A paixão cega da militância
21/01/2017 | 19h26
Já fui militante em algumas campanhas (nunca uma fanática, que acho ridículo – talvez só uma empolgação maior de juventude), em outras atuei restritamente no trabalho com a imprensa (dos dois lados do balcão, tanto em assessoria de candidato quanto em redação de jornal) e hoje não participo de nada, apenas me posiciono como cidadã e como eleitora, através da opinião que escrevo no blog e no facebook. E o que percebo, depois de tantas eleições vistas de perto, é que militante é uma figura que não muda. Sempre vai fazer pressão psicológica e defender com uma firmeza impressionante sua própria verdade, totalmente antagônica à verdade do adversário. Não assisti à entrevista de Betinho nem à de Neco na Record. E o que rolou no facebook no dia da primeira entrevista é igualzinho a hoje. Quem é contra afirma sem titubear que a performance do candidato foi um fracasso. Quem é aliado garante que a participação foi perfeita, genial, se fosse melhor estragava. Independente de nossas escolhas, que às vezes podem render uma discussão mais acalorada aqui, outra ali, o fato é que é divertido acompanhar essa convicção totalmente condicionada ao lado em que se milita. Do tipo o defeito do meu candidato vai morrer debaixo do tapete, a qualidade do adversário idem (até o militante ou mesmo o político pular de lado, lógico). O problema é que militante é, em primeiro lugar, cidadão. E se essa “cegueira” é característica da militância e lhe rende até mais prestígio com sua “liderança”, por outro lado pode ser algo muito ruim para a cidadania, porque ajuda a mascarar um sistema político que deveria ter suas portas e janelas escancaradas para o povo. Militem, defendam, mas moderem a paixão para de vez em quando parar para lembrar que vamos eleger servidores públicos temporários e remunerá-los com nosso dinheiro para que cuidem de todo a nossa fortuna. Ah, e não esqueçam também: há os candidatos melhores e os piores, e isso é da opinião (ou muitas vezes, infelizmente, do interesse particular de cada um). Mas não há santos no processo. Não canonizem seus candidatos. Por esse mesmo motivo, não tripudiem nem diminuam pessoas, agindo com deboche só porque os votos delas não coincidem com os seus. A democracia permite essa pluralidade. Vamos respeitar. Defender quem apoiamos, apontar os defeitos de quem não apoiamos, mas respeitar. Votem com consciência. E pelo coletivo. Essa cultura de cabide de emprego público alimentada pela bajulação precisa definitivamente acabar. Serviço público eficiente é tocado com poucos e competentíssimos funcionários, vocacionados para o setor. Não por um bando de indicados que trabalha pouco e milita demais. É preciso saber separar as coisas. E que vença o melhor! Que todo mundo acha que é o seu, claro!
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Liberdade de expressão com responsabilidade pode
21/01/2017 | 19h26
Blogueira vence embate judicial O blog “Entrelinhas”, assinado pela jornalista Júlia Maria de Assis e hospedado no site da Folha, venceu, em 1ª instância um embate na Justiça contra a Coligação – “São João da Barra não pode parar”, que apoia o vereador Neco (PMDB), candidato à Prefeitura de São João da Barra. De acordo com a Coligação, nos dias 28 de julho e 08 de setembro, o blog teria veiculado propaganda eleitoral vedada, com propagação de fatos inverídicos, ofensivos e caluniosos acerca de seu candidato (Neco), com consequente promoção do candidato da oposição. Após análise do teor das notas, foi verificado pela Justiça que não houve propaganda irregular ou vedada, bem como o mencionado teor ofensivo ao candidato. “Esclareço, por oportuno, que, para fins eleitorais, os conceitos de calúnia, injúria ou difamação não têm a aplicação rígida que lhe é conferida na esfera penal, em razão da natureza a atividade política. Assim, afirmações que, no âmbito privado, poderiam ofender a honra objetiva e/ou subjetiva das pessoas perdem essa potencialida-de quando usadas em sede eleitoral”, diz a decisão judicial, que ressalta: “Note-se que a matéria veiculada no dia 28 de julho traz a opinião da jornalista no que se refere à participação, ou ausência, dos candidatos ao cargo de prefeito nos debates políticos. De igual forma a matéria veiculada no dia 08 de setembro retrata a opinião da jornalista em relação à disputa eleitoral neste Município (..) conclui que não houve qualquer ato capaz de configurar propaganda eleitoral vedada/irregular”. Matéria veiculada hoje na versões impressa e online da Folha da Manhã. Confira aqui.
