Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas em evento no Rio
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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realiza a recontagem dos votos ao governo do Estado neste sábado (10), às 15h. O procedimento vai confirmar a vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno, sem a necessidade de uma disputa no segundo turno contra Eduardo Paes (PSD), após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votar pela anulação dos votos do terceiro colocado no pleito, Anthony Garotinho (Republicanos).
Na véspera do julgamento, que ocorreu na quinta-feira (8), Garotinho anunciou a desistência do recurso. Mesmo assim, o TSE analisou o caso e manteve o indeferimento da candidatura, determinando a anulação dos votos recebidos por ele. A decisão sobre a destinação dos votos foi tomada por cinco votos a dois.
Garotinho recebeu 274.411 votos no primeiro turno, o equivalente a 3,17% da votação originalmente contabilizada.
Na apuração original, Douglas Ruas recebeu 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes teve 3.706.984 votos, ou 42,76% e os números apontavam para uma disputa em segundo turno.
O percentual, que deu a vitória a Ruas, de 50,9% dos votos foi adiantado pelo Ponto Final, da Folha da Manhã, no último dia 7.
O candidato Eduardo Paes chegou a entrar no Supremo Tribunal Federal (STF), com uma tutela cautelar para levar a eleição ao segundo turno. Contudo, o ministro Cristiano Zanin negou e, por isso, permanece em vigor a determinação do TSE para que os 274.411 votos recebidos por Garotinho sejam excluídos do cálculo dos votos válidos. Antes, a candidatura de foi indeferida pelo TRE-RJ em razão de uma condenação por improbidade administrativa.
Em Brasília, o deputado estadual Douglas Ruas comemorou a decisão do TSE.
“Pessoal, eu estou aqui em Brasília, em uma reunião de coordenação da campanha do nosso próximo presidente, Flávio Bolsonaro, e recebemos aqui a notícia de que o TSE já formou maioria para a eleição no primeiro turno no Rio de Janeiro. Quero agradecer primeiramente a Deus, agradecer ao presidente Bolsonaro, ao Flávio Bolsonaro, que confiaram a mim essa missão, a cada colaborador, a cada cidadão do Estado do Rio de Janeiro, e dizer a vocês que ainda não acabou. A mudança começou no dia 4 de outubro, e nós vamos confirmar a mudança no nosso Brasil no dia 25 de outubro, elegendo Flávio Bolsonaro presidente do Brasil”, declarou Douglas.
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Festa no Rio com a presença de Flávio
Na sexta-feira (9), véspera do TRE-RJ oficializar a vitória de Douglas Ruas (PL) ao governo do estado, no primeiro turno da eleições, o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro foi recebido no Rio, em um almoço festivo, com a presença de aliados e de políticos que estiveram no palanque de Eduardo Paes.
O prefeito Duque de Caxias, Netinho Reis (MDB) e o deputado estadual, Rosenverg Reis (MDB), integrantes da família Reis, que fizeram campanha para Eduardo Paes compareceram.
De Campos, lideranças do PL e o deputado federal eleito, Wladimir Garotinho, também participou do almoço. Wladimir no primeiro turno pediu voto para o pai, Anthony Garotinho, sempre informando, que a cúpula do partido conhecia sua posição.
Agenda política - Na agenda no Rio de Janeiro com aliados, Flávio Bolsonaro afirmou que, se for eleito, vai manter e melhorar programas sociais criados ou mantidos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o Bolsa Família e o Farmácia Popular. Além festejar a vitória de Ruas, ainda no Rio, Flávio negou que pretenda acabar com os benefícios e disse que quer ampliar as oportunidades de capacitação e qualificação profissional para a população de baixa renda. Segundo ele, o objetivo é promover mobilidade social e permitir que pessoas em situação de pobreza melhorem suas condições de vida.
Garotinho critica anulação dos votos no TSE
O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PL), que saiu das urnas em terceiro lugar, com votos sub judice, criticou a anulação de seus votos no primeiro turno da disputa deste ano pelo TSE que deu a vitória no pleito a Ruas.
Em manifestação publicada nas redes sociais, o político do Republicanos disse que “as instituições estaduais estão apodrecidas”, incluindo nesse balaio “parte do Executivo, Legislativo, Judiciário, órgãos de controle, parte das polícias, grande parte das prefeituras e câmaras municipais”.
Na nota, Garotinho afirmou que o crime organizado e a corrupção “tomaram o controle das áreas estratégicas do Estado” e opinou que apenas alguém com conhecimento desse quadro e coragem poderia mudá-lo para evitar, segundo ele, “o agravamento dessa situação vergonhosa”, acrecentando que se preparou para ser essa pessoa. Segundo ele, fez “sua parte” e que pagou e paga um “alto preço” pelo que considerou ser uma “escolha de não ceder às tentações do poder paralelo que controla nosso estado”.
“Sei dos riscos que corri e ainda corro. Mas nunca me chamarão de covarde”, concluiu.
Eduardo Paes chegou a fazer campanha antes da decisão do TSE
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Paes acata decisão e agradece a votação
A partir da decisão do TSE, que anulou os votos de Garotinho, Eduardo Paes ainda tentou reverter a situação no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, por fim, ainda na noite de quinta-feira, Paes acatou a nova decisão, que negou seu pedido de tutela cautelar e publicou uma nota em suas redes sociais.
Segundo Paes, respeita a decisão judicial que impede a realização do segundo turno na eleição para governador do Rio e reconheceu que não haverá segundo turno.
Contudo, ele também disse que a medida contraria a vontade soberana dos eleitores. O ex-prefeito do Rio aproveitou para agradecer aos mais de 3,7 milhões de fluminenses que votaram nele e afirmou que seu grupo político seguirá vigilante e cobrando os resultados do governo estadual. “Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia”, disse.
Ainda na nota, ele escreveu: “O estado do Rio de Janeiro vive uma das maiores crises de sua história, especialmente na segurança pública. A eleição termina, mas o meu amor pelo Rio de Janeiro e meu compromisso com o povo fluminense continuam os mesmos”.
O jurídico de Paes entrou com a tutela cautelar com base em votos divergentes dos ministros, de 5 a 2, para anular os votos de Garotinho. Mas, segundo Cristiano Zanin, o STF não pode analisar o caso neste momento, já que ainda existem recursos a serem apresentados no âmbito do próprio TSE.