Avanço do mar em Atafona em debate na Câmara Municipal de São João da Barra
28/08/2023 | 07h51
O avanço do mar em Atafona será novamente discutido na Câmara de Vereadores de São João da Barra. O Legislativo receberá nesta terça-feira (29), às 19h, Eduardo Bulhões, doutor em Geologia e Geofísica Marinha pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Bulhões é o coordenador da Unidade de Estudos Costeiros da UFF. O processo de erosão costeira em Atafona começou na década de 1960. Desde então estima-se que 500 casas já foram derrubadas pelo mar.
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Justiça determina que Garotinho exclua postagens sobre família Bacellar
26/08/2023 | 17h43
A juíza Flávia Fernandes de Melo Balieiro Diniz determinou, em decisão liminar, que o ex-governador Anthony Garotinho exclua, de suas redes sociais, todas as publicações sobre o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, e seus parentes.
Garotinho foi notificado da decisão neste sábado (26). Ele tem 24 horas para retirar as postagens — sob pena de multa de R$ 100 mil por cada vez que a determinação for descumprida.
No nos ataques contra a família Bacellar, Anthony Garotinho é acusado de cometer fake news, invasão de privacidade, calúnia e difamação.
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Não há árvores na Avenida Pelinca
26/08/2023 | 08h17
A área nobre de Campos é a Pelinca. Mas falta verde nas suas ruas. Confiram na foto da avenida que corta o bairro. Não se vê árvores. O saldo não pode ser outro: menos qualidade de vida.
É pena. Mas entra governo e sai governo e as consequências negativas para o meio ambiente urbano vão sendo refletidas na falta de arborização na cidade. A população também é responsável.
A Pelinca está uma selva de pedra. E pensar que já contou com muitas chácaras. Infelizmente, o campista prefere "plantar" trilho, em frente às suas casas, para evitar que a calçada seja ocupada por algum carro.
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Wladimir busca apoio em Brasília para projeto seu que contempla o Norte e o Noroeste do RJ
25/08/2023 | 15h51
O prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, está em Brasília para tentar garantir a aprovação do Projeto de Lei 1440/19, de sua autoria quando ainda era deputado federal. O PL, que altera a classificação do clima das regiões Norte e Noroeste Fluminense de tropical para semiárido, foi aprovado recentemente na Câmara Federal e agora aguarda a aprovação dos senadores.
Wladimir se encontrou ontem (24) com os senadores Flávio Bolsonaro e Carlos Portinho e pediu uma ajuda na retomada das discussões sobre o projeto. A mudança na classificação do clima da região vai garantir aportes de créditos e financiamentos a produtores rurais das duas regiões.
O PL também propõe a criação de um Fundo de Desenvolvimento com recursos privados de doações, contribuições, financiamentos e investimentos para o desenvolvimento da Agricultura, além do Fundo Garantia-Safra, de natureza financeira, para proteger agricultores familiares prejudicados pela estiagem.
Os municípios envolvidos são Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição do Macabu, Italva, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Macaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Quissamã, Santo Antônio de Pádua, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana, São José de Ubá, São João da Barra e Varre-Sai.
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Divertido episódio envolvendo Darcy Ribeiro e jornalistas em Campos
25/08/2023 | 07h01

Anos 90. O jornalista Celso Cordeiro Filho, atuando no “Bom Dia NF”, da extinta TV Norte Fluminense (afiliada à Rede Globo), fez uma entrevista com Darcy Ribeiro sobre a sua empreitada para a instalação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).
Darcy se fazia acompanhar da jornalista Sandra Khenayfis, sua assessora em Campos. No estúdio, antes do programa entrar no ar, Celso brincou:
— Professor Darcy, o senhor precisa melhorar o salário de Sandra face à sua eficiência.
Terminada a entrevista, ainda nos corredores da emissora, Darcy, naquela franqueza que lhe era peculiar, dirigiu-se a Sandra:
— Ué, estou sabendo que você está ganhando mal!
Sandra, que não pedira nada a Celso, atônita, respondeu:
— Que é isso, professor? Estou, pelo contrário, muito satisfeita com o meu salário!
Risadas gerais.
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Morte lenta e sofrida no pátio da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos
24/08/2023 | 06h56
A sede em Campos da Universidade Federal Fluminense (UFF) ocupa, há anos, um casarão na Rua José do Patrocínio. O quintal é arborizado e o visual sempre agradou.
Infelizmente, o cenário atual resvala para uma falta de atenção no cuidado com o histórico patrimônio. Uma das mangueiras na área interna está tomada por erva de passarinho.
Se não houver poda, de forma a limpar a árvore, a planta trepadeira vai secar os ramos e galhos e a mangueira morrerá. A morte é lenta. Mas é irreversível. Com a palavra a diretora Ana Costa.
CONTRADIÇÃO
Chama a atenção, no letreiro da UFF, que trata-se de um Instituto de Ciências da Sociedade. Ciência é luz. Ciência é vida. No pano de fundo do letreiro agoniza uma mangueira. A árvore, que dá frutos tão saborosos, vai acabar morrendo. Pena.

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Deputado Thiago Rangel faz denúncia sobre RPAs e fantasmas na Prefeitura de Campos
23/08/2023 | 11h15
O deputado Thiago Rangel fez uma live na noite de ontem (22) com denúncias fortes envolvendo a Prefeitura de Campos. Ele cobra informações sobre funcionários em regime de RPA e aponta fantasmas em algumas repartições, como CRAS do Eldorado.