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Crítica vazia, interesse e atraso
21/01/2017 | 19h26
Mal acabo de postar que o blog vai continuar parado até a eleição e já venho eu, com meus costumeiros desabafos. Mas quer saber? Estou de saco cheio de um povinho arrogante que ganha um carguinho de quinto escalão e já se acha o dono da cidade, o sabe-tudo do pedaço. Nem secretário tem que tirar onda. Moral é ser ministro de Estado e olhe lá. O resto é vaidade que beira ao ridículo. Mas o papo aqui é que falta menos de um mês para a eleição e não dá para chamar o clima em São João da Barra de tranquilo, porque não seria São João da Barra. A tradição por cá é outra, de mais fervor, digamos assim. Mas tirando o envolvimento da militância, parece a mim que há um descaso de parte maior do eleitorado do que de costume e que tudo está muito previsível num jogo que prometia ser bem mais pesado desta vez. Isso não é normal e não sei não, mas acho que ainda vem chumbo grosso por aí, sabe-se lá onde vai estourar. Por ora, o que percebo é que alguns militantes do 22, em casos isolados mesmo, andam passando da linha e deixando de cumprir a tarefa democrática de defender seu candidato e criticar respeitosamente o adversário (sim, isso é possível, desde que não haja denúncias sem provas, cinismos, nem ataques pessoais). É contra-ataque, lógico, mas ainda assim está errado. Batem principalmente em Carla Machado, a grande protagonista da campanha governista, mas sobra também para Neco e Alexandre, meros coadjuvantes do processo. Não sou de puxar brasa para a sardinha do candidato que voto — o que quer dizer que não sou cega nem radical —, mas quando o que se observa são casos isolados isso quer dizer que não é o comportamento incentivado pelas lideranças da campanha majoritária. São atitudes individuais, sobre as quais os candidatos e coordenadores não têm controle. Na campanha do 15, por sua vez, repetindo aliás 2008, já é bem mais incisivo e muito mais comum o comportamento agressivo de militantes. Há não tão raras e honrosas exceções, mas de um modo geral a turma “de frente” — que não é a turma do poder, embora se ache — não poupa grosserias e baixa o nível sem cerimônia. Betinho, alvo principal, tem que “levar uma coça de votos ainda maior”, “ir para Niterói e nunca mais voltar”, é vítima de xingamentos impublicáveis e é chamado com tanta insistência de forasteiro como se a maior parte dos que hoje mandam de verdade no governo fosse sanjoanense. Além disso, como alguém que foi prefeito por dois mandatos pode ser de fora? Isso é ilógico, bobo até. Procura o outro lado, sem citar nomes aqui, e vê em que cidade pernoita. Essa xenofobia não é de agora e não consigo definir se é mais por preconceito ou ignorância. Gersinho e os outros vereadores da oposição (dois deles sem mandato agora, mas concorrendo) também recebem críticas pessoais e que em nada contribuem para ajudar o eleitor a se decidir. Não estou querendo dizer que se a maioria age assim é porque há orientação por parte das lideranças, mas é possível concluir que não ocorre o mínimo esforço para coibir os excessos ou talvez até role certo incentivo. (Tudo bem, eu citei lá em cima que denúncia sem prova é errado, mas me poupe da crítica de incoerência nesse caso porque eu e mais as torcidas do Vasco, Fluminense, Botafogo, Flamengo e ECSJB sabemos como as coisas funcionam na nossa terrinha e quem age de que forma). Quando falo da agressividade falo dos motoqueiros (quem sofreu com eles em 2008 sabe que podem ser comparados a bandidos — jovens usados, mas ainda assim com comportamento de bandidos), dos quebradores de placas, dos que xingam desesperadamente, das palavras de ordem arrogantes e debochadas nos carros de som e mais uma penca de imbecilidades — e algumas vindas de pessoas que há quatro anos estavam de outro lado e tanto criticaram as mesmas baixarias e foram, inclusive, vítimas delas. Talvez por essas e outras é que cresça o número de eleitores que querem distância do processo. Vão lá no dia, votam e pronto. Isso quando não optam por nem comparecer, tal o clima tenso nas seções eleitorais, preferindo pagar a