Frederico Paes: Voto em Flávio e foco em 2028
Aluysio Abreu Barbosa, Cláudio Nogueira, Dora Paula Paes, Gabriel Torres e Hevertton Luna - Atualizado em 17/10/2026 11:06
O prefeito Frederico Paes no Folha no Ar
O prefeito Frederico Paes no Folha no Ar / César Ferreira
A oito dias dos eleitores voltarem às urnas, o prefeito de Campos, Frederico Paes (MDB), declarou seu voto na disputa presidencial. Ele afirmou que vai de Flávio Bolsonaro, por considerar que essa é a melhor opção política para o município e para o Estado do Rio, com a eleição de Douglas Ruas para o governo estadual. Por outro lado, Frederico revelou que liberou seu secretariado para apoiar os candidatos de sua preferência. Ao explicar a decisão, Frederico disse ter se lembrado do deputado federal eleito e ex-prefeito Wladimir Garotinho, que adotou a mesma postura em 2022. O prefeito foi o entrevistado da última sexta-feira (16) no programa Folha no Ar, da Rádio Folha FM. Além das eleições e do resultado do primeiro turno, ele comentou a escolha da Mesa Diretora da Câmara Municipal, que terminou com a vitória, por unanimidade, do vereador Silvinho Martins (MDB). Sobre 2028, confirmou que pretende disputar a reeleição. “Porque eu não vou conseguir, em dois anos, fazer tudo que está na minha cabeça e no meu plano de governo”, justificou. Ao falar sobre a atual administração, abordou a questão da Saúde, transporte público e Cultura. Também adiantou que, diante da previsão de mais oito meses de obras na Ponte Barcelos Martins, ele pretende criar uma nova alternativa de tráfego na Ponte Rosinha.
Voto em Flávio e secretários - “Meu voto é Flávio Bolsonaro. Tenho certeza que para o estado do Rio, com Douglas governador, vai ser melhor. Tudo bem que, quando se passa o período eleitoral, a política se conversa. Mas é evidente que com Douglas Ruas, 37 anos, disposição para trabalhar, eleito no primeiro turno, Wladimir deputado federal e dois senadores do PL, então para o estado do Rio. Portinho ajudou muito a cidade e vai continuar ajudando. Carlos Jordy também já ligou para a gente e vai trabalhar junto. Tenho dito o seguinte, eu sou filiado ao MDB, mas o meu partido é Campos. Eu entendo que a gente precisa ter o partido Campos dos Goytacazes. Esse é o meu partido, que eu vou lutar e brigar. Hoje, como prefeito, entendo que para Campos o Flávio Bolsonaro seria melhor. Tenho hoje um secretariado com diversas pessoas que são esquerda ou centro-esquerda. E, como Wladimir fez em 2022, que eu achei correto quando ele veio me consultar, eu falei: ‘Você está certo, você não pode forçar um secretário que tem um espírito ou torcida para a esquerda, não pode forçar esse cara a se anular’. Não pode impor ao seu secretário.”

Eleição a presidente decidida na rejeição - “Você não pode tentar entrar na cabeça do eleitor oferecendo mundos e fundos naquela última hora. A legislação eleitoral é completamente equivocada em relação a isso. Devia ser, literalmente, taxativamente proibido. Mas eu não acho que esses benefícios que o governo (federal) está anunciando que vão virar o jogo. Acho que a rejeição é que está mandando nessa eleição. A rejeição do Lula é muito maior ainda que a rejeição do Flávio Bolsonaro. Eu não acho que Lula vai reverter essa rejeição nesse período do primeiro para o segundo turno. E sempre quem está no governo, apesar de ter a máquina a favor, tem o desgaste.”

