Delação da Odebrecht aponta um "Bolinha centralizador"
22/01/2017 | 15h34

garotinho

Na Odebrecht, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) era chamado carinhosamente pelo seu apelido de infância: Bolinha.

De acordo com o delator Leandro Andrade Azevedo, Bolinha era centralizador, capaz de cobrar pessoalmente os repasses prometidos pela empresa.  “Posso dizer que este tipo de conversa, ou seja, cobrança por eventuais atrasos na entrega dos valores ou mesmo repactuação sobre os valores do pagamento eram comuns”.

Em contrapartida, o político enrolado com a Justiça mostrava-se disposto a agir para que a Odebrecht não saísse no prejuízo. “Presenciei algumas vezes Garotinho telefonando para os secretários da Fazenda do Município durante a gestão de Rosinha[…] e pedindo que tivéssemos preferência na regularização dos pagamentos em atraso, o que de fato aconteceu”.

Azevedo relata uma relação informal, quase de camaradas, iniciada a partir da possibilidade de empresa e político engordarem seus caixas. “embora eu não tivesse qualquer relacionamento com Rosinha, a quem conheci na data da assinatura deste contrato (Morar Feliz), mantinha relação próxima a Antonhy Garotinho, o que me permitia tratar com ele, sem burocracia, qualquer dificuldade que tivesse em nossos projetos. Foram exatamente os pagamentos feitos a Garotinho a pretexto das doações de campanha que abriram as portas para o meu contato direto com ele”.

Fonte: Veja 

Compartilhe
Delação da Odebrecht: R$ 23,6 milhões ao caixa 2 da campanha de Pezão
22/01/2017 | 15h34

pezao

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) terá muitos, muitos, muitos problemas para explicar sua relação com o diretor da Odebrecht Leandro Andrade Azevedo. No anexo de sua delação premiada, o executivo conta que a empresa desembolsou R$ 23,6 milhões em dinheiro e 800 mil euros, por transferência bancária no exterior, à campanha de Pezão em 2014. Tudo no caixa 2, claro.

O volume em espécie, de acordo com Azevedo, foi entregue ao publicitário Renato Pereira, dono da agência de publicidade Prole, contratada pela campanha. “Os pagamentos foram realizados com recursos de Caixa 2, mediante entregas de dinheiro em espécie, tal qual determinado por Hudson Braga, diretamente para Renato Pereira no escritório da agência[…], na Urca”, detalha.

As transferências foram feitas para o banco Banif, em Bahamas, paraíso fiscal. O diretor conta que as doações ilegais garantiam a ele acesso direto a Pezão para tratar dos interesses da companhia. Reuniram-se inclusive, mais de uma vez, na casa de Pezão, no Leblon.

Fonte: Veja 

Compartilhe
Delação da Odebrecht: casal Garotinho com propina de R$ 9,5 milhões
22/01/2017 | 15h34

casal

cade-o-meu

odebrecht

A revista Veja traz em sua edição desta semana detalhes da delação de executivos da Odebrecht, que relataram à Procuradoria Geral da República (PGR) o pagamento de propina aos principais políticos do país.

O casal Garotinho está na lista e, segundo a delação, recebeu R$ 9,5 milhões em propina. Os valores teriam sido usados para reforçar o grupo em três eleições. Ainda de acordo com uma nota publicada na coluna Radar, Garotinho reclamava pessoalmente quando havia atraso. A propina, segundo a delação, era entregue no escritório de Garotinho, no Centro do Rio.

O diretor da Odebrecht Leandro Andrade Azevedo acusa a prefeita Rosinha Garotinho (PR) de elaborar duas licitações para a construção de casas populares em Campos do Goytacazes, cidade em que ela era prefeita, com especificações que só permitiram à Odebrecht vencer o certame. Mas como não há benesse grátis, a construtora desembolsou um total de R$ 9,5 milhões em contribuições oficiais e repasses de caixa 2 a campanhas de Garotinho e Rosinha, entre 2008 e 2014.  O delator diz que, em 2009 e em 2012, Rosinha lançou etapas do programa “Morar Feliz”.