multa irrisória. Quando o debate em cima de propostas, ideias e comparações que têm a ver com a gestão pública dá o tom da campanha, todo mundo gosta e quer participar, como militante ou se posicionando como eleitor, sem medo nem constrangimento. Aliás, literalmente, está difícil sair um debate, forma mais eficiente de ajudar na escolha do eleitor indeciso. Uma pena. É tanta gente enchendo a boca para dizer que São João da Barra está crescendo, vive um momento histórico de desenvolvimento, é a menina dos olhos de chineses e outros investidores mundo afora, mas não consegue ter um comportamento político-partidário minimamente ético, democrático e avançado. Às vezes nem parece que estamos ao lado de uma cidade de médio porte, integramos a Bacia de Campos, vamos sediar um dos maiores portos das Américas e nossa localização fica em um dos mais importantes estados da federação. Somos atrasados sim em política. E os que se vangloriam dos tais novos tempos do capital privado que chega, das oportunidades crescentes de ingressar nas escolas de ensino superior, são os mesmos que não conseguem se livrar das generosas tetas da mãe Prefeitura, que jorram freneticamente dinheiro do povo, ainda nem tanto pelo porto do Açu, mas pelos royalties do petróleo — e a localização geográfica providencial é só um caso de sorte. Vai ralar na iniciativa privada e vê se consegue sobreviver meio expediente que seja. Com esse comportamento infantil de militante mal informado, mal educado e antidemocrático é tarefa praticamente impossível. Tem mais é que lutar sem limites para continuar agarrado à teta mesmo. Excetuando, claro, os poucos profissionais competentes e sérios que tocam o serviço público, normalmente sobrecarregados por culpa da inoperância dos tais militantes que ganham da teta para fazer política, e mal feita. Só o que resta é lamentar. E torcer para que a campanha ganhe um rumo melhorzinho de civilidade. É gente demais metida a besta por metro quadrado, com apego quase sentimental a um carguinho insignificante qualquer. É tudo do povo, crianças. É só passagem. Vamos aprender a trabalhar de verdade pra variar um pouquinho. Militância não é carreira profissional, é postura de cidadania. E cidadania é coisa muito séria. Não rola junto com vantagem pessoal.
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Só depois do dia D
21/01/2017 | 19h26
O blog aqui já teve seus momentos áureos, mas andou cambaleando nos últimos tempos. Um post aqui, outro ali, com menores ou maiores vazios no meio, e léguas de distância das polêmicas. Talvez alguns dos meus poucos leitores sintam falta, talvez não, mas de qualquer forma meu silêncio neste espaço, que sou tão grata à Folha por ter me proporcionado, já está começando a me incomodar. Portanto, aviso aos navegantes que só vou deixar passar o período eleitoral — porque essa polêmica, especificamente, a mim tem causado mais asco que qualquer outra coisa — para voltar com tudo ao antigo ritmo de postagens. Da boa música à boa bronca nos cidadãos que não sabem viver com civilidade, do mau humor que me causa o desrespeito com os pedestres ao pito nas autoridades que fazem mau uso do dinheiro público, da falta de escrúpulos de uma penca de líderes religiosos ao exemplo bacana das pessoas que se dedicam a fazer o bem, sem temer infernos ou afins, do elogio às ações que preservam o planeta e a vida que nele habita à crítica sem dó a quem se comporta como se fosse dono do mundo e nada mais existisse além do seu próprio umbigo. Tudo isso com uma boa pitada de polêmica no meio, senão não tem graça. Entre São João da Barra e Campos, volta e meia olhando no entorno e pelo país e mundo afora, voltarei a dar meus pitacos, na lata mesmo ou nas entrelinhas, mas nunca em cima do muro. Deixa só passar 7 de outubro, que até lá, mesmo não escondendo de ninguém minhas convicções como cidadã nem meu posicionamento como eleitora, estou mesmo é correndo da chatice que as campanhas têm se tornado, cada vez mais. Ainda escrevo uma coisa ou outra no Facebook, e olhe lá, mas aqui no blog a coisa é mais trabalhada, digamos assim, e agora não rola clima pra isso de jeito nenhum.
