Estão abertas até o dia 31 de agosto as inscrições para o Ferroport Evolution, programa de estágio da Ferroport, operadora do terminal de Minério de Ferro do Porto do Açu, voltado à formação e ao desenvolvimento de novos talentos. Este ano as vagas são afirmativas para mulheres que estão cursando o Ensino Superior com previsão de formatura para 2028.
No Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), há oportunidades para alunas de Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Engenharia Ambiental, Civil, Engenharia de Computação/Software, Administração, Ciências Contábeis e Direito. Já as vagas para o Rio de Janeiro (RJ) são destinadas a estudantes de Administração, Ciências Contábeis, Direito e Economia.
As oportunidades estão distribuídas entre áreas como Responsabilidade Social Corporativa, Facilities, Operações, Controladoria, Segurança do Trabalho, Suprimentos, Jurídico, Meio Ambiente, Compliance, Engenharia de Manutenção, Planejamento e Controle da Manutenção e Projetos e Processos.
O programa oferece bolsa-auxílio, plano de saúde e odontológico, vale alimentação/refeição, Wellhub, gratificação anual, vale-transporte, entre outros benefícios.
A iniciativa reforça o compromisso da Ferroport com a diversidade, a inclusão e o desenvolvimento de novos talentos, ampliando oportunidades para mulheres construírem suas trajetórias profissionais em diferentes áreas da companhia.
Conhecer a ancestralidade para fortalecer a identidade e transformar o respeito em prática. Foi com esse propósito que mais de 50 crianças e adolescentes da Tenda Espírita Xangô Menino, de Macaé, participaram, neste fim de semana, de uma visita à Comunidade Quilombola de Machadinha, em Quissamã, no Norte Fluminense. A atividade integrou o projeto de evangelização "Raízes de Axé – Conhecer para Respeitar, Viver e Compartilhar", que utiliza experiências culturais para aproximar as novas gerações da história, da cultura e das tradições afro-brasileiras.
Durante a programação, o grupo conheceu a história da antiga Fazenda Machadinha, participou de uma oficina de Jongo conduzida pela jongueira Janaína Pessanha, ouviu relatos sobre a formação da comunidade quilombola e compartilhou momentos de convivência em um piquenique coletivo. A proposta foi proporcionar uma vivência capaz de aproximar crianças e adolescentes da ancestralidade e da resistência preservadas naquele território.
A secretária de Cultura, Patrimônio Histórico e Lazer de Quissamã, Amanda Fragoso, destacou a importância de receber iniciativas que valorizam a memória e ampliam o diálogo entre diferentes comunidades. "É um grande prazer receber a Tenda Espírita Xangô Menino na Comunidade Quilombola de Machadinha e compartilhar um pouco da nossa cultura, dos nossos valores e da história da nossa gente."
Divulgação
Aprender para pertencer
A visita à Comunidade Quilombola de Machadinha integra um dos principais eixos do projeto Raízes de Axé, que prevê o contato direto com patrimônios históricos e manifestações culturais afro-brasileiras como ferramenta para fortalecer o sentimento de pertencimento, preservar a memória coletiva e promover o respeito à diversidade. Para a idealizadora do projeto, a orientadora pedagógica Cristina Crespo, a iniciativa nasceu para aproximar crianças e adolescentes de suas raízes por meio de experiências que despertam o sentimento de pertencimento e valorizam a cultura afro-brasileira. "O objetivo é valorizar e resgatar a ancestralidade de forma lúdica. As crianças precisam dessas vivências para compreender a importância da contribuição dos nossos ancestrais para a construção da sociedade e reconhecer que fazem parte dessa história."
Segundo Cristina, o projeto também busca enfrentar a intolerância religiosa por meio da educação e do conhecimento. "Infelizmente, ainda convivemos com o preconceito e a discriminação religiosa. Queremos crianças e jovens conscientes da sua história, que valorizem suas raízes e compreendam a importância da ancestralidade para a construção da própria identidade."
A responsável pela oficina de Jongo, Janaína Pessanha ressaltou que compartilhar os saberes da comunidade é uma forma de manter viva uma tradição construída ao longo de gerações. "Mostramos que nossa cultura vai muito além da dança. Existe uma história de resistência, de memória e de identidade que precisa continuar sendo conhecida."
O Governo do Estado do Rio de Janeiro criou a Subsecretaria de Políticas LGBTQI+, que passa a integrar a estrutura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH). A medida foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (30) e faz parte de uma reestruturação administrativa da pasta, realizada sem aumento de despesa para o Estado.
