Falta de voos deixa Campos "isolada"
A oficialização do encerramento das linhas aéreas comerciais operadas pela Azul em Campos também marcou o ano de 2025. A medida foi sacramentada no mês de agosto e entidades e empresários locais lutam para reverter a situação, uma vez que a falta de voos comerciais gera impactos para a economia regional.
Os itinerários aéreos comerciais de Campos eram ofertados pela companhia Azul, que no mês de agosto oficializou o encerramento das operações no município, causando impactos à economia regional. Na ocasião, a companhia alegou aumento nos custos operacionais, como a disparada do dólar, e a necessidade de tornar as operações mais rentáveis.
Em matéria publicada na Folha no dia 3 de setembro, o empresário e subsecretário de Turismo de Campos, Edvar Chagas Junior, reafirmou que está nesta luta há mais de 10 anos. Ele destacou que, diante do atual cenário, a região está isolada do mundo. Edvar lembrou, ainda, que quando esteve à frente da presidência da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos também defendeu a permanência dos voos comerciais no aeroporto Bartolomeu Lisandro. Também chegou a enviar ofícios para o Ministério de Portos e Aeroportos, alguns deles enviados em 2023, quando foi suspenso o voo Campos-Rio.
A atual presidência da CDL também reforçou a necessidade dos voos para o desenvolvimento econômico de Campos e todo o interior do Estado.
Em novembro, a retomada dos voos comerciais no Aeroporto Bartolomeu Lisandro foi discutida em reunião entre o presidente da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca), Thiago Virgílio, e o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, em Brasília.
Na ocasião, o ministro reconheceu a importância das linhas para a região. Entre as iniciativas para o desenvolvimento do transporte aéreo e da infraestrutura aeroportuária e aeronáutica em todo o país, o Ministério de Portos e Aeroportos apontou que haverá alíquota diferenciada para a aviação regional, prevista pela Reforma Tributária, além das linhas de crédito para as companhias do setor, que terão R$ 4 bilhões em recursos, perto de serem implementadas.