Procurador eleitoral chama Chequinho de "Lava Jato" de Campos
16/10/2017 | 18h57
O vereador Jorge Rangel está sendo julgado neste momento pelo plenário do Tribunal Regional Eleitoral.
A sustentação oral da defesa foi feita pelo advogado Eduardo Damian, que afirmou não haver provas contra Rangel.
Já o procurador eleitoral Sidney Madruga classificou o esquema Chequinho como "o maior absurdo" que já assistiu em sua carreira dentro do Direito Eleitoral. E afirmou que trata-se da verdadeira "Lava Jato" de Campos.
Mais informações em instantes.
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Chequinho: Ozéias, Miguelito, Ana Alice e Gisele condenados à prisão
16/10/2017 | 15h12
O juiz Ricardo Coimbra, da 76 Zona Eleitoral, condenou à prisão os vereadores Ozéias (PSDB) e Miguelito (PSL), além da ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social Ana Alice Alvarenga e a ex-coordenadora do Cheque Cidadão Gisele Kock por crimes cometidos e que resultaram na operação Chequinho.
Ozéias e Miguelito, de acordo com o magistrado, eram responsáveis por oferecer a vantagem ao eleitor e eram beneficiários diretos do voto. Eles foram condenados a cinco anos e quatro meses de reclusão em regime semi-aberto e ainda tiveram decretada perda dos mandatos.
Já Ana Alice e Gisele, ainda segundo a sentença, participavam administrando a inclusão dos dados do eleitor no sistema para recebimento do benefício. Não tinham, porém, o poder de decisão sobre a inclusão no programa nem para escolha dos beneficiados. Elas foram condenadas a um ano e três meses de reclusão, convertida em prestação de serviços comunitários.
Segundo a sentença, Ozéias foi condenado pela prática do crime tipificado no art. 299 do Código Eleitoral (Corrupção eleitoral), 956 vezes na forma do art. 71 do CP combinado com o crime tipificado no art. 288 do CP na forma do art. 69, também de CP (associação criminosa); Miguelito pela prática do crime tipificado no art. 299 do Código Eleitoral, 743 vezes na forma do art. 71 do CP combinado com o crime tipificado no art. 288 do CP na forma do art. 69, também de CP; Ana Alice pela prática do crime tipificado no art. 299 do Código Eleitoral, 1.619 vezes na forma do art. 71 do CP combinado com o crime tipificado no art. 288 do CP na forma do art. 69, também de CP; e Gisele Koch pela prática do crime tipificado no art. 299 do Código Eleitoral, 1.619 vezes na forma do art. 71 do CP combinado com o crime tipificado no art. 288 do CP na forma do art. 69, também de CP.
É a segunda sentença de Ação Penal do caso. A primeira foi a do ex-governador Anthony Garotinho, apontado como líder do esquema e condenado a 9 anos, 11 meses e 10 dias de prisão. Existem tramitando outras quatro.
De acordo com a sentença,  as penas dos condenados na Ação Penal 26-93 serão:
Ozéias Azeredo Martins em 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semi-aberto, no total, e, para cada um dos crimes do art. 299 do Código Eleitoral, 10 dias-multa no valor unitário de ½ (meio) salário mínimo vigente, sendo as penas de multa serem somadas, bem como a perda do mandato eletivo;
Miguel Ribeiro Machado em 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semi-aberto, no total, e, para cada um dos crimes do art. 299 do Código Eleitoral, 10 dias-multa no valor unitário de ½ (meio) salário mínimo vigente, sendo as penas de multa serem somadas, bem como a perda do mandato eletivo
Ana Alice Ribeiro Lopes Alvarenga em 1 (ano) anos e 3 (três) meses de reclusão, no total, e, para cada um dos crimes do art. 299 do Código Eleitoral, 6 (seis) dias-multa no valor unitário de 1/10 (um décimo) do salário mínimo. A pena privativa da liberdade fica substituída por duas restritivas de direito. Uma prestação de serviços à comunidade em hospital público, a ser especificada no momento da execução e uma interdição temporária de direitos consistente na proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública, bem como de mandato eletivo.
