Dois movimentos artísticos em Campos para marcar Dia Internacional da Mulher
Dora Paula Paes - Atualizado em 07/03/2026 09:58
Alba Valéria e Neusinha da Hora no ensaio
Alba Valéria e Neusinha da Hora no ensaio / Divulgação
Dois movimentos artísticos serão realizados para jogar toda a luz nas mulheres e reforçar a luta, que constante, pelo Dia Internacional da Mulher, em Campos. No sábado (7), o evento “Vozes que não se calam - o samba na voz delas”, do Movimento Negritude Plena, apresenta o esquete teatral “Ciata Presente, entre Tia Ciata e Marielle Franco”, no Clube Cultural 3meia8, às 19h. No domingo (8), na data comemorativa, terá a exibição ao vivo no Youtube, às 20h, do filme “Vermelho”, que trata das diversas violências de gênero, produzido em Campos.

Vale ressaltar, que durante a semana, agentes da área de segurança do município, do projeto Segurança Presente, jogaram na sua rede social trend para chamar atenção. A primeira frase rasgada foi: “Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. A mensagem que fica é que violência contra a mulher precisa ser denunciada.
Teatro e música - No evento “Vozes que não se calam - o samba na voz delas” vários nomes importantes da cena artística da cidade estarão presentes. A Roda de Samba terá Alba Valéria, Suellen, Neusinha da Hora, Hellen e Dr. Preta. Além disso, o DJ Amaro fará um set especial “Mulheres”. O Clube está localizado na Avenida Sete de Setembro, 368, no centro, com entrada livre. O Negritude Plena tem vários parceiros da área comercial que apoiam o evento.
“A iniciativa nasce com um propósito claro: celebrar o Dia Internacional da Mulher valorizando trajetórias femininas e debatendo os desafios que ainda atravessam a vida das mulheres na sociedade brasileira. Mais do que um espetáculo musical, o evento propõe um ato político e cultural, reconhecendo o samba como uma expressão profundamente ligada à resistência e à ancestralidade afro-brasileira”, explica Alba Valéria, idealizadora do movimento Negritude Plena.
Cinema - Já a produção cinematográfica“Vermelho” é um docudrama/ drama social, com duração de 46 minutos e classificação indicativa de 16 anos. “Vermelho” aborda o feminicídio, a violência doméstica e outras formas de violência de gênero que atingem mulheres no Brasil. Inspirado em uma história real, o filme apresenta a trajetória de Mariazinha, uma jovem vítima de feminicídio, e conecta sua história à de tantas outras mulheres — outras “Marias” — que tiveram suas vidas interrompidas pela violência.
Cena do filme "Vermelho"
Cena do filme "Vermelho" / Divulgação
A obra mistura dramatização e elementos documentais, o filme ainda se apresenta como um manifesto artístico e social. A produção reúne depoimentos reais de mulheres vítimas de violência atendidas pelo CEAM – Centro Especializado de Atendimento à Mulher, além da participação de profissionais que atuam no enfrentamento à violência, como a psicóloga, Thaís Monteiro; a assistente social, Layla Tavares; a ginecologista obstetra especialista em parto humanizado, Thayanna, e a advogada Lilian Cruz.
A direção é deGraziela dos Anjos e Izabelly Moraes, com direção de arte de Juliana Abreu; roteiro de Graziela dos Anjos; colaboração textual de Samylla Jabor e Juliana Abreu e a coordenação de produção, que ficou por conta de Carolina Marques. No elenco:Graziela dos Anjos, Dinah Benze, Jailza Motta e Samylla Jabor. Nas participações especiais estão Laura dos Anjos,Rolf Wimmer e Ronaldo Bastos.
“Exibir “Vermelho” no dia 8 de março, de forma aberta para todo o Brasil, mais uma vez transforma o filme em um ato cultural, político e educativo, usando o cinema para conscientizar, dar voz às mulheres e fortalecer o enfrentamento à violência de gênero. Realizar essa exibição no Dia Internacional da Mulher reafirma que a data não é apenas de celebração, mas de lembrar conquistas, reconhecer desafios e fortalecer a luta por uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres”, disse Grazi.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS