Banca de jornais em Campos vira um sebo com venda de livros a R$ 5 cada um
25/12/2024 | 09h10
A diversificação na atividade de banca de jornais e revistas é observada também em Campos. Na Av. 28 de Março, esquina com a Rua dos Goitacazes, em frente ao SuperBom, o espaço mantém a finalidade. Mas acomoda um sebo. E o preço de cada livro chama a atenção. Qualquer um custa apenas R$ 5.

O funcionamento é diário, sob o mando de Washington Tavares da Silva, pessoa gentil, muito querida na área, ele que é jornaleiro antigo naquele espaço.

No sebo, cujo abastecimento de livros é feito sobretudo por doações, é possível encontrar obras raras, com diferente viés de leitura. E há, também, além de revistas atuais, exemplares antigos, inclusive gibis.

O primeiro proprietário da banca foi o saudoso Manoel Lucas, um craque no passado, jogador com uma carreira brilhante no Goytacaz.
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Mulher fica nua no bar
23/12/2024 | 10h00
O Bar Luiz, no centro do Rio, era a extensão da redação do Pasquim, que ficava a 50 metros dali. Editores e colaboradores, na verdade, ficavam mais tempo no bar do que no trabalho.

Certa feita, conta Jaguar, eles levaram para o bar uma modelo vestida só com uma capa de chuva. “De repente ela tirou a capa e ficou nuazinha da silva enquanto o nosso fotógrafo clicava um filme inteiro”, relata o cartunista.

Segundo Jaguar, os frequentadores — aquele bando de machões com rodelas de chope empilhadas na mesa — ficaram petrificados, o caneco suspenso no trajeto da mesa à goela, achando que estavam tendo uma alucinação etílica.
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Brincadeira na redação acaba com suplemento literário de jornal
22/12/2024 | 08h36
A literatura brasileira sofreu, neste mês, uma perda significativa: a morte de Dalton Trevisan. O brilho do escritor paranaense deu luz a um episódio no qual envolveu, na redação do jornal A Notícia, aqui em Campos, uma situação protagonizada pelo professor Joel Mello.

Nos anos 70, Joel Mello, respeitado mestre do curso de Literatura da Faculdade de Filosofia de Campos (Fafic), era responsável por um suplemento literário publicado no jornal.

O suplemento saía aos domingos e Joel Mello levava o material (crônicas, artigos, poesias) na véspera, quando fazia uma visita à redação de A Notícia, então localizada na Av. 7 de Setembro.

Por vários meses, a presença de Joel é constante na redação, estreitando o relacionamento com a chamada turma de Hervé Salgado Rodrigues, o diretor do jornal.

Tudo vai bem até que, em uma manhã de sábado, o jornalista José Cunha Filho, que escrevia a coluna “Dia a Dia”, resolve pregar uma peça em Joel, com a cumplicidade de alguns colegas de redação.

José Cunha pega um conto de Dalton Trevisan, premiado em concurso nacional, promovido pelo governo do Paraná, e digita-o em laudas do jornal para dar-lhe uma característica de produção local.

Quando Joel chega, Cunha estende-lhe as laudas, pedindo para analisá-lo, sob o aspecto literário. A versão que passa é a de que o conto seria do colega de redação, Prata Tavares.
FIM DE SUPLEMENTO
Joel dá uma lida e faz umas ponderações, que, de alguma forma, minimizam a obra. Cunha diz, então, que o conto não é de Prata, mas do festejado Dalton Trevisan, autor de vários livros, vencedor do prêmio Camões.

Joel Mello não gosta da brincadeira e não aparece mais no jornal. É o fim do suplemento “Letras & Problemas”. A Notícia e seus leitores perdem os artigos literários, sempre de alto nível.
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Divertida história do rádio de Campos
20/12/2024 | 08h09
Anos 80. Dono de um programa na Rádio Cultura de Campos, Evaldo de Andrade, locutor conhecido pelo jargão “Ooooiiiiii, Brasiiiiil!!!!”, recebe a visita de um ouvinte, que queria conhecê-lo.

Na porta do estúdio, o fã do comunicador foi recebido pelo próprio, que não se identificou. Evaldo pediu para o sujeito entrar e acompanhar o programa, que ele já estaria de voltar porque iria à discoteca da rádio.

Quando voltou e reassumiu o microfone, Evaldo foi surpreendido com uma pergunta:
— É você que é o Evaldo de Andrade? Eu pensei que Evaldo fosse um homem...

O detalhe é que o microfone estava aberto e a observação do visitante, captada por todos os ouvintes, ocorreu porque ele achava que Evaldo, então com apenas 23 anos, fosse um senhor.
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Atrapalhada da Enel no corte de luz em Campos
18/12/2024 | 11h55

