Papa aos bispos de Madagascar: não desviem o olhar dos pobres
16/06/2025 | 11h20
Papa Leão XIV recebe bispos de Madagascar
Papa Leão XIV recebe bispos de Madagascar / Vatican Media
“Exorto vocês a não desviarem o olhar dos pobres: eles estão no centro do Evangelho e são os destinatários privilegiados do anúncio da Boa Nova”: foi o que disse o Papa, acolhendo na manhã desta segunda-feira os bispos da Igreja de Madagascar, vindos a Roma em peregrinação jubilar. O Santo Padre disse que este encontro tinha para ele um significado particular, “porque é o nosso primeiro encontro”.
O Papa Leão XIV ainda falou de sua felicidade em ouvir os Bispos contarem as alegrias e as provações pastorais que levam com fidelidade. “A proximidade de vocês com o povo de Deus é um sinal vivo do Evangelho. Encorajo cada um de vocês no seu ministério episcopal, em particular a cuidar dos sacerdotes, que são os seus primeiros colaboradores e os seus irmãos mais próximos, bem como dos religiosos e religiosas que se dedicam ao serviço”.
O Santo Padre deu graças pela vitalidade missionária das Igrejas particulares de Madagascar, herdeiras do testemunho dos santos que, para levar o Evangelho a esta terra longínqua, não temeram nem a rejeição e nem a perseguição.
E tem um convite: “Exorto vocês a não desviarem o olhar dos pobres: eles estão no centro do Evangelho e são os destinatários privilegiados do anúncio da Boa Nova. Saibam reconhecer neles o rosto de Cristo e que a sua ação pastoral seja sempre animada por uma concreta solicitude para com os mais pequenos”.
Seguindo o exemplo do Papa Francisco, Leão XIV convidou os bispos a cuidarem da nossa casa comum, a preservar a beleza da Grande Ilha, cuja beleza e fragilidade foram a eles confiadas. “Cuidar da nossa casa é parte integrante da sua missão profética. Cuidem da criação que geme e ensinem aos seus fiéis a arte de protegê-la com justiça e paz”, disse o Papa.
“Queridos irmãos, - finalizou - continuem o seu serviço com coragem e esperança. O Sucessor de Pedro os acompanha com a sua oração e o seu afeto. Que a Virgem Maria, Nossa Senhora de Madagáscar, os proteja. Que o Beato Raphaël Rafiringa, a Beata Victoire Rasoamanarivo, São Tiago Berthieu e todos os santos da sua terra intercedam por vocês”.
Compartilhe
É anunciada a nova data de canonização do beato Carlo Acutis
13/06/2025 | 09h13
Carlo Acutis e Papa Leão XIV
Carlo Acutis e Papa Leão XIV / Divulgação
O Papa Leão XIV anunciou a nova data de canonização de Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (13) durante a realização de um Consistório Ordinário Público. Carlo será canonizado em um domingo, no dia 7 de setembro deste ano (2025).
Inicialmente, a canonização de Carlo estava marcada para o dia 27 de abril, no Jubileu dos Adolescentes e, Frassati, em 3 de agosto, Jubileu dos Jovens. Com a morte do antigo Papa Francisco, as datas foram alteradas.
O Escritório para as Celebrações Litúrgicas do Santo Padre comunicou ainda que Leão XIV definiu a data da canonização dos beatos Ignatius Choukrallah Maloyan, arcebispo armênio católico de Mardin e mártir; Peter To Rot, leigo e catequista, mártir; Vincenza Maria Poloni, fundadora do Instituto das Irmãs da Misericórdia de Verona; María del Monte Carmelo Rendiles Martínez, fundadora da Congregação das Servas de Jesus; Maria Troncatti, religiosa das Filhas de Maria Auxiliadora; José Gregorio Hernández Cisneros, leigo; e Bartolo Longo, também leigo. O Papa decretou que esses beatos serão oficialmente inscritos no Álbum dos Santos no domingo, 19 de outubro de 2025.
Compartilhe
Trezena de Santo Antônio celebra o padroeiro de Guarus
12/06/2025 | 13h15
Festa de Santo Antônio
Festa de Santo Antônio / Antônio Filho
Em sua 162ª edição, a Trezena de Santo Antônio acontece em Guarus, no Jardim Carioca, em Campos. Iniciada no dia 31 de maio, a programação terá seu ponto alto nesta sexta-feira (13), dia do padroeiro. A festa promovida pela Diocese de Campos conta com o apoio logístico da Prefeitura de Campos, por meio da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) e de outros órgãos, garantindo a manutenção da tradição religiosa e cultural dos festejos.
“Na sexta, teremos Alvorada, às 6h. As Santas Missas acontecerão às 7h e 10h. A Solene Procissão terá início às 18h30, seguida da Santa Missa Campal”, convida o pároco da igreja, Padre Wallace Azevedo.
Programação recreativa — Nesta quinta-feira (12), a atração da “Noite dos Namorados” será a cantora Nágella, que subirá ao palco às 20h30. E, para celebrar o dia do padroeiro, na sexta-feira, a atração será o Ministério da Paróquia Santo Antônio, às 20h. No sábado (14), acontecerá a primeira edição do Fest Music Santo Antônio, às 16h. E, no domingo (