Segundo Thiago, existe hoje em Campos um crescimento vertiginoso do número de RPAs. “Mas alguém sabe quantos são? Quanto ganham? Onde estão? Vou cobrar informações e encaminhar as denúncias que chegam aos órgãos fiscalizadores”.

Thiago Rangel faz referência, inclusive, a funcionários fantasmas que estão ganhando do poder público. “E quem paga esta conta é o povo, que sofre sem transporte, sem saúde e sem geração de empregos”.
ATUALIZAÇÃO ÁS 17H53
 A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social informa que o Centro de Referência de Assistência Social funciona na Codim, e não no Eldorado, como é alegado.
Em nota, enviada ao blog, revela que o equipamento oferta atendimento para a população em situação de vulnerabilidade social através da equipe técnica conforme as leis que regem a política de assistência social.
Segundo a vigilância socio-assistencial da SMDHS, de janeiro a julho/2023 foram realizados 2534 atendimentos individualizados no CRAS CODIN
O quadro de funcionários, diz a nota, segue as orientações da Norma Operacional Básica do Sistema de Assistência social - NOB/SUAS.
 

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Sem chances de a Prefeitura quitar as dívidas de Ao Livro Verde
23/08/2023 | 07h09

A posição das entidades que integram o “SOS Ao Livro Verde”, manifestada ao Painel Político, coluna que faço na Folha da Manhã, é terminante: não defende o pagamento de dívidas da livraria — uma empresa privada — pelo poder público, seja municipal, estadual ou federal.

O “SOS Ao Livro Verde” sustenta que ajuda financeira por parte da Prefeitura — colocada em audiência pública na Câmara Municipal — seria ilegal e contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Direito Administrativo.

O que externa o movimento da sociedade civil é a criação de uma comissão técnica para avaliar as propostas que estão surgindo. Em um relatório final seriam então apontadas alternativas que impeçam o fechamento da livraria.
OBJETIVO ALCANÇADO 

O ativista cultural Genilson Paes Soares, um dos signatários da petição pública “SOS Ao Livro Verde”, revela que o movimento, já alcançando quase duas mil assinaturas, teve o objetivo alcançado.

Genilson cita que o poder público foi provocado, com a instalação, na Câmara Municipal, de uma Comissão Mista para debater e apresentar as propostas institucionais para a continuidade da marca “Ao Livro Verde”.

Na opinião de Genilson, caso a comunidade não se mexa a livraria terá o mesmo fim do Teatro Trianon, “construído por Francisco de Paula Carneiro, e que também era uma empresa privada”.
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Exército nas ruas de Campos
22/08/2023 | 09h40
Um grupo do Exército costuma percorrer as ruas de Campos com frequência. Sem excepcionalidade. A tropa simplesmente aprimora o preparo físico. Viva!!
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"SOS Ao Livro Verde" não propõe que a Prefeitura pague as dívidas da livraria
21/08/2023 | 06h47
Ao Livro Verde é um patrimônio histórico nacional. O seu possível fechamento representa perda de referência cultural para Campos.
Daí que há de se louvar a campanha “SOS Ao Livro Verde”, que envolve a sociedade civil no projeto de salvamento da livraria.
E certamente passa pela sociedade civil o caminho para se buscar soluções.
Mas há um questionamento se é a “viúva”, ou seja, a Prefeitura, que resolverá a situação via injeção financeira para que as dívidas da livraria sejam quitadas.
Quando se coloca a Prefeitura como possível fonte para um apoio financeiro — hipótese não desfraldada pelo movimento "SOS Ao Livro Verde" —, não é possível ignorar que a livraria é uma empresa particular.
Ao Livro Verde visa lucros e suas contas, em atraso, não devem, portanto, serem pagas com dinheiro público.
A Prefeitura pode, sim, buscar caminhos que impeçam o fechamento.
ABRA OS COFRES
O que não é certo, no acolhimento de determinadas propostas, é o governo Wladimir Garotinho tirar dinheiro do cofre para que a loja mantenha-se aberta.
Ao se posicionar, a Prefeitura, por sinal, já esclareceu que não há meios legais que permitam o apoio financeiro a uma empresa privada que tenha declarado autofalência.
Mas há setores, envolvendo inclusive vereadores, pregando ajuda da “viúva”.
LYRA DE APPOLO FECHADA
Vale lembrar que outro patrimônio cultural da cidade, com 153 anos de vida, e sem fins lucrativos, está fechado.
Trata-se da Lyra de Appolo, histórica corporação musical que teve o seu prédio danificado por um incêndio.
Desde o incêndio, em uma manhã de domingo em 1990, governos se sucederam administrando os bilionários recursos dos royalties. E nenhum bancou a recuperação da sede da Lyra.
MONITOR CAMPISTA FECHOU

Registre-se, também, que o jornal Monitor Campista, de 175 anos, um dos mais antigos do país, fechou porque, no governo Rosinha, foi descartado como órgão oficial do município.
As publicações da Prefeitura, no tocante a editais, e toda a série gerida pela administração municipal, passaram a ser veiculadas em um impresso, rodado em gráfica do Rio.
Sem a receita da Prefeitura, o Monitor perdeu fôlego financeiro. E fechou.
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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