Quem cresceu e quem caiu
30/03/2020 | 16h21
A Cielo, registrou, na semana passada, um aumento de 21% nas operações de cartões de crédito e de débito nos supermercados, bem como um crescimento de 17% nas farmácias. Já no segmento de bares e restaurantes houve queda de impressionantes 67%.
Fonte: Ancelmo Gois - O Globo
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Demissão em massa no Cirque du Soleil
27/03/2020 | 18h06
Em função dos cancelamentos das apresentações em virtude da pandemia do coronavírus, o Cirque du Soleil demitiu 4.500 colaboradores, o equivale a 95% de sua força de trabalho. A companhia canadense, mais famosa empresa circense do mundo, cogita pedir falência.
Fontes: O Globo e Exame
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Governo Federal pagará 3 meses de salários para bares e restaurantes
26/03/2020 | 19h16
Segundo o jornalista Lauro Jardim, que publicou aqui nota a respeito, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma Medida Provisória que liberará R$ 36 bilhões do FAT para que bares e restaurantes possam pagar integralmente até 3 meses de salários de seus funcionários, limitados ao valor de R$ 3 mil por funcionário, por mês. Salários acima de R$ 3 mil teriam menores benefícios.
É uma ótima medida do governo em apoio a esses estabelecimentos, em virtude do confinamento gerado pela pandemia do coronavírus. A Medida Provisória ainda contempla adiamentos de pagamento de impostos e contribuições. A conferir.
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O valor estratégico da ajuda ao trabalhador
26/03/2020 | 15h12
O VALOR ESTRATÉGICO DA AJUDA AO TRABALHADOR!
* Antonio Carlos Pereira
Mais do que questão humanitária, proteger o poder de compra das famílias tornará menos difícil o início da recuperação quando a tormenta amainar.
Socorrer o trabalhador é muito mais que uma questão de humanidade. É uma exigência, também, do mais prosaico espírito prático. Ao proteger o poder de compra das famílias, o governo tornará menos difícil o início da recuperação, quando a tormenta amainar. O ministro da Economia, Paulo Guedes, mencionou formas de proporcionar alguma renda ao assalariado quando houver suspensão do contrato. O governo poderá garantir um quarto do salário normal ou até um terço. Será uma compensação parcial do corte imposto pela empresa, segundo explicou numa entrevista ao Estado, publicada ontem. Faltou algo desse tipo – uma regra de remuneração – na Medida Provisória 927, revogada parcialmente, na segunda-feira, horas depois de publicada.
A omissão foi um esquecimento, explicou o ministro, e o presidente da República, segundo ele, se queixou com razão de ter apanhado dos críticos por causa disso. Mas o drama dos trabalhadores, nesta crise, vai muito além da suspensão de contratos e de redução de salários. Muitos já estavam desempregados quando o coronavírus desembarcou no Brasil. Quase nada foi feito no ano passado para reduzir o desemprego.
Além disso, em 2019 cresceu a fila de espera do programa Bolsa Família. O governo estreitou a porta de ingresso a partir de maio, condenando ao relento cerca de 1,5 milhão de famílias. Agora o Executivo promete ampliar o número de beneficiários, como parte da estratégia anticrise. Mas essa gente já estava à espera antes da crise.
Quando o vírus começou a assustar o mundo, o Brasil tinha cerca de 11,6 milhões de desocupados e 26,2 milhões de pessoas subutilizadas (desempregadas, subempregadas, desalentadas e distantes de qualquer oportunidade na chamada força de trabalho potencial).
Ao ser atingido pela epidemia, o País já estava, portanto, muito debilitado, em situação muito parecida com a de um doente desassistido ou mal assistido. Os números do varejo comprovam essa condição. Em janeiro, o comércio varejista vendeu 1% menos que em dezembro, recuando pelo segundo mês consecutivo. Foi o pior janeiro desde 2016 (-2,6%), quando o Brasil entrava no segundo ano da última recessão. O volume vendido aumentou 1,8% em 12 meses, mas o movimento diminuiu na passagem de 2019 para 2020. A média móvel trimestral caiu 0,4% no período encerrado em janeiro, em mais uma prova dos efeitos das más condições de emprego e renda. Os últimos números foram divulgados ontem pelo IBGE.
A fraqueza do comércio varejista combina com o baixo dinamismo da indústria. Com aumento de 0,9% em janeiro, a produção industrial ficou longe de retornar ao nível de outubro, anterior à queda de 2,4% nos dois meses seguintes. Mas, além da modesta expansão do volume produzido, os dados de janeiro trouxeram pelo menos um detalhe animador. O avanço em 13 dos 15 locais cobertos pela pesquisa foi o mais disseminado desde junho de 2018, quando a indústria começou a superar o impacto da paralisação desastrosa dos caminhoneiros.
