Leão XIV: sem pressa e como o Bom Samaritano, ter compaixão e parar para ajudar o próximo
28/05/2025 | 15h55
Papa Leão XIV
Papa Leão XIV / Vatican Media
Nesta quarta-feira (28), cerca de 40 mil fiéis ouviram o Papa Leão XIV meditar sobre as parábolas do Evangelho, uma forma para “nos abrirmos à esperança. A falta de esperança, por vezes, deve-se ao fato de estarmos fixados numa certa forma rígida e fechada de ver as coisas, e as parábolas nos ajudam a vê-las de outro ponto de vista", disse o Pontífice logo no início da sua reflexão.
O Bom Samaritano
A parábola usada desta vez por Leão XIV foi uma das mais famosas de Jesus, aquela do Bom Samaritano, quando um doutor da Lei que, centrado em si mesmo e sem se preocupar com os outros, interrogou Jesus sobre quem é o “próximo” a quem deve amar. O Senhor procura mudar a ótica contando a parábola que “é uma viagem para transformar a questão”: não se deve perguntar quem é o próximo, mas fazer-se próximo de todos os que necessitam.
O cenário da parábola é: "o caminho percorrido por um homem que desce de Jerusalém, a cidade sobre o monte, para Jericó, a cidade abaixo do nível do mar", um caminho “difícil e intransitável, como a vida”, disse o Papa Leão. Durante o percurso, aquele homem “é atacado, espancado, roubado e deixado meio morto”. Uma experiência vivida diariamente, quando nos encontramos com o outro, com a sua fragilidade, e podemos decidir cuidar das suas feridas ou passar longe: "A vida é feita de encontros, e nesses encontros nos revelamos quem somos. Encontramo-nos perante o outro, perante a sua fragilidade e a sua fraqueza e podemos decidir o que fazer: cuidar dele ou fingir que nada acontece”.
A compaixão é uma questão de humanidade
Um sacerdote e um levita, que “vivem no espaço sagrado”, passam, os dois, pelo mesmo caminho. Porém, “a prática do culto não leva automaticamente à compaixão”, recorda o Santo Padre, porque "antes de ser uma questão religiosa, a compaixão é uma questão de humanidade! Antes de sermos crentes, somos chamados a ser humanos".
Muitas vezes a pressa, que é presente em nossas vidas diariamente, também pode nos impedir de experimentar a compaixão, que deve ser expressa com gestos concretos. "Aquele que pensa que a sua própria viagem deve ter prioridade não está disposto a parar por um outro", alertou o Pontífice, diversamente do samaritano que se fez próximo daquele que estava ferido.
"Este samaritano para simplesmente porque é um homem perante um outro homem que precisa de ajuda. A compaixão é expressa através de gestos concretos. O evangelista Lucas detém-se nas ações do samaritano, a quem chamamos 'bom', mas que no texto é simplesmente uma pessoa: o samaritano se aproxima, porque se se quer ajudar alguém não se consegue pensar em manter a distância, é preciso envolver-se, sujar-se, talvez contaminar”.
O Bom Samaritano toma conta dele, “porque realmente se ajuda quem está disposto a sentir o peso da dor do outro”, ressalta Leão XIV, porque “o outro não é um pacote para ser entregue, mas alguém para cuidar”. Como Jesus continua fazendo conosco, assim devemos fazer com nossos irmãos necessitados de auxílio:
“Queridos irmãos e irmãs, quando é que nós também seremos capazes de parar a nossa viagem e ter compaixão? Quando compreendermos que aquele homem ferido na estrada representa cada um de nós. E então a recordação de todas as vezes que Jesus parou para cuidar de nós, vai nos tornar mais capazes de sentir compaixão. Rezemos, então, para que possamos crescer em humanidade, para que as nossas relações sejam mais verdadeiras e ricas em compaixão”.
