Sindicato realizará ato em Campos da Campanha Nacional dos Bancários
17/06/2024 | 15h53
O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região, realizará nesta terça-feira (18), um ato pelas ruas centrais da cidade de Campos dando o pontapé inicial na Campanha Nacional dos Bancários, que dá início às negociações do Comando Nacional dos Bancários, grupo que representa bancárias e bancários de todo o Brasil com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)

Na terça-feira (18) haverá a entrega da minuta de reivindicações que servirá de base à Campanha Nacional 2024 para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. O documento foi construído a partir de diversas conferências estaduais e regionais em todo o país. Também foram consideradas as informações coletadas na Consulta Nacional dos Bancários, realizada com mais de 46 mil bancárias e bancários de todo o país. A minuta foi aprovada por mais de 95% da categoria, em assembleias feitas por bases sindicais.

Entre as prioridades, na campanha deste ano, estão o fim de cobranças excessivas para o cumprimento de metas, a defesa dos empregos diante dos avanços tecnológicos no setor financeiro e reajuste composto por inflação mais aumento real de 5% (INPC na data-base).

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região esteve presente na 26ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em São Paulo nos dias 7, 8 e 9 de junho, levando as reivindicações da sua base, e tem estado atento ao movimento de fechamento de agências e demissão de funcionários na região, fator que impacta o bom atendimento prestado aos clientes que, são obrigados a enfrentarem longas filas e aguardarem horas no atendimento, além da sobrecarga de trabalho aos bancários que estão nas agências.

O presidente da entidade, Rafanele Alves Pereira, ressaltou a importância da campanha para entregar aos banqueiros as demandas da categoria. “Estamos atentos aos interesses da categoria, à saúde e ao endividamento dos bancários e agora vamos transmitir isso para a nossa base, porque como o nosso slogan diz: o futuro se faz juntos! Vamos fazer uma brilhante campanha e alcançar nossos objetivos”, finalizou.

O ato pretende percorrer as ruas do centro financeiro da cidade.
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Palpites que mudaram manchetes de O Globo
16/06/2024 | 12h52
Milton Coelho da Graça, jornalista, morreu aos 90 anos, vítima de Covid-19. Carioca, ele se formou em Economia e Direito, mas seguiu a sua paixão e optou pelo jornalismo.
A carreira foi iniciada no "Diário Carioca". Mas Milton passou por "Última Hora" e "O Globo", além de revistas como "Isto É", "Quatro Rodas", "Placar" e "Playboy".
Milton Coelho da Graça era um contador de histórias. Muitas envolvendo ele próprio. Confiram uma delas:
"Em 1982 eu era editor-chefe de O Globo e quando chegava às 20h começava a preparar a 1ª página. Nesse momento, um contínuo do jornal, apelidado de Cigarrinho — um mulato alto, magricela, sempre com um cigarro no canto da boca — chegava sorrateiramente à minha sala.
Tomava cuidado para não incomodar e ficava recostado à parede, atrás de mim, vendo o que eu fazia.
Quando eu terminava de fazer a manchete ele delicadamente, algumas vezes, me interrompia e dizia:
— Seu Milton! Essa manchete não vai vender lá na Baixada. O povo de lá não vai entender nada disso.
Por conta das peruadas do contínuo já mudei manchetes".
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Revitalização do Centro Histórico de Campos não inclui a Lyra do Apollo
15/06/2024 | 09h08
A revitalização do Centro Histórico de Campos está na pauta do governo Wladimir Garotinho. Uma visita técnica motivada por ações para recuperar a área foi feita na manhã de terça-feira (11). Envolveu representantes de vários órgãos municipais.
O que chama a atenção, na visita, é que o estágio atual do prédio da Lyra do Apollo foi ignorado. Isto quer dizer que um dos principais cartões postais do Centro Histórico deve continuar como está, ou seja, desfigurado por conta de um incêndio que sofreu em 1990.
O secretário de Obras e Infraestrutura, Fabrício Ribeiro, pontuou as intervenções que a pasta tem feito na área. Falou do reparo das calçadas, reposição das pedras portuguesas, das placas de granito no piso e nos totens. Mas não sinalizou uma intervenção na sede da corporação musical.
POLUIÇÃO SONORA
Afora ignorar o deplorável estado da Lyra de Appolo, os integrantes da comissão que estiveram no Centro Histórico não atentaram para um problema que minimiza o desejo de muita gente em freqüentar o comércio da área: as caixas de som em portas de loja, com alto volume.
A poluição é forte e haja disposição para percorrer o comércio com as caixas sonoras se rivalizando no volume em portas de óticas, farmácias e lojas de eletrodomésticos. É um som alto e com músicas de péssimo gosto. A tarefa para coibir é da Divisão de Postura.
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Músico de Campos toca piano em loja no centro do Rio e faz sucesso
14/06/2024 | 08h15
Nos anos 50 e 60, com a cidade de Campos registrando uma vida social intensa, o jovem maestro, compositor e instrumentista Anoeli Maciel marcava presença em muitos eventos.
Anoeli tocava piano em casamentos e diferentes festas. No Clube de Regatas Saldanha da Gama — localizado onde hoje é o Campos Shopping — animava os bailes, chamados de “convívio” e "Chá de Regatas".
Estima-se que, ao longo da sua trajetória, Anoeli Maciel, que faleceu em 2005, tenha composto mais de 100 músicas. Várias foram premiadas em concursos e festivais.
Na trajetória musical de Anoeli ocorreu um fato interessante, que vale o relato aqui. Em fins dos anos 50, surgiu, no mercado, o que seria precursor dos sintetizadores — o Solo Vox.
Anoeli Maciel vai ao Rio de Janeiro, então capital do país, adquirir a “nova sensação”. Ao chegar à loja especializada na venda de instrumentos musicais, dá de cara com um piano e, sem a menor cerimônia, começa a tocar.
Quanto mais tocava, mais gente parava na porta da loja para assistir ao show. Mesmo porque o Rio daqueles tempos respirava cultura.
Ao final da apresentação espontânea, o dono da loja, prevendo lucros futuros, de cara oferece ao pianista um emprego. A recusa de Anoeli foi imediata:
— Não, muito obrigado. Vim apenas comprar um Solo Vox. Volto para Campos hoje ainda.
Comprou e voltou.
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Deputado Rodrigo Bacellar é recebido por Jair Bolsonaro em Brasília
13/06/2024 | 08h21
Presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) e do União Brasil no Estado do Rio de Janeiro, o deputado campista Rodrigo Bacellar se projeta na política estadual, ganhando força como liderança de uma sigla poderosa no plano nacional.

