Aquela coisa, quando as pessoas que convivem com você te criticam sempre pelos mesmos motivos, muito provavelmente você que está errado mesmo, não as opiniões alheias. Se você é chamado constantemente de mimado, preguiçoso, distante e despreparado, por gente muito próxima, alguma coisa está errada.
O que em princípio não é problema algum, somos todos falhos. Para deixarmos de ser o que não queremos basta rever alguns posicionamentos. Portanto, não basta querer; é preciso reconhecer e mudar. No meio político de Campos isso não parece ser tão fácil. As características mantidas impedem que avanços sejam reconhecidos. Em alguns casos a liderança fica esvaziada completamente. E vale lembrar novamente, a liderança deve ser conquistada. Não basta gostar ou querer liderar — pior ainda quando se tem preguiça de conquistar seu próprio espaço.
E isso se agrava quando o espaço foi recebido em um negócio de “pai para filho”, de “mão beijada”, e não é aproveitado. A tal liderança desejada poderia ser finalmente conquistada se o trabalho viesse sendo feito. E feito localmente. À distância, em outra cidade — embora seja até possível —, é complicado. É preciso escolher entre a intrépida e a maravilhosa.
Quando erros são mantidos e a vaidade (ou despreparo) impede de evoluir e de aproveitar oportunidades únicas, principalmente na política, as pessoas passam (ou continuam) a diminuir a importância dos seus pedidos. Até os escritos em comunicados oficiais. E mesmo sendo pedidos justos, os ignoram. Ainda que possam sofrer alguma consequência, como em um jogo de várzea que o menino mimado é dono da bola. Quer ser líder? Faça por merecer. Ou pode até mandar, mas não será obedecido, principalmente por quem tem juízo. Nem mandando um beijo no coração.