Yas Bittencourt estreia exposição que une arte e memória
Dora Paula Paes 17/10/2026 11:23 - Atualizado em 17/10/2026 11:23
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“Memórias em Ruínas” é a exposição da artista plástica Yas Bittencourt, em cartaz na Casa de Cultura Villa Maria, que pode ser visitada até o dia 24 de outubro. No projeto, ela traduz em cores, sobre as telas, o que seu olhar sensível capta da cidade, sem deixar de lado uma abordagem crítica sobre o patrimônio histórico de Campos, muitas vezes marcado pela melancólica decadência. Eternizar o amor em aquarela também é outra vertente de seu trabalho.

“Na exposição, meu trabalho discute preservação, esquecimento e as marcas deixadas na paisagem urbana e social da cidade de Campos”, destaca.
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Artista visual e graduanda em Artes Visuais — bacharelado —, Yas conta que faz arte desde criança. Segundo ela, esse olhar sensível vem de seu interesse, desde sempre, por diferentes expressões artísticas, como música, desenho, pintura e teatro.

“Apesar de estar sempre envolvida com arte desde criança, tive alguns momentos de pausa, em que fiquei um tempo sem rabiscar nada, talvez anos. Eu parava e voltava, e nunca me imaginei artista. O que estou vivendo hoje, eu nunca nem sonhei viver, porque, na minha realidade, não existia artista. Nunca achei que isso pudesse ser profissão. Ao meu redor, isso era hobby e, quando pensava em profissão, pensava nas áreas da saúde e das ciências biológicas, porque era o que eu era incentivada a seguir, até que um dia decidi me tornar tatuadora. Para mim, já era o auge da profissão artística”, recorda, ao falar sobre como tudo começou.

Foi na faculdade de Artes Visuais, porém, que seu horizonte se abriu definitivamente para os pincéis e as telas em branco. “Esse caminho demorou para ser construído, mas, felizmente, hoje estreio com muito orgulho minha primeira exposição individual. Não tive atalho: foi na luta, dando cabeçada mesmo, conquistando meu espaço aos pouquinhos”, conta.
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Atualmente, a principal técnica utilizada por Yas é a aquarela, embora ela também explore outras possibilidades artísticas. “Eu brinco que comecei na pintura pelo caminho mais difícil, porque dominar a aquarela é difícil e leva tempo, mas, quando você domina, trabalha as outras técnicas com mais facilidade”, observa.
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Yas também encontrou na arte uma forma de garantir seu sustento. A artista tem sido bastante requisitada para realizar pinturas ao vivo em festas, principalmente em casamentos.

“É um momento muito especial vivido pelo casal e eternizado por mim em uma obra de arte cheia de sentimentos e significados, no momento do ‘sim’. Eu pinto durante toda a festa, e os noivos levam a obra para casa no mesmo dia. Assim, o dia fica eternizado de uma forma diferente”, explica.

Ela acrescenta que a pintura oferece possibilidades que vão além do registro fotográfico.

“O mais incrível que a pintura pode proporcionar é algo que a fotografia não consegue: não só pintar o que vejo, mas ir além. Existe também a possibilidade de incluir coisas e, às vezes, pessoas e animais que não estão presentes naquele momento, naquela cena, mas que significam muito para o casal. Eu consigo incluí-los na pintura.”

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