O poder de articulação de Rodrigo Bacellar conta, inclusive, com o reconhecimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, manifestado em um encontro que os dois mantiveram em Brasília, na segunda-feira (10), quando dialogaram sobre diversos temas.

Mas, convencido de que política se faz com diálogo, e sem radicalismo, Bacellar mantém, no comando da Assembleia Legislativa, relação aberta com bolsonaristas e com lulistas, comportamento que lhe valeu votos dos dois lados quando foi eleito presidente.

Assim é que, na condução da Mesa-Diretora, Bacellar admite pautar a sua relação com todo o parlamento sem radicalizar. “Existem matérias que estão acima de ideologias”, tem dito o deputado.
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Abandono pela Prefeitura do Museu Olavo Cardoso
12/06/2024 | 08h45

É possível a cidade de Campos atrair turistas com o Museu Olavo Cardoso neste estágio? E com o Palácio da Cultura fechado, e com a Lyra de Appolo com a sua sede sucateada?
E pensar que a Prefeitura, na sua estrutura, possui uma Secretaria Municipal de Turismo. Pobre cidade rica, que vai perdendo os seus pontos de referência.
O Museu Olavo Cardoso, que fica na Av. de Setembro, esquina com a rua dos Goytacazes, foi inaugurado em 2006. Está fechado desde 2014. A construção é do final do século XIX. Pelo cenário atual corre o risco de desabar.
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Casas abandonadas em Campos usam cães para vigiá-las
11/06/2024 | 08h11

Cenário que não é tão raro em Campos: cachorro tomar conta de casa inabitada, com o quintal tomado pelo mato.
Vale dizer que o cão, isolado, sobretudo em um ambiente inóspito, pode apresentar alterações comportamentais, como agitação, ansiedade e estresse.
Esse tipo de situação leva a problemas como feridas por lambidas excessivas, latidos e baixa imunidade, o que pode acarretar outras complicações.
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Deputado Rodrigo Bacellar se empenha contra os abusos dos planos de saúde
10/06/2024 | 09h16
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) está se empenhando no combate aos abusos dos planos de saúde que têm prejudicado pacientes ao negar atendimento. Recentemente, foi criada na Casa uma CPI para tratar do tema.

