Sobre umidade do ar e práticas esportivas
15/11/2021 | 21h35
De maneira simplificada, a temperatura ambiente e a umidade relativa do ar estão ligadas à capacidade do homem em regular a temperatura corporal e à captação do oxigênio. Como a temperatura central do corpo oscila pouco, a exposição ao calor ou frio faz com o corpo crie mecanismos de termorregulação para gerar ou manter calor nas baixas temperaturas e dissipar calor nas altas temperaturas. 
A temperatura central do corpo em repouso é de 37°C e aumenta para 38,5°C a 75% de esforço durante o exercício (75% VO2 máximo). Esse valor não aumenta mais porque existem os mecanismos de termorregulação; sem eles, a temperatura central do organismo subiria 1°C a cada cinco minutos de exercício intenso.
Dentre esses mecanismos, a evaporação (suor) é o meio mais eficaz de se dissipar o calor, lembrando que o que refresca é a evaporação e não o transpirar. Para que o suor vença a barreira da pele é preciso que a sua pressão seja maior que a pressão externa da água contida no ar, mais conhecido como vapor de água. A quantidade de vapor de água contida no ar reflete a umidade relativa do ar (UR); quanto mais vapor, maior a UR.
Nesse sentido, quanto maior for a UR mais difícil fica transpirar e resfriar a temperatura corporal. Exercícios em dias quentes e úmidos não favorecem a perda de calor e, consequentemente, prejudicam performance e podem comprometer a saúde.
O ar inspirado (oxigênio) precisa ser umidificado em 90% dentro do corpo para que o organismo consiga fazer as trocas gasosas com eficiência. UR baixa e vias aéreas ressecadas por conta disso prejudicam o processo de umidificar o oxigênio, uma das causas da sensação de dificuldade em fazer exercício em clima seco e pior, quente.
Alguns fatores que interferem na evaporação do suor:
Quanto menos roupa, melhor
Existência de vento
Quanto maior a temperatura, maior a evaporação
Quanto maior a UR, menor a evaporação
A água conduz melhor o calor; vale molhar a camisa e não enxugar o suor
Valores para umidade relativa do ar:
Recomendado: entre 70% e 40%
Estado de atenção: entre 30% e 21% (é aconselhável evitar exercícios ao ar livre das 11h às 15h)
Estado de alerta: entre 20% e 13% (é aconselhável evitar exercícios ao ar livre das 10h às 16h)
Estado de emergência: abaixo de 12% (é aconselhável não praticar exercícios ao ar livre).
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Terceira Folha
15/11/2021 | 06h51
 
Matéria sobre os meninos e meninas que foram correr na capital, domingo (14) e segunda (15), no evento chamado Maratona do Rio, nas suas mais variadas distâncias, feita pelo Jornal online Terceira Via. Bons treinos.
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Boas sensações
14/11/2021 | 06h55
Hoje (14/11) e amanhã (15/11), na Maratona do Rio nas suas mais variadas distâncias, boas sensações estarão sendo vivenciadas, após longo período OFF. Bons treinos!
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Do blog para Livro
10/11/2021 | 15h22
 
Numa matéria sem muita pretensão, como sempre, mas com conteúdo bem importante construído através de pesquisas em Instituições estabelecidas no que diz respeito ao padrão das informações, sendo as "Opiniões do Mundo" neste quesito, fui convidado a ser incluído num livro com tiragem de 30 mil exemplares (mensagem abaixo), pela editora Moderna.
Segue:
Prezados,
A Editora Moderna está produzindo o material didático abaixo especificado e para seu enriquecimento, solicitamos autorização para reproduzirmos o seguinte texto, nos formatos abaixo indicados:
Texto: Atividades físicas para crianças e jovens
Disponível em: <https://www.folha1.com.br/_conteudo/2016/11/blogs/sermotriz/1150395-recomendacoes-da-oms-dos-niveis-de-atividade-fisica-para-todas-as-faixas-etarias.html>. Acesso em: 14 jan. 2021
Formatos:
-reprodução do texto em livro impresso e mídias digitais vinculadas à obra impressa.
Obs: As mídias digitais têm acesso restrito, por login e senha, a alunos e professores que adquirem o livro impresso. Tiragem: 30.000 (trinta mil) exemplares e acessos
Dados do material didático:
Título: Buriti Mais - Ciências Humanas - Volume: 1º ano
Autor(a, as,es): Autoria coletiva da Editora Moderna. Segmento: destinada a alunos e professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental
Sensacional. A matéria pode ser lida aqui. Bons treinos!
 