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Leão XIV tomou posse da cátedra do Bispo de Roma
26/05/2025 | 16h57
Papa Leão XIV
Papa Leão XIV / Vatican News
Na tarde desse domingo (25), o Santo Padre Leão XIV, realizou um dos gestos mais marcantes no início de pontificado de um Papa: a tomada de posse da Cátedra do Bispo de Roma na Basílica de São João de Latrão.
No início da celebração eucarística, o vigário do Papa para a Diocese de Roma, card. Baldassare Reina, expressou a alegria da Igreja por este momento. O Papa sentou-se então na cátedra e uma representação da Igreja romana prestou a ele obediência.
A “cátedra” é a sede fixa do bispo, na igreja mãe de uma diocese e vem daí o nome “catedral”. A palavra significa "cadeira", símbolo da autoridade e doutrina evangélica que o bispo, como sucessor dos Apóstolos, é chamado a preservar e transmitir à comunidade cristã.
Roma é considerada sede da cátedra de Pedro porque foi nesta cidade que ele concluiu a sua vida terrena com o martírio. Mais que um trono, representa o serviço e a unidade da Igreja sob a condução do Sucessor de Pedro. Leão XIV no início da sua homilia ressaltou o seguinte:
"A Igreja de Roma é herdeira de uma grande história, enraizada no testemunho de Pedro, de Paulo e de inúmeros mártires, e tem uma única missão, muito bem expressa pelo que está escrito na fachada desta Catedral: ser Mater omnium Ecclesiarum, Mãe de todas as Igrejas”.
Em seguida, a referência foi o Papa Francisco, que com frequência convidava a meditar sobre a dimensão materna da Igreja e sobre as características que lhe são próprias: a ternura, a disponibilidade ao sacrifício e a capacidade de escuta que permite não só socorrer, mas muitas vezes prover às necessidades e às expectativas, antes mesmo que sejam manifestadas.
"Estes são traços que desejamos que cresçam em todo o povo de Deus, e também aqui, na nossa grande família diocesana: nos fiéis e nos pastores, a começar por mim", expressou o Papa.
Leão XIV se inspirou nas leituras da missa para afirmar que todo desafio no anúncio do Evangelho deve ser enfrentado com escuta da voz de Deus e diálogo; que a comunhão se constrói, em primeiro lugar, “de joelhos”, na oração e num compromisso contínuo de conversão.
"E é exatamente assim: somos tanto mais capazes de anunciar o Evangelho quanto mais nos deixamos conquistar e transformar por ele, permitindo que a força do Espírito nos purifique no íntimo, torne simples as nossas palavras, honestos e transparentes os nossos desejos, generosas as nossas ações”.
O Santo Padre manifestou apreço pelo exigente caminho que a Diocese de Roma está percorrendo nestes anos para acolher os seus desafios, dedicando-se sem reservas a projetos corajosos e assumindo riscos, mesmo diante de cenários novos e desafiadores. Neste Jubileu do ano de 2025, tem se esforçado para receber os peregrinos como “um lar de fé”.
"Quanto a mim, expresso o desejo e o compromisso de entrar neste vasto canteiro, colocando-me, na medida do possível, à escuta de todos, para aprender, compreender e decidir juntos: ‘para vós sou Bispo, convosco sou cristão’, como dizia Santo Agostinho. Peço que me ajudem a fazê-lo num esforço comum de oração e caridade”.
Na sua conclusão, Leão XIV manifestou seu carinho por sua nova família diocesana, com um desejo de partilhar com ela alegrias e dores, cansaços e esperanças. "Também eu lhes ofereço 'o pouco que tenho e que sou'", afirmou, citando as palavras do Beato João Paulo I na mesma ocasião em 1978. E confiou todos à intercessão dos Santos Pedro e Paulo e "de tantos outros irmãos e irmãs, cuja santidade iluminou a história desta Igreja e as ruas desta cidade. Que a Virgem Maria nos acompanhe e interceda por nós".