“Diante deste cenário, os fatos me levam a crer que os referidos editais, relativos aos Programas “Morar Feliz I e II” foram lançados levando em consideração que a única empresa grande que teria condições e interesse de fazer a obra era a Odebrecht, o que seria a contrapartida aos pagamentos realizados a pretexto de doações de campanha feitos em 2008?. Azevedo se refere à corrida eleitoral em que Rosinha tonou-se prefeita de Campos pela primeira vez, em 2008. Na ocasião, segundo ele, a Odebrecht repassou R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo ao caixa 2 da campanha da senhora Garotinho.

O clã Garotinho apareceu nas planilhas da Odebrecht apreendidas na casa de Benedicto Junior, ex-presidente da Odebrecht (aqui).

O contrato da Odebrecht em Campos, para a construção de casas populares, é o maior da história do município e gira em torno de R$ 1 bilhão.

Fonte: Veja 

Compartilhe
Odebrecht: mais 76 bombas vêm aí
22/01/2017 | 15h34
bomba-3 A bomba estourada ontem, com a divulgação da delação do lobista da Odebrecht Claudio Melo Filho, é apenas uma. Mais 76 bombas vem aí em explosões que podem ser quase diárias. Ou melhor, o dobro desse número explodirá: o que veio à luz ontem são relatos que ainda serão detalhados em novos depoimentos a partir de agora. Aconselha-se aos políticos que arranjem um abrigo antiaéreo — as bombas explodirão com uma intensidade cada vez maior. Fonte: Lauro Jardim/O Globo
Compartilhe
Impeachment de Pezão ganha força na Alerj
22/01/2017 | 15h34
pezao

Deputados estaduais já se preparam para protocolar um pedido de impeachment contra o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) no ano que vem. A saída dele é vista como inevitável por parlamentares da base e da oposição ouvidos pela CBN, caso o estado entre em 2017 devendo salários desse ano aos servidores. Uma das teses que circula pela Alerj quer apontar crime de responsabilidade de Pezão quando o Estado concedeu isenções fiscais retroativas à joalheria Sara Joias. Um decreto do governo editado em novembro garantiu benefícios para uma filial da joalheria, quando uma liminar da Justiça vedava a concessão de novas isenções. O governo nega irregularidades.

Parlamentares fazem estudos para saber se esse caso configuraria descumprimento de decisão judicial, portanto, crime de responsabilidade. A outra possibilidade tratada pelos parlamentares é a rejeição às contas do governo. As de 2015, aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas do Estado, ainda não foram votadas pela Alerj. E as desse ano devem ser rejeitadas por causa da grave crise do estado.

Já é antiga a insatisfação da base aliada com a falta de comunicação entre o Executivo e o Legislativo. O pacote anticrise enviado pelo governo, que já teve projetos devolvidos por erros e também medidas aprovadas com muitas emendas ao texto original, chegou sem debate entre os deputados.

É raro que um parlamentar ocupe a tribuna e faça defesa enfática do governo, mesmo os da base aliada. O deputado Paulo Melo, do PMDB, que foi secretário de Pezão, cobra responsabilidade dos governistas. Ele diz que ainda não há clima nem objeto para o impeachment. "Quem tem que dar solução para o estado somos nós. Até gostaria de não ter ganho, mas fomos nós que ganhamos o governo do estado. A responsabilidade para encontrar soluções é uma responsabilidade do PMDB, do nosso governo, e dos deputados que tem compromisso com o estado, e não com o governante", declarou Paulo Melo.

Deputados apostam que a tese do impeachment poderá perder força se o governo federal tomar medidas drásticas para ajudar o Rio a sair da crise. Na atual conjuntura, agravada pela prisão do ex-governador Sérgio Cabral, a situação tende a se tornar insustentável.