 
 
 
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4º Slake Adventure Trail Run
06/11/2021 | 18h55
Será realizada no dia 27 de novembro, dentro do 4º Slake Adventure - além de outras várias modalidades bem interessantes - com corridas em percurso de Trail Run nas distâncias de 3km e 6km. 
Lagoa de Cima será o local desta festa esportiva e para inscrições, vá por aqui que as vagas estão bem próximas do fim. O evento tem apoio da Folha da Manhã, Folha FM, Folha 1 e Plena TV. 
 Bons treinos!
slake
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Treinos por Frequência Cardíaca (FC) x Potência (W) no ciclismo
01/11/2021 | 10h57
Treinos por Frequência Cardíaca (FC) x Potência (W) no ciclismo
Mesmo que o treino por FC seja de fato efetivo e é, visto funcionar para a grande maioria que não tem a W, e historicamente por um longo período, o treino por W nos mostra diferentes facilidades, implicando em diversas vantagens.
1- Permite coletar dados de desempenho que bem analisados facilitam a gestão de carga;
2- Permitem a gestão em prol da evolução nas diferentes métricas de desempenho;
fc
fc / msma
3- Já para o ciclista, no momento do treino prescrito, treinar com W implicará algumas interessantes facilidades no ajuste das cargas estipuladas;
4- O treino realizado por FC (imagem 1) pode demorar vários segundos ou até minutos para alcançar a intensidade desejada;
5- Já nos treinos por W (imagem 2) a intensidade programada é alcançada quase que instantaneamente.
Os dois tipos de controles de treinos são bem interessantes mas como descrito acima a W parece ter muitas vantagens sobre a FC
Em breve estes treinos também estarão na corrida em grande escala. Explicarei num próximo post. Bons treinos!
 
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Qual a lesão mais prevalente em corredores iniciantes?
31/10/2021 | 08h25
 
A lesão mais prevalente em corredores e que acometem quase que com exclusividade iniciantes além dos avançados que passam do ponto em cargas de treinos, mais os que tem facilidade em se lesionar por falta de força geral não é o joelho, como muitos imaginam e sim  a Síndrome do estresse tibial medial, conhecida popularmente como canelite.
Isso acontece por que a canelite costuma estar associada a um uso excessivo e sobrecarga da região ou ainda a movimentos muito repetitivos, que causam o estresse do osso, tendões e músculos localizados na região da canela.
A Síndrome do estresse tibial medial é, portanto, uma das lesões mais temidas pelos atletas, por ser também uma condição muito dolorida e delicada, que exige algum tempo de recuperação. Quando a inflamação na tíbia não é devidamente tratada, pode acabar evoluindo para uma fratura por estresse.
Tenho conseguido um bom resultado com exercícios bem simples mas extremamente funcionais que transferem força para a região atingida (que é na parte interna da canela no seu terço medial), além da diminuição da carga de treinos. 
Bons treinos!
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FN Adventure - Trail Run em Santo Amaro
28/09/2021 | 20h59
No próximo dia 17 de outubro, em corrida feita para 100 atletas, num evento já cancelado algumas vezes por conta da pandemia, a FN Adventure desta vez vai de fato fluir.
O evento será realizado em Santo Amaro - ja realizei algumas por lá na época da Campos Run - num local que já tem tradição em corrida de rua, em percurso de 6km com largada às 8h30.
O organizador da prova e a prova merecem ser prestigiados pelos amantes da corrida, em especial nesta época de carência na modalidade, onde um pequeno evento mas feito com o coração, vai ser uma grande festa.
Informações adicionais, via whatsapp, para o número 22999924729 com as inscrições ja no fim, em informação prévia do organizador da prova. Bons treinos!
 
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Prova na montanha tem mesmo que ir treinar na montanha?
25/09/2021 | 17h07
Várias provas retornando pelo País, Maratonas, meias, 10km e 5km mais algumas ultras. No exterior, segue o mesmo caminho, possibilitando as assessorias e atletas melhorar demandas assim como aumentar a fidelização dos clientes com objetivos claros e definidos, que são as provas com datas marcadas.
Neste universo de retorno das provas acompanho um movimento sempre repetitivo, que é o treinamento para provas de aventura - a Xc Búzios é um exemplo bem claro nesta modalidade por aqui - onde parece que todos partem para as montanhas buscando "adaptar" o organismo para as subidas e descidas da programada aventura.
Muitos que estavam parados na corrida me parecem que de repente fazem uma mutação de local de treinos, subindo e descendo ladeiras, morros mais corridas em trilhas em busca de cruzar o pórtico encantado mais inteiro. Será?
Bem, imagino que todos façam isso em busca da interessante Especificidade - que é um Princípio do Treinamento Desportivo de fato muito importante mesmo, mas por vezes aplicado de forma errada, ou em momento inoportuno.
Será que neste início não seria hora de desenvolver melhorias para o organismo em face da importância de treinos que estimulem a capilarização, o aporte de gorduras como combustível principal, a melhora da ejeção de sangue pela cavidade esquerda do coração, dentre outros benefícios, em detrimento de treinos com elevada frequência cardíaca, focados da fisiologia central e não periférica? 
Se me perguntassem o que fazer também não saberia responder de imediato, tendo que fazer um estudo mais detalhado de cada um. Mas certamente daria a possibilidade de trabalhar muito mais o sistema periférico que o central, e tudo seria feito com muito mais conforto e segurança. 
Um contraponto para quebrar alguns paradigmas estabelecidos que repetimos muito mais dos que refletimos a respeito. Outro exemplo interessante é o aumento de volume em 10% semanal como fator de segurança.
Ah, mais este assunto vai ficar para um dos próximos posts. Bons treinos!
 