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Coral SJB
21/01/2017 | 19h26
Um grupo de sanjoanenses decidiu fazer valer a máxima de que quem canta seus males espanta e é só alegria com o sucesso que o Coral SJB tem feito na região. A ideia caiu no gosto do povo e hoje são 40 participantes, que dão show de talento em um repertório pra lá de eclético: vai do canto gregoriano à música popular brasileira. Os ensaios começaram em março deste ano e os convites para apresentações não pararam mais de chegar. O grupo já fez bonito na mineira São João del-Rei, em junho, junto com outros 39 coros de todo o país, e no final de julho arrasou no Festival de Corais de Saquerema, onde também participaram coros de vários estados. O sanjoanense foi o único que usou somente vozes. Os outros adicionaram instrumentos e lançaram mão do playback. Na terra natal, o coral também tem feito muito sucesso. Durante o circuito junino, participou do Café Literário, da solenidade de entrega da Medalha do Mérito Barão de São João da Barra e da abertura da exposição de artes no Palácio Cultural. Em julho as vozes do Coral SJB emocionaram quem esteve no Chocolate Fraterno do Grupo Espírita Francisco de Assis. O regente do grupo é o maestro Edson Santos, que tem um currículo de grande destaque e deslanchou a carreira ainda criança, começando em Nova Friburgo. Ele participou, no fim de 2011, informalmente, do Coral de Natal da União dos Operários. Ao saber que só haveria outra oportunidade no final de 2012, o próprio Edson começou a mobilizar para fundar um coral permanente e independente, convidando amigos que só foram crescendo. O Coral SJB — aliás, Coral SJB Cant’vox — é uma instituição pra lá de democrática. Dos 15 aos 65 anos, todos são bem vindos. A sede própria ainda é um sonho, mas os ensaios acontecem no Palácio Cultural, espaço pertencente à Prefeitura, todas as segundas, terças e sextas-feiras, às 19h. E vamos citar a turma toda aqui: Sopranos: Ayana Merlin, Conceição de Maria, Dorinha Batista, Graziela Afonso, Iasmilly Campos, Kézia Rangel, Nelma Berto, Nice Berto, Pollyana Martins, Sandra Moore. Baixos: Álvaro José, Áureo Bomgosto, Gabriel Meireles, Guilherme Silva, Jefferson Sobrinho, Marcos Beyruth, Matheus Clarck, Nilton Paes, Pedro Ivo. Contraltos: Denise Maciel, Jaciara Ferreira, Jéssica Silva, Joelza Magalhães, Karyna Diulya, Luciene da Silva, Maria Clara, Maria José, Maria Júlia, Mirian Natalino, Nilce Nascimento. Tenores: Ademir Moore, Caiki da Silva, Caio Emanuel, Carlos Alberto, Douglas Novas, Euzi Rangel, Iury Berto, João Pedro, Jonathan Moura. O grupo é organizado, leva a arte a sério, é mobilizado, divulga o que faz nas redes sociais, capricha nos ensaios e faz bonito nas apresentações. Mas precisa de patrocinadores. Portanto, senhores empresários, vamos colaborar. Investir em arte não é ajudar somente um grupo artístico. É contribuir para que toda a sociedade seja melhor. Quem ainda não teve a oportunidade de assistir a uma apresentação do Coral SJB, pode anotar ai: vai ser com ele o Coreto Musical Especial Dia dos Pais, em 12 de agosto, às 20h30, na Praça de São João Batista. Ah, a foto acima é da apresentação no Festival de Corais em Saquarema, nos dias 27 e 28 de julho.
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O debate que virou entrevista e o desrespeito com o eleitor
21/01/2017 | 19h26
É muito cômodo para os partidários do governo dizer agora que o debate programado pela rádio comunitária Grussaí FM virou entrevista e perdeu a graça. Ora, foram convidados os quatro candidatos. Obviamente que a expectativa era muito maior para os dois mais bem colocados nas pesquisas, que disputam de fato o próximo mandato: Neco (PMDB) e Betinho Dauaire (PR). Mas Neco não foi. Não disse sim nem não ao convite. Murilo da Karol (PSDB) fez a mesma coisa. E Jéssica Ribeiro (PPL) oficialmente também não confirmou, mas segundo funcionários da rádio, ela chegou a confirmar a presença informalmente, pelo facebook, em conversa com um dos representantes da emissora. Moral da história: só Betinho foi ao debate. E lógico que só ele falou. E teve todo o direito de criticar a ausência do restante, destacando muito mais a ausência de Neco, candidato governista, também por motivos óbvios. E querem saber? Eu ouvi do começo ao fim, pela internet, e achei até que a crítica à ausência dos demais candidatos foi bem menos incisiva do que poderia ser. Não participar de um debate é um desrespeito com o eleitor. A não ser que haja uma motivação muito forte, e que tenha sido previamente comunicada. O que não foi o caso. Betinho respondeu as perguntas programadas pela rádio, que seriam feitas também aos demais, se lá estivessem, e citou os problemas que hoje o município enfrenta, apontou soluções, mostrou