Anthony Garotinho é um político de sorte
Saulo Pessanha - Atualizado em 11/05/2026 10:09

Dono de uma carreira vitoriosa, envolvendo a conquista de mandatos de deputado estadual, deputado federal, prefeito de Campos por duas vezes, e governador do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho é um político de sorte.

Pode-se citar sorte porque, para alinhar com sucesso a sua carreira política, Garotinho foi beneficiado pela falta de união entre dois fortes concorrentes nas eleições para a Prefeitura de Campos em 1988, a primeira que disputou.
Naquela eleição colocaram-se no páreo Jorge Renato Pereira Pinto, Rockfeller de Lima e Amaro Gimenes. Os três eram os principais adversários de Anthony Garotinho, também candidato.

Ao longo da campanha, o que se via nas ruas, em uma disputa envolvendo um turno só, era o cenário de um confronto equilibrado, sem favoritismo para um nome ou outro.

Daí que foi cogitada uma aliança entre Rockfeller e Amaro Gimenes. Observadores políticos avaliavam que se os dois caminhassem juntos, com um sendo vice do outro, a eleição estaria definida.
ALIANÇA QUE NÃO VINGOU

Ocorre que no fechamento da aliança não houve um acordo para definir quem seria o cabeça da chapa. O grupo de Rockfeller considerava que ele, que já exercera dois mandatos de prefeito, deveria liderar a coligação. Mas Amaro Gimenes não aceitou ser vice.

Sem a aliança, Garotinho, com o médico Adilson Sarmet na chapa, ganhou a eleição. Sorte dele que Rockfeller e Amaro não chegaram a um entendimento. Concorrendo isoladamente perderam os dois.

Ao se eleger, Anthony Garotinho, que já conquistara um mandato de deputado estadual, em 1986, deslanchou a sua liderança nas urnas. Fez de Sérgio Mendes o sucessor em 1992, e voltou a se eleger prefeito em 1996.
FAMÍLIA VAI JUNTO

A partir da conquista do governo do estado em 1998, Garotinho se cacifou de vez na política. E levou a esposa Rosinha, os filhos Wladimir e Clarissa e o irmão Nelson Nahin a obterem diferentes mandatos.

Vale dizer que em uma crônica recente no Globo o jornalista Nelson Motta, também escritor e compositor de primeira, cita que o mundo se divide entre pessoas com sorte ou com falta de sorte.

Palavras de Motta: "Todo mundo conhece alguém, especialmente pessoas públicas de sucesso, que foram bafejadas pela sorte em momentos decisivos. A sorte é aleatória, amoral, não é justa nem meritória".

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