Impasse na Câmara tem reunião de Wladimir com vereadores e posicionamento de Marquinho
Rodrigo Gonçalves 16/02/2023 15:41 - Atualizado em 16/02/2023 20:51
Posse da Mesa Diretora (Foto: Genilson Pessanha)
Posse da Mesa Diretora (Foto: Genilson Pessanha)
O dia seguinte à primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Campos ainda é de impasse e de incerteza quanto ao projeto para a Saúde enviado pelo Executivo, em regime de urgência, não colocado em pauta pelo presidente do Legislativo, Marquinho Bacellar (SD), sob a alegação de ter chegado em cima da hora. Como mostramos (aqui) no Blog, o desencontro abalou a pacificação proposta pelos grupos dos Garotinho e Bacellar.
Nesta tarde, aconteceu uma reunião de emergência entre o prefeito e os vereadores que compõem a base para avaliar tudo que rolou na Câmara nessa quarta e decidir, em conjunto, os próximos passos. Na sua sustentação, oficialmente, Wladimir conta com 11 vereadores e apenas Edson Batista não esteve no encontro,  cujo o teor o Blog não conseguiu ter acesso, mas teve de uma fonte a informação que os ânimos ficaram mais calmos. 
Nos bastidores, já se fala que na base do prefeito com 13 nomes dos 25 vereadores. No entanto, na sessão de quarta foi entregue um documento assinado por 13 vereadores informando que Anderson de Matos é o líder da oposição e independentes. Abdu Neme (Avante) e Nildo Cardoso (União), que já são dados como certo na base assinaram esse documento para a liderança de Matos.  
Também para a tarde desta quinta, era aguardada a publicação de uma edição suplementar do Diário Oficial, que pode trazer indícios de que a abalada relação entre Executivo e Legislativo já está sendo revertida (publicada aqui). De um lado era esperada a autorização do prefeito para a publicação da resolução do Legislativo, que foi aprovada na sessão desta quarta, permitindo a suplementação de R$ 1,2 milhão para inclusão na Lei de Orçamentária Anual (LOA), na parte alusiva à Câmara; do outro lado ficou só na expectativa de alguns a possibilidade de Marquinho marcar uma sessão extraordinária o quanto antes.
Ao se posicionar novamente na tarde desta quinta sobre o impasse, o presidente do Legislativo campista não deu sinal de qualquer publicação convocando uma sessão extraordinária, mas afirmou que está aberto ao diálogo.
— A Câmara de Campos deixou de ser um puxadinho da Prefeitura. Estou e sempre estarei aberto ao diálogo, mas o prefeito enviou o projeto com falha, reduzindo inclusive a receita anual da Câmara. Posteriormente, corrigiu e o projeto chegou faltando 20 minutos para o início da sessão. E aqui a gente não vai aceitar pressão nem narrativa para tentar colocar a população contra a Câmara. Até porque, o povo quer transporte melhor, saúde melhor, educação melhor, não ficar assistindo briguinha política — completou.
Ele informou ainda que segue à disposição para debater e pautar qualquer projeto que seja de interesse da população. “Jogar na Câmara a culpa por falta de medicamentos durante o Carnaval é tirar da Secretaria de Saúde uma responsabilidade que é do órgão, não do Legislativo. Isso é resultado da falta de planejamento apesar do maior orçamento que a Saúde já teve em toda história de Campos”, finalizou.
A explicação dada pela base e pelo prefeito é que o projeto da Saúde enviado pelo Executivo, nesta quarta, visa resolver um problema de sistema, já que a Prefeitura para atender a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), fez uma alteração na última LOA, colocando a Fundação Municipal de Saúde (FMS) com o orçamento passando pelo Fundo Municipal de Saúde a partir deste ano, só que o sistema operacional da Prefeitura não estaria reconhecendo a mudança, o que dificulta por exemplo, segundo vereadores da base, o pagamento de fornecedores, sendo um risco faltar remédio em unidades de emergência. Com a proposta tentada, os vereadores pretendiam fazer com que orçamento voltasse a ser gerido direto pela FMS.
Wladimir disse que tinha conversado com Marquinho um dia antes da sessão falando da urgência da pauta, e que o mesmo teria se comprometido em colocar para ser discutida. O prefeito garantiu que a alteração enviada à Câmara era de uma linha e que os vereadores tinham condições de avaliar o projeto ainda na sessão da quarta.
Mesmo que Marquinho queira marcar uma sessão extraordinária para colocar o pedido do Executivo em votação, vale lembrar que a Câmara Municipal determinou ponto facultativo no Legislativo nos dias 17 de fevereiro (sexta-feira), 20 de fevereiro (segunda-feira) e 22 de fevereiro de 2023 (quarta-feira), em virtude do Carnaval. A aposta inicial de que na quinta (23) pudesse ocorrer a sessão de forma virtual está cada vez mais distante.

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