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Projeto na Alerj quer proibir atendimento a bebês reborn em órgãos públicos
23/05/2025 | 13h14
Bebê reborn
Bebê reborn / Divulgação
Por Pedro Henrique Figueiredo e Rafael Khenaifes
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) analisa criar um projeto de lei para proibir o atendimento desses bebês nos serviços de saúde e outros importantes para a sociedade. Depois do Pe. Chrystian Shankar ter viralizado com vídeos engraçados sobre o caso bebês reborns, a Dra. Ana Cristina ainda comenta sobre o assunto. Ele é famoso nas redes sociais por vídeos engraçados e missas animadas.
Um Projeto de Lei da Assembleia Legislativa do Rio visa proibir o atendimento aos bebês reborn nos serviços públicos do estado, como hospitais, escolas e delegacias. Após a polêmica do assunto ganhar repercussão, a psiquiatra Ana Cristina Abreu Mendes, de Campos, apontou os danos a saúde ao tratar bonecos como pessoas.
A proibição prevista no PL se aplica a serviços como atendimentos médicos, expedição de documento em órgãos públicos, registro de ocorrência por crime contra a integridade física ou moral dos bebês reborn e matrículas em escolas ou creches estaduais. Pessoas portando as bonecas também não terão direito a espaços exclusivos ou preferenciais.
A doutora Ana Cristina explicou que cada mulher tem sua especificidade.
"Não temos como dar diagnósticos nem dizer que esse fenômeno se trata de uma patologia com critérios diagnósticos descritos, porém é claro que essas mulheres têm dores e traumas não tratados. Cada uma deve ter uma avaliação individual. Acho que nem a igreja e nem o poder público pode dar incentivo a esse tipo de insanidade”, ponderou.
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Leão XIV faz sua primeira nomeação de uma mulher na Cúria
22/05/2025 | 14h51
Ir. Tiziana Merletti é Doutora em Direito Canônico
Ir. Tiziana Merletti é Doutora em Direito Canônico / Divulgação
O Santo Padre, o Papa Leão XIV, fez a primeira nomeação de uma mulher na Cúria. A Ir. Tiziana Marletti, que será secretária do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedade de Vida Apostólica.
Este departamento do Vaticano cuida dos religiosos em todo o mundo, foi o primeiro na Cúria a ser chefiado por uma mulher. O Papa Francisco nomeou a Ir. Simona Brambilla em janeiro deste ano (2025), substituindo o cardeal brasileiro João Braz de Aviz.
Assim com a nomeação deste 22 de maio, o Dicastério tem como mulheres, a prefeita e a secretária.
Ir. Tiziana Marletti pertente às Irmãs Franciscanas dos Pobres. Ela nasceu em 30 de setembro de 1959 em Pineto, na região dos Abruços, centro da Itália. Em 1986, emitiu a primeira profissão religiosa no Instituto das Irmãs Franciscana dos Pobres. Formou-se em Direito em 1984 e em 1992 fez o Doutorado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma.
Do ano de 2004 ao ano de 2013 foi a Superiora-Geral do seu Instituto religioso e, atualmente, é Docente na Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Antonianum em Roma e colabora na qualidade de canonista com a União Internacional das Superioras Gerais.
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Padre viralizou nas redes sociais com o caso bebê reborn
21/05/2025 | 16h26
Ana Cristina e Padre Shankar
Ana Cristina e Padre Shankar / Divulgação
Por Pedro Henrique Figueiredo e Rafael Khenaifes
A psiquiatra Ana Cristina Abreu Mendes, natural de São Fidélis, atuante em Campos, explicou que o mundo está adoecido e que as pessoas não conseguem mais lidar com dores e frustrações e estão usando dessas bonecas para não terem de encarar a realidade, se trancando na fantasia. Assim como a doutora Ana Cristina, o padre Chrystian Shankar também falou sobre esse caso que viralizou no Brasil e no mundo.
