Depois da Arteris devolver ao governo federal a concessão da BR-101 no trecho entre Campos e o Rio, agora é a vez da Changi devolver à União a concessão do Aeroporto do Galeão. Ambos terão que ser relicitados e até lá permanecem com os mesmos operadores.
São duas das principais portas de saídas de campistas para outros estados e países. Ambos foram concedidos à iniciativa privada nos governos do PT. A BR-101 em 2008, no governo Lula. O Galeão em 2013, no governo Dilma.
As economias do país e do Rio estavam em outro cenário na ocasião, de crescimento. Desde 2015, no governo Dilma, que conduziu o país à maior recessão econômica de sua história, a economia do Brasil patina, até hoje, passando ainda pela mais grave pandemia em um século. O Rio foi pelo mesmo caminho.
O declínio econômico gerou perda de tráfego, tanto de carros e caminhões, quanto de aviões, passageiros e cargas, impactando diretamente no negócio das concessões de rodovias e aeroportos. No caso do Galeão, ainda há a concorrência predatória com o Santos Dumont.
Fonte: O Globo