O presidente da Alerj, Jorge Picciani, do PMDB, já rejeitou pedidos de impeachment contra Pezão que questionavam o parcelamento do 13º salário dos servidores de 2015. Em declarações recentes, Picciani tem dito que espera que o governador saia da crise, mas, 'caso ocorra o pior', diz que a Casa saberá escolher um novo nome para assumir o estado.

Fonte: CBN (Leandro Resende). 

Compartilhe
Quem deseja o colapso?
22/01/2017 | 15h34

coletiva

Na tarde desta quinta-feira (08) o prefeito eleito Rafael Diniz (PPS) fez um relato sobre a ausência da transição em Campos.  "Após as eleições, desci do palanque. Busquei uma transição limpa, sem revanchismo ou caça às bruxas, mas a postura do atual governo não tem sido responsável e isso prejudica a população", afirmou Rafael, que listou a ausência de diversas informações em áreas essenciais. "Nós não temos informações sobre dívidas com fornecedores, faltam detalhes sobre as listas de RPAs e a situação da PreviCampos", disse Diniz, que também citou a convocação de concursados sem um diálogo com o futuro governo. "Convocaram 200 concursados da Educação. Qual o objetivo? Inchar a folha salarial e inviabilizar o nosso governo? Não houve qualquer tipo de diálogo antes das convocações".

Indagado sobre a possibilidade de um colapso, Rafael Diniz afirmou: "Pelas poucas informações que recebemos, é possível notar que a situação é muito grave. Estamos cientes de que existe esse risco, mas nossa equipe está pronta para enfrentar os problemas. No entanto, necessitamos de informações que estão pendentes para que possamos entrar em ação logo no início do governo. Essa vingança não é contra Rafael Diniz, atinge diretamente a população de Campos", frisou.

orcamento

Compartilhe
A caminho do brejo
22/01/2017 | 15h34

carinha_colunista_cora_ronai

Por Cora Ronai/O Globo: 

Um país não vai para o brejo de um momento para o outro — como se viesse andando na estradinha, qual vaca, cruzasse uma cancela e, de repente, saísse do barro firme e embrenhasse pela lama. Um país vai para o brejo aos poucos, construindo a sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda a parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inércia e pela audácia dos canalhas.

Aquelas alegres viagens do então governador Sérgio Cabral, por exemplo, aquele constante ir e vir de helicópteros. Aquela paixão do Lula pelos jatinhos. Aquelas comitivas imensas da Dilma, hospedando-se em hotéis de luxo. Aquele aeroporto do Aécio, tão bem localizado. Aqueles jantares do Cunha. Aqueles planos de saúde, aqueles auxílios moradia, aqueles carros oficiais. Aquelas frotas sempre renovadas, sem que se saiba direito o que acontece com as antigas. Aqueles votos secretos. Aquelas verbas para “exercício do mandato”. Aquelas obras que não acabam nunca. Aqueles estádios da Copa. Aqueles superfaturamentos. Aquelas residências oficiais. Aquelas ajudas de custo. Aquelas aposentadorias. Aquelas vigas da perimetral. Aquelas diretorias da Petrobras.

A lista não acaba.

Um país vai para o brejo quando políticos lutam por cargos em secretarias e ministérios não porque tenham qualquer relação com a área, mas porque secretarias e ministérios têm verbas — e isso é noticiado como fato corriqueiro da vida pública.

Um país vai para o brejo quando representantes do povo deixam de ser povo assim que são eleitos, quando se criam castas intocáveis no serviço público, quando esses brâmanes acreditam que não precisam prestar contas a ninguém — e isso é aceito como normal por todo mundo.

Um país vai para o brejo quando as suas escolas e os seus hospitais públicos são igualmente ruins, e quando os seus cidadãos perdem a segurança para andar nas ruas, seja por medo de bandido, seja por medo de polícia.

Um país vai para o brejo quando não protege os seus cidadãos, não paga aos seus servidores, esfola quem tem contracheque e dá isenção fiscal a quem não precisa.