Congresso favorável a Flávio - “Acho que o Brasil precisa avançar e o Flávio Bolsonaro, hoje, eu acho que tem condições, até pelo Congresso eleito, de avançar mais. Eu acho que, com o Congresso eleito, a dificuldade para o Lula governar, se ele ganhar essa eleição, vai ser muito grande. E outra coisa, a influência do Judiciário nas eleições tem sido prejudicial para todo mundo. Eu estou falando mais do Supremo. A interferência do Supremo no Tribunal Federal. Você vê que o número de ações eleitorais no TSE mais que dobrou da última eleição para cá. Isso não é salutar para a democracia.”

Eleição de Douglas Ruas - “Mas a questão da eleição do Douglas realmente foi uma questão da direita bolsonarista, que impulsionou muito a eleição dele. Eu não acho que o bolsonarismo é extrema-direita. Dentro do bolsonarismo, existe a extrema-direita, como dentro do lulismo existe a extrema-esquerda. Então, os extremos são ruins. Eu sempre me coloquei como centro-direita, mas eu brinco com os amigos que o (Augusto) Cury, que foi candidato a presidente, roubou a minha frase. Eu falava isso dentro de casa e com os amigos: ‘Meu coração é vermelho e minha mente é verde’. A gente precisa entender que questões como dar a quem precisa, é muito caro para mim. E caro no sentido de precioso, de necessário, a questão social, dar o peixe a quem precisa.”

Onda bolsonarista e confiança em Ruas - “Nem os melhores analistas eu acho que calcularam essa nova onda bolsonarista no Brasil. Não foi só no estado do Rio, foi no Brasil inteiro. Para muitos, a gente não teve a oportunidade de conversar sobre isso, o bolsonarismo era 25%, ou 30%. Mas não, foi uma nova onda que varreu o país e o estado do Rio não ficou fora disso. O Douglas Ruas, que, por sinal, é um jovem de 37 anos, e a expectativa sobre ele é muito grande. O governo do Estado precisa tomar um rumo melhor do que a gente vinha até agora. Os discursos e as falas públicas dele estão não só em renovação, mas por um Estado mais próspero em segurança pública e investimento. Eu confio que o governo do Douglas Ruas vai ser um bom governo. Mas o que a gente vê é que realmente a onda bolsonarista no Rio afetou a eleição no estado inteiro.”

Portinho e Jordy no Senado - “Com o Douglas Rua ganhando a eleição foi muito importante para o estado do Rio de Janeiro ter os dois senadores alinhados com o governador. Por exemplo, em todas as pesquisas a Benedita também estava sempre apontando ali na frente. Eu gosto muito da Benedita, também. É muito importante para o governo do Estado e para os prefeitos esse alinhamento político com o governador. É importante para que venham recursos federais para a região. O Estado tem o problema do “Propag”, que é o programa de refinanciamento das dívidas. Então, é preciso avançar nesse “Propag”. Se o Estado tiver que cumprir todas as obrigações hoje, o governador vai ter dificuldade. Ele precisa de repactuação dessa dívida do Estado do Rio com a União e dos senadores alinhados, para trazer recursos não só para as cidades, mas para desafogar, por exemplo, a Saúde Pública.”

Eleição a deputado estadual - “Eu diria que é lamentável para Campos, e com todo respeito de novo à minha amiga Carla Machado, ela vai nos ajudar sim, mas ela é deputada por São João da Barra. Apesar do título dela estar em Campos, ela é por São João da Barra. Mas, hoje, Campos tem um deputado que é Bruno Dauaire. A política dele está aqui há muito tempo, já está no quarto mandato, sendo deputado de Campos. Lembrar que nós já tivemos cinco deputados. Então é lamentável. Eu falei aqui em uma entrevista, lá na outra eleição, há quatro anos atrás, que para dar o voto, eu tive a oportunidade de falar esse voto em deputados da região. Não falei nem de Campos, mas da região, pedindo esse voto. Deputados da região seja qual partido for. Os números são terríveis. Tem deputado que, desculpa, o eleitor nem sabe quem é e que não vai nem passar perto de Campos. Então é preciso entender aonde que nós erramos. Quando eu falo nós, não é o Frederico, Wladimir, Bruno Dauaire ou Thiago Virgílio, é a política local.”

