Sargento que salvou vítima de infarto a reencontra semanas após o ocorrido
Júlia Alves - Atualizado em 08/06/2026 13:06
Divulgação | Montagem Folha da Manhã
O 1º sargento Julio Cesar Manço reencontrou Rosenete de Oliveira Rosa, de 64 anos, nesse domingo (7), no Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), em Campos, quase três semanas após ajudá-la a sobreviver a uma parada cardíaca em uma padaria no Centro da cidade no último dia 19. Integrante da Operação Segurança Presente, o sargento prestou os primeiros socorros e agiu com rapidez para garantir que Rosenete fosse encaminhada com vida para o hospital.
O reencontro emocionante foi registrado pela equipe da Operação e, acompanhado do Capitão Luciano Tavares, Julio Cesar foi até o hospital onde Rosenete ainda se encontra internada para realizar procedimento médicos e segue se recuperando.
"Nós ficamos muito apreensivos, mas acompanhando o estado dela e, hoje, graças a Deus, a gente recebeu a notícia que ela está se recuperando muito bem e está fazendo os últimos exames. Ela está lúcida e quer reencontrar o Julio Cesar, quer agradecer ele", comentou o capitão Tavares.

Em seguida, o reencontro aconteceu. Dona Rose recebeu o sargento com abraço, sorriso e declarou: "Meu herói. Muito obrigada! Você agora tem uma mãe". O sargento entregou flores para dona Rose e comentou: "Minha mãe. Que bom te ver assim!"
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O caso
Rosenete foi socorrida em estado grave para o Hospital Ferreira Machado (HFM), onde ficou sedada e entubada em observação na Unidade de Pacientes Graves. No dia 20, ela foi transferida para a unidade hospitalar particular.
Segundo testemunhas, a Rosenete estava no balcão da padaria mexendo no celular quando, de repente, caiu. A princípio, eles acharam que a pressão dela havia abaixado, momento em que os agentes apareceram e logo identificaram que se tratava de um caso de infarto. O sargento Julio Cesar relatou que estava na mesma padaria tomando café e que, por algum motivo, acabou permanecendo no local por mais um tempo, o que possibilitou agir rapidamente no socorro.
“No momento em que ela passou mal, as pessoas que seguraram nos acionaram. De prontidão tomando as atitudes fazendo os primeiros socorros e percebemos que haveria possibilidade da pressão dela estar abaixando. Começamos a administrar água nos pulsos dela e na nuca. Evitamos fazer com que ela ingerisse a água, porque não sabíamos qual tipo de situação seria. Depois de um certo tempo, ela veio perdendo os batimentos, o pulso, e eu percebi que o coração dela parou. Foi onde eu tomei a iniciativa de imediato. Deitamos ela ao solo e comecei a fazer a massagem cardíaca”, contou.
O agente estava em serviço com o sargento P. Oliveira que também teve papel fundamental na prestação de socorro à Rosente.
“Enquanto eu estive prestando assistência à dona Rose, o Oliveira fez contato com a emergência para proceder esse atendimento e, no momento essencial, que foi preciso, ele fez uma manobra para poder soprar o ar de respiro para ela. Foi o que fez com que ela conseguisse voltar, porque na minha mão, antes da chegada do bombeiro, eu tive a sensação de perda dela por quatro vezes e, nesse período, ele foi me auxiliando entre as massagens cardíacas e essa ventilação na via oral dela”, esclareceu.
Após a chegada dos médicos, o agente foi informado que ela teve uma parada cardíaca de 15 minutos e que foi essencial a ação dos policiais.

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