A subsecretaria será responsável pelo planejamento, coordenação e articulação das políticas públicas voltadas à população LGBTQI+ e passa a incorporar o trabalho desenvolvido pelo Programa Rio Sem LGBTIfobia, em atividade há mais de 16 anos. O programa oferece atendimento especializado, acolhimento e orientação por meio de uma rede de equipamentos e serviços do Estado. A estrutura será dirigida por Ernane Alexandre, que atuava na Superintendência de Políticas para a População LGBTQIA+.
A reestruturação também contempla a criação da Subsecretaria Geral, responsável por coordenar e integrar as ações das demais subsecretarias da pasta.
A Merco Noroeste 2026 foi oficialmente lançada na noite dessa terça-feira (28), em Itaperuna, marcando o retorno de um dos principais eventos de negócios da região. A programação será realizada entre os dias 27 e 29 de agosto, no Haras Orlandu’s, Itaperuna. Com um novo posicionamento, a Merco passa a reunir, em uma única plataforma, iniciativas voltadas ao empreendedorismo, ao turismo, à inovação, à geração de conhecimento e à criação de oportunidades para empresas, investidores e lideranças.
Participaram da cerimônia de lançamento representantes do poder público, empresários, instituições parceiras e lideranças regionais, que conheceram em primeira mão o projeto da edição 2026, seus espaços temáticos, oportunidades comerciais e ações voltadas ao fortalecimento da economia regional.
Um dos principais destaques apresentados durante a solenidade foi o anúncio do Movimenta Sebrae, espaço que será coordenado pelo Sebrae Rio durante a Merco Noroeste 2026 e reunirá uma programação dedicada ao empreendedorismo, inovação, capacitação e geração de negócios. A iniciativa foi apresentada pelo diretor de Produto e Atendimento do Sebrae Rio, Marcelo Fiorini.
“O Sebrae acredita que o desenvolvimento regional acontece quando conhecimento, inovação e empreendedorismo caminham juntos. O Movimenta Sebrae será um espaço para inspirar, capacitar e conectar empreendedores, contribuindo para que a Merco seja um ambiente de transformação e geração de oportunidades para toda a região.”
Idealizador da nova Merco Noroeste e diretor da Profive Eventos, Bruno Pires disse que a retomada da feira representa um novo momento para o desenvolvimento regional. “A Merco Noroeste retorna renovada para ser muito mais do que uma feira de negócios. Queremos criar uma plataforma permanente de conexões entre empresas, instituições, investidores e municípios, estimulando oportunidades, fortalecendo o empreendedorismo e projetando todo o potencial do Noroeste Fluminense.”
Outro anúncio importante foi o lançamento do Guia Regional de Turismo, iniciativa do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf), que será apresentado oficialmente durante a Merco Noroeste 2026. O projeto busca integrar os municípios e valorizar os atrativos turísticos regionais.
O ponto alto da solenidade foi o descerramento do marco oficial de lançamento da Merco Noroeste 2026, simbolizando o início da contagem regressiva para a realização do evento.
Após anos de sucesso, a Merco retorna com uma proposta ainda mais abrangente, consolidando-se como uma plataforma de negócios, empreendedorismo e turismo voltada à geração de conexões, investimentos e desenvolvimento para todo o Noroeste Fluminense.
O instituto Albatroz, que executa o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BC/ES) da Petrobras em parte da Região dos Lagos, já resgatou 20 pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) vivos desde o início da temporada, em meados de junho. As aves estavam encalhadas nas areias de praias de Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo e foram levadas para o Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) da instituição, em Araruama. A realização do PMP-BC/ES é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama. O instituto orienta que ao avistar pinguins nas areias das praias da região, a população deve acionar o Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800 991 4800.
Segundo o instituto Albatroz, entre os meses de junho e outubro, os pinguins-de-Magalhães estão em migração. "Eles partem da Patagônia em busca de alimento e águas mais quentes. Durante este período, muitos animais acabam encalhados nas areias das praias da nossa região devido ao cansaço extremo ou doenças. Fracos e debilitados, chegam também com muito frio (hipotérmicos), necessitando de cuidados adequados", informou o instituto.
Caso encontrem esses animais na faixa de areia, vivos ou mortos, os banhistas devem acionar imediatamente o PMP-BC/ES. A mesma atitude deve ser adotada ao avistar tartarugas marinhas, outras espécies de aves marinhas e mamíferos marinhos nas areias das praias.