os potenciais de São João da Barra e apresentou seus projetos. Só não teve a oportunidade de fazer perguntas aos outros candidatos nem ser perguntado por eles. Infelizmente. Isso é péssimo para a democracia. Agora, cabe ao eleitor que ouviu concluir se gostou ou não. E mais, como ele vai interpretar a ausência dos outros candidatos. Existindo de fato o debate, seria muito melhor e muito mais claro para ajudar o eleitor indeciso a fazer sua escolha. Em tempos de campanhas cada vez mais profissionalizadas, na era do marketing, photoshop, ghost writer e afins, os debates são mais essenciais do que nunca. É o candidato ali, sozinho, enfrentando perguntas da produção do debate, dos outros candidatos, dizendo a que veio. Por mais que tenha sido preparado por sua assessoria, no momento está só e terá todas as condições de mostrar se de fato conhece a realidade do município que quer governar, se tem convicção na hora de tentar convencer o eleitor que é a melhor opção e se tem conhecimento dos seus projetos e em que eles ajudarão o município a ser melhor e mais justo para todos. Uma das críticas mais comuns da oposição ao candidato governista é que ele não teria independência, seus próprios projetos, capacidade para exercer o mandato, enfim, que é um político que tem dono, ou dona. A oposição está errada? Neco tem suas próprias ideias, seus próprios projetos, sabe das coisas, consegue expressá-las, destrinchá-las, colocá-las em um debate, onde irá provocar e ser provocado? Então fosse ao debate e provasse isso. Não foi, dá todo direito ao eleitor de continuar pensando que ele é o candidato, mas se vencer não estará preparado para ser o prefeito. O bom é que ainda é julho e nem tudo está perdido. Outros debates podem ser agendados. Há outra rádio comunitária no município, a Barra FM, que pode propor, ou qualquer entidade representante da sociedade civil. Ainda é tempo de presenciarmos o que talvez seja a melhor oportunidade de conhecer o candidato como ele é, sem músicas para emocionar a plateia, sem shows mirabolantes de fogos de artifício para alegrar o circo, sem retaguarda de puxa-sacos, sem a participação de terceiros. De um lado é o candidato, confrontando e sendo confrontado pelos adversários e representantes da comunidade, do outro é o eleitor. Existe momento mais transparente e democrático que esse? Como alguém pode fugir disso? Ah, só para lembrar: este seria o primeiro debate entre prefeitáveis da história de São João da Barra. Para uma cidade que respira política o tempo todo parece até mentira, não é? Mais um motivo para lamentar a ausência dos demais candidatos à emissora de Grussaí na manhã de hoje.
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Briga chata que atrapalha a decisão do eleitor
21/01/2017 | 19h26
Propostas, senhores candidatos. Por me favor, tragam propostas. E viáveis, porque não caio nessa de soluções mirabolantes para problemas que sequer dependem exclusivamente do governo municipal. Mas tem muita coisa que a Prefeitura pode fazer, principalmente se tem arrecadação astronômica, e seria ótimo se a população tivesse acesso a essas informações também nas redes sociais (no facebook, que é a maior delas, está difícil encontrar uma proposta). Elas existem, claro, tanto que estão registradas no TRE. Mas quem faz a lambança de trocar assuntos relevantes por picuinhas idiotas é parte da militância, que de tão fraca de raciocínio normalmente atrapalha mais do que ajuda. O que não dá para aguentar mais é a troca de farpas ridícula e inútil. Óbvio que um dos principais papéis da oposição é denunciar o governo, justamente para embasar o discurso que objetiva convencer o eleitor a trocar de governante e mudar o grupo político que está no poder. É legítimo da democracia e mesmo essencial. Como também é legítimo que o governo, querendo eleger um sucessor alinhado com seu grupo, suas ideias e, principalmente, seus interesses (este último, lamentavelmente), procure os defeitos da oposição e os denuncie para deslegitimar o discurso que ataca quem governa. O problema é que o troço vai ficando exagerado, chato, repetitivo, mentiroso, agressivo e até infantil. Eleição é coisa séria, pessoal. Não tem nada a ver com vingancinha nem com guerrinha por cargos, muito menos com querer se dar bem ao ter acesso ao dinheiro público, porque isso é desonestidade e lugar de ladrão é na cadeia. É o momento de escolher quem vamos indicar para resolver os problemas da nossa cidade com nosso dinheiro e vamos pagar salários a essas pessoas para isso. Falta muito essa consciência para que o povo brasileiro possa exercer de fato a democracia. Mas continuemos tentando. Quem sabe um dia o povo passe a votar pelo interesse coletivo e não pelo interesse próprio nem por simples ilusão.