Gisele Koch Soares em 1 (ano) anos e 3 (três) meses de reclusão, no total, e, para cada um dos crimes do art. 299 do Código Eleitoral, 6 (seis) dias-multa no valor unitário de 1/10 (um décimo) do salário mínimo. A pena privativa da liberdade fica substituída por duas restritivas de direito. Uma prestação de serviços à comunidade em hospital público, a ser especificada no momento da execução e uma interdição temporária de direitos consistente na proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública, bem como de mandato eletivo.
16. Considerando a prolação da sentença, revogo as medidas cautelares impostas para todos os réus.
17. Com o trânsito em julgado, expeça-se mandado de prisão.
 Leia a matéria completa na edição de amanhã da Folha da Manhã
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TRE julga hoje recurso do vereador Jorge Rangel
16/10/2017 | 13h04
Último dos vereadores eleitos a ser diplomado e empossado, Jorge Rangel será o primeiro a ser julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) após um longo tempo. Rangel foi condenado em primeira instância na Chequinho e recorreu ao TRE. Os últimos (e únicos) julgamentos envolvendo recurso de vereadores da Chequinho contra decisão em primeira instância aconteceram em 4 de abril (Jorge Magal - PSD) e 29 de maio (Vinicius Madureira - PRP). Ambos foram afastados dos cargos.
Rangel tomou posse em 15 de agosto último. Ele fazia parte do grupo de seis parlamentares eleitos não  diplomados em dezembro por envolvimento na Chequinho e já foram condenados em primeira instância - Além dele, Kellinho (PR), Linda Mara Silva (PTC), Thiago Virgílio (PTC), Ozéias (PSDB) e Miguelito (PSL).
Em abril, eles obtiveram decisão favorável no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em maio, Linda Mara, Thiago Virgílio, Ozéias e Miguelito conseguiram liminar no TRE para serem diplomados e empossados, o que aconteceu em 7 de junho.
Kellinho só voltou em 7 de agosto e Rangel, em uma semana depois.
Outros quatro também respondem por envolvimento na Chequinho e também já foram condenados em Campos: os vereadores Thiago Ferrugem (PR), Roberto Pinto (PTC),  Jorge Magal (PSD) e Vinícius Madureira (PRP).
Caso, o TRE confirme a condenação e Jorge Rangel seja afastado, quem volta à Câmara é Joilza Rangel.
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Delação de Funaro: "Bomba" de Garotinho explode no próprio colo
15/10/2017 | 13h46
Como são as coisas: Em setembro, quando começaram a sair as primeiras notícias sobre a delação do doleiro Lúcio Funaro, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) classificou a delação como "uma das maiores bombas atômicas já disparadas sobre a República".
Acontece que...
Houve a divulgação do envolvimento de seu nome e da esposa Rosinha. Funaro afirmou, em delação, que Garotinho participava do esquema de propina. Segundo Funaro, o esquema de desvio de dinheiro da Prece, o fundo de pensão da Cedae, operado por Eduardo Cunha (PMDB), foi planejado durante a campanha de Rosinha Garotinho (PR) para o Governo do Estado. Ele afirma que parte desse fundo ia para Garotinho, que na época tinha um projeto de candidatura à presidência. A informação foi postada em primeira mão o blog do Arnaldo Neto.
Aí...
Com seu nome e da esposa citados, Garotinho publicou em seu blog afirmando que a delação é "seletiva" e que trata-se de vingança de Funaro contra ele.
O vídeo sobre a "bomba" foi postado no Click Campos e no blog de Bastos.
Confira abaixo nota postada no blog do ex-governador:
"Como já havia previsto, o doleiro Lúcio Funaro, na em sua delação premiada, iria tentar me envolver. Óbvio, sem provas.
