IMTT debate novo projeto de transporte
Victor de Azevedo 04/07/2018 09:58 - Atualizado em 05/07/2018 13:47
Audiência pública na Câmara sobre transporte
Audiência pública na Câmara sobre transporte / Victor de Azevedo
Audiência pública realizada nesta quarta-feira (4) na Câmara Municipal apresentou o projeto básico de Transporte Coletivo Alimentador de Passageiros, parte integrante do novo sistema de transporte coletivo de Campos. A sessão foi comandada pelo presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), Felipe Quintanilha. Representantes do transporte alternativo aprovaram a base do projeto, mas mantêm cautela sobre a execução e pediram mais tempo para debate.
Centenas de pessoas, a maioria delas trabalhadores que atuam no transporte alternativo, lotaram as dependências do Legislativo. Logo no início da audiência, o presidente da Casa, Marcão Gomes (PR), afirmou que não havia nenhum projeto de lei para ser votado no dia. “É bom que as pessoas entendam que não existe nenhum projeto de lei para ser votado na Câmara sobre o tema. Hoje (quarta-feira) é apenas uma apresentação de um projeto de reestruturação do transporte coletivo, que ainda será amplamente discutido com a população”, disse.
Apresentação de Felipe Quintanilha
Apresentação de Felipe Quintanilha / Victor de Azevedo
Durante sua explanação, Felipe Quintanilha ressaltou que no projeto não consta nada referente a aumento no preço da passagem no município. “O projeto não visa aumento de tarifa. Isso é o maior fake news. E não tem essa história de acabar com as vans. Não queremos acabar com o transporte alternativo. Isso é mentira. Nossa ideia é criar um sistema integrado de transporte coletivo. Não tem essa história de falar que vamos jogar vans pra roça. Farol de São Thomé não é roça. Morro de Coco não é roça. Não tem nada de apartheid. Isso é desconhecimento total e preconceito”, disparou.
O projeto visa reestruturar e organizar o setor do transporte que nos últimos anos se tornou ineficiente, gerando muitas reclamações dos usuários. Entre as ações, está a integração entre ônibus, micro-ônibus e vans, o monitoramento dos veículos via GPS e a possibilidade de o passageiro pagar apenas uma tarifa para mais de um deslocamento na mesma viagem.
Audiência pública na Câmara sobre transporte
Audiência pública na Câmara sobre transporte / Victor de Azevedo
Segundo Quintanilha, o IMTT planeja um sistema que concentra o transporte de média capacidade na área central e distribui o transporte de baixa capacidade pela área distrital. “O projeto Campos Cidadão se preocupou com os ônibus e ignorou o transporte alternativo, que hoje funciona como puxadinho. Atualmente, vans e ônibus brigam pelo passageiro. Nossa ideia é acabar com isso e criar um sistema integrado de transporte coletivo”, falou.
Apesar da lotação no plenário, o clima foi de tranquilidade durante a audiência. A Guarda Civil Municipal realizou a segurança no local. Na última segunda-feira (3), motoristas e cobradores de vans fizeram um protesto seguido de carreata com buzinaço por algumas ruas centrais, para a sede da Prefeitura, no Parque Santo Amaro. Os manifestantes questionaram a alteração no transporte público de Campos. Porém, ontem, não houve nenhum protesto.
Estrutura e segurança dos terminais preocupam
Após apresentação do projeto, representantes das cooperativas do transporte alternativo emitiram suas opiniões e expressaram dúvidas no plenário. A estrutura e a segurança dos terminais previstos no projeto são as principais preocupações. Para a presidente da Campos Cooper, Rosana Abreu, a mudança é complicada, mas a licitação significa segurança para os trabalhadores.
— Toda mudança gera dúvidas, mas essa licitação é a única forma de segurança para continuar levando comida para nossa casa. É preciso seguir e acreditar. Temos que mudar muita coisa, mas vamos conseguir. O presidente do IMTT nos garantiu que vão ser criadas formas de adequação para que o transporte alternativo prospere neste sistema — salientou Rosana.
  • Alguns motoristas não entrar no plenário devido à lotação

    Alguns motoristas não entrar no plenário devido à lotação

  • Alguns motoristas não entrar no plenário devido à lotação

    Alguns motoristas não entrar no plenário devido à lotação

  • Alguns motoristas não entrar no plenário devido à lotação

    Alguns motoristas não entrar no plenário devido à lotação

O presidente da Campos Cootran, Bruno Santana, ressaltou a preocupação com linhas novas, mas acredita em uma conciliação para que todos saem ganhando. “Temos nos reunido com o IMTT para que se chegue a uma conciliação, principalmente no que tange a questão dos distritos, porque pelos dados que eu levantei, 30% dessas novas linhas representam risco, mas é necessário um debate mais aprofundado para que a gente chegue a uma solução”, disse.
A partir de agora, o projeto básico de Transporte Coletivo Alimentador de Passageiros deverá ser apresentado pelo IMTT nos bairros e distritos. Felipe Quintanilha preferiu não definir uma data para início da operacionalização do novo sistema, mas em recente entrevista a Folha da Manhã, ele ressaltou que em até 100 dias o serviço poderia estar à disposição da população.
 
 
 
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS