A velha Itália: maior adversária do Brasil, Itália sofre pra voltar a jogar Copa
Eraldo Leite - Atualizado em 21/03/2026 08:17
Pela terceira Copa consecutiva a antes poderosa Itália pode ficar fora da disputa do Mundial de Seleções. Trata-se da maior adversária do Brasil em todos os tempos, uma das únicas que pode igualar o feito de cinco conquistas de Copa do Mundo, que só o Brasil tem. A outra é a Alemanha.
Mas a Itália padece, hoje, da falta de renovação de sua equipe. Em 1982 o time de Paolo Rossi sofreu críticas na primeira fase, mas se reabilitou rapidamente depois de bater o Brasil e arrancar para o título. Em 2006 a Azurra tinha uma defesa sólida com o goleiro Buffon e o zagueiro Canavarro, o talento de Pirlo no meio e um atacante impetuoso como Totti. Ganhou a Copa numa final dramática contra a fortíssima França de Zidane e Henry, que havia eliminado o Brasil. Isso depois de abalada por um escândalo no futebol do país. E foi nos pênaltis, vingando a derrota de 1994 para o Brasil. Sagrou-se, então tetracampeã mundial, ficando nos calcanhares do Brasil.
Em 2010 e 2014 a Itália começou o seu calvário de maus resultados. Em ambas as copas não passou da primeira fase. Pior ainda nas duas últimas, quando sequer se classificou para a Copa do Mundo. A da Rússia, em 2018 caiu na fase de grupos e teve que disputar a repescagem contra a Suécia: uma derrota e um empate e adeus Copa. Já no Catar, 2022 foi eliminada pela insignificante Macedônia do Norte, também na repescagem.
Agora o drama se repete. Na fase de grupos perdeu a disputa para a Noruega e caiu na repescagem. Terá que passar primeiro pela Irlanda do Norte (jogo único, em casa) e depois, vencendo, o ganhador do confronto País de Gales x Bósnia e Herzegovina, fora de casa. Que pedreira! O futebol italiano já não é pródigo em grandes craques e poucos são cobiçados por clubes de outros países europeus. Sua maior estrela é o goleiro Donnarumma, do PSG, da França e a base da seleção é formada por jogadores que atuam na Internazionale, Milan, Juventus e Napoli.
Histórias de Copas
Minha primeira Copa, 1982, Espanha. O Brasil ficou sediado em Sevilha, calor de 43 graus e venceu os 3 primeiros jogos. O time de Cerezzo, Falcão, Sócrates e Zico empolgava e a torcida brasileira fazia festa nas ruas. Passamos à fase seguinte e vitória sobre a Argentina, já em Barcelona, a Seleção ganhava ares de favorita, até que veio a Itália de Paolo Rossi. O empate bastava, mas o time de Telê não sabia jogar pra empatar, estava 2x2. Um descuido e... gol da Itália: 3x2. O time que encantava estava eliminado. Os jogadores italianos não davam entrevistas aos jornalistas italianos (por causa das críticas da primeira fase, péssimas atuações), mas falavam conosco, jornalistas brasileiros. Em solidariedade eu, Denis e outros colegas passávamos as gravações aos italianos. Só assim eles conseguiram declarações dos campeões do mundo de 82.

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