Asssim como Cunha, Funaro tem ódio declarado por mim. Aliás, desde a prisão de Eduardo Cunha, seu melhor amigo e sócio venho afirmando: querem achar o caminho do dinheiro do CUNHA prendam o FUNARO.
Ele acabou sendo preso e fazendo uma delação seletiva, muitas verdades, muitas omissões e também vingança contra quem há muitos anos vem enfrentando seu maior aliado, CUNHA.
Desafio que além de palavras, o doleiro de Eduado Cunha e boa parte do PMDB apresente qualquer prova contra mim. Seja uma conta no exterior, algum depósito no Brasil, algum bem adquirido, qualquer situação que comprove suas palavras.
O fundo de pensão da CEDAE foi de fato comandado por Eduardo Cunha através de pessoas por ele indicadas e por funcionários indicados pelo sindicato há época controlado pelo PCdoB.
A Governadora Rosinha e muito menos eu, nunca tivemos nenhuma interferência nas decisões do fundo.
Quando as aplicações eram efetuadas e o fundo tinha total autonomia para fazê-las, a governadora não tomava nem ciência.
Se os fatos narrados pelo senhor FUNARO fossem verdadeiros em sua plenitude, diria o montante repassado a mim ou depositado durante os 4 anos (2002-2006) em que junto com Eduardo Cunha roubaram o dinheiro dos trabalhadores da CEDAE.
Essa é mais uma mentirinha do PMDB com medo da minha volta ao governo do estado para colocar o restante de sua quadrilha na cadeia onde atualmente está Sérgio Cabral.''  
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Hora de adiantar os relógios
14/10/2017 | 11h26
Imagem divulgação
Começa 0h de amanhã, domingo (15,) o horário de verão 2017. Moradores de 10 estados e do Distrito Federal devem adiantar o relógio em uma hora. O horário de verão vai até 17 de fevereiro de 2018.
O ajuste vale para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) e vigora até 18 de fevereiro do ano que vem.
Com isso, o horário no leste do Amazonas e nos estados de Roraima e Rondônia fica duas horas atrasado em relação à Brasília, enquanto oeste do Amazonas e Acre ficam três horas atrás.
O horário de verão foi instituído com o objetivo economizar energia no país em função do maior aproveitamento do período de luz solar.
A medida foi utilizada pela primeira vez em 1931 e depois em outros anos, sem regularidade. Em 2008, ganhou caráter permanente e passou a vigorar do terceiro domingo de outubro até o terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.
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MP denuncia Davi Loureiro como "prefeito de fato" de São Fidélis
13/10/2017 | 15h23
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de São Fidelis, cumpriu, nesta quarta-feira (11/10), mandado de busca e apreensão na sede da prefeitura municipal, a fim de verificar se o ex-prefeito Davi Loureiro Coelho estaria usurpando a função pública do atual prefeito. Denunciado pelo MPRJ na terça-feira (10/10), Davi Loureiro Coelho está proibido de exercer função pública em São Fidélis em decorrência de condenação por ato de improbidade administrativa.
Além do afastamento de Davi Loureiro Coelho das funções e cargos que ocupa, a denúncia requer a condenação do ex-prefeito pelos crimes de descumprimento de proibição de exercício de função por decisão judicial e exercício ilegal de atividade. Diligências realizadas na prefeitura constataram que Davi Loureiro, além de exercer função pública, atuava como prefeito.