Alguns países até usam dessas bonecas ou até mesmo as mães levam os natimortos para casa para poderem vivenciar o luto, porém por tempo determinado. O que estão fazendo com essas bonecas agora não se trata apenas do luto e sim de um comportamento de uma psique adoecida.
A doutora Ana Cristina explicou: “Esse assunto virou polêmico, cada mulher tem sua especificidade, não temos como dar diagnósticos nem dizer que esse fenômeno se trata de uma patologia com critérios diagnósticos descritos, porém é claro que essas mulheres têm dores e traumas não tratados. Cada uma deve ter uma avaliação individual. Acho que nem a igreja e nem o poder público pode dar incentivo a esse tipo de insanidade”.
O padre Chrystian Shankar, da cidade de Divinópolis, no estado de Minas Gerais, conhecido por sua comunicação espirituosa e com mais de 3,7 milhões de seguidores nas redes sociais, viralizou ao publicar uma nota de esclarecimento bem-humorada. O padre ironizou os possíveis pedidos inusitados de fiéis para realizar rituais religiosos com bebês reborn – bonecas hiper-realistas que imitam recém-nascidos e podem custar mais de R$ 9.000.
"Não estou realizando batizados para bonecas reborn recém-nascidas. Nem atendendo mães de boneca reborn que buscam por catequese. Nem celebrando missa de primeira comunhão para crianças reborn. Nem oração de libertação para bebê possuído por um espírito reborn", escreveu o padre, em tom satírico. Ele ainda complementa: "Também não celebro missa de sétimo dia para reborn que arriou a bateria".
A postagem, então, repercutiu rapidamente, são mais de 30 mil comentários – muitos deles interações bem-humoradas e de apoio ao tom adotado pelo padre Shankar.
Nos comentários, os internautas aproveitam também para brincar com a situação. "Vão te acusar de ‘rebornfobia’", ironizou uma seguidora.
Com muita leveza e ironia, o padre fez um alerta importante nas redes sociais: "situações como essa devem ser encaminhadas ao psicólogo, psiquiatras ou, em último caso, ao fabricante da boneca".
Ele é conhecido por abordar temas delicados de fora acessível e carismática, o padre ainda arrancou risos, mas também deixou seguidores incrédulos com a possibilidade de pedidos de batizados. Ainda, no tom irônico, alguns chegaram a dizes que ele seria denunciado ao “Conselho Tutelar dos Reborns”.
A ideia das bonecas reborn surgiu durante a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), período marcado pela escassez de recursos na Europa. Diante da dificuldade de encontrar brinquedos, mães e artesãs passaram a modificar bonecas comuns, com o objetivo de deixá-las mais realistas e expressivas para as crianças da época.
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Leão XIV iniciou seu ministério
19/05/2025 | 16h49
Papa Leão XIV
Papa Leão XIV / Vatican News
O Papa Leão XIV presidiu à Santa Missa de início do seu ministério petrino na Praça São Pedro lotada de fiéis e autoridades civis e também religiosas, nesse domingo (18), às 5h (horário de Brasília) e às 10h (horário local). Antes da cerimônia, o Santo Padre passou de papamóvel, pela primeira vez, por entre as mais de mil pessoas presentes na Praça, que se aglomeraram também na “Via della Conciliazione”, que dá acesso ao lugar.
A solene cerimônia teve início dentro da Basílica Vaticana, em orações diante do túmulo do Apóstolo São Pedro, junto com os Patriarcas das Igrejas Orientais. De lá, o Evangeliário, o Pálio e o Anel do Pescador foram levados em procissão para o Altar no adro da Praça São Pedro, enquanto o coro entoava a ladainha de todos os santos.