O instituto ressalta que, ao encontrar um pinguim na areia, não se deve tentar devolvê-lo ao mar, alimentá-lo ou tocá-lo. “Não os coloque em recipientes com água ou gelo, pois eles já estão sofrendo com o frio. É fundamental ressaltar a importância de não tirar fotos com animais encontrados na natureza, especialmente aqueles que estão feridos ou debilitados. Esses animais já estão experienciando altos níveis de medo e ansiedade, e manipulá-los para fotos pode, não apenas intensificar essas sensações, como também agravar quaisquer ferimentos que possam ter”, ressalta a médica veterinária do instituto Albatroz, Daphne Goldberg.
Caso os animais estejam nadando, a orientação para os banhistas é de não se aproximarem, uma vez que o animal pode estar descansando e se alimentando. Ou, ainda, tentando sair da água.
O Grupo Prumo, responsável pelo desenvolvimento do Porto do Açu, abriu inscrições para o seu Programa de Estágio Integrado 2026. Esta edição oferece 28 vagas no modelo híbrido para estudantes de ensino superior com previsão de formatura a partir de julho de 2028. As oportunidades são voltadas para atuação em São João da Barra e no Rio de Janeiro, sendo metade das vagas destinada a cada um dos municípios. Os interessados têm até o dia 17 de agosto para se candidatar.
As oportunidades contemplam a holding Prumo e as empresas Porto do Açu Operações, Vast Infraestrutura e GNA. O processo seletivo é voltado para estudantes de diversas graduações, como Administração, Economia, Direito, Engenharias, Ciências Contábeis, Comércio Exterior, Logística, Comunicação, Marketing, Psicologia, Tecnologia da Informação, Análise de Sistemas e Relações Internacionais.
“Queremos ser o Porto de partida para o futuro de jovens talentos. Buscamos pessoas dedicadas, interessadas em aprendizado contínuo e no desenvolvimento profissional. Valorizamos também a diversidade e a inclusão, que impulsionam a competitividade, a inovação e a prosperidade dos negócios”, ressalta Thaíza Abreu, gerente de Recursos Humanos da Prumo.
Entre os benefícios oferecidos estão bolsa-auxílio compatível com o mercado, assistência médica, vale-transporte ou transporte fretado, vale-refeição ou refeição no local e plano de academia (Wellhub). Os candidatos precisam ter disponibilidade para estagiar seis horas diárias, no período entre 8h e 17h.
Neste sábado (11), a partir das 9h, o ginásio do IFF campus Centro, no Parque Tamandaré, torna-se o palco da segunda edição da Copa Acroloucos de Solo e Salto. O evento, realizado pela Escola Acroloucos de Ginástica, promete transformar o final de semana em um momento de celebração esportiva, reunindo dezenas de atletas, familiares e entusiastas da modalidade.
A competição contará com disputas técnicas nos aparelhos de solo e salto. A abrangência do evento já ultrapassa as fronteiras municipais, com a confirmação de cinco equipes participantes, incluindo uma delegação vinda de Macaé, reforçando o intercâmbio regional e a importância de Campos no calendário da ginástica fluminense.
Para garantir a lisura e a excelência técnica das provas, a Copa contará com uma arbitragem composta por quatro profissionais de renome, sendo três deles indicados pela Federação de Ginástica do Estado do Rio de Janeiro. Entre os destaques, a presença de um árbitro nacional de trampolim trará um rigor técnico profissional às apresentações no trampolim acrobático, oferecendo aos jovens atletas uma experiência de competição de alto nível.
Para a organização do evento, o objetivo central vai muito além dos pódios. A Copa Acroloucos busca estimular a permanência de crianças e adolescentes no ambiente esportivo, proporcionando um espaço seguro para que coloquem em prática o aprendizado diário dos treinos.
“Eventos como este são vitais para fortalecer a ginástica em Campos. Queremos dar visibilidade ao trabalho que realizamos e permitir que as famílias acompanhem de perto a evolução de seus filhos, incentivando que novos praticantes descubram a modalidade”, destaca Rogério Menezes, professor.
Preparação e superação: o exemplo de Cabo Frio
A energia que tomará o ginásio neste sábado é fruto de um trabalho constante de superação. Recentemente, no último dia 4 de julho, oito atletas da Escola Acroloucos vivenciaram sua primeira competição oficial na Copa e Torneio Gemini, em Cabo Frio.
A viagem, que exigiu o deslocamento de madrugada, foi marcada pela superação da ansiedade e pelo encantamento com o ambiente profissional. O contato com atletas mais experientes e a vivência do clima de campeonato foram fundamentais para que as ginastas retornassem a Campos mais unidas e motivadas. Essa bagagem emocional e técnica agora é trazida para casa, consolidando o espírito de equipe que define a trajetória dessas jovens ginastas.
