O Ateliê Matheus Crespo inaugura, neste sábado (21), às 17h, a exposição de encerramento da Residência Artística Memória Negra, resultado de um processo coletivo de criação que reúne artistas em torno de investigações sobre memória, ancestralidade e imaginários afro-brasileiros.
A experiência marca o fim do ciclo da residência e convida o público a acompanhar de perto os caminhos que foram construídos ao longo dos encontros. Durante o período da residência, os artistas desenvolveram pesquisas,experimentações e trocas que atravessam diferentes linguagens e formas de expressão. Após a abertura, a exposição segue aberta para visitação de terça a sexta-feira, das 15h às 19h, no Ateliê Matheus Crespo, na Rua Barão da Lagoa Dourada, 212, no Centro de Campos.
Os artistas residentes no Espaço são: Ayò Adelowo, Claudio Riskador, Denis Cândido, Ester Caetano, Gabrielle Guimarães, Garden, Laryssa Monteiro, Maria Esther Machado, Paola D´Alessandri e Vinicin. A curadoria é de Matheus Crespo e a gestão do projeto da Fran Produz.
O processo, que envolveu escutas, partilhas e vivências coletivas, agora ganha forma em obras, registros e proposições artísticas que revelam fragmentos das investigações realizadas. A proposta da residência parte da ideia de que trazer a memória ao presente é convocar o passado para criar novos acontecimentos, e não apenas repeti-lo.
A exposição apresenta ao público parte dessas investigações, revelando processos que atravessam o corpo, o território e a memória coletiva. As obras reunidas apontam para histórias que persistem nas palavras, nas ruas, nas construções e nas experiências vividas, reafirmando a potência da arte como espaço de escuta,cura e imaginação.
O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal, com apoio da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e Fundo Municipal de Cultura de Campos.