Incêndio no Camelódromo completa um mês com parte das lojas ainda fechadas
O incêndio que atingiu os boxes do Shopping Popular Michel Haddad, o camelódromo do Centro de Campos, completou um mês neste sábado (10). Algumas lojas seguem fechadas e proprietários relataram que não houve manutenção no local. Segundo o Corpo de Bombeiros, o prazo dado à Prefeitura para cumprir as exigências de segurança contra incêndio e pânico acabou na sexta-feira (9). Já a Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) informou que está adotando providências.
O incêndio que atingiu os boxes do Shopping Popular Michel Haddad, o camelódromo do Centro de Campos, completou um mês neste sábado (10). Algumas lojas seguem fechadas e proprietários relataram que não houve manutenção no local. Segundo o Corpo de Bombeiros, o prazo dado à Prefeitura para cumprir as exigências de segurança contra incêndio e pânico acabou na sexta-feira (9). Já a Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) informou que está adotando providências.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as exigências foram resultado de uma vistoria realizada no local em 10 de setembro e estão registradas no Auto de Infração 96097. O prazo de 30 dias para o cumprimento das exigências se encerrou na sexta-feira (9). Neste caso, a corporação afirmou que poderá ser aplicada uma segunda multa ao município e concedido um último prazo, de mais 30 dias.
“Caso o responsável não comprove a regularização até essa data, o próximo passo previsto no procedimento fiscalizatório é a aplicação de uma segunda multa, no dobro do valor da primeira, com nova prorrogação automática do prazo por mais 30 dias corridos. Persistindo o descumprimento após esse novo período, a edificação poderá ficar sujeita à interdição”, informou.
A Codemca informou, na quinta-feira (8), que todas as providências necessárias estão sendo adotadas. “O órgão ressalta que os procedimentos estão em andamento e dentro do prazo estabelecido”, informou.
Thamyres Bomaro, proprietária de uma loja de óculos, relatou que não viu o local receber melhorias no sistema de prevenção a incêndio. Ela contou que conseguiu retornar às atividades da loja, mas outros proprietários não.
“A gente não teve apoio de nenhum órgão público. Todas as bancas que voltaram, inclusive a minha, foi por conta própria. Não foi passado nada para gente, nem sobre a notificação dos Bombeiros. Não tem extintor e a tubulação não foi refeita. As bancas destruídas não foram feitas, o teto que está todo preto, queimado, também não foi trocado. Nada foi feito e eu acho que também não será”, disse.
Segundo Pedro Cordeiro, proprietário de uma loja de calçados, os trabalhadores tiveram que arcar com os reparos após o incêndio.
“Os Bombeiros alegaram que entraram em contato com a Codemca e notificaram que esse sistema (contra incêndio) não estava funcional. No entanto, não vimos nenhum posicionamento sobre isso. Estamos completando um mês de muito trabalho diário para tentar colocar os móveis e os produtos no local. A única coisa que nos foi oferecida pela Prefeitura foi empréstimo com o Fundecam”, falou.