Eraldo Leite - A menos de 100 dias da Copa do Mundo
Eraldo Leite 07/03/2026 09:25 - Atualizado em 07/03/2026 09:52
Pôster oficial da Copa do Mundo 2026
Pôster oficial da Copa do Mundo 2026 / Divulgação: Fifa
Basta fazer uma contagem regressiva e... pronto! O brasileiro já começa a respirar a Copa. Na última terça-feira (3), superamos o marco dos 100 dias antes da Copa. E começamos a planejar como será a Seleção, quais são as possibilidades do Hexa do Brasil, e como vamos assistir aos jogos.
Contando as economias será possível viajar aos Estados Unidos? E os ingressos? Puxa, quase mil dólares cada jogo! Melhor ficar por aqui e ver pela TV, ouvir pelo rádio. Em outros tempos o comércio já se preparava para receber os apaixonados torcedores que iriam comprar tinta, papel, adereços para enfeitar as ruas.
Lembro-me de, com 13 anos, correr com meu irmão para A Normalista para adquirir material e decorar a frente da casa 40 da rua Álvaro Tâmega. A molecada do bairro se esbaldava porque tinha motivos de sobra com aquela seleção de Gerson, Jairzinho, Pelé e Tostão. Longe de imaginar que o menino iria ganhar o mundo, se tornar jornalista esportivo e hoje poder contar histórias vividas em coberturas de onze Copas.
Esta será uma copa diferente, pela primeira vez na história disputada em três países: além dos Estados Unidos, México e Canadá. E também inchada, passando de 32 para 48 seleções. A proliferação implica em termos mais jogos desinteressantes, com seleções fortes como Brasil, Espanha, França, Argentina (atual campeã do mundo) e Portugal, por exemplo, enfrentando equipes inexpressivas como Haiti, Cabo Verde, Suriname, Jordânia e Nova Caledônia. Muitas goleadas históricas à vista.
Mas, chegando lá na frente, a partir das quartas de final, os jogos serão mais emocionantes. A Fifa, que em 2018 lançou o VAR na Copa da Rússia – até hoje criando muita confusão – promete medidas inovadoras para acabar com a “cera”. Os árbitros serão exigentes para coibir as simulações e a demora na
reposição de bola em jogo. Mais confusão pela frente.
A Copa ocupa tanto o imaginário do torcedor que as competições do primeiro semestre — estaduais, início de Brasileirão e primeira fase da Libertadores — ficam em segundo plano. Só depois da Copa é que haverá a maior movimentação dos clubes no mercado de compra e venda de jogadores, a famosa “janela”. E, por conseguinte, a disputa mais acirrada pelos principais títulos da temporada.
Por aqui seguimos na expectativa da montagem da Seleção Brasileira, de Carlo Ancelotti. Mas sem perspectiva de pintar de verde e amarelo a fachada daquela casa da infância. Jornalista com cobertura presencial de 11 Copas do Mundo de futebol, comentarista da Rádio Tupi e colaborador da Folha da Manhã na cobertura da Copa de 2026.

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