O Dia: Garotinho tira outro voto da oposição no processo de impeachment
22/01/2017 | 15h00

Em sua coluna no site do jornal "O Dia" (aqui), o jornalista Fernando Molica informa que Anthony Garotinho deu outra mãozinha a Dilma Rousseff: convenceu o deputado Paulo Feijó (PR-RJ) a não votar na sessão de domingo que decidirá se será aberto processo de impeachment da presidente. Clarissa, filha do ex-governador, também não irá ao plenário. Ela e Feijó já haviam declarado que votariam a favor do impedimento. As mudanças complicam a oposição, que precisa de 342 votos.

Atualização às 21h35 - O deputado Paulo Feijó (PR-RJ) nega que tenha sido convencido por Garotinho a deixar de votar pelo impeachment de Dilma Rousseff. Ele afirma que é a favor do afastamento da presidente.

Logo após Feijó entrar em contato, Molica corrigiu a informação no Facebook, Twitter, e tirou a nota do ar.

Feijó garante que votará pelo impeachment - Já o blog "Opiniões", do jornalista Aluysio Abreu Barbosa, postou uma resposta de Feijó sobre a possibilidade de Garotinho mudar o seu voto. “Garotinho não me pediria isso (votar contra o impeachment ou se ausentar) nunca” (aqui).
Atualização às 23h10 - Em seu blog "Opiniões", Aluysio Abreu Barbosa revela que Garotinho esteve com Feijó nesta sexta-feira, por volta das 18h30. Porém, enquanto Garotinho foi ao banheiro, Feijó deixou a conversa. O mais interessante é que foi o próprio Garotinho que plantou a nota no jornal "O Dia" sobre a suposta mudança no voto de Feijó (aqui).
Especialista nesse jogo, Garotinho achou que a mudança no voto de Feijó lhe daria mais crédito com a presidente Dilma Rousseff. Crédito este que poderia turbinar a "venda do futuro". Por conta disso, tentou primeiro na base da conversa e, depois, na boa e velha pressão, rolando a bola para o jornal "O Dia".
Em 2012 ele usou uma tática semelhante para convencer Rosinha a disputar a reeleição. Na época, a prefeita teria decidido não se candidatar para cuidar da família. Em junho daquele ano o jornal "O Diário" publicou matéria informando que a prefeita comunicou ao seu marido que não será candidata. Rosinha alegou que "já cumpriu sua missão e pretende voltar suas energias para a família e o trabalho que já desenvolve com crianças na sua igreja (Presbiteriana)". Na época, quem rolou a bola para o jornal foi o próprio Garotinho, com o objetivo de tornar o desejo público e pressionar a prefeita. Com Rosinha deu certo. Com Feijó, não.
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Se fez isso com a filha...
22/01/2017 | 15h00

Em um bate papo nos corredores da Câmara de Campos, um aliado do grupo rosáceo comentou o seguinte sobre a licença da deputada federal Clarissa Garotinho (PR): "Se o chefe fez isso com a própria filha, imagine o que não faria comigo".

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Após articular com governo, Garotinho sacrifica Clarissa
22/01/2017 | 15h00
anthony_clarissa_garotinho Foi-se o tempo dos argumentos jurídicos sobre o impeachment. Agora o jogo é político e vale tudo, até sacrificar a própria filha. Após postar fotos dos protestos, anunciar que era favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, a deputada Clarissa Garotinho (PR) resolveu tirar uma licença de 120 dias. A deputada, que está grávida, irá informar que foi impedida pelo médico de viajar. A decisão ocorre na mesma semana em que o secretário de Governo Anthony Garotinho, pai e líder de Clarissa, articula a terceira "venda do futuro" em Brasília. Nos últimos dias ele esteve no Ministério da Fazenda e a liberação do empréstimo estaria bem adiantada. A ideia é antecipar R$ 1 bilhão e deixar prestações até 2031. Com a terceira "venda do futuro"o governo rosáceo conseguirá manter os salários em dia, vai pagar empreiteiras e se fortalecer para e eleição de outubro. Na visão estratégica do líder, isso é muito mais importante do que a reputação de sua filha. Os blogs "Opiniões", do Aluysio Abreu Barbosa (aqui), e "Ponto de Vista", do Christiano Abreu Barbosa (aqui), publicaram notas sobre a licença da deputada rosácea.
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Poder de nocaute
22/01/2017 | 15h00
[caption id="attachment_40763" align="aligncenter" width="422"]nocaute Mark Hunt, o super samoano, nocauteou o ex-campeão Frank Mir no primeiro round[/caption] [caption id="attachment_40764" align="aligncenter" width="423"]nelson O barrigudo Roy Nelson nocauteou o atlético Brendan Schaub e venceu o TUF, em 2009[/caption]

Quem olha figuras como Mark Hunt e Roy Nelson, que cultivam barrigas de chopp, não imagina que esses dois estão entre os maiores nocauteadores do UFC. Mesmo sem corpos sarados e, aparentemente desleixados, eles possuem força nos punhos e são capazes de encerrar combates com apenas uma "patada". Isso sem falar na capacidade de suportar golpes duros.

O exemplo desses lutadores se aplica aos políticos que estão dispostos a enfrentar candidatos com apoio das máquinas na eleição deste ano. Mesmo jovens e com boa movimentação, vai ser preciso ter muita atenção. Mesmo com os governos "fora de forma" e líderes desgastados, qualquer vacilo pode gerar um nocaute.

Por isso, os opositores terão que ter táticas bem definidas e controlar bem a distância.

