Impeachment: Dilma se diz "indignada e injustiçada"
22/01/2017 | 15h00
dilma A presidente Dilma Rousseff faz neste momento pronunciamento no Palácio do Planalto para comentar a abertura do processo de impeachment aprovada pela Câmara.

Ela voltou a dizer que o processo não tem base de sustentação. "A injustiça ocorre quando se esmaga o processo de defesa. Pode parecer que eu esteja insistindo em uma tecla só, mas é uma tecla muito importante, a da democracia. Não há crime de responsabilidade fiscal. Os atos que eles acusam foram praticados por outros presidentes antes de mim, e não se caracterizaram como ilegais ou criminosos", diz presidente Dilma Rousseff. "Eu recebi 54 milhões de votos, e me sinto indignada com a decisão que recepcionou a questão da apreciação da admissibilidade do meu impeachment", comentou a presidente.

Alfinetou Cunha - A presidente Dilma também aproveitou para alfinetar o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB). "É muito interessante porque não há contra mim acusação de desvio de dinheiro público. Não há acusação de ter dinheiro no exterior. Por isso me sinto injustiçada. Aqueles que têm contas no exterior presidem sessão com uma questão tão grave que é o impedimento de um presidente".

Pautas-bombas - "Pautas-bombas com esta que está em curso, que é um projeto de decreto legislativo que ao transformar a correção da divida dos estados em uma correção baseada em juros simples, provoca um rombo nas finanças do país de R$ 300 milhões", diz a presidente.

Vingança - A presidente Dilma classifica o movimento como "vingança". "No início, quando dá aceitação da abertura do processo, as razões que levam à aceitação não são razões fundadas na necessidade de aceitação, mas numa espécie de vingança pelo fato de não termos aceitado negociar os votos dentro da comissão de ética."

"Enfrento um golpe de estado" - A presidente diz que sempre lutou pela democracia e vai continuar lutando. "Enfrentei por convicção a ditadura, e agora enfrento um golpe de Estado, que não é tradicional da minha juventude, mas infelizmente é o golpe tradicional da minha maturidade."

Dilma chama Temer de conspirador - A presidente também comentou sobre o vice-presidente Michel Temer (PMDB). "É estarrecedor que um vice conspire contra a presidente".

Fonte: G1

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Deputados mais votados em Campos e suas posições no impeachment
22/01/2017 | 15h00
Confira os posicionamentos dos deputados federais mais votados em Campos, que se elegeram na última eleição, na votação do impeachment. Clarissa Garotinho (47 mil votos em Campos) – não votou (licença) Paulo Feijó (17 mil votos em Campos) – favorável ao impeachment Roberto Sales (8.794 mil votos em Campos) – favorável ao impeachment Jair Bolsonaro (7.643 votos em Campos) – favorável ao impeachment Julio Lopes (5.918 votos em Campos) – favorável ao impeachment Chico D´Angelo (4.265 votos em Campos) – contra o impeachment Sergio Zveiter (4.211 votos em Campos) - favorável ao impeachment Indio da Costa (3.175 votos em Campos)- favorável ao impeachment Cabo Daciolo (2.505 votos em Campos) - favorável ao impeachment Marco Antonio Cabral (2.255 votos em Campos) - favorável ao impeachment Soraya Santos (2.094 votos em Campos) - favorável ao impeachment Hugo Leal (1.981 votos em Campos) - favorável ao impeachment Jean Wyllys (1.760 votos em Campos) – contra o impeachment
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O 7 a 1 de Dilma
22/01/2017 | 15h00
dilma

Roraima, estado que abriu a votação do impeachment neste domingo (17), derrotou a presidente Dilma Rousseff por 7 votos a 1.

O único deputado que ficou ao lado da petista foi Édio Lopes (PR). Depois, as bancadas do Distrito Federal e do Rio Grande do Norte também aplicaram a mesma goleada.

Era o início do fim.

Foram 367 votos favoráveis ao impeachment, que foi aprovado pelos deputados, como mostra o blog do Arnaldo Neto (aqui).

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"Venda do futuro" de Campos no balcão de negócios do impeachment
22/01/2017 | 15h00

Matéria do jornalista José Casado, publicada no "Extra" (aqui), revela as negociações nos bastidores de Brasília. De acordo com a reportagem, o ex-presidente Lula recebia deputados em um hotel e perguntava, com sua voz rouca: "O que você precisa pra ficar com a gente?".

Visivelmente cansado, olheiras profundas, Lula desabafou a aliados pouco antes do almoço: “Sabe, tem hora que o cara tá com a gente, tem hora que ele não tá mais, tem hora que ele tá com o outro lado, tem hora que não tá mais, e você tem que conversar 24 horas por dia.” A voz saía cada vez mais rouca, quase gutural: “Até parece a Bolsa de Valores.

A matéria revela que a "venda do futuro" de Campos entrou na negociação. "O esforço governamental se refletia no Diário Oficial com súbitas nomeações e remanejamentos para diretorias de empresas estatais, como Itaipu Binacional e Caixa Econômica Federal; promessas a governos estaduais, como a do pagamento de uma dívida de R$ 370 milhões da Petrobras com o governo do Amapá, e empréstimos emergenciais a prefeituras, como a de Campos — os detalhes foram acertados pelo ex-governador fluminense Anthony Garotinho num encontro “casual” com líderes da bancada do PT na Câmara".

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Deputado diz que "médico de Clarissa só pode ser petista"
22/01/2017 | 15h00
fraga

As últimas 48 horas em Brasília têm sido marcadas pelo esforço de governistas e oposicionistas pela conquista de deputados indecisos sobre o afastamento da presidente. Além dos que estão em cima do muro, os já decididos também são alvo – pelo menos 15 parlamentares teriam mudado de ideia às vésperas da votação.