Mesmo sem a crise desatada pelo coronavírus, já seria difícil desemperrar os negócios, com as condições externas desfavoráveis e um mercado interno travado pelo desemprego. Com muita ociosidade, a indústria poderia responder à demanda maior sem necessitar de investimentos iniciais. Mas faltaria o primeiro impulso. Esse impulso dificilmente virá de reformas ainda em tramitação ou nem apresentadas. Mas o desafio será muito maior se os efeitos da nova crise tornarem o quadro muito pior do que era antes do vírus.
Novos danos serão inevitáveis, até por causa de medidas necessárias, como a quarentena. Dificuldades muito maiores serão evitadas, se o governo garantir algum poder de compra às famílias, com medidas como liberação do FGTS, complementação salarial, seguro-desemprego e distribuição eficiente do Bolsa Família. A liberação de R$ 1,2 trilhão para o sistema financeiro, pelo Banco Central, foi um passo notável e um exemplo de eficiência para o Executivo. Mas é preciso, desde já, evitar um empobrecimento maior de dezenas de milhões de pessoas.
* Diretor de Opinião - O Estado de S. Paulo
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Serviço essencial
25/03/2020 | 10h55
As medidas de combate à proliferação do coronavírus incluem o fechamento de diversos tipos de estabelecimentos. Alguns seletos, porém, são mantidos abertos em função de serem serviços essenciais à população. Entre esta categoria estão as bancas de jornais e revistas.
Por levarem informações essenciais à população, elas foram mantidas abertas em países com grave foco da doença, como Itália e Espanha. Também estão abertas na França e em Portugal. Em São Paulo, a cidade e o estado de São Paulo editaram decretos neste sentido, como pode ser visto abaixo:
- Estado de São Paulo: DECRETO Nº 64.881, DE 22 DE MARÇO DE 2020 (Art 2º, item 3, excetua as bancas de jornal);
- Município de São Paulo: PORTARIA CONJUNTA SGM/SMS/SMDET nº 08, DE 19 DE MARÇO DE 2020 (Art. 2º, inciso l, excetua as bancas de jornais e revistas);
Cumpre ressaltar que como suporte à atividade de comunicação houve ainda a edição do decreto presidencial (Decreto nº 10.228, de 22 de março de 2020), que definiu o trabalho da imprensa como essencial durante o período da crise.
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Efeito coronavírus
24/03/2020 | 13h43
Mesmo com a queda de preços, em função da grande queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional, o movimento dos postos de combustíveis despencou. De sexta-feira (20/03) a domingo (22/03), a queda do consumo de gasolina foi de 47%, enquanto de etanol foi de 44%. Com a quarentena, os veículos quase não saem das garagens.
Fonte: Ancelmo Gois - O Globo
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Morreu Paulo Vitor
22/03/2020 | 02h05
Faleceu ontem à noite, de parada cardíaca, no Hospital Ferreira Machado, Paulo Vitor Côrtes Lopes, aos 49 anos. Paulo Vitor, ou PV, ou Aranha para os mais próximos, era um profissional de educação física e conhecido professor de natação da cidade, com passagem pelos principais clubes e pela Secretaria de Esportes da Prefeitura de Campos.
Desde novo, Paulo Vitor sempre levou jeito para esportes, fazendo deles um hábito de vida pessoal e profissional, se formando em Educação Física pela Gama Filho. Jogou bem futebol, a nível amador, até ter problemas físicos, ainda novo, nos joelhos.
Ele gostava também de surfar e de pedalar, mas foi na natação que Paulo Vitor se encontrou, tendo ensinado gerações de campistas a nadar, possuindo um jeito especial com as crianças. Era torcedor apaixonado do Fluminense, como toda a sua família. 
O conheci quando era adolescente, pouco depois de conhecer o seu irmão, o hoje competente cirurgião buco-maxilo-facial Luiz Rodrigo Côrtes, que estudou comigo no antigo 2º grau (atualmente chamado de ensino médio), no falecido Colégio PA, cujo imóvel hoje abriga o Edifício Absoluto.
Mais velho, Paulo Vitor era nossa inspiração e referência em várias áreas. Era nosso ídolo no futebol, do qual, depois, acabou virando parceiro de time. Era quem comandava as rodinhas de música com violão, especialmente nos verões de Atafona, embora tocasse as mesmas músicas manjadas de pop rock e MPB.
