Império Serrano vai desfilar no Carnaval de 2024 com samba enredo de autor campista
13/11/2023 | 15h56

O samba-enredo “Respeite o Império Serrano!”, assinado pelo campista Aluisio Machado, representará a tradicional escola de samba de Madureira no Sambódromo no Carnaval do Rio de Janeiro em 2024.
O samba vai embalar o enredo “Ilú-ba oyó: a gira dos ancestrais”, desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza. A Império cruzará o Sambódromo no dia 10 de fevereiro em busca do retorno ao Grupo Especial.

O compositor Aluisio Machado já foi homenageado pela Folha da Manhã com o troféu “Folha Seca”, conferido a campistas que se tornaram vitoriosos fora dos limites da cidade. 
Aluisio Machado tem uma história gloriosa no Carnaval do Rio. É autor de memoráveis sambas como o “Bum-bum Paticumbum Prugurundum”, feito em parceria com o compositor Beto Sem Braço.


Compartilhe
Rodrigo Bacellar valoriza diálogo e parceria no combate à criminalidade
12/11/2023 | 07h25
Presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Rodrigo Bacellar (União) participou quarta-feira (8), ao lado do governador Cláudio Castro, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, da cerimônia de entrega de 218 novas viaturas para a PMERJ. 
Na mesma solenidade foi criado o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos. “É através do diálogo e de parcerias que vamos seguir construindo um novo capítulo no combate à criminalidade no RJ”, diz Bacellar.
Compartilhe
Esvaziamento no centro de Campos é triste realidade na Av. 7 de Sembro
11/11/2023 | 07h51

O fechamento da Padaria Nossa Senhora da Penha, localizada na Av. 7 de Setembro, significa que o Centro de Campos necessita de uma ousada ação para retomar a circulação de pessoas e o movimento do seu comércio.
A padaria foi o principal estabelecimento comercial no trecho entre as ruas do Rosário e a Marechal Floriano (antiga Ouvidor) que se manteve aberto nos últimos anos. Antes dela, todos, de diferentes segmentos, fecharam as portas.
Silvia Salgado, que morou e trabalhou na Av.7 de Setembro, lembra que a padaria foi, durante anos, reduto de jornalistas. “A gente batia ponto lá todos os dias à tarde. Muito papo e pão na chapa entre um gole e outro de café”.
Por alguns anos, havia um outro grupo que se reunia de segunda a sexta-feira em uma das mesas da padaria para bate-papo, pela manhã, antes de cada um partir para o trabalho. Na confraria, Oswaldo Ferraz, Marcos Abreu, Marco Soares
PONTO DE REFERÊNCIA
O fato é que parte da Av. 7 de Setembro perdeu o seu último ponto de referência na área comercial.
O trecho viveu um passado valoroso, que envolveu o Restaurante Capital, Casa da Carne, Casa do Arroz, Bar e Mercearia São Jorge, Mina de Ouro Loterias, A Notícia, Gráfica Barros e a Refrigeração Ilson.
Outros estabelecimentos, ali situados, podem ser citados, porque fizeram história no comércio: Daniel Modas, Sorveteria Americana, Casa do Rolamento, Alfaiataria Azevedo, Móveis Paquetá, Drogamap, Casa do Ciclista, White Martins.
A Padaria Nossa Senhora da Penha resistiu o quanto pôde. O cenário hoje, no trecho que ela existiu, e em parte do centro, com ruas desertas e lojas fechadas, é o de uma cidade fantasma.
Compartilhe
Locutor de rádio em Campos improvisa no texto e se dá mal
09/11/2023 | 17h10
Nos áureos tempos da Rádio Cultura, nos anos 50 e 60, os comerciais, que hoje, em quase sua totalidade, são gravados, eram lidos ao vivo pelos locutores de cada horário. Existiam anúncios que eram repetidos por vários meses, sem que houvesse modificação nos textos.

De tanto repetir, os locutores acabavam decorando os anúncios e pela cor das fichas já sabiam o que estava escrito. Daí que repetiam os textos, sem olhar para a ficha. Exemplos disso eram os comerciais envolvendo Pomada Minâncora para calos e Pilogênio para queda dos cabelos.

Daí que já no fim do horário e cansado de tanto repetir os mesmos textos, o locutor Salvador Macedo misturou dois produtos citados num texto só. O final saiu assim:
— Para manter seus calos brilhantes, macios e sedosos, use diariamente Pilogênio, que além de tudo evita a queda dos seus cabelos.
Compartilhe
Nem o relógio da Catedral Diocesana funciona...
08/11/2023 | 07h19

O centro histórico está tão decadente que o relógio da Catedral Diocesana deixou de funcionar. E faz tempo. O relógio já foi referência para Campos, tal e qual é o da Central do Brasil para o Rio de Janeiro. Mas, sem funcionar, projeta uma imagem negativa.
Compartilhe
Bastidores envolvendo a inauguração do Cine Teatro Trianon
07/11/2023 | 07h18

