O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) tem projeções, mas não o número oficial do impacto financeiro nos cofres do município de Campos a partir da implantação do novo sistema de bilhetagem eletrônica. Na última segunda-feira (23), o prefeito Wladimir Garotinho encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de lei para regular o novo sistema. A nova bilhetagem do transporte público prevê o retorno do pagamento de subsídios para empresas de ônibus e extensão a todos os permissionários de vans, após licitado o complemento da passagem, hoje, no valor de R$ 3,50.
"O IMTT tem projeções com base na taxa de uso do cartão e no valor da arrecadação da bilhetagem do RioCard atualmente. Os números exatos só serão definidos a partir do funcionamento do sistema, uma vez que o cálculo do repasse é feito a partir da prestação do serviço para a população'', diz em nota a Prefeitura.
Pelos números apresentados pelo IMTT, a expectativa é que o movimento seja de mais de 500 mil transações/mês, conforme a recuperação pós-isolamento. Esse movimento vai gerar uma arrecadação de mais de R$ 2 milhões/mês. "Hoje, 60% dos passageiros pagam em dinheiro e 40% em cartão. A expectativa é que com a implantação da bilhetagem, o uso do cartão cresça", completa.
Pelo projeto do Executivo, a população pagará a tarifa única de R$ 3,50, independentemente das linhas, distância e quilometragem. O projeto de lei altera a Lei Municipal 7.879/2006, ficando instituído o sistema de bilhetagem eletrônica nos serviços públicos de transporte coletivo de passageiros, ficando de competência do município o gerenciamento das operações. O sistema possibilitará a utilização de cartão eletrônico, como instrumento do Vale-Transporte, previsto em legislação federal, e deverá ter como prioridade a extensão do benefício da integração para a população.
Segundo o presidente do IMTT, Nelson Godá, a ideia é unificar o sistema de bilhetagem no município e a população obter um melhor atendimento e a Prefeitura ter maior controle de informações de carregamento de passageiros, como quantidade e beneficiados pela gratuidade. "Toda a população precisará adquirir o cartão do bilhete eletrônico para usufruir da integração prevista, inclusive com a instalação das estações, e garantir o valor da tarifa básica do sistema, que é de R$ 3,50, e não ser cobrado o valor da tarifa da linha, cujos valores são mais caros", reforça.
De acordo com Nelson Godá, nesta lei está previsto formas mais modernas de compras e carregamento das tarifas por meio de PIX, cartão bancário de crédito e débito, QR Code (físico e virtual), além dos pontos de vendas físicas. “O usuário poderá fazer a recarga de maneira online e sempre ter a sua disposição no sistema de transporte”, comentou.