Nas peladas da finada AABB, que era uma instituição ícone no final da década de 80 e início da década de 90, cada um, adolescentes que eram, assumia o nome de um jogador do seu clube, em inglês. Um certo dia joguei no gol e fui chamado de Bird Richard, nossa "tradução" para o goleiro Ricardo Pinto. Com seu inglês macarrônico, Paulo Vitor passou a me chamar de Bori, apelido que ficou por um tempo.
Paulo Vitor foi quem primeiro casou, com Janaína Macedo, hoje ex-esposa, com quem teve dois lindos filhos, Paulo Vitor Filho e Luisa Macedo. Foi um grande parceiro de muitos verões, muitos carnavais, muitas aventuras, comuns à adolescência e à juventude, e algumas "roubadas", umas que eu o coloquei e outras que ele me colocou. Mas em todas esteve sempre junto, até o final.
Ele era dono de um coração puro, sempre bastante calmo. O tempo se encarregou de nos afastar no dia a dia e com o passar dos anos nos encontrávamos pouco, cada um com as suas atividades, com a sua família. São os caminhos que, às vezes, nos levam a perder o contato com os amigos que amamos como irmãos, embora o sentimento fique intocado.
O velório será realizado na Capela do Caju e o enterro no Cemitério do Caju, com todas as restrições impostas pela pandemia do coronavírus, em especial cuidado aos seus pais, Tios Iran e Beth. Transmito aqui os meus sentimentos a eles, aos filhos de Paulo Vitor, a Luiz Rodrigo e a todos os demais familiares.
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Onde a Itália errou
21/03/2020 | 16h39
Enquanto o presidente do Brasil segue mostrando toda a sua incapacidade e total falta de preparo para liderar o país em um momento de grave crise mundial, subestimando continuamente a pandemia do coronavírus, a Itália segue contando, de forma exponencial, os seus mortos.
Somente hoje foram anunciadas 793 mortes nas últimas 24 horas na Itália, elevando para 4.825 o número de mortos pelo coronavírus. Um infeliz recorde mundial. Especialistas e pesquisas apontam que o grande erro dos italianos foi subestimar a ameaça, exatamente como o presidente bem fazendo. Para o bem dos brasileiros, o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta tem outra postura e vem fazendo belo trabalho.
Pesquisas feitas pelo instituto Ipsos na Itália, comprovam o alto preço da subestimação do coronavírus. Em um levantamento feito, no final de fevereiro, 80% dos italianos acreditavam fortemente que a mídia exagerava no impacto da doença.
Sem tomar as devidas precauções, a pandemia explodiu na Itália, matando milhares. Em uma pesquisa feita duas semanas depois, somente 29% ainda acreditavam no exagero da mídia. Na mesma comparação entre as pesquisas, antes 26% acreditavam no poder apocalíptico do vírus, contra 84% depois.
Fontes: Radar - Veja e Estadão
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Capa do dia
21/03/2020 | 15h34
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Paraná Pesquisas: Eduardo Paes lidera para prefeito do Rio
20/03/2020 | 18h51
O Instituto Paraná Pesquisas divulgou uma pesquisa feita para a Prefeitura do Rio, com dados colhidos entre 14 e 19 de março. O ex-prefeito Eduardo Paes lidera com folga. O atual prefeito, cujo mandato é um desastre, está em terceiro. Clarissa Garotinho aparece apenas em sétimo. Veja os números na pesquisa estimulada:
Eduardo Paes (DEM) - 27,9%
Marcelo Freixo (PSOL) - 13,4%
Marcelo Crivella (REP) - 12,3%
Martha Rocha (PDT) - 10,1%
Benedita da Silva (PT) - 4,3%
Eduardo Bandeira de Melo (REDE) - 3,6%
Clarissa Garotinho (PL) - 2,2%
Rodrigo Amorim (PSL) - 1,3%
Gloria Heloiza (PSC) - 1,1%
Fred Luz (NOVO) - 0,9%
Mariana Ribas (PSDB) - 0,8%
Paulo Rabello de Castro (PSC) - 0,7%
Marcelo Calero (CID) - 0,5%
Foram entrevistados 910 eleitores do município do Rio de Janeiro de 14 a 19 de março de 2020. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 3,5%. O levantamento está registrado no Conselho Regional de Estatística da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª Região sob o nº 3122/19 e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº RJ- 02928/2020.
Fontes: Radar - Veja e Poder 360
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Christiano Abreu Barbosa

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