A Câmara de Campos aprovou, por unanimidade, no início da tarde desta terça-feira (23), o projeto de lei do vereador Bruno Vianna (PSL) que determina multa de R$ 25 mil para quem for flagrado furando a fila da prioridade na vacinação contra a Covid-19 no município. O texto também determina que o valor seja dobrado caso o infrator seja um político.
Desde o início da vacinação contra a doença no país, Bruno – que perdeu o pai, o ex-deputado Gil Vianna, para a Covid-19, relatou que o Ministério Público do Estado do Rio já recebeu cerca de 180 denúncias de pessoas que estariam furando a fila para receber o imunizante.
"Eu fico emocionado de falar aqui sobre meu pai. O perdi para essa doença e, mesmo preocupado com minha mãe, com minha avós, sabemos que temos uma regra para a vacinação e ela deve ser cumprida. E é nosso dever fiscalizar a aplicação dessas vacinas. Muita gente tem me perguntado para onde iria o dinheiro dessa multa e o projeto diz que será encaminhado para compra de insumos e mais doses da vacina", disse Bruno.
Além disso, com polêmica, os parlamentares também aprovaram o projeto do vereador Anderson de Matos (Republicanos) que torna todas as atividades em templos religiosos como essenciais no município, mesmo em caso de um eventual decreto de lockdown, mas seguindo os protocolos de higienização e distanciamento.
De acordo com o último boletim divulgado pela Prefeitura, Campos possui 714 mortes e 20.586 infectados pela Covid-19 desde o início da pandemia. Anderson de Matos, que é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, disse que, apesar de ser considerada atividade essencial, os templos fechariam as portas caso houvesse um lockdown completo, como ocorreu na cidade paulista de Araraquara, que determinou o fechamento até de supermercados.
No entanto, o vereador Nildo Cardoso (PSL) não se convenceu e disse que, apesar da explicação do colega, o texto do projeto de lei deixa em dúvida se os templos religiosos poderão ser mesmos fechados em caso de lockdown e lembrou do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que atribuiu a governadores e prefeitos a legitimidade para definir regras para controle da pandemia.
Durante o encontro, os vereadores também aprovaram a mudança do horário das sessões, passando para às 17h das terças e quartas-feiras.
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