Após denúncia de assédio eleitoral, Ministério Público do Trabalho faz recomendações ao prefeito de Quissamã
O Ministério Público do Trabalho (MPT) encaminhou recomendações ao prefeito de Quissamã, Marcelo Batista (PP), após denúncia de assédio eleitoral. Em conversa com o secretariado, em áudio atribuído a Batista, ele teria cobrado a presença do secretariado e de seus subordinados em ato político.
“Senhores secretários, boa tarde. Hoje nós temos uma caminhada importantíssima. Tenho visto que muita pouca gente que trabalha, que tem oportunidade de estar aqui dentro e a gente ajudando. Nós somos um grupo e precisamos fortalecer. Quero que vocês conversem com essas pessoas porque estou quieto no meu lugar observando. Muita gente, tanto vocês quanto eles, vem aqui pedir oportunidade e a gente precisa que eles também nos respaldem. Então, vamos conversar com essas pessoas. Essa eleição é a medida da próxima. Quero que os senhores conversem porque estou vendo que tem gente... aqui é peso político nosso. Depois não adianta ninguém dizer ‘ah’.”, falou o prefeito em áudio vazado.
A reportagem do Folha 1 entrou em contato com Marcelo Batista, mas não teve retorno até o momento.
No documento encaminhado à prefeitura, o MPT recomenda que: seja garantida a livre orientação política, não haja benefício ou prejuízo por participação em ato político, não utilize imagens de trabalhadores para fins eleitorais ou de intimidação, além de criar ou reativar canal de denúncia de assédio moral.
Um dos pontos recomendados era a publicização do documento. A Prefeitura de Quissamã cumpriu a recomendação e divulgou nota oficial afirmando o compromisso com a liberdade política e a dignidade dos trabalhadores.
A vereadora Alexandra Moreira (PL), denunciante do caso, afirmou que a resposta do MPT foi rápida e necessária para garantir a liberdade política dos trabalhadores.
"Emprego, cargo ou contrato com o município não podem ser usados como instrumento de cobrança eleitoral. Agora, o que esperamos é que tudo seja devidamente apurado e que a liberdade de cada trabalhador seja respeitada", destacou Alexandra.