China Andrade deixou legados de humor e generosidade
04/02/2024 | 08h19

Quem conheceu de perto Claudio Andrade, chamado carinhosamente pelos amigos de China, atesta que ele era tão bom de coração quanto de garfo.
E histórias divertidas envolveram China pelo seu apetite, algumas protagonizadas ao lado do médico Arnaldo Vianna quando exercia o mandato de prefeito de Campos.
Na assessoria de Arnaldo, China o acompanhava em muitas recepções.
E Arnaldo, por respeitar o apetite do amigo, dava corda para que certos protocolos fossem quebrados.
Em algumas ocasiões, brincando, Arnaldo dizia:
— China é o meu provador oficial.
Era a senha para justificar que o assessor na área de segurança começasse a comer salgadinhos antes de qualquer outro convidado.
Atleta na juventude — foi praticante de Judô e remador no Clube de Regatas Saldanha da Gama — China, não por acaso, tinha o rótulo de “saúde de vaca premiada”.
UM GENTLEMAN

Levado por Papai do Céu no dia 02 de setembro de 2022, China foi um fazedor de amigos. Pudera!
Era um gentleman. Portava-se, sempre, como uma pessoa amável, simples, alegre, cordial, solidária.
As pessoas que conviveram com ele testemunharam também a sua generosidade. Gostava de fazer o bem.
China cumpriu com dignidade o seu papel aqui na terra. Que Deus o tenha.
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Morre o comerciante Betinho, da Rural S-4
02/02/2024 | 06h59
Faleceu o comerciante Betinho, da Rural-S4, loja especializada em produtos agropecuários localizada na Av. Nilo Peçanha. Edilberto Cruz Ferreira, o Betinho, assim chamado carinhosamente pelos amigos e freguezes, era uma pessoa muito querida.
Prestativo, gentil, sempre bem humorado, Betinho tinha um vasto conhecimento do setor que comercializava, o que faz da Rural S-4 um sucesso, atuando em Campos há mais de 40 anos.
Betinho, segunda matéria do site Folha1, teria enfartado. Ele deixa a esposa Vilma e as filhas Andréa e Adriane. O corpo foi velado no Cemitério Campo da Paz, onde ocorreu o sepultamento no final da tarde de ontem.
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Uma divertida história envolvendo articulista do jornal A Cidade
01/02/2024 | 11h28

Anos 80. Articulista do jornal A Cidade, o professor Carlos Roberto Soares viu e ouviu, na televisão, que certa moça “tem muitos predicativos” — na verdade, predicados.

Roberto então soltou esta:
— Fiquei a imaginar os predicativos que a moça possui. Se ainda ela fosse um sujeito...

Grande contador de causos, Roberto Soares gostava de lembrar da história de dois amigos que degustavam uns aperitivos e iscas num bar.

Um deles, talvez vitimado pela “isca”, sentiu forte e inadiável necessidade de aliviar os intestinos. À falta de papel higiênico, lançou mão do exemplar de um jornal, chamado O Século.

De volta à mesa do bar, após demorada incursão pelo banheiro, o companheiro demonstrou alívio e satisfação. O que ficou esperando a interminável defecada, comentou, com ironia:
— Puxa, levastes um século!

Ao que o outro retrucou:
— Não senhor! Se tivesse levado um século, teria ficado cem (sem) anos (ânus)!
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Profecia ultrapassada na ação de influenciadores digitais
31/01/2024 | 10h57
O jornalista Nelson Motta lembra, em uma de suas crônicas, que é conhecida a profecia de Andy Warhol, feita em 1978, de que no futuro todo mundo seria famoso por 15 minutos. O vaticinio foi ultrapassado.

É que, hoje, revela Motta, cada um pode ter seu próprio canal de TV, sua rádio, seu jornal e sua revista digitais, “para fazer o que quiser, se exibir dia e noite em busca de seguidores e patrocinadores”.

Nelson Motta cita que os antigos formadores de opinião foram substituídos pelos influenciadores digitais, “que não precisam de nenhuma formação especial nem de autorização de ninguém, e, democraticamente, qualquer um pode ser”.
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Confraternização de antigos cronistas sociais de Campos
30/01/2024 | 15h06
Quase todos já se foram, porque foram chamados por Papai do Céu. E deixaram saudades. A foto mostra um grupo de colunistas sociais de Campos em uma confraternização.
Na época, anos 70, a cidade tinha vários jornais diários e até semanários.
Na parte de cima da foto, da esquerda para a direita, aparecem Herbson Freitas, Ramiro Alves Pessanha Filho, Carlos Damasceno, Nicolau Louzada.
Embaixo, J. Costa, Praxedes Barroso, Antônio Carlos Cabral de Mello, Tito Miranda, Dalton Castro.
Obs: Três pessoas que estão na foto não lembro, infelizmente, os nomes.
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Melhor idade na velhice é uma idiotice
29/01/2024 | 07h37

Assistindo uma entrevista feita pela escritora Martha Medeiros, na TV, com o jornalista Nelson Motta, ouvi dele a expressão “Melhor idade é o cacete! Isso é uma idiotice!”. Concordo.
De uns tempos para cá, a terceira idade, que se inicia aos 60 anos, para uns, passou a ser chamada de melhor idade. “Por conta de quê, cara pálida?”, indagaria o meu amigo Deo Braga, 78 anos.
O objetivo do termo “melhor idade”, na versão dos entendidos de modismo, é infantilizar, amenizar ou tornar a menção aos idosos como algo “politicamente correto”.
A prática do “politicamente correto”, por sinal, está um saco. É a censura nos costumes.
Sim, porque é que alguém, vivendo os seus 20 anos, gostaria de avançar no tempo para alcançar os 60 anos, e então desfrutar a “melhor idade”?
Sem querer me aprofundar no assunto, compartilho aqui a opinião de Nelson Motta, de quem sou fã — além de jornalista, ele é compositor (autor de muitos sucessos), escritor, roteirista e produtor musical dos bons.
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Sem poder bater asas, urubu é "adotado"
28/01/2024 | 07h18

Chama a atenção, em São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos, a presença, há algum tempo, de um urubu cabeça preta junto a uma bela casa. Ele está ali porque, digamos, foi “adotado”.
O urubu, por conta de um acidente, não consegue bater asas. E passou a ser alimentado pelos generosos moradores. O cardápio preferencial é fígado bovino.
Sem se afastar da área, o urubu ganhou a atenção da vizinhança e olhares surpresos e atenciosos dos turistas.
Urubu costuma ser um bicho discriminado, rejeitado. Certamente pelo fato de ser comedor de carniça e se alimentar, quase sempre, de matéria em decomposição.
Por conta de um sistema digestivo eficaz, graças ao seu ácido estomacal, o urubu é capaz de digerir nervos e ossos, buscando alimentos nas ruas e em depósitos de lixo.
Foto: Tanain Delbons
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Memória social
27/01/2024 | 07h49
Nos anos 70, mais para o início da década, então trabalhando no jornal A Notícia, fiz uma entrevista com Nancy Barros de Castro Faria, que dirigia a Faculdade de Filosofia de Campos. Nancy viveu os últimos anos de sua vida em Niterói, onde faleceu no dia 26 de junho de 2011.
Nancy foi professora titular de Sociologia e História da Educação da Fafic. Advogada, também exerceu nos Centros Comunitários da Fundação Leão XIII o cargo de diretora.
Muito culta, Nancy dominava cinco idiomas. Apreciava e escrevia poesias. Nos últimos anos de sua vida dedicou-se ao trabalho de revisão de artigos, memoriais, monografias, dissertações e teses.
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Atafona em versos
26/01/2024 | 09h48
De HELOISA RAPOSO, no blog Dijaojinha. Publicado em 2011:

Dependendo do tempo e da maré
Nossa praia é toda invadida
Tem de tudo: de palito de picolé
Até saco plástico e salva vida.

Um esquema fantástico: tarrafa,
Isopor, tijolo, desodorante,
Pé de chinelo, tronco, garrafa,
Só falta mesmo onda gigante.

Dos bichos temos gaivota,
Guaiamum, boto e siri.
Muita gente contando lorota,
Caranguejo, besouro e tatuí.

No Ano Novo, vinho,
Flores e bastante vela
Seguimos novos caminhos
Uma verdadeira aquarela.

O ar da nossa Atafona
Nos prende cada vez mais.
É terra de gente durona
Onde a alma sempre se refaz.
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Reflexo da decadência do centro de Campos
25/01/2024 | 07h31
O espaço não é grande. Mas por anos e anos recebeu milhares de pessoas. A Mina de Ouro Loterias fechou as portas. Em definitivo. A loja ostenta uma placa de aluguel. Ao lado, uma outra também está igualmente fechada. É o centro de Campos cada vez mais decadente.
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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