Eleição de Silvinho Martins - “Na Câmara, hoje, a gente tem ali, se não a totalidade, grande parte dos vereadores caminhando conosco na mesma ideia de Campos avançar. Entendemos que tanto a cidade, quanto Estado e o próprio governo, além de ter uma base consolidada, a precisamos conversar sobre pen-samentos, para onde a gente quer ir, para onde quer caminhar e para onde o governo vai seguir. Eu vinha costurando isso com todos os vereadores. Na verdade, o que a gente vem conversando é qual a proposta do governo Frederico Paes. Isso foi muito importante nessa eleição do Silvinho (Martins, à presidência). Porque grande parte ou quase a totalidade dos vereadores que eu conversei, não pedi voto para A ou B, eu falei as ideias do meu governo, para onde que a gente quer levar a cidade e os vereadores entenderam que é um bom caminho. Nesse caminho, foi falada a questão também da Mesa e convergiu nessa eleição que, desde a eleição do Fred Machado, não tinha 25 votos no mesmo presidente.”

Ampliação da base na Câmara - “Ontem (quinta-feira), inclusive, nós tivemos uma conversa com alguns vereadores. Dandinho de Rio Preto (União) deve vir para a base, já anunciou isso publicamente, e outros vereadores que a gente está conversando. O Leon (Gomes, PDT) também retorna à base, já anunciou publicamente. Quando a gente fala base, e estou sendo muito franco aqui, não é base só para aprovar projeto não, é para discutir: ‘Essa ideia não é boa, essa aqui é melhor, vamos avançar’. Um combinado meu com todos eles é que todo projeto que a gente enviar para a Câmara, vamos enviar antes para ser discutido e debatido, e sempre pensando no bem da população para avançar a nossa cidade.”

Relação com Wladimir - “Wladimir é meu amigo há 25 anos. Vou pensar o ouvinte de casa, pensa nos seus quatro ou cinco melhores amigos. Eu garanto que algum dia vocês podem ter tido, não desentendimento, mas talvez pensamentos divergentes. É muito normal que em seis anos, eu como vice-prefeito e agora como prefeito, a gente tenha pensamentos divergentes ou não iguais. A minha vantagem e do Wladimir é que a gente sempre se entendeu. A gente pode ter algum pensamento não convergindo para o mesmo local, mas o importante é que a gente senta, conversa e se entende. Neste período em que o Wladimir sai da Prefeitura e busca uma candidatura, é claro que os nervos, principalmente de quem saiu e que busca um novo caminho, pode haver realmente alguma coisa que deixe a pessoa preocupada. E a preocupação faz com que a gente fique buscando entendimento, não desentendimento.”

“Pensar grande para Campos” - “Saúde de qualidade para as pessoas que precisam. Campos, infelizmente, é uma cidade que nem todo mundo ou grande maioria, 80% não pode pagar um plano de saúde. Eu tenho esse dado, 80% das pessoas não tem plano de saúde e dependem do SUS. Nós temos cidades vizinhas que dependem de Campos como polo regional. O governo do Estado precisa entender isso também. A gente ter uma saúde de qualidade, uma educação que já é de qualidade, avançando e resolvendo o transporte público, a gente começa a pensar grande para Campos. Gerar emprego, trazer indústrias e criar outras alternativas para melhoria da cidade.”

Reeleição em 2028 - “Eu até brinquei com minha amiga, a deputada eleita Carla Machado, que andaram falando que 2028 ela é candidata. Dando parabéns a ela pela vitória de deputada, eu falei: ‘Eu sou candidato à reeleição em 2028. Porque eu não vou conseguir, em dois anos, fazer tudo que está na minha cabeça e no meu plano de governo. Estou pensando em trocar, você vem candidata em Campos e eu venho em São João da Barra. Você tem um orçamento em São João da Barra 5 ou 6 vezes maior do que Campos’. Acho que São João da Barra pode avançar, mas poderia ter avançado muito mais, porque tem um orçamento privilegiado. Campos, por exemplo, se tivesse um orçamento desse, per capita, estaria recebendo algo em torno de, pelo menos duas vezes, R$ 6 bilhões.”