Após a proclamação do Evangelho, três cardeais das três ordens (diáconos, presbíteros e bispos) aproximaram-se de Leão XIV para o momento das insígnias episcopais “petrinas”. O cardeal Luiz Antonio Tagle entregou-lhe o Anel do Pescador, num dos momentos mais tocantes da missa, com o Papa contendo a emoção na hora. A cerimônia ainda prosseguiu com o rito simbólico de “obediência”, prestado ao Papa por doze representantes de todas as categorias do Povo de Deus, provenientes de várias partes do mundo, entre eles, o cardeal brasileiro Jaime Spengler. Em seguida, o Santo Padre pronunciou sua homilia.
"Fui escolhido sem qualquer mérito"
Leão XIV saudou a todos “com o coração cheio de gratidão” e uma das frases mais célebres de Santo Agostinho: “Fizeste-nos para Vós, [Senhor], e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Vós” (Confissões, 1,1.1).
O Santo Padre recordou os últimos dias vividos de maneira intensa com a morte do Papa Francisco, “que nos deixou como ovelhas sem pastor”. À luz da ressurreição, enfrentamos este momento e o Colégio Cardinalício reuniu-se para o Conclave para eleger o novo sucessor de Pedro, “chamado a guardar o rico patrimônio da fé cristã e, ao mesmo tempo, ir ao encontro das interações, das inquietações e dos desafios de hoje”.
“Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor e tremor, venho até vocês como um irmão que deseja fazer-se servo da fé e da alegria, percorrendo com vocês o caminho do amor de Deus, que nos quer a todos unidos numa única família”.
Leão XIV ressaltou as duas dimensões da missão que Jesus confiou a Pedro: amor e unidade.
Jesus Cristo recebeu do Pai a missão de “pescar” a humanidade para salvá-la das águas do mal e da morte. Esta missão permanece ainda hoje, de lançar sempre e novamente a rede e navegar no mar da vida para que todos possam reencontrar no abraço de Deus.
Essa tarefa é possível porque São Pedro experimentou na própria vida o amor infinito e incondicional de Deus, mesmo na hora do fracasso e da negação. A Pedro, portanto, é confiada a tarefa de “amar mais” e dar a sua vida pelo rebanho.
“O ministério de Pedro é marcado precisamente por este amor oblativo, porque a Igreja de Roma preside na caridade e a sua verdadeira autoridade é a caridade de Cristo. Não se trata nunca de capturar os outros com a prepotência, com a propaganda religiosa ou com os meios do poder, mas se trata sempre e apenas de amar como fez Jesus”.
Para isso, Pedro e seus sucessores devem apascentar o rebanho sem nunca ceder à tentação de ser um líder solitário ou um chefe colocado acima dos outros, tornando-se dominador das pessoas que lhe foram confiadas pelo contrário, deve servir a fé dos irmãos, caminhando com eles.
“Irmãos e irmãs, gostaria que fosse este o nosso primeiro grande desejo: uma Igreja unida, sinal de unidade e comunhão, que se torne fermento para um mundo reconciliado”.
Olhar para Cristo!
No nosso tempo, acrescenta o Papa, ainda vemos demasiada discórdia, feridas causas pelo ódio, violência, os preconceitos, o medo do diferente, por um paradigma econômico que explora os recursos da Terra e marginaliza os mais pobres.
“E nós queremos ser, dentro desta massa, um pequeno fermento de unidade, comunhão e fraternidade. Queremos dizer ao mundo, com humildade e alegria: Olhem para Cristo! Aproximem-se Dele! Acolham a sua Palavra que ilumina e consola! Escutem a sua proposta de amor para se tornar a sua única família. No único Cristo somos um”.
Este é o espírito missionário no qual devemos nos animar, acrescenta Leão XIV, sem nos fecharmos no nosso pequeno grupo nem nos sentirmos superiores ao mundo.
“Irmãos, irmãs, esta é a hora do amor!”, concluiu o Papa, exortando a construir uma Igreja missionária, que abre os braços ao mundo e anuncia a Palavra.
“Juntos, como único povo, todos irmãos, caminhemos ao encontro de Deus e amemo-nos uns aos outros”.
