O prefeito de Campos, Frederico Paes, e o ex-governador Anthony Garotinho
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Foto: César Ferreira
O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) lançou sua pré-candidatura ao governo do Estado na tarde desta quarta-feira (13) no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Além de apoiadores, que lotaram o local do evento, estiveram o pré-candidato a vice, coronel Venâncio Moura, a sua esposa, a ex-governadora Rosinha Garotinho, o ex-prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, e o atual Frederico Paes. Ainda sem palanque declarado de pré-candidato ao governo, Frederico subiu no de Garotinho e afirmou considera legítimo seu desejo de querer participar do pleito.
O Republicanos agora tem dois pré-candidatos. No caso de Garotinho, no entanto, ele ainda responde a uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que investiga suposto esquema de arrecadação ilegal de recursos envolvendo contratos na Prefeitura de Campos, que pode torná-lo inelegível novamente.
Garotinho concorre com o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português pela vaga na disputa majoritária. Português lançou sua pré-candidatura na última semana, mas Garotinho afirma que a escolha do partido será baseada no resultado das pesquisas.
Durante o evento, Garotinho fez críticas ao ex-governador Cláudio Castro (PL) e ao ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), também pré-candidato a governador. Ele também lembrou o período em que esteve à frente do Executivo.
“É preciso ser livre e ter coragem para tomar decisão e colocar para fora do Estado esses ladrões do dinheiro público. Eu tenho 66 anos e, se Deus for muito generoso comigo, me der mais uns 14, eu vou a 80. Já vivi mais tempo do que tenho para viver. Quero aproveitar esse tempo que me resta para devolver à população tudo que recebi dela. Não esperem que eu seja um governador bonzinho, o pau vai cantar feio”, afirmou.
Sobre a pré-campanha de Garotinho, Frederico Paes disse: “Como um quadro natural da política fluminense e um player que sempre figura em diferentes sondagens, seu desejo de participar do pleito é legítimo” .
Na Justiça
No TRE-RJ há uma ação onde Garotinho é investigado por suposto esquema de arrecadação ilegal de recursos envolvendo contratos na Prefeitura de Campos. O Ministério Público afirma que o esquema teria funcionado entre 2009 e 2016 e envolvia contratos nas áreas de construção, limpeza urbana e prestação de serviços públicos. Os envolvidos respondem por acusações relacionadas à corrupção, extorsão, lavagem de dinheiro e falsidade eleitoral.