Ponte Barcelos Martins - “Realmente foi uma decisão difícil para ser tomada, de abrir e de fechar a questão da alternativa pela Ponte Leonel Brizola. Mas nós vamos fazer de novo. Infelizmente, a ponte (Barcelos Martins) vai demorar pelo menos de seis a oito meses. O Estado está licitando a obra geral da ponte e a engenharia mostrou que não pode só fazer aquele pilar e deixar. É um processo de quase R$ 30 milhões, que o Estado vai licitar, mas para fazer a ponte toda. Esse pilar é a segunda vez e o os engenheiros falaram: “Olha, vamos agradecer a Deus porque não deu um desastre maior, mas não dá para você fazer um pilar e deixar os outros sem correção e segurança”. Então foi decidido em conjunto com o governo do Estado, já está correndo para licitar a obra para reformar a ponte toda.”

Alternativa pela Leonel Brizola - “A gente vai criar uma alternativa na Ponte Rosinha (Leonel Brizola) de novo, só que antes nós vamos fazer uma audiência pública mostrando à população, discutindo com comerciantes, com o pessoal do transporte, taxistas, uber e motoboy. Vai ser um sistema misto, porém com divisão de um tabuleiro. O outro fica normal. O que foi complicado (na última alteração) foi o fluxo de Guarus para o centro, que não me passaram esse diagnóstico, foi enorme. Então foi um fluxo enorme a tarde e noite de Guarus para o centro, e que prejudicou todo o processo. A gente vai anunciar isso com muita calma e tem que dar segurança ao pedestre e ao ciclista, porque senão era só fazer, “vamos abrir ali e botar uns cones”. Não pode ser feito isso. Está ainda em fase de estudo, provavelmente deve ser a separação que o pessoal chama de ‘gelo baiano’, mas de plástico, que coloca-se água dentro para você ter uma segurança.”
Aporte financeiro à Saúde - “Hoje, a Saúde de Campos atende algo perto de 800 mil pessoas. O pessoal fala: “Mas Campos tem 500 mil habitantes”. Todas as cidades circunvizinhas, eu diria a palavra até ruim, elas descarregam pacientes em Campos. E Campos deveria absorver, sim, como polo regional, mas para isso tem que ter aporte financeiro do Estado e da União. A Saúde no Brasil, o SUS, é tripartite. O que é tripartite, para quem não sabe? É a obrigação do município, do Estado e da União. O município faz a parte dele com muita veemência e muita força. Hoje, a gente coloca mais de R$ 1 bilhão na Saúde. Ou seja, um terço do orçamento de Campos vai para a Saúde. É muito mais do que qualquer prefeitura do Norte e Noroeste Fluminense. O Estado não faz ou se faz de forma precária”.

Corte do cofinanciamento - “Em 2024 e 2025, o governo do Estado cortou o cofinanciamento de Campos. É uma questão política absurda. Não se faz politicagem com saúde pública. Você pode fazer política com o seu adversário. Agora, mexer com Saúde pública para fazer política, isso é um crime humanitário. Eu fiquei muito aborrecido com o governo do Estado e falei isso lá. O municípios de Duque de Caxias recebeu quase R$ 600 milhões, Nova Iguaçu mais de R$ 300 milhões e Campos R$ 55 milhões. Ou seja, praticamente 10% do que Duque de Caxias e, assim mesmo, com o resto a pagar do ano passado. Eu não vou aceitar isso. Seja quem for governador, eu vou para cima e não vou tolerar. Tomando posse do Douglas Ruas, quem for, eu não vou aceitar. Quando eu falo não vou aceitar, é falar, dar entrevista, chamar coletiva e usar, no bom sentido da palavra, a força da imprensa. Mas para denunciar mesmo. Campos não vai sofrer isso mais comigo. Como prefeito, vou para a capital se tiver que levar a gente para lá para protestar, porque é um absurdo”.