 
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Corrida de longa distância não constrói bons ossos. E agora, quem poderá nos salvar?
05/09/2021 | 22h13
É do conhecimento comum que esportes de resistência, especificamente corrida de longa distância, não são fáceis para o esqueleto. Como disse o renomado especialista em lesões por estresse ósseo, o Professor Stuart Warden, "nem todos os atletas têm bons esqueletos e a corrida de longa distância não constrói bons ossos"! Além de dar um tempo para que o corpo se recupere, poucas são as ações, como o aumento da hidratação, que os treinadores podem incentivar para promover uma melhor saúde óssea em seus atletas. Mas, primeiro, vamos explorar os tipos comuns de estresse ósseo e como eles ocorrem.
 
Por que acontecem lesões por estresse ósseo
 
Acredita-se que as lesões por estresse ósseo ocorram a uma taxa de aproximadamente 20% ao ano em corredores e geralmente são causadas por algum tipo de erro de carregamento. Existem vários fatores de risco com relação a lesões ósseas, incluindo dieta, sexo, alterações no volume e intensidade do treinamento e histórico de lesões ósseas por estresse. Infelizmente, quando um atleta sofre uma lesão, é provável que experimente outra.
 
Lesões por estresse ósseo vêm em uma ampla gama - de dores nas canelas moderadamente sintomáticas (ou síndrome de estresse tibial medial) a uma fratura por estresse substancial e dolorosa.
 
Se você pudesse ver através do corpo humano e apenas olhar para os ossos de um corredor, (ou de qualquer pessoa), você veria um grande número de microfissuras. Todas essas microfissuras teriam idades diferentes e são consideradas perfeitamente saudáveis. Cada corrida causa um pequeno dano aos nossos ossos, mas geralmente, esse dano é reparado pelo corpo. O tempo de reparo varia de acordo com a gravidade, com a mineralização completa levando até um ano.
 
Saúde Óssea e Hidratação
 
Vários fatores podem promover uma boa saúde óssea. Isso inclui exercícios pliométricos, otimização do sono, recuperação estratégica, bem como a manutenção de uma dieta equilibrada. Mas um fator essencial frequentemente esquecido é a hidratação.
 
Apesar da falta de estudos abundantes abordando lesões por estresse ósseo e hidratação, existem algumas evidências que oferecem informações valiosas sobre a saúde óssea e estratégias de hidratação para atletas.
 
Um artigo, publicado no Journal of Sports Sciences, estudou o impacto das práticas de controle de peso na saúde óssea de jóqueis. Este estudo descobriu que cerca de metade dos jóqueis da amostra sofria de osteopenia (baixa densidade óssea). Os jóqueis também estavam cronicamente desidratados. Como tal, parece haver uma correlação entre baixa densidade óssea e desidratação, mas existem algumas contingências a serem observadas.
 
Em primeiro lugar, correlação não é causa - é improvável que a desidratação fosse a única causa da baixa densidade óssea entre esses jóqueis. No entanto, pode ser um fator contribuinte ao lado de dietas pouco saudáveis e déficit crônico de energia resultante, que geralmente resulta em densidade óssea reduzida. Além disso, é importante observar que o treinamento do jóquei é muito diferente do dos corredores, portanto não podemos tirar conclusões sobre os tipos de esporte de forma eficaz.
 
Outro estudo, publicado no British Journal of Sports Medicine, intitulado ‘Preocupações com a nutrição e hidratação da jogadora de futebol feminino’, encontrou resultados semelhantes, apesar de considerar o tipo de esporte diferente. Os atletas em estudo estavam cronicamente subalimentados e sub-hidratados. Como resultado, o estudo concluiu que "essa desidratação afeta negativamente a habilidade".
 
Correr não é tão técnico quanto o futebol, mas sabemos que uma quebra de forma pode causar patinagem excessiva, o que se qualifica como um erro de carregamento. Isso torna mais provável uma lesão óssea por estresse. Como tal, é razoável concluir que se pode reduzir a probabilidade de sofrer uma lesão por estresse ósseo treinando em um estado bem hidratado.
 
Tirar conclusões
 
Se você está pensando em pedir ao seu atleta para alterar substancialmente sua estratégia de hidratação durante o treinamento, você precisa considerar os prós e os contras. Essa mudança fará com que eles se sintam menos confortáveis durante a corrida? Isso os colocará em maior risco de hiponatremia? De modo geral, aumentar a hidratação raramente é uma coisa ruim, mas conversar com seu atleta e agir com cautela aumentará suas chances de sucesso.
 
Se o seu atleta está em maior risco ou sofreu uma lesão óssea por estresse, você pode errar ao optar por uma estratégia de hidratação um pouco mais agressiva. No entanto, é recomendado também emparelhar isso com a avaliação de sua otimização de carga, marcando exercícios pré-habituais e discutindo melhorias na dieta.
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Sobre o autor

Marcos Almeida

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