Sobre a escola:
Rogério da Silva é um dos fundadores e professores do CT Acroloucos em Campos dos Goytacazes. Também conhecido por interpretar o "Palhaço Lindão" em espetáculos circenses, ele atua na formação de atletas e na promoção de apresentações de acrobacias e ginástica na região. O CT Acroloucos está localizado na Rua Antônio Manoel, 339, Parque João Maria. É um centro de referência local para o ensino de ginástica e acrobacias, atendendo desde crianças até competidores.
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, sancionou a lei que fortalece o combate ao racismo e à intolerância religiosa nas escolas públicas e privadas do Estado do Rio de Janeiro. Publicada no Diário Oficial desta terça-feira (9), a medida estabelece procedimentos para acolhimento das vítimas, apuração de denúncias e promoção de ações educativas voltadas à prevenção da discriminação no ambiente escolar.
Entre as medidas previstas estão a criação de protocolos de atendimento às vítimas, a escuta de todos os envolvidos e a comunicação aos responsáveis. Também deverão ser oferecidos apoio psicológico e acompanhamento pedagógico, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A legislação determina ainda que as unidades de ensino promovam ações permanentes de conscientização sobre racismo e intolerância religiosa por meio de palestras, reuniões, campanhas e atividades educativas. As escolas também poderão instaurar procedimentos internos para apurar denúncias e identificar responsáveis, além de capacitar professores e funcionários para reconhecer e enfrentar situações de preconceito e discriminação.
Nos casos mais graves, as ocorrências deverão ser comunicadas e encaminhadas aos órgãos competentes para as providências cabíveis.
A norma também garante a proteção dos dados pessoais dos envolvidos durante todo o processo de apuração, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e reforça o direito à liberdade religiosa, assegurando que ninguém seja discriminado ou penalizado em razão de suas crenças.
Ações promovidas pela Educação
A nova legislação se soma às ações já desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Educação para promover a diversidade, a equidade racial e o respeito à liberdade religiosa. Entre as iniciativas está o Seminário Estadual Por uma Educação Antirracista, que chega à sua quarta edição com o objetivo de consolidar práticas pedagógicas e fortalecer a formação voltada para a equidade racial na rede estadual.
Nas escolas, a Secretaria de Educação também promove palestras, rodas de conversa, exibição de vídeos, documentários e outras atividades educativas sobre as culturas afro-brasileira e indígena, contribuindo para o fortalecimento das relações étnico-raciais no ambiente escolar.
Na promoção da liberdade religiosa, a pasta regulamentou o Abril Verde como o mês de combate à intolerância religiosa, realizando ações de conscientização, produção de cartilhas e parcerias institucionais. O trabalho é desenvolvido em conjunto com entidades como a OAB-RJ e o Conselho Estadual de Defesa e Promoção da Liberdade Religiosa do Rio de Janeiro (Coneplir).
Não é raro observar ao longo da vida observar relacionamentos de todo modo. Sejam relações entre amigos, entre pais e filhos, entre irmãos, entre colegas de trabalho e os ditos casais enamorados. E amar e ser amado é, ou deveria ser, uma experiência de evolução e transcendência ao saber que há alguém do lado que também torce um pelo outro. Mas nem todas as relações são assim. Quando o “amor” se torna posse, aí é que mora o problema.
Na psicologia, amor e posse são conceitos opostos. O amor maduro aceita a individualidade e a liberdade, enquanto a posse tenta extinguir a distância e a diferença. O feminicídio que chocou Campos nesta semana não pode ser tratado como mais um caso policial. Quantos sonhos foram arrancados da jovem Camile Duarte, de apenas 30 anos? Uma jovem que foi impedida brutalmente até de acompanhar o crescimento de seus filhos.
O caso do feminicídio de Camile trata-se de uma tragédia anunciada, resultado de um ciclo de violência que, segundo as investigações, já apresentava sinais claros de ameaça, controle e agressões anteriores. Quando uma mulher é assassinada por um companheiro ou ex-companheiro, a sociedade costuma voltar sua atenção para o momento do crime. Mas o feminicídio começa muito antes. E a própria delegada Madeleine Dykeman, assistente da 134ª Delegacia de Polícia, deixou claro: “Feminicídio não começa no dia da morte”. A violência nasce no ciúme possessivo, no controle da vida da parceira, nas ameaças veladas, na violência psicológica e na incapacidade de aceitar o direito da mulher de decidir sobre a própria vida. Ela começa quando a violência é naturalizada e ignorada.