Nota da defesa de Davi Loureiro, enviada hoje pelo advogado Eduardo Ferraz:
"Na incumbência constituída de bem e substancialmente defender DAVID LOUREIRO COELHO, a figura política de maior expressão e vulto da história de São Fidélis, das acusações que lhe foram formuladas pela Promotoria Local em 11/10/2017 e repercutidas nos canais de mídia, é fundamental noticiar publicamente os seguintes pontos:
1. O inesquecível prefeito David Loureiro Coelho não exerce, nem nunca exerceu, clandestinamente qualquer função pública na Prefeitura de São Fidélis no Governo do Prefeito Amarildo Alcântara. Em todas as ocasiões que serviu ao povo fidelense como agente público na atual gestão municipal, estabeleceu seu vínculo com base em legítima e razoável interpretação dos princípios e normas incidentes no contexto fático-jurídico em que inserida sua situação jurisdicional. 2. O inesquecível prefeito David Loureiro Coelho também nunca exerceu a Chefia do Poder Executivo Municipal em substituição de fato ao legítimo e atual Prefeito Amarildo Alcântara, o qual exerce com independência e honradez o seu importante múnus público outorgado pela maciça maioria da população fidelense, inclusive prestando contas semanais em famoso programa de rádio difundido toda sexta-feira, cujas edições nunca contou com a participação de David Loureiro. Portanto, a intitulação de David Loureiro como atual “prefeito de fato” do município é covarde e leviana, merecendo ficar restrita ao gueto dos insignificantes, sendo certo que promotores e juízes devem se manter distantes desse “direito achado no esgoto”. Demais disso, a amizade e parceria entre David Loureiro e o Prefeito Amarildo Alcântara é decana e notória, tendo sido contundentemente exposta durante toda a campanha eleitoral em 2016. 3. Não se pode confundir a natureza jurídica de institutos de direito público com o imaginário popular. Cessão e contratação são coisas completamente distintas no mundo jurídico. David Loureiro não foi contratado pela Prefeitura de São Fidélis, mas CEDIDO ao município pela EMATER/RJ no contexto de um convênio, ante seu vínculo permanente por concurso público tal Órgão. É dizer: Ele é servidor de carreira!
 
4. Por fim e por mais importante. A condenação em ato de improbidade administrativa invocada pelo Ministério Público como obstáculo ao exercício de função pública, por parte de David Loureiro, não possui lastro naquele conceito de preservação da moralidade administrativa que inspirou o Constituinte Originário de nossa Constituição Cidadã. Isso porque David Loureiro NÃO foi condenado por ter roubado ou desviado dinheiro público, mas tão-somente porque nomeou, por meros 03 meses, duas pessoas da confiança de um contador público que prestava efetivamente seus serviços à Prefeitura, mas estava impedido, momentaneamente, de estabelecer vínculo pessoal com a Administração Pública, pois estava em processo de desligamento de outro cargo que ocupava noutra municipalidade, o que foi saneado no prazo de 90 dias. Por conta dessa mera incongruência, David Loureiro foi condenado à pena máxima prevista na Lei de Improbidade, a qual é reservada somente aos grandes casos de corrupção, como esses que se tem visto no âmbito da Operação Lava-Jato. Em suma: a condenação de David Loureiro, invocada erroneamente para impor seu afastamento da função pública municipal, é o mais escandaloso erro judiciário de que se tem notícia na região no tocante à aplicação da Lei de Improbidade Administrativa, ante sua manifesta e gravíssima violação aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, cuja inobservância fere, violentamente, a própria concepção de dignidade da pessoa humana, erigida como fundamento da República no primeiro artigo da Constituição Federal.
Feitas essas considerações públicas em nome da ampla defesa e do contraditório, segue-se confiando na Justiça Brasileira, uma vez que toda tese justa e boa prevalece no final. Não há dúvida: o bem sempre vence o mal!" 
 
 
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A necessidade de mudar o transporte público em Campos
13/10/2017 | 10h25
Ponto em comum
Talvez a única coisa com que concordem todas as vertentes envolvidas na questão do transporte público — empresas, funcionários, prefeitura e, principalmente, população — é que ele precisa ser reformulado com urgência. Os anos da passagem social, com pouca ou quase nenhuma fiscalização, levaram ao colapso atual. Não fosse assim, o atraso do repasse de setembro por parte da Prefeitura de Campos não implicaria em três meses de atraso dos salários dos funcionários por parte das empresas. Algo está muito errado e não é de hoje.
