Sesc Campos apresenta o espetáculo 'Professor Samba – Uma Homenagem a Ismael Silva'
- Atualizado em 19/04/2026 09:01
Divulgação/Foto: Cláudia Ribeiro
O premiado espetáculo "Professor Samba – Uma Homenagem a Ismael Silva" chega ao Teatro do Sesc, em Campos, no dia 24 de abril, às 19h, após dois anos de temporadas de grande sucesso. A montagem saúda um dos nomes ilustres da música brasileira: Ismael Silva (1905 1978). Esse sambista carioca também é um dos fundadores da Escola de Samba Deixa Falar, em 1928 – a primeira agremiação desse tipo que, anos depois, se tornaria a tão conhecida Estácio de Sá.

A trama se desenvolve com o personagem apresentando ao público uma roda de samba, ambientada nas Esquinas do Bairro do Estácio e na Lapa das décadas de 20 a 50, recheada de muitas histórias, muita música e a boa "malandragem", característica da boemia carioca, contando passagens da vida de Ismael passeando por fatos importantes da nossa cultura popular e do histórico cenário carioca da época.

Com autoria de Ana Velloso, que dirige o espetáculo ao lado de Édio Nunes, a peça venceu o prêmio APTR de Coreografia (Édio Nunes e Milton Filho), e conta com três atores que se revezam dando vida ao personagem-título: Édio Nunes, que foi indicado como melhor ator no Prêmio Shell, Jorge Maya e Milton Filho.

Com muita versatilidade, eles “reencarnam” Ismael Silva e ainda se desdobram em diversas outras figuras, contando a história do “Professor Samba”, transitando por fatos importantes da música e da sociedade brasileira, entre as décadas de 20 e 70, momento em que o Samba se renova, resiste, luta contra preconceitos e permanece vivo e forte, após sua saída da Casa da Tia Ciata (1854 – 1924), para conquistar o mundo.

“A transformação do samba, os blocos de carnaval, a virada para a criação da Escola de Samba, o pulsar da bateria, a criação da estrutura não só musical, mas de organização daqueles blocos, cordões, a evolução do maxixe para o samba, são sedimentações feitas a partir do envolvimento de Ismael e seus contemporâneos que transformaram o samba na potência do Rio, num estilo musical que transcende, que é estilo de vida, de cultura, e sociedade que desenha a figura da malandragem, da cabrocha, da cadência, do que se tornou símbolo não só do território fluminense, mas de um país. Assim como o futebol, o Brasil é a terra do samba a partir dele e de outros artistas representados na peça”, diz Édio Nunes.

A peça tem classificação indicativa de 14 anos e 80 minutos de duração.
Com informações da assessoria.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS