É possível a cidade de Campos atrair turistas com o Museu Olavo Cardoso neste estágio? E com o Palácio da Cultura fechado, e com a Lyra de Appolo com a sua sede sucateada?
E pensar que a Prefeitura, na sua estrutura, possui uma Secretaria Municipal de Turismo. Pobre cidade rica, que vai perdendo os seus pontos de referência.
O Museu Olavo Cardoso, que fica na Av. de Setembro, esquina com a rua dos Goytacazes, foi inaugurado em 2006. Está fechado desde 2014. A construção é do final do século XIX. Pelo cenário atual corre o risco de desabar.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) está se empenhando no combate aos abusos dos planos de saúde que têm prejudicado pacientes ao negar atendimento. Recentemente, foi criada na Casa uma CPI para tratar do tema.
Em Brasília, a fisioterapeuta Fabiane Alexandre Simão, líder da associação "Nenhum Direito a Menos", que representa centenas de pacientes, solicitou ao presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, que siga o exemplo do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.
"Os planos de saúde estão violando o direito à saúde e, consequentemente, à vida de nossos filhos, deixando crianças sem tratamento", afirmou Fabiane, que é mãe de Daniel, de 9 anos, que sofre de paralisia cerebral e transtorno do espectro autista.
De acordo com Bacellar, a Alerj, em parceria com o deputado Fred Pacheco, abriu as portas para mães e pais de filhos com deficiência que ficaram desesperados com o cancelamento de contratos, deixando os pacientes sem tratamento.
"Eles têm enfrentado diversos problemas com os frequentes cancelamentos dos planos de saúde. As reclamações incluem falta de reembolso, negação de atendimento e terapias, e extinção de planos de saúde sem aviso prévio. Isso é inaceitável e absurdo", assinala Bacellar.
O presidente da Alerj diz mais:
"Eu sei que muitas pessoas importantes vão se incomodar, mas não fui eleito para me esconder. Estou aqui para lutar ao lado da população que sofre com o descaso dos planos de saúde. Além disso, ameaçam suspender até o atendimento domiciliar, colocando vidas em risco".
A Prefeitura lançou o “Vias Verdes”, que projeta uma Campos mais arborizada. Ocorre que, no próprio anúncio feito pelo poder público, é resguardada a amplitude da iniciativa. O programa prevê uma cidade com mais 2.200 árvores. Mas não assegura tal quantitativo.
Custeado com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA), mas com valores não revelados, o projeto prevê o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica. No papel, mostra-se grandioso.
A cidade precisa investir no verde. Ao longo dos últimos governos, Campos sofreu um esvaziamento na arborização de suas ruas, praças e jardins. Tal cenário pode ser conferido por fotos mais antigas.
A título de ilustração, basta citar a Praça do Santíssimo Salvador. As árvores em seu entorno foram retiradas quando da reforma que passou no início dos anos 2.000. Outras foram plantadas, mas em número menor. E exibindo menos sombra.
A Prefeitura, ao anunciar o “Via Verdes”, deu uma valorizada no projeto. Revelou que as ruas que vão receber as árvores foram decididas “após estudo técnico, a fim de cobrir grande parte da malha urbana”.
O projeto, informa a Prefeitura, se viabilizou “considerando a área de grande circulação de pessoas e de ligação do tráfego de veículos entre as regiões de ambas margens do Rio Paraíba atravessando a cidade em toda sua extensão no sentido oeste-leste e incluindo os principais eixos de ligação entre os diversos bairros”.
Perfumarias à parte, o que o “Vias Verdes” precisa é que as árvores plantadas ganhem irrigação para que não morram como tantas que se vê pela cidade. E que sejam podadas quando necessário. Coisas simples.
Quando a Prefeitura anuncia que reabrirá a Biblioteca Municipal, instalada no Palácio da Cultura, a professora aposentada Maria Amélia Pinto Boynard usa, com lucidez, as redes sociais para uma torcida, que é sua, mas que, sustentada por uma posição crítica, expressa a vontade da população.
Maria Amélia diz esperar que os gestores poupem o dinheiro dos móveis.
Palavras dela:
“Cadê as estantes, as mesas, tudo lindo aos meus olhos de frequentadora? Ainda estão por lá? E o espaço de livros raros? Deus, quanta riqueza! Ainda existirão?”.
Ao pontuar sobre o assunto, Maria Amélia diz estar com saudade do trabalho de Sylvia Paz e do “Seu” Jorge da Paz Almeida zelando pelos livros e móveis.
“Andaram tantos esses livros... Haverá um inventário para conferência do acervo? Tomara que sim”.
Vale dizer que os gastos da Prefeitura, de acordo com o publicado no Diário Oficail, para reabrir a Biblioteca Municipal, vão alcançar R$ 2,9 milhões. É muito dinheiro.
O impedimento imposto pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que possa ser candidato nas eleições do dia 06 de outubro muda os planos de Anthony Garotinho. Ao invés de fazer campanha no Rio, para vereador, ele estará em Campos pedindo votos para o filho Wladimir.
É certo que Garotinho vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele já anunciou tal disposição. Mas é improvável que a decisão adotada pelo TSE, confirmando posição do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que indeferiu o seu registro, seja revertida.
Vale lembrar que, nas eleições de 2018, Anthony Garotinho não pôde concorrer ao governo do estado, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele foi declarado inelegível e não reverteu a sentença junto ao STF.
Lembre-se que o registro da candidatura de Anthony Garotinho foi indeferido por conta de condenação por ato doloso de improbidade administrativa, com danos ao erário e enriquecimento ilícito de terceiros.
Na época, ao declarar a inelegibilidade e desprover o recurso apresentado por Garotinho contra o indeferimento do registro de sua candidatura, o TSE proibiu o partido (PRP) e a coligação de repassar novos recursos à campanha dele. Era o fim do seu projeto de voltar a se eleger governador.
Jocymar Machado, o Cymar do Gás, como é conhecido, ganha a vida fazendo um trabalho duro em que é indispensável a força física e a sua voz, ele que chama os clientes no grito, anunciando "ooolhaa o gáaaas!!!".
Jocymar tem 55 anos, 28 dos quais dedicados à venda de gás em domicílio. É uma figura querida junto aos clientes.
A professora e escritora Arlete Sendra publicou, nas redes sociais há algum tempo, essa crônica, que repasso aqui. Vale a leitura:
Hoje me aconteceu algo muito curioso. Estou na Livraria Leitura, vendo as prateleiras, quando uma jovem senhora, que me olhava, insistentemente, perguntou assim:
— Quantos anos a senhora tem?
Estranhei a pergunta. Mas respondi:
— Varia muito. As vezes tenho 30 anos; às vezes tenho 45. Depende de uma série de fatores. E circunstâncias. Hoje não passo de 25.
Eu disse mais:
— Posso afirmar para a senhora que ainda não cheguei aos 60. E a senhora, quantos anos tem? A perplexidade dela era absolutamente perceptível. Olhou para mim e saindo devagar me disse:
— A senhora é uma mulher muito esquisita!
Estranho, não é? Ela queria saber minha idade de cartório?
É prática, nos jornais, escrever com antecedência, ou seja, antes da morte, o necrológico de alguém que seja notícia, e que esteja com sérios problemas de saúde.
Assim é que, Aluysio Barbosa, diretor do jornal Folha da Manhã, comovido, chamou o jornalista Péris Ribeiro na redação e informou-lhe que o estado de saúde da colunista Ângela Bastos era dos mais graves.
Os dois amigos chegam às lágrimas. Aluysio, dizendo-se sem condições emocionais, pede a Péris que, mesmo à base do sacrifício, escreva o necrológio de Ângela.
O material fica pronto. Mas, como que por milagre, Ângela Bastos se recupera. E sob um clima de festa, dias depois estava de volta à redação.
Quanto ao necrológio, emoldurou pelos seus restos de dias de vida o apartamento da jornalista. Ângela Bastos, em que pese ter a saúde debilitada, veio a falecer só tempos depois, no ano de 2007.
Muito se especulou sobre possíveis dificuldades da Delegada Madeleine em transitar nas áreas violentas da cidade durante as suas caminhadas políticas.
Mas, ao que tudo indica, ela não terá dificuldades. Nos últimos dias a Delegada Madeleine caminhou pelo Parque Santa Clara, em Guarus, e foi bem recebida pela população.
“Quem apostou contra queimou a língua. O povo me recebeu de braços abertos”, publicou a Madeleine em sua rede social.