Um país vai para o brejo quando os seus poderosos têm direito a foro privilegiado.

Um país vai para o brejo quando se divide, e quando os seus habitantes passam a se odiar uns aos outros; um país vai para o brejo quando despenca nos índices de educação, mas a sua população nem repara porque está muito ocupada se ofendendo mutuamente nas redes sociais.

Compartilhe
Excesso de arrecadação?
22/01/2017 | 15h34

duvida-emprego

Foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (08) uma suplementação por "excesso de arrecadação". Valor: R$ e R$ 17.499.364,51 (dezessete milhões, quatrocentos e noventa e nove mil, trezentos e sessenta e quatro reais, cinquenta e um centavos). O decreto, do dia 02 deste mês, havia sido divulgado com incorreção.

De acordo com a publicação, o recurso necessário para o Crédito Adicional Suplementar é proveniente de Excesso de Arrecadação na fonte 0100 - Recursos Próprios, na natureza de Receita 79229901 - Restituições Diversas.

Em tempos de crise, com o cobertor cada vez mais curto, servidores municipais temem que este "excesso de arrecadação" tenha saído do fundo do PreviCampos.

Compartilhe
Projeto quer transformar Uber em Táxi
22/01/2017 | 15h34
File illustration picture showing the logo of car-sharing service app Uber on a smartphone next to the picture of an official German taxi sign in Frankfurt, September 15, 2014. A Frankfurt court earlier this month instituted a temporary injunction against Uber from offering car-sharing services across Germany. San Francisco-based Uber, which allows users to summon taxi-like services on their smartphones, offers two main services, Uber, its classic low-cost, limousine pick-up service, and Uberpop, a newer ride-sharing service, which connects private drivers to passengers - an established practice in Germany that nonetheless operates in a legal grey area of rules governing commercial transportation. REUTERS/Kai Pfaffenbach/Files (GERMANY - Tags: BUSINESS EMPLOYMENT CRIME LAW TRANSPORT)

O deputado Carlos Zarattini apresentou ontem na Câmara Federal uma alternativa ao projeto que inviabiliza o Uber. Ocorre que a alternativa continua a inviabilizar o serviço da empresa no Brasil.

Zarattini e taxistas pressionam para que o projeto seja levado ao plenário da Câmara o mais rápido possível. Querem a aprovação de urgência hoje.

Em reunião de líderes com Rodrigo Maia, no entanto, PSD, PSDB e PP mostraram contrariedade com a proposta. Maia afirmou que só concordaria com a votação de urgência se houvesse consenso. Mas não há. O projeto altera a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12), invocada frequentemente pelo Judiciário para garantir a manutenção do serviço no país.

Nesta nova versão, o projeto exige que os municípios autorizem a prestação do serviço do Uber, instalem taxímetros, limitem o número de carros e identifiquem os carros de transporte de passageiros (como os táxis). Além disso, impõe uma série de obrigações seguidas por taxistas.

Resumindo: o projeto tenta transformar Uber em táxi.

Fonte: Lauro Jardim/O Globo 

Compartilhe
Eventos: após denúncia, suplementação
22/01/2017 | 15h34

Na tarde de ontem (06) o blog "Opiniões", do jornalista Aluysio Abreu Barbosa, publicou denúncia da produtora cultural Anna Franthesca sobre serviços que teriam sido prestados e não foram pagos pela Prefeitura de Campos (aqui).

Ao que tudo indica, a FCJOL já conta com os recursos para quitar as pendências.

O Diário Oficial de hoje traz uma suplementação para a Fundação.

"Outros serviços de terceiros / pessoa jurídica" - R$ 30,4 mil.

"Outros serviços de terceiros / pessoa jurídica" - R$ 46,7 mil.

Como o cobertor é curto, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) teve que anular recursos que estavam previstos para a secretaria de Gestão de Pessoas e Contratos.

Compartilhe
Sobre o autor

Alexandre Bastos

[email protected]

Arquivos