antuérpia-Bruges, na Bélgica, para criação de um corredor marítimo verde entre o Norte Fluminense e a Europa. Outro marco foi o início da construção do parque de tancagem do Terminal de Líquidos, que nasce preparado para armazenar combustíveis do futuro, como SAF e e-methanol.
O Terminal Multicargas (T-Mult) também teve importantes marcos esse ano. Ampliou o portfólio com cargas de trigo, tarugo (insumo para a siderurgia) e milho não transgênico. Também aumentou sua capacidade com 500 metros de cais e um segundo berço, permitindo a operação simultânea de dois navios e elevando a movimentação anual para 2,7 milhões de toneladas. Entre as iniciativas futuras estão uma unidade misturadora de fertilizantes, um terminal dedicado a grãos, uma esmagadora, uma planta de fertilizante de nitrogênio, além da integração ferroviária.
No eixo ambiental, a Reserva Caruara recebeu mais de 48 mil visitantes em 2025, promovendo o contato da população com a biodiversidade local e fortalecendo o turismo sustentável. Também firmou seu primeiro contrato para reflorestamento com empresa de fora do Açu - a EDF Brasil, fechou acordo de cooperação técnica com o Inea para desenvolver projetos de educação ambiental no Norte Fluminense e foi oficialmente incluída no mapa do Ministério do Turismo como atrativo natural de turismo sustentável.