Em muitos casos, o padrão é infelizmente conhecido. A vítima já teria relatado medo a pessoas próximas, e esse medo acaba impedindo a denúncia formal. Enquanto o agressor não aceitava o fim da relação. Não se trata de um ato impulsivo provocado por uma discussão. Trata-se da expressão extrema de uma cultura que ainda confunde amor com posse e relacionamento com domínio.
Além do medo, a dependência emocional, a preocupação com os filhos e a descrença na proteção institucional fazem com que inúmeras mulheres convivam diariamente com ameaças sem formalizar denúncias. Isso não significa omissão da vítima, mas evidencia a necessidade de fortalecer redes de acolhimento e proteção.
Outro aspecto doloroso são as consequências deixadas para as famílias. Neste caso, dois filhos ficaram órfãos de mãe e pai em questão de horas. O feminicídio não destrói apenas uma vida; ele produz traumas que atravessam gerações.
A principal lição dessa tragédia é que a violência contra a mulher precisa ser combatida antes que chegue ao noticiário policial. É necessário ouvir os sinais, acreditar nos relatos, ampliar políticas públicas e reforçar a conscientização social. E um ponto delicado é: na maioria dos casos, quem está “de fora” é que percebe primeiro que algo não está normal. Mas é preciso saber lidar com isso, e buscar a melhor forma de apoiar a vítima, enquanto ainda há tempo de reverter a situação.
Em 2025, segundo dados do Ministério da Mulher, se considerado o total de 155.111 denúncias de violência contra às mulheres feitas pela Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, quase 70% das agressões ocorreram em ambiente doméstico, sendo 40,76% dos casos na residência da vítima e 28,58% na casa compartilhada com o suspeito.
Em Campos, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) Mercedes Baptista, equipamento da Subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, oferece diversos atendimentos gratuitos às mulheres vítimas de violência, como escuta qualificada, orientações jurídicas, encaminhamento a órgãos competentes e principalmente suporte psicológico. Todos os serviços são gratuitos e sigilosos.
Além disso, o município também conta com a Casa da Mulher Benta Pereira, que acolhe mulheres em situação de risco pelo agressor; com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim); Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam); os núcleos do Centro de Referência Especializado em Serviço Social (Creas); a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar; a recém-inaugurada Sala Lilás no 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM); Promotoria de Justiça e Defensoria Pública e a Sala Lilás no Posto Regional de Polícia Técnica e Científica (PRPTC), onde funciona o Instituto Médico Legal (IML).
Combater o feminicídio e qualquer outro tipo de violência contra a mulher é responsabilidade do Estado, das instituições e de toda a sociedade.
Nessa terça-feira (2), durante o Fórum Ambição 2030 promovido pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil, no Masp, em São Paulo, a Porto do Açu Operações formalizou sua adesão a mais dois compromissos: o Movimento Ambição Net Zero e o Movimento +Água. Além dos compromissos já assumidos com os Movimentos Conexão Circular e Mente em Foco, a nova adesão reforça a estratégia de longo prazo, consolidada em sua Ambição 2050, que estabelece metas relacionadas à descarbonização, eficiência hídrica, conservação ambiental e desenvolvimento social do território.
Aderindo ao Ambição Net Zero, a empresa assume compromissos relacionados à publicação anual do inventário de emissões de gases de efeito estufa, à adoção de metas de redução alinhadas à ciência climática e à promoção de uma transição para uma economia de baixo carbono de forma justa e inclusiva.
A empresa tem seu inventário de emissões reconhecido com o selo ouro pelo Programa Brasileiro GHG Protocol desde 2021 e possui metas que preveem a redução de emissões em 50% até 2030, 80% até 2040 e neutralidade até 2050.
“O enfrentamento das mudanças climáticas exige ação coordenada, metas claras e colaboração entre empresas, governos e sociedade. O compromisso com o Pacto Global reforça nossa agenda de desenvolvimento sustentável, conectada aos desafios globais e ao caminho da transição energética”, afirma Eugenio Figueiredo, CEO da Porto do Açu Operações.
O segundo compromisso assumido é com o Movimento +Água, relacionado ao aumento da eficiência e conservação dos recursos hídricos. Entre as iniciativas da empresa alinhadas ao movimento estão as ações da Reserva Caruara, que contribuem para a proteção ambiental e para a segurança hídrica da região. Além disso, a Porto do Açu Operações já alcançou mais de 70% de uso de água de fontes alternativas e possui como meta progredir para 90%, até o ano de 2030.