Verba estadual à Saúde - “Como é que eu quero uma cidade próspera se tenho que tirar dinheiro da Agricultura para botar na Saúde? Eu tiro dinheiro do Desenvolvimento Econômico para botar na Saúde. Eu tiro dinheiro de Fundecam, de onde seja, para botar na Saúde. Não tem cidade que prospere. Então, por falta de cumprir a obrigação, o governo do Estado. Não é favor, é preciso entender isso e deixar claro. É obrigação do governos do Estado colocar recursos na Saúde, porque Campos é um polo regional. De toda essa população de Campos e do Norte Fluminense, só 24% tem plano de saúde. Vamos comparar? Macaé, 57% da população tem plano de Saúde. Então, toda essa gama de pessoas que precisam do SUS procuram o serviço público. Nós temos que ter qualidade no atendimento, não pode faltar remédio no hospital, não pode faltar atendimento, não pode ter fila e, para isso, a gente depende do cofinanciamento do Estado”.

Verba federal à Saúde - “O Governo Federal também não cumpre com o seu dever. Porque o Campos deveria estar recebendo mensalmente do teto MAC (Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade), hoje, algo em torno de R$ 25 milhões, e recebemos R$ 14,5 milhões. E todo esse teto MAC hoje vai para os filantrópicos, que é deles, eles produzem esse resultado. O nome está falando teto, que é o máximo que o Campos recebe, é absorvido pelos filantrópicos. Também é um dever de casa que nós estamos fazendo. Já estive no Ministério da Saúde, só que eu ando quietinho e não faço alvoroço. Fui à Brasília, estive no Ministério e mostrei Campos. Já tem quase dois meses que bati na porta do ministro Alexandre Padilha mostrando que Campos realmente precisa receber o que é devido”.

Renegociar o cofinanciamento - “Garotinho me ligou e segundo informações, ligou para outras quatro pessoas para tomar essa decisão (retirar recurso no TSE). Eu fui uma delas. Eu sei só da Rosinha, as outras duas pessoas eu não sei quem foi. A gente deu sequência nessa conversa e eu falei: “Olha, governador, eu preciso que o senhor peça ao Douglas Ruas, que estava com ele ali, só estou pedindo isso por enquanto para a Campos, que honre os compromissos”. De novo, não é favor e não é política, é obrigação. A CIR (Comissão de Intergestores Regionais) é uma reunião de todos os secretários de Saúde do Norte e Noroeste e, tecnicamente falando, eles definem o valor desse cofinanciamento. Nós temos aprovado na CIR R$ 20 milhões por mês de cofinanciamento. Campos hoje está recebendo algo em torno de R$ 3,5 milhões só”.

Arrecadação de Campos - “Em Macaé, nós temos lá cinco ou seis bilhões de reais com a metade da população de Campos. Então Macaé é quatro vezes mais o orçamento. Quando a pessoa fala assim: ‘Campos é uma cidade rica, uma Prefeitura rica’. Já foi, não é mais. Você pegar o valor que Campos recebe hoje de arrecadação e dividir pela população, são R$ 5 mil. Esse valor é parecido com o de São Fidélis, com todo o respeito à nossa querida São Fidélis, com dificuldade que o prefeito toca. É valor proporcional. E se você dividir pela população carente do município, piora muito mais. Campos tem uma gama de CadÚnico. Se a pessoa está no CadÚnico, é porque precisa. Nós temos hoje mais de 200 mil pessoas no CadÚnico. Em 520 e poucos mil habitantes, quase metade, 40% está no CadÚnico. Então, essas pessoas, mais do que o SUS, elas precisam de uma Educação pública de qualidade, de um transporte público de qualidade, de uma Saúde pública de qualidade. São pessoas que dependem da Prefeitura para ter uma vida digna, na Saúde, na Educação e no Transporte”.