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Do interior da Bahia para o mundo
16/05/2025 | 15h05
Miguel Braga David
Miguel Braga David / Divulgação
Miguel Braga David, da cidade de Medeiros Neto, interior da Bahia, de apenas 4 anos, tem chamado a atenção de familiares e amigos por seu desejo incomum para sua idade: ele quer ser padre quando crescer. A avó do Miguel ensinava-o a rezar. Todos os dias, antes de dormir, ela o colocava de frente ao altar para rezarem juntos. Mesmo nessa idade, ele já sabe músicas da igreja, todas as orações e conhece mais de cem santos.
“Não pode entrar em uma loja católica que quer comprar tudo. Aqui eu sempre incentivei, porque temos que levar nossos filhos para o caminho do Senhor”, disse a mãe do Miguel, Larissa Braga.
A mãe do Miguel ainda relata que ele começou a ir para a igreja depois de 1 ano e meio, pois ele nasceu na pandemia e logo depois tudo fechou, inclusive as igrejas.
Miguel Braga intensifica seu desejo fazendo suas próprias celebrações com brinquedos que tem em casa. Os pais ainda incentivam a vocação do filho, comprando até um “ostensório” (uma decoração para casa que ele afirma ser ostensório) para o Miguelzinho. Além disso, ele tem roupas religiosas, que reforçam ainda mais seu entusiasmo.
O pároco do Miguel disse para os pais: “Se os pais educassem os filhos na fé, o mundo estaria muito melhor”. Frei Gilson ainda comenta: “Um dia ele pode até se perder, mas é muito difícil quando se tem educação na fé”.
A história do Miguel é inspiradora para outras crianças e até mesmo adultos, mostrando como a fé e a vocação podem se manifestar de maneira pura e sincera desde a infância.
Bispo e Miguel Braga David
Bispo e Miguel Braga David / Divulgação
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O Papa Leão XIV tem um olhar atento para os jovens
15/05/2025 | 15h13
Papa Leão XIV
Papa Leão XIV / Vatican News
O Pontífice recebeu, nesta quinta-feira (15), no Vaticano, membros do Instituto Irmãos das Escolas Cristãs, os Lassalistas, por ocasião dos 300 anos da Bula In apostolicae dignitatis solio (1725), que aprovou, então, o Instituto e sua Regra, e dos 75 anos da proclamação de São João Batista de La Salle como padroeiro dos educadores (1950).
O Santo Padre ainda destacou a atualidade do carisma e a dedicação à formação dos jovens com entusiasmo e sacrifício. Neste encontro, o Pontífice refletiu sobre dois pontos que são essenciais: a atenção à atualidade e a dimensão ministerial e missionária do ensino, diz o seguinte:
“Os jovens do nosso tempo, como os de todas as épocas, são um vulcão de vida, energia, sentimentos e ideias. Isso se vê pelas coisas maravilhosas que sabem fazer em diversas áreas. No entanto, eles também precisam de ajuda para fazer com que tanta riqueza cresça em harmonia e para superar o que, mesmo de forma diferente do passado, ainda pode impedir seu desenvolvimento saudável”.
O Papa Leão XIV disse que ainda hoje existem obstáculos a enfrentar. Porém, basta pensar no isolamento provocado por modelos relacionais desenfreados, cada vez mais marcados pela superficialidade, pelo individualismo e também pela instabilidade emocional; na difusão de modelos de pensamento enfraquecidos pelo relativismo; na prevalência de ritmos e estilos de vida em que não há espaço suficiente para a escuta, a reflexão e o diálogo, na escola, na família, por vezes entre os próprios da mesma idade, com a consequente solidão, e ainda complementou:
“Trata-se de desafios exigentes, mas também nós, como São João Batista de La Salle, podemos fazer deles trampolins para explorar caminhos, desenvolver instrumentos e adotar novas linguagens, ajudando-os e estimulando-os a enfrentar com coragem cada obstáculo para darem o melhor de si na vida, segundo os desígnios de Deus”.