Em Brasília, a fisioterapeuta Fabiane Alexandre Simão, líder da associação "Nenhum Direito a Menos", que representa centenas de pacientes, solicitou ao presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, que siga o exemplo do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

"Os planos de saúde estão violando o direito à saúde e, consequentemente, à vida de nossos filhos, deixando crianças sem tratamento", afirmou Fabiane, que é mãe de Daniel, de 9 anos, que sofre de paralisia cerebral e transtorno do espectro autista.

De acordo com Bacellar, a Alerj, em parceria com o deputado Fred Pacheco, abriu as portas para mães e pais de filhos com deficiência que ficaram desesperados com o cancelamento de contratos, deixando os pacientes sem tratamento.

"Eles têm enfrentado diversos problemas com os frequentes cancelamentos dos planos de saúde. As reclamações incluem falta de reembolso, negação de atendimento e terapias, e extinção de planos de saúde sem aviso prévio. Isso é inaceitável e absurdo", assinala Bacellar.
O presidente da Alerj diz mais: 
"Eu sei que muitas pessoas importantes vão se incomodar, mas não fui eleito para me esconder. Estou aqui para lutar ao lado da população que sofre com o descaso dos planos de saúde. Além disso, ameaçam suspender até o atendimento domiciliar, colocando vidas em risco".
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Prefeitura anuncia projeto de plantio de árvores, sem revelar custo
08/06/2024 | 09h56
A Prefeitura lançou o “Vias Verdes”, que projeta uma Campos mais arborizada. Ocorre que, no próprio anúncio feito pelo poder público, é resguardada a amplitude da iniciativa. O programa prevê uma cidade com mais 2.200 árvores. Mas não assegura tal quantitativo.

Custeado com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA), mas com valores não revelados, o projeto prevê o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica. No papel, mostra-se grandioso.

A cidade precisa investir no verde. Ao longo dos últimos governos, Campos sofreu um esvaziamento na arborização de suas ruas, praças e jardins. Tal cenário pode ser conferido por fotos mais antigas.

A título de ilustração, basta citar a Praça do Santíssimo Salvador. As árvores em seu entorno foram retiradas quando da reforma que passou no início dos anos 2.000. Outras foram plantadas, mas em número menor. E exibindo menos sombra.

A Prefeitura, ao anunciar o “Via Verdes”, deu uma valorizada no projeto. Revelou que as ruas que vão receber as árvores foram decididas “após estudo técnico, a fim de cobrir grande parte da malha urbana”.

O projeto, informa a Prefeitura, se viabilizou “considerando a área de grande circulação de pessoas e de ligação do tráfego de veículos entre as regiões de ambas margens do Rio Paraíba atravessando a cidade em toda sua extensão no sentido oeste-leste e incluindo os principais eixos de ligação entre os diversos bairros”.

Perfumarias à parte, o que o “Vias Verdes” precisa é que as árvores plantadas ganhem irrigação para que não morram como tantas que se vê pela cidade. E que sejam podadas quando necessário. Coisas simples.
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Cadê a mobília e os livros da Biblioteca Municipal de Campos?
07/06/2024 | 07h33

Quando a Prefeitura anuncia que reabrirá a Biblioteca Municipal, instalada no Palácio da Cultura, a professora aposentada Maria Amélia Pinto Boynard usa, com lucidez, as redes sociais para uma torcida, que é sua, mas que, sustentada por uma posição crítica, expressa a vontade da população.
Maria Amélia diz esperar que os gestores poupem o dinheiro dos móveis.
Palavras dela:
“Cadê as estantes, as mesas, tudo lindo aos meus olhos de frequentadora? Ainda estão por lá? E o espaço de livros raros? Deus, quanta riqueza! Ainda existirão?”.
Ao pontuar sobre o assunto, Maria Amélia diz estar com saudade do trabalho de Sylvia Paz e do “Seu” Jorge da Paz Almeida zelando pelos livros e móveis.
“Andaram tantos esses livros... Haverá um inventário para conferência do acervo? Tomara que sim”.
Vale dizer que os gastos da Prefeitura, de acordo com o publicado no Diário Oficail, para reabrir a Biblioteca Municipal, vão alcançar R$ 2,9 milhões. É muito dinheiro.
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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