Museu Olavo Cardoso - “O Museu Olavo Cardoso, para mim, não tem restauração e eu vou provar isso tecnicamente. Por anos de abandono, aquilo ali é quase irrecuperável. E eu vou provar tecnicamente para o juiz ou para a justiça, seja quem for, que tecnicamente é inviável. Não tem viabilidade naquela restauração. E, publicamente, estou assumindo que eu sou contra. Se a justiça determinar, eu vou recorrer. Eu tenho que cumprir a ordem judicial”.

Teatros de Campos - “Nós vamos aplicar o recurso da Cultura em Cultura. A gente tem o Teatro de Bolso reabrindo agora no final do mês. O Trianon, eu não vou cravar uma data porque não gosto de errar. Como engenheiro, eu não tenho direito de errar. Se for botar um processo normal, eu só ia entregar o Trianon no ano que vem. Quando eu falo processo normal, é um processo licitatório para jogar na rua, acontecer, comprar um ar condicionado novo, porque aquele ali não tem conserto. Tem 30 anos o ar condicionado. Eu estou buscando uma licitação de leasing. Esse sistema de leasing que estou procurando é mais rápido para acontecer. Você faz a aquisição e vai pagando. Quando aquele equipamento ficar obsoleto, você já troca automático. Isso eu estou dizendo porque vários shoppings e teatros grandes no Brasil estão usando. É um sistema moderno, como se fosse um aluguel, que está sempre com um equipamento novo. Mas vamos trabalhar para que até o final de novembro ou dezembro a gente consiga entregar o Trianon. Uma coisa que também me comprometo é o Pantheon do Palácio da Cultura. Eu me lembro, quando era criança eu visitava ali, onde estão os restos mortais de diversos campistas ilustres. Nós vamos devolver à população o mais rápido possível também.”

Natal - “Vou anunciar aqui, em primeira mão, o maior Natal que Campos já teve. Nós estamos trabalhando com parceiros, porque ninguém faz nada sozinho. Campos vai ter o maior Natal para as famílias. Com toda dificuldade que a gente está tendo de orçamento, mas nós estamos tentando melhorar o centro da cidade e ter um programa “Centro Mais Seguro”. Tem problema, nós estamos com problema hoje de roubo de fios na cidade inteira. A gente recebe muita denúncia em relação a isso. Não é um problema do centro, mas em toda cidade. Nós estivemos com as força de segurança, com Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal. Infelizmente, nós tivemos uma negativa do Poder Judiciário. Eu me meter, como prefeito da cidade, e procurar a justiça. Foi a negativa porque nós estamos atrás dos receptores, os bandidos que recebem esse roubo de fiação”.

Novo sistema de transporte - “Vamos ter que comprar ônibus novos e vans novos. Reequipar a passagem, que hoje está em torno de R$3,50, é um valor que não funciona. Era R$ 2,80, em 2022 passou para R$ 3,50. As empresas de ônibus também não sobrevivem. Sabe quanto elas recebem pelos idosos acima de 60 anos e estudantes? Zero. Eu tenho esse número, chega a 40%. Pretendo soltar, até no final do ano agora, ter audiência pública e mostrar o sistema que nós vamos criar, utilizando os terminais da integração, que estão praticamente prontos. Então, é preciso entender isso. Está sendo estudado para que se tenha um sistema consistente, forte, que as empresas de ônibus e os permissionários de vans tenham resultado financeiro. Para quê? Para não ficar dependendo também eternamente do poder público comprar ônibus e van”.

Nota de Campos no Ideb - “Na parte da Educação, Campos está de parabéns. Nós tivemos uma nota de 5,7 (no Ideb) e ontem (quinta-feira, dia 15) foi dia dos professores. Aproveito a oportunidade aqui, da audiência, para dar parabéns e agradecer aos professores da nossa rede. Sem eles, a gente nunca chegaria a essa nota, por mais que a gente invista na Educação, quem faz o dia a dia da escola é o professor. Reconhecer isso, não só como reconhecimento obrigado, mas reconhecer em termos de valorização de toda a cadeia da Educação: professores, pedagogos e todos os profissionais que trabalham na educação”.

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