Portanto, Leão XIV ainda falou sobre o ensino como missão e ministério, vivenciado por irmãos consagrados como leigos educadores. Ele encorajou o crescimento de vocações lassalistas e a valorização do carisma da educação como expressão do batismo e da missão evangelizadora da Igreja.
Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs
São conhecidos como Irmãos de La Salle ou irmãos Lassalistas, é uma congregação religiosa de irmãos leigos. Foi fundada por São João Batista de La Salle. Essa congregação se dedica à educação e evangelização, com foco especial nos mais necessitados da sociedade.
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Papa Leão XIV já está nas redes sociais
14/05/2025 | 14h50
Papa Leão XIV
Papa Leão XIV / Vatican News
O Santo Padre, o Papa Leão XIV, optou por manter uma presença ativa nas redes sociais por meio das contas papais oficiais no X e também no Instagram.
A partir desta semana, o Papa herda no X as contas “@Pontifex”, que já havia sido usadas por Francisco e, antes dele, por Bento XVI, em nove idiomas (inglês, espanhol, português italiano, francês, alemão, polonês, árabe e latim), atingindo um total de 52 milhões de seguidores.
O conteúdo publicado pelo Papa Francisco será arquivado em breve em uma seção especial do site institucional da Santa Sé, o vatican.va.
No Instagram, a conta se chamará “@Pontifex – Pope Leo XIV”, a única conta oficial do Santo Padre na plataforma, em continuidade à conta “@Franciscus”.
O conteúdo publicado na conta “@Franciscus” permanecerá, portanto, acessível como arquivo “Ad Memoriam”.
A presença dos Papas nas redes sociais começou no ano de 2012, quando o Papa Bento XVI lançou a conta “@Pontifex” no X (antigo Twitter), que foi herdada alguns meses depois pelo Papa Francisco. A esse canal também se juntou, em março de 2016, uma conta oficial no Instagram, que foi chamada de “@Franciscus”.
A presença do Papa Francisco nas mídias sociais foi significativa: cerca de 50.000 postagens publicadas nas nove contas “@Pontifex” e em “@Franciscus”.
Acompanharam quase todos os dias do seu pontificado com mensagens curtas e de caráter evangelizador ou exortações em favor da paz, justiça social e do cuidado com a criação, alcançando grande interação, especialmente em tempos difíceis, como o ano de 2020, devido à pandemia. Suas mensagens, durante esse tempo foram vistas 27 bilhões de vezes
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13 de maio, o dia de Nossa Senhora de Fátima
13/05/2025 | 16h58
Nossa Senhora de Fátima
Nossa Senhora de Fátima / Pe. Luís Carlos
O Dia de Nossa Senhora de Fátima é comemorado hoje, 13 de maio, no Brasil. Nessa data, os católicos podem recordar a primeira das aparições de Nossa Senhora aos três Pastorinhos (Jacinta, Francisco e Lúcia) que ocorreu na cidade de Fátima, em Portugal.
As aparições de Nossa Senhora de Fátima se repetiram no dia 13 de cada mês até outubro e, durante os encontros, as crianças rezavam o rosário e recebiam revelações de Nossa Senhora. À medida que as crianças iam recebendo as visitas de Nossa Senhora, a notícia se espalhava e cada vez mais atraíam os peregrinos ao lugar.
O milagre do sol
Na última aparição, no dia 13 de outubro, houve um milagre com o sol e foi testemunhado por milhares de pessoas naquele dia.
A Igreja reconheceu as aparições da Virgem de Fátima como dignas de fé e autorizou, portanto, a veneração Dessa.
A mensagem de Fátima é considerada, ainda, um chamado para a conversão, a paz mundial e a importância da fé, da esperança e caridade.
A devoção a essa Santa Mãe é amplamente difundida, e o Santuário de Fátima é um importante local de peregrinação para os católicos do mundo todo.
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Sobre o autor

Pedro Henrique Figueiredo

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