O nível a que chega a disputa por apoio na reta final da discussão sobre admissibilidade do processo na Câmara é ilustrado por uma polêmica envolvendo uma deputada grávida de 35 semanas, que afirma ter recebido ordens médicas para não se deslocar de avião até o Congresso.

Para Alberto Fraga (DEM), deputado mais votado do Distrito Federal, Clarissa Garotinho (PR-RJ) deveria seguir o exemplo da travessia feita por Maria, mãe de Jesus, e viajar a Brasília para participar da votação sobre o impeachment. "Alguém avise pra Clarissa Garotinho que Maria viajou de Nazaré pra Belém de jumento, pra cumprir sua missão, e pariu Jesus, forte e com saúde", argumentou Fraga pelo Twitter.

A deputada passou mal durante a votação da Comissão Especial do Impeachment. Para setores da oposição, ela, filha do ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ) – ex-aliado que se tornou inimigo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), – teria pedido licença médica para se abster, o que favoreceria a presidente Dilma Rousseff.

Questionado sobre as ordens médicas mencionadas por Clarissa Garotinho, Fraga responde: "O médico só pode ser petista. Não tem problema nenhum vir aqui e votar".

O parlamentar prossegue: "Não vai ter tumulto. Grávidas têm sempre prioridade".

Fonte: BBC Brasil 

"Chorei quando vi que não poderia votar pelo impedimento" - O blog "Na Curva do Rio", da jornalista Suzy Monteiro replicou matéria da Época com a primeira declaração de Clarissa após a licença. “Eu chorei quando eu vi que não poderia votar pelo impedimento de Dilma. Estou grávida. Não posso pôr meu filho em risco”, afirma a deputada (aqui).

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Líder rosáceo quer tirar PDT da oposição
22/01/2017 | 15h00

Na manhã deste sábado (16), em sua emissora de rádio, o secretário de Governo Anthony Garotinho (PR) confirmou uma aproximação com o presidente nacional do PDT Carlos Lupi, revelada por este blog na última semana (aqui). Segundo Garotinho, ele foi procurado pelo deputado Jânio Mendes (PDT), que é pré-candidato a prefeito em Cabo Frio e depois esteve com Lupi.

Segundo o líder rosáceo, sua parte no trato está sendo cumprida. "Fiz uma mudança no diretório do PR em Cabo Frio e perguntei sobre Campos. O Lupi disse que o trato era com Arnaldo, que saiu do partido e está inelegível", comentou.

Garotinho também comentou sobre a posição do vice-presidente estadual do partido, José Bonifácio, que reforçou a pré-candidatura de Caio Vianna e afastou a possibilidade do PDT caminhar com o candidato rosáceo. "Gosto do José Bonifácio, mas é bom lembrar que ele é vice-presidente estadual e o Carlos Lupi é o presidente nacional", frisou.

Caso consiga transformar esse namoro em casamento, Garotinho poderia tirar Caio Vianna da disputa e ainda levaria uma nominata com o seu desafeto, o ex-vereador Marcos Bacellar.

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Campos fica mais pobre
22/01/2017 | 15h00

honey

A cidade que abriga a livraria mais antiga do Brasil (Ao Livro Verde) e já foi conhecida por respirar cultura, hoje agoniza com a falta de público para manter espaços culturais abertos.

A livraria Honey Book anunciou no Facebook que irá encerrar suas atividades no próximo dia 30. Durante a sua jornada, a livraria abriu espaço para lançamentos, realizou eventos com artistas locais, cativou crianças e tentou das mais variadas formas oxigenar o ambiente cultural.

mafalda

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No mundo da lua
22/01/2017 | 15h00
[caption id="attachment_40784" align="aligncenter" width="498"]Foto: Gerson Gomes Foto: Gerson Gomes[/caption]

Enquanto Brasília ferve, a cidade de Campos vive em estado de emergência econômica e o líder rosáceo faz de tudo para conseguir liberar a terceira "venda do futuro", a prefeita Rosinha Garotinho (PR) teve um programa bem divertido na tarde desta sexta-feira. Ela recebeu, na Disney Goitacá, o gerente da Agência Espacial Norte Americana (NASA), Charles Lioyd, coordenador da Missão X.

Rosinha participou da abertura do 9º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica e discursou para as crianças presentes. "O universo já foi muito explorado, mas quase nada ainda. Quem sabe daqui sairá um novo astronauta, cientista, enfim. Nada está distante quando o desejo está no nosso coração. Não desistam de estudar, de acreditar que podem chegar aonde sonharem, mas se esforcem", incentivou a prefeita.

Veja a matéria no site da Prefeitura: aqui 

Missão Marte - Uma missão que pretende colonizar Marte tem selecionado diversos candidatos dispostos a viver no Planeta Vermelho (aqui). Já tem até uma brasileira na lista. Será que alguém da nossa terrinha estaria pensando em financiar um "Morar Feliz" em Marte? A Odebrecht toparia essa empreitada?

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Maluf mudou de lado e apoiará Dilma
22/01/2017 | 15h00

MalufDilma

Deputado do PT-RJ, Chico D'Ângelo diz que Paulo Maluf (PP-SP) mudou o voto e, domingo, se manifestará contra o impeachment de Dilma Rousseff. Na Comissão do Impeachment, Maluf ficou ao lado dos que defendiam o impedimento da presidente.

Fonte: O Dia/Fernando Molica 

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Alexandre Bastos

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