Um dos grandes eventos sociais de Campos foi a inauguração do Cine Teatro Trianon, ocorrida em 25 de maio de 1921.
Para a festa de abertura, veio a companhia de operetas “Esperanza Íris”, muito famosa. O teatro contava com 1.800 lugares determinados — poltronas, frias, balcões, camarotes e torrinhas.
O espetáculo de abertura foi a opereta “Duquesa du Bal Tabarin”. O detalhe é que na inauguração do Trianon a seleção da plateia começava pelo preço dos ingressos: oito mil réis a poltrona e 40 mil réis o camarote. O traje exigia casaca.
Os “Lincoln”, os “Packard”, os “Fiat”, carro da época, despejavam decotes e casacas por entre alas da plebe maravilhada à porta do teatro.
Nisto, aponta um tilburi velho, todo desengonçado, um dos teimosos remanescentes, precedendo uma “limusine”, cujo motorista buzinava raivosamente.
Do tilburi, de cartola e casaca, com estudada dignidade, chegou uma dupla de boêmios muito conhecida e estimada em Campos na época: Balbi e Lobinho — Luiz Fernando Balbi e Francisco Lobo da Costa. 
Eles descem, por entre risos da turma do sereno, e entram pelo comprido hall todo florido e ornamentado. 
Quando chegam ao fim, Lobinho e Balbi não sobem as escadas da porta principal. Derivam para a direita e ganham as escadarias rumo às torrinhas. Os tempos naquela época eram assim — mansos e tranquilos.
Compartilhe
Crônica no dia de Finados
05/11/2023 | 08h55


A jornalista Ruth de Aquino, autora de belas crônicas no jornal O Globo, contou, na publicação veiculada na sexta-feira (3), que a sua mãe, Dinah, nasceu no dia 2 de novembro de 1922, em casa, em São João da Barra.

No cartório, para o registro do bebê, o tabelião ponderou a Maria Júlia, avó de Ruth, se não gostaria de mudar a data para o dia 1º, de Todos os Santos, de forma a evitar o aniversário no Dia de Finados.

Ruth revela que a sua avó rejeitou, dizendo que a data de nascimento de Dinah lhe traria sorte na vida.

“Muita sabedoria. Mamãe foi a 17ª de 23 irmãos. Viveu 92 anos, foi amada, teve filhos, netos e bisnetos. E morreu num domingo de Carnaval. Não acordou”.
Compartilhe
Felipe Melo começou a torcer pelo Fluminense vendo vitória sobre o Goytacaz
04/11/2023 | 09h23
Aos 38 anos, Felipe Melo, tricolor assumido, disputa neste sábado, pelo Fluminense, diante do Boca Júniors, no Maracanã, mais uma final da Copa Libertadores. O título é sonhado pelo pai de Felipe, José Coelho, que também é torcedor do Flu.

José Coelho morava em Volta Redonda, quando levou o filho pela primeira vez ao Maracanã. Felipe Melo tinha, então, cinco anos e viu uma vitória do Fluminense sobre o Goytacaz por 3 a 2, pelo Campeonato Estadual. Passou a torcer pelo Flu, tal como o pai.

Na época, o Goytacaz representava Campos na elite do futebol do Estado do Rio de Janeiro, juntamente com o Americano. Os dois clubes despencaram. Hoje, fazem figuração na série D.

GESTO DE DIDI
Por falar em futebol, o gesto do atacante Endrick, quando fez o primeiro gol, na virada do Palmeiras (4 a 3) sobre o Botafogo, fez lembrar Didi na Copa de 1958. Tal como o craque campista, Endrick pegou a bola no fundo da rede e a levou até o meio campo, chamando os companheiros para a reação.
Compartilhe
A verdade sobre a expressão "campista nem fiado nem à vista"
03/11/2023 | 12h08

Reza a lenda que campista nem fiado, nem à vista. A sentença, que já foi título de um livro lançado pelo saudoso advogado Yvan Senra Pessanha, não se refere, como muita gente pensa, à falta de credibilidade de nossa gente.
A expressão “campista nem fiado, nem à vista”, esclarece a pesquisadora Ana Paula Paiva, nasceu da recusa do nosso povo em vender terras para Joaquim Silvério dos Reis (o traidor de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes).
As terras situadas em Campos seriam compradas com o dinheiro recebido da coroa portuguesa em troca da delação.
Os campistas não aceitaram a transação de forma alguma. Nem com o pagamento fiado, nem à vista.
Compartilhe
Memória de Campos
02/11/2023 | 08h48
Esta casa é linda, com uma linha arquitetônica rara. Fica na Rua Salvador Corrêa. Por alguns anos, abrigou a Biblioteca Municipal de Campos quando o Palácio da Cultura foi desativado, no segundo governo Rosinha Garotinho. A Biblioteca, vale dizer, continua fechada. E as instituições da cidade, mesmo às ligadas à cultura, mostram-se indiferentes. 
Compartilhe
Sobre o autor

Saulo Pessanha

[email protected]