Longe
A suspensão da passagem social pelo prefeito Rafael Diniz está longe de resolver o problema. Talvez seja até uma parte ínfima diante de tantos outros poréns que envolvem esta questão. Mas é fato, também, que a manutenção da passagem social durante o governo Rosinha Garotinho não resultou em um transporte mais eficiente e confortável. Longe disso: ônibus lotados, sem conforto e que não cumprem horários sempre foram sendo motivo de reclamação dos usuários. Há muitos anos. Tirando a passagem mais barata para usuário, pouco se evoluiu na questão.
Conta
Mais barata em termos, já que a conta ia para alguém. E era alta. Sem fiscalização eficiente de quantas passagens eram utilizadas todos os meses, do horário dos ônibus e até do funcionamento do cartão cidadão de modo a não permitir fraude, o resultado não podia ser outro: Uma bola de neve, que foi crescendo até transformar-se em uma avalanche. Mesmo que todas as empresas voltem a circular, como quer a Prefeitura, não é difícil que, mais tarde, de novo, aconteça nova paralisação.
Para lembrar
Por falar em suspensão da passagem, vale lembrar que a iniciativa da equipe do prefeito não é inédita. A própria Rosinha Garotinho, em 4 de janeiro do ano passado, suspendeu a passagem a R$ 1 por 60 dias. A justificativa, segundo o decreto 346/2015 era que, neste prazo, as empresas de ônibus teriam que implantar o sistema de bilhetagem. No mês seguinte, a Prefeitura decidiu por um recadastramento dos usuários. A passagem, que deveria retornar em março, mas a suspensão foi prorrogada até dia 16 de abril de 2016. Voltou, mas sem solucionar pontos principais.
No sério
De qualquer forma, mesmo com suas razões, a paralisação é ilegal, como a Justiça do Trabalho já decidiu. O Poder Público municipal prometeu depositar, segunda-feira, em juízo, o valor devido às empresas para que seja destinado ao pagamento dos salários dos rodoviários. E queria 100% da frota nas ruas ontem. Não conseguiu. A Tarisguá, até o fechamento desta edição, continuava sem circular. Como a Prefeitura informou que acionaria a Polícia Militar para garantir a ordem e a segurança dos passageiros, resta saber qual atitude tomará em mais uma prova de fogo do novo governo.
Encontros clandestinos
A procuradora geral da República, Raquel Dodge, quer saber quantas vezes o coronel João Batista de Lima, amigo do presidente Michel Temer, esteve no Palácio do Planalto. Lima é acusado de recolher propinas para o mandatário. Nomeada por Temer, Raquel Dodge pode ser a pedrinha no sapado de Temer. A exemplo de Joaquim Barbosa, nomeado por Lula, mas que acabou por desvendar o primeiro escândalo da República, o rumoroso episódio do mensalão que tirou o sono do ex-presidente e outros petistas.
Ditadura nunca mais
Que alguém faça um alerta a alguns comunicadores de rádio de Campos que fazem apologia da ditadura como solução para os problemas do Brasil, embarcando na onda desses que pregam soluções extremadas para os rumos do país, como uma intervenção militar. Saibam que debaixo de uma ditadura (qualquer uma, seja de direita ou de esquerda) nem mesmo sua profissão poderiam exercer, pelo menos em sua plenitude. Esta questão tem que ser tratada sem esquecer as páginas da história.
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Justiça bloqueia bens de presidente afastado do TCE
12/10/2017 | 21h14
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Cíveis e Institucionais e do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), obteve junto à 16ª Vara de Fazenda Pública a indisponibilidade dos bens do presidente afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RJ), Aloysio Neves Guedes, no valor de até R$ 3,047 milhões. A decisão, em caráter liminar, foi tomada com base na ação civil pública (ACP) proposta pelo MPRJ à Justiça no dia 18 de setembro.