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Vida de milionária
21/01/2017 | 19h26
Já estou perdendo a paciência com a Caixa. Qual é o problema com meus números da mega sena que não saem nunca? Mas se tem alguma coisa que consola é o fato de ser sanjoanense. Posso continuar pobre nas minhas contas pessoais, mas sou muito rica como cidadã. No ano que vem a previsão orçamentária é de quase R$ 511 milhões e terei, só pra mim, R$ 14.353,28. É dinheiro que não acaba mais por habitante, suficiente para proporcionar qualidade de vida perfeita na saúde, na educação, na urbanização, no fomento às vocações econômicas tradicionais, na preservação dos ecossistemas, na cultura, no transporte público, no planejamento a médio e longo prazos, no desenvolvimento sustentável, na destinação correta do lixo, na excelência do atendimento no serviço público, enfim, perfeição em tudo, modelo de gestão de pública. São João da Barra deve arrecadar em 2013 praticamente R$ 1,4 milhão por dia. Por semana já serão R$ 9.825.092,77 e em um mês os cofres do povo terão acumulado a bagatela de R$ 42.575.401,99. Com uma fortuna dessas, dá para reclamar da vida? E nem precisa gastar tudo isso em investimentos, porque o que tem de obra feita com dinheiro estadual, federal e do Eike Batista não está no gibi. Então, coletivamente, não podemos nos contentar com menos do que luxo para cada morador em ações coletivas, claro. Depois dessas contas todas, já até passou mais a implicância com a Caixa. Quando der, queridinha, por favor, sorteie meus números. Mas até lá vivo feliz com tanta dinheirama, tendo o privilégio de viver em uma cidade que possui, proporcionalmente, uma das maiores arrecadações de recursos públicos do país. Falta é parar de fomentar a guerrinha política eleitoral, pegar firme no pé dos babacas que fazem vista grossa na cara de pau se isso render uma "beiradinha" qualquer em algum esquema e prestar muita atenção para onde vai essa riqueza toda. Mais que isso, exigir que se aplique nosso dinheiro onde deve ser aplicado. E nem da precisa da ladainha toda porque de uso honesto, correto e coletivamente producente do dinheiro público todo mundo entende. Aí sim, teremos uma cidade milionária de cidadãos com a melhor qualidade de vida do mundo.
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Fanfarra de Grussaí é tri-campeã
21/01/2017 | 19h26
Quem manda avisar é o regente Douglas Mota, todo orgulhoso, e com razão, dos seus talentosos e dedicados músicos, que andam fazendo bonito por onde passam: A Fanfarra Marilda Nunes da Silva Pinto, do Colégio Estadual Admardo Alves Torres (Faat), de Grussaí, conquistou o título de tri-campeã do Concurso de Bandas e Fanfarras de Vila do Itapemirim (ES). O primeiro lugar foi nos quesitos corpo musical, baliza, balizador, regente, regente-mor e pavilhão nacional. O concurso foi no dia 16 deste mês. Com o tri-campeonato a banda leva o troféu para casa de vez. Antes era transitório. A Faat é composta por alunos e ex-alunos do colégio e tem prestígio nacional. A banda também conquistou o Campeonato Brasileiro de Bandas de Fanfarras em Lorena (SP), na categoria Fanfarra Simples Infanto-Juvenil. A turma é animada mesmo e tem até perfil no facebook. Foi lá que eu busquei a foto que ilustra este post. Mas tem um álbum bem bacana que vale a pena a conferida. Clique aqui.
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Orçamento de SJB em 2013 é de quase R$ 511 milhões
21/01/2017 | 19h26
A Câmara de São João da Barra promove segunda-feira, 11, às 17h, a primeira audiência pública para discussão do anteprojeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2013, cujo orçamento estimado é de R$ 510.904.823,90. O presidente da Câmara, Gerson Crispim (PR), convida todos os segmentos da sociedade civil para a audiência. A LDO é um dos instrumentos de planejamento de que dispõe o município e é elaborada de acordo com o previsto no Plano Plurianual. A matéria começou a ser apreciada pelo plenário na sessão do dia 28 de maio e está nas comissões de Finanças e Orçamento e Justiça e Redação, aguardando os pareceres. Fonte: Ascom - Câmara de São João da Barra
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Júlia Maria de Assis

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