Cláudio Castro pode deixar cargo na próxima segunda-feira
O governador Cláudio Castro (PL) pode deixar o cargo de governador na próxima segunda-feira (23), afirmou o chefe da Casa Civil do Rio de Janeiro, Nicola Miccione, segundo informações do blog do Edimilson Ávila. Mas, até o último momento, a próxima movimentação política segue em suspeição. Outras fontes jornalísticas, inclusive, chegaram a comentar que Castro poderia até não deixar o governo, na articulação para o mandato-tampão. Com Castro ainda no Palácio Guanabara, nesta sexta-feira (20), Douglas Ruas (PL), Bruno Dauaire (União Brasil) e outros oito secretários estaduais deixaram o Governo.
Quando a possível saída de Castro, poderá acontecer um dia antes do Supremo Tribunal Eleitoral (STE) abrir a sessão para continuar com o julgamento que pode resultar na sua cassação e inelegibilidade, na terça-feira (24). O placar estava em 2 a 0 pela perda do mandato e inelegibilidade até o pedido de vista do ministro Nunes Marques.
Nesta ação, o governador do Rio e o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, são acusados de abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de campanha e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral, em 2022.
A relatora, ministra Isabel Gallotti, já havia votado pela cassação dos diplomas e pela inelegibilidade de Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj. Também determinou a realização de novas eleições para os cargos majoritários e a retotalização dos votos para o cargo de deputado estadual, voto que foi seguido pelo ministro Antonio Carlos, com adendo à aplicação de multa.
Saídas visando o pleito de outubro
O agora ex-secretário das Cidades, Douglas Ruas, é pré-candidato ao governo do estado num arranjo formado por PP, PL e União Brasil. Para a vaga de vice, foi escolhido Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu.
Bruno Dauaire vai tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa do RJ. Já o delegado Felipe Curi ainda não definiu qual cargo vai disputar, pode tentar a Câmara de Deputados ou o Senado. Bernardo Rossi (Solidariedade) pretende concorrer a deputado federal.
Também devem concorrer a vagas na Alerj Luís Martins (PP), Gustavo Tutuca (PP) e Anderson Moraes (PL). Fora do Executivo estadual, a deputada federal Rosangela Gomes (Republicanos) deve buscar a reeleição.
Surpresa de Flávio
No Rio, na quinta-feira (19), quando esteve com o governador Cláudio Castro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou estar surpreso com a decisão do ministro do Tribunal Superior Federal, Luiz Fux, que rejeitou as regras da eleição indireta, que tiraria Douglas Ruas e Nicola Miccione da disputa devido ao prazo para a descompatibilização. Outro fator que pesa é a mudança da eleição de voto aberto para fechado.
Peças se movimentam para mandato-tampão
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, mexeu com o tabuleiro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para a eleição indireta. Nomes como o do deputado André Corrêa (PP) e do senador Carlos Portinho (PL), insatisfeito com o seu partido, aparecem. Além de Chico Machado, do Solidariedade, que pode ter o apoio de Eduardo Paes. Outro que aponta é Fred Pacheco (PMN).
A decisão do ministro do STF em aumentar o prazo para desincompatibilização impossibilita as candidaturas de Douglas Ruas (PL), secretário estadual de Cidades do Rio, e de André Ceciliano (PT), secretário de Assuntos Parlamentares do governo Lula.
André Corrêa pode estar se aproximando de Paes e pode postular uma candidatura ao mandato-tampão. Segundo Berenice Seara, Corrêa desconversa sobre a possibilidade.
Contudo, o prefeito do Rio também pode apoiar Chico Machado, que foi líder do governo Castro na assembleia, mas pode gerar atrito com os petistas, pois o parlamentar tem fortes ligações com o bolsonarismo.
Outro nome que surge nos bastidores é o de Portinho, preterido pelo seu partido para tentar a reeleição ao Senado.
Dentro da Assembleia, o efeito da decisão de Fux foi imediato. Deputados passaram a considerar a necessidade de desincompatibilização para participar da disputa, o que pode alterar o funcionamento da Casa e influenciar na formação de alianças.
Com informações do g1