A Enel cortou a luz de vários prédios vinculados à Prefeitura de Campos por conta de uma dívida. O montante alcança R$ 76 milhões. A Prefeitura, por meio de nota, diz que o débito não é da atual gestão.
A Enel, ao reagir à falta do pagamento, cometeu uma atrapalhada. Foi na execução do corte na energia da Secretaria Municipal de Infraestrutura, localizada na rua Tenente Coronel Cardoso (antiga Rua Formosa).
Junto com o corte no prédio da Prefeitura, foi feito um outro da residência vizinha, que, não por vontade dos proprietários, mas por questões da própria Enel, tem os fios que alimentam os dois imóveis um próximo do outro.
O resultado é que a casa, em que reside uma senhora com 92 anos de idade — mãe da professora Cibele Daher — e com as contas em dia, ficou 15 horas sem energia pelo equívoco da equipe da Enel.
Pelas redes sociais, Cibele Daher fez um desabafo: “Fica provado mais uma vez que a privatização só trouxe sofrimento para a população. Não é possível ser condescendente com tamanha arbitrariedade”.
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Confraria no antigo Bar e Mercearia São Jorge
15/12/2024 | 10h10
Foto de um grupo de frequentadores do antigo Bar e Mercearia São Jorge, dos irmãos Almir e Aland Ferreira. O estabelecimento ficava na Av. 7 de Setembro, centro da cidade, e era muito frequentado. Fechou nos anos 80.
Foto tirada em 27/08/1977. Nela, aparecem Eduardo Brasileiro, Geraldo Moraes, Zoca Andrade, Deo Braga, Germano D´Angelo, Marcos Kury, Fernando Brasileiro, Helio Baiano, Clésio Ribeiro, Luizinho Pecly, Roberto Baiano, Custódio Braga, Aland Ferreira.
Estou nela também, claro. O Bar São Jorge era espécie de sucursal (rsrs) do jornal A Notícia, onde trabalhei por muito tempo.
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Campistas devem estar atentos ao atendimento médico em Guarapari
13/12/2024 | 07h35
A praia de Guarapari, muito frequentada por campistas, carece de um atendimento de emergência hospitalaraos fins de semana. O jornalista Roberto Assis, que atuou na imprensa de Campos, e hoje mora em Vila Velha (ES), foi testemunha de um cenário de dificuldade.
Roberto buscou socorro para um filho, que sofreu queda de patins e machucou o braço, na altura do pulso. A criança foi levada ao São Pedro, um hospital privado. “Se é que se pode chamar aquilo de hospital”, avalia o jornalista.
Mas o hospital estava fechado. O São Pedro não tem mais atendimento de emergência, pelo menos nos fins de semana. Daí que Roberto levou o filho ao hospital infantil (público) da Praia do Morro. Lá, a criança foi atendida, tirou um raio X e o médico viu que precisaria imobilizar.
Mas o hospital infantil não fazia esse serviço. Onde então? “Só em Vila Velha”, disse o médico. E encaminhou o paciente. “Acredite quem quiser. Guarapari, com quase 150 mil habitantes, não tem um lugar (nem público, nem privado) onde engessar um braço no fim de semana”, diz Roberto.
CIDADE SAÚDE
Roberto Assis ironiza: “E ainda chamam aquilo de Cidade Saúde. O verão está chegando e o balneário receberá uma quantidade enorme de turistas. Se você pretende passar as férias lá e alguém da família precisar de atendimento médico, mesmo que básico, não perca tempo: vá logo para Vitória ou Vila Velha”.
Roberto revela que a cidade de Anchieta, que é bem menor, “é muito melhor nesse quesito”. Os campistas, portanto, que comparecem em grande número a cada temporada em Guarapari, “devem ficar atentos à carência hospitalar na cidade”, pondera o jornalista.
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Confraria entre médicos no bar do saudoso Nilo Rato
12/12/2024 | 08h01
A foto é antiga. Soma uns 40 anos. O bar, que ficava na Av. Helion Póvoa, próximo a Beira-Rio (no local funcionou o restaurante Bicho Papão), era comandado pelo saudoso Nilo Rato, representante farmacêutico. Da direita para a esquerda, Walid Khenaifes, Luiz José de Souza, Benedito Phol, Abel Santos, Luiz Carlos Osti e Jeferson Mancini.
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Atafona não resiste ao avanço do mar
11/12/2024 | 07h52


Atafona é o exemplo mais conhecido no Brasil das consequências dos impactos ambientais que se agravam com as mudanças climáticas.

Na região, revela o site UOL, o nível do mar já subiu 13 centímetros e a previsão é que atinja média de 16 cm até 2050, podendo variar de 12 cm a 21 centímetros.

O problema é ocasionado pelo aquecimento global e também está ligado a outros processos — naturais e por interferência humana — nas últimas décadas.

Para Gilberto Pessanha Ribeiro, doutor em Geografia pela UFF, cuja família teve três casas destruídas pela erosão, não há como fazer grandes construções em zonas costeiras de Atafona, “porque é questão de tempo até que elas sejam destruídas”.

Gilberto diz que investir em obras de grande porte para conter erosão não é a solução. “Não só porque a obra e a manutenção são caras, mas porque a médio e longo prazo é um fracasso”. 
Também consultor técnico na CartaGeo, Gilberto Ribeiro revela que não há como combater o que já está acontecendo. “A coexistência com esses processos é o que as mudanças climáticas impõem”, assinala.
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Confraria no Bar do Bertolino
09/12/2024 | 11h54
Um grupo de amigos no antigo Bar Estrela, que ficava na Av. Alberto Torres, esquina com Rua dos Bondes, próximo ao Colégio Batista Fluminense. A clientela o chamava de “Bar do Bertolino”, em uma referência ao nome do proprietário.
Na foto, do arquivo de Betinho Peixoto, alguns dos fiéis frequentadores: Helinho Baiano, Déo Braga, João Carlos Reis, Zoca Andrade, Geraldo Saldanha, Estelito Peixoto, Ferdinando Leite, Newton Paes da Cunha, Claudinho Figueiredo, Afonso Muniz, Victor Delbons.
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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