 
Segundo a ação ajuizada, o presidente afastado do TCE/RJ usou de sua influência como conselheiro do órgão para solicitar, em outubro de 2014, ao então secretário estadual de Governo de Magé, Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, a nomeação de pessoas não identificadas para cargos no Detran localizado no município. De acordo com o documento, os indicados por Aloysio Guedes deveriam participar de esquema de fraudes no Detran, comandado pelo servidor do tribunal e ex-secretário municipal de Habitação e Urbanismo daquele município, André Vinícius Gomes da Silva. Aloysio e André Vinícius tornaram-se réus na ação e respondem pela prática de improbidade administrativa.
 
Ainda de acordo com a ACP, Aloysio Guedes tinha ciência do esquema de fraudes que envolvia o pagamento de propina para o fornecimento ilegal de documentos obrigatórios aos veículos, executado por funcionários e ex-funcionários do Detran. Com conhecimento dos fatos, Aloysio Guedes, à época ainda no exercício das funções de conselheiro do TCE/RJ, deixou de cumprir seu dever e não apresentou qualquer representação contra as fraudes ao Tribunal de Contas, ao MPRJ ou à Corregedoria do Detran.
 
Para decretar a indisponibilidade dos bens, a juíza Maria Teresa Pontes Gazineu considerou que os atos descritos na ação estão previstos no artigo 11 da Lei 8.429/92 e caracterizam-se como “aqueles que atentam contra os princípios da administração pública”.
 
Aloysio Guedes foi afastado cautelarmente da presidência do Tribunal de Contas do Estado em abril deste ano, em razão de investigação criminal que apura sua participação em suposto esquema de recebimento de propinas por alguns conselheiros do TCE/RJ.
 
O esquema de corrupção no Detran de Magé foi alvo de investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) que resultaram na operação Asfalto Sujo II, na qual a prisão cautelar de André Vinícius foi decretada. No curso das apurações, foi interceptada a ligação entre o presidente afastado do TCE/RJ e o ex-secretário de Magé.
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Vereador contesta informação sobre ausência na sessão
12/10/2017 | 15h27
O vereador Cláudio Andrade (PSDC) enviou nota ao blog, com sua versão a respeito da sessão da Câmara, na quarta-feira (11), não realizada por falta de quórum.
Cláudio Andrade contesta a informação de que “apenas nove” estavam presentes na hora da chamada. E diz que ele estava às 17h e que, se na hora da chamada não estava, é porque não foi às 17h.
Vamos por partes:
•Em primeiro lugar, o nome é Suzy, como é possível observar facilmente no próprio blog motivo da contestação do vereador.
•Em segundo, a nota não esclarece exatamente o que o vereador quer contestar, se ela própria confirma que o parlamentar não estava presente NA HORA DA CHAMADA. No texto do blog, que o leitor pode conferir (aqui ou transcrito abaixo, no final do post), em momento algum é dito que a chamada foi feita às 17h. Lista os que estavam presentes à hora em que foi realizada.
•Se estava às 17h, dever de todo vereador pago com o dinheiro da população, que bom.
•Quanto ao número de vereadores presentes, dou razão a ele: Eram 10, número que foi corrigido na matéria da Folha da Manhã (Confira no Folha 1) e não no blog: Não havia contato José Carlos (PSDC), que presidia a sessão. Os demais NA HORA DA CHAMADA eram: Jorginho Virgílio (PRP), Roberto Pinto (PTC), Abdu Neme (PR), Enock Amaral (PHS), Igor Pereira (PSB), Thiago Ferrugem (PR), Linda Mara (PTC), Genásio (PSC) e Fred Machado (PPS).
•A questão do horário de funcionamento do Legislativo, de chamada e todo restante é complicada mesmo e deve ser resolvida, e rápido, internamente.
* No mais, agradeço a participação do vereador no blog, lembrando, embora possa parecer redundância, que o espaço está aberto a todos os parlamentares.
Abaixo a nota enviada pelo vereador:
IMPORTANTE: A assessoria do vereador Cláudio Andrade informa que o parlamentar estava PRESENTE ontem, 11/10, na Câmara, às 17h00, para participar da sessão. A informação publicada no Blog da jornalista Susy Monteiro, “Na Curva do Rio”, hospedado no site do Jornal Folha da Manhã, não é verdadeira! Ela informa que: “apenas” nove vereadores estavam presentes na chamada e não cita o nome do vereador Cláudio Andrade. Se o vereador não estava presente na chamada é porque esta, não foi feita no horário correto, ou seja, às 17h. Foi realizada antes, o que é contra o regimento interno da casa.
“Nunca faltei uma sessão em nove meses de mandato! Não admito que digam que eu estava ausente! Estava pronto e na casa de leis para participar da sessão”, afirmou Andrade.
Nota postada no blog:
Pela terceira sessão seguida, a Câmara Municipal de Campos não obteve quórum para ser iniciada.
O vice-presidente José Carlos (PSDC) fez a chamada, mas apenas os vereadores Jorginho Virgílio (PRP), Roberto Pinto (PTC), Abdu Neme (PR), Enock Amaral (PHS), Igor Pereira (PSB), Thiago Ferrugem (PR), Linda Mara (PTC), Genásio (PSC) e Fred Machado (PPS) estiveram presentes.
Por falar em falta de quórum, nem o vereador Thiago Virgílio (PTC), que ontem reclamou da não realização da sessão, compareceu.
Atualização:
Pouco antes das 20h, o vereador Thiago Virgílio, que não estava presente na hora da chamada, postou um vídeo junto com a vereadora Linda Mara, no plenário da Câmara, falando sobre o problema dos familiares de pacientes de Home Care. Ele se disse envergonhado por não haver sessão uma vez. De novo, porém, esqueceu, que quando era da base governista a falta de quórum era constante.
Segundo levantamento realizado pela Câmara a pedido do blog, de janeiro a outubro de 2016 deixaram de ser realizadas 17 sessões. Este ano, no mesmo período foram cinco: Quatro por falta de quórum e uma por falecimento do irmão do vereador José Carlos. Lógico que uma falta não justifica a outra, mas é sempre bom lembrar de como era a situação em um passado bem recente.
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Valor das empresas será depositado em juízo para pagar salários dos rodoviários
11/10/2017 | 21h23
A Prefeitura de Campos endureceu o discurso e vai depositar em juízo, na próxima segunda-feira, o valor devido aos consórcios das empresas de ônibus para que seja repassado diretamente aos funcionários. A Prefeitura quer o retorno de 100% da frota a partir desta quinta-feira. Caso isso não aconteça, será acionado o comando da Polícia Militar.
A medida foi informada hoje, em reunião entre o secretário da Transparência e Controle, Felipe Quintanilha, e o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), Renato Siqueira, com representantes dos consórcios do transporte público, Sindicato dos Rodoviários e alguns funcionários, para tratar do movimento grevista que continua, apesar de uma decisão judicial, em favor do Município, e que prevê a circulação de 60% da frota.
Felipe Quintanilha destaca que é preciso que o transporte público funcione e informou que o valor devido, pela prefeitura, aos consórcios, referente ao fechamento de setembro, será consignado em juízo, na próxima segunda-feira (16), para que seja repassado diretamente aos funcionários.
— O que a gente espera é que eles compreendam e voltem à operação 100%, já nesta quinta-feira, 12 de outubro, para que possamos discutir juntos os próximos passos do novo desenho do transporte — disse o secretário.
A greve já dura três dias. Ontem, a Justiça determinou o retorno de 60% da frota. Saiba mais sobre a greve no Folha1.
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Suzy Monteiro

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