Quem subestimar a máquina e se achar capaz de entrar na trocação franca, sem diálogo com outras forças, vai terminar na lona.

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Dilma tenta aliciar Garotinho?
22/01/2017 | 15h00
[caption id="attachment_40751" align="aligncenter" width="568"]antagonista Reprodução/O Antagonista[/caption] Veja: aqui  Agora veja a nota publicada pela coluna Expresso, da revista Época: aqui  Cobiçado - Esta semana Garotinho revelou a alguns deputados que Michel Temer havia lhe ligado para pedir apoio.

Ontem (13), o jornalista Lauro Jardim informou que Garotinho almoçou em Brasília com deputados petistas. O PT tenta que Garotinho influencie o voto da filha, Clarissa, seja a favor do impeachment, seja pela simples falta no domingo. Clarissa diz que não mudará de opinião e vai votar no domingo (aqui).

"Venda do futuro"? - No meio disso tudo, Garotinho ainda trabalha para concretizar a terceira "venda do futuro". A ideia é antecipar R$ 1 bilhão e deixar parcelas até 2031.

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Ficou na promessa
22/01/2017 | 15h00

upp

A morte de Patrícia Manhães (aqui), funcionária do Fórum, retrata o clima de insegurança que tomou conta do município de Campos. Já são quase 70 homicídios registrados este ano e a onda de violência vai muito além dos homicídios. São sequestros, assaltos no trânsito, estupros e furtos na cidade que que figura em um ranking ao lado das 50 mais violentas do mundo (aqui). Mas será que alguém vai tomar alguma providência?

Ao que tudo indica, o governo estadual não parece se preocupar muito com a região. Em fevereiro de 2013, nos tempos dos cofres bem cheios, o então governador Sergio Cabral (PMDB) sancionou emendas de deputados com indicações de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em Campos. Porém, mais de três anos depois, as promessas não saíram do papel. Pra piorar, os nossos policiais convivem com uma estrutura cada vez mais precária.
Será que os principais segmentos da sociedade civil organizada, vereadores e deputados da nossa região não estão enxergando isso? Vão continuar investindo em suas cercas elétricas, condomínios, e fechar os olhos para a situação caótica desta cidade quebrada e violenta?
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Dona Penha e o impeachment
22/01/2017 | 15h00
dona-penha1 A vereadora Dona Penha (PT do B) opinou esta semana sobre o impeachment. Na visão da parlamentar, que se aposenta no final desta legislatura, o mais correto seria uma eleição geral. "Tem que fazer uma nova eleição e mudar tudo. Esse juiz Sergio Moro tem que providenciar isso. Por mim, pode eleger até um analfabeto. Mas tem que ser um analfabeto com berço, honesto. Tem muita gente bacana, estudada, que não tem berço. É hora de fazer uma limpeza geral, trocar tudo". Sobre o clã Garotinho nas planilhas da Odebrecht, a vereadora comentou: "Isso não tem nada a ver com Campos. Estão querendo misturar as coisas".
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Picciani volta a atacar o governo e promete abrir "caixa preta"
22/01/2017 | 15h00

picciani

Na tarde desta quarta-feira (13), o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB), voltou a dizer que o governo do estado está perdido. O governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), admitiu hoje não ter recursos para pagar integralmente, em abril, os benefícios de aposentados e pensionistas que recebem mais de R $ 2 mil.

Piccianni lamentou que o estado não tenha agilidade para tomar providências que melhorariam a sua situação financeira. Reclamou, por exemplo, que até hoje não tenha regulamentado um projeto, aprovado na Assembleia, que anistia os juros das multas de IPVA. Segundo o presidente, isso levaria, pelo menos, R$ 1 bi a mais aos cofres estaduais. "Mas o governo está perdido. Essa lei tem 90 dias e eles não regulamentam", reclamou.

Ele lembrou ainda que o governo já deveria ter posto em prática a lei do deputado André Ceciliano (PT) que cobra R$ 2,49 por barril de petróleo produzidos no Estado do Rio,

Picciani diz que convocou uma reunião com as secretarias de Planejamento e de Fazenda, para saber como foram gastos os R$ 12 bilhões arrecadados pelo governo no primeiro bimestre. "Vamos abrir a caixa preta", disse.

A reunião será na próxima quarta-feira, às 13h.

Fonte: Berenice Seara/Extra 

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Bispo de Campos faz pressão pelo impeachment
22/01/2017 | 14h59

bispo

Bispos de dioceses fluminenses têm feito campanha pelo impeachment. D. Roberto Paz (Campos) e D. Gregório Paixão (Petrópolis) estão entre os que mandam recados para parlamentares católicos. “A pressão é pesada”, diz um deputado.

Na semana passada o bispo de Campos disse que a Operação Lava Jato, foi “um pouco seletiva” por ter colocado apenas o PT no centro da investigações. “Todos os partidos, numa visão mais fática, praticaram desvios. Cabe ao Judiciário apurar isso”. O bispo também foi duro ao comentar sobre “partidos de aluguel” (aqui).

Fonte: Informe do Dia/Fernando Molica 
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Pior do que tá não fica
22/01/2017 | 14h59
cover

Atualização às 10h - Quem tem medo do palhaço? - A filiação de Valdiniz Dantas, artista de rua que veio de Natal (RN), gerou as mais variadas reações. Além das críticas de membros da oposição, tem gente no grupo rosáceo resmungando. No PTC, por exemplo, tem pré-candidato com medo de ser superado pelo palhaço nas urnas. Com bom humor, Valdiniz só respondeu: "Calma, seu abestado".

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Alexandre Bastos

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