PT confirma dobradinha Lula e Alckmin para as urnas em outubro
Dora Paula Paes - Atualizado em 05/08/2026 07:56
Lula na Convenção Nacional do PT 2026
Lula na Convenção Nacional do PT 2026 / Ricardo Stuckert/Divulgação
O Partido dos Trabalhadores oficializou no domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em convenção partidária realizada no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo. Lula busca seu quarto mandato e terá novamente Geraldo Alckmin (PSB) como vice, repetindo a chapa eleita em 2022. No Rio, o PT está fechado com a eleição de Eduardo Paes (PSD) para governador, que em retribuição vai realizar um ato pró-Lula, no dia 22 de agosto.
“Peço desculpas pelos erros que cometi e pelas coisas que não fiz”, disse Lula em discurso para militantes reunidos em convenção. Havia representantes de PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede, aliados do PT na eleição presidencial.
No discurso de mais de uma hora, Lula anunciou cinco compromissos em um eventual quarto mandato: “Resolver definitivamente o papel da educação”; criar um programa para idosos; fortalecer a indústria militar; manter a riqueza das terras raras “para os brasileiros”; programas para a transição energética.
O presidente também anunciou uma autocrítica à falta de mulheres no roteiro de discursos. “Não é possível que a gente tenha esquecido de, no principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar”, declarou Lula que convidou a primeira-dama Janja para ocupar a lacuna do protocolo.
Convenção no Rio teve troca pública de críticas 
Antes, no sábado (1º), foi realizada a convenção estadual do PT do Rio de Janeiro, quando lideranças do partido protagonizaram uma troca pública de críticas nas redes sociais, expondo divergências sobre a condução da sigla no estado.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e o ex-presidente da Embratur, Marcelo Freixo, divulgaram um vídeo informando que não participariam da convenção. Segundo eles, a decisão não está relacionada a “picuinhas internas”, mas à defesa da “democracia” no partido.
Sem citar diretamente nomes, eles também criticaram o que classificaram como “gestos autoritários” .
A declaração provocou reação do prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá (PT), uma das principais lideranças do partido no Rio. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele rebateu as críticas dos aliado. 

 

 

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