Kellinho e Thiago Virgílio
/
Folha da Manhã
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação das candidaturas a deputado estadual dos vereadores de Campos afastados Kellinho (Pros) e Thiago Virgílio (PTC). Assim como outros nove vereadores eleitos em 2016, os dois foram condenados em segunda instância pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na operação Chequinho por abuso de poder político e econômico cometido por meio de um esquema que usava o programa Cheque Cidadão da Prefeitura de Campos para a compra de votos.
Para o MPE, a Lei da Ficha Limpa tornou Kellinho e Virgílio inelegíveis até 2024 por terem sido condenados pela Justiça Eleitoral em Campos e depois pelo TRE. A Corte Regional, que julga o registro de candidaturas, notificará os dois para se defenderem e, se necessário, produzirem prova testemunhal e documental.
Os recursos (embargos de declaração) de Kellinho e de Thiago Virgílio foram julgados pelo TRE neste ano e foram negados por unanimidade. O MPE consultou os tribunais superiores e verificou que não há decisão cautelar que suspenda a inelegibilidade de Kellinho e Thiago Virgílio.
Por telefone, Thiago Virgílio disse que está confiante em reverter a condenação nas instâncias superiores. "Participei da convenção do partido, registrei minha candidatura e coloquei meu nome na rua consciente de que iríamos enfrentar uma batalha jurídica por causa da condenação nesta operação que chamam de 'Chequinho', mas tenho certeza que será revertida em Brasília por causa das várias nulidades durante o processo".
O blog tentou contato com Kellinho, mas não obteve retorno.
Atualizado às 18h36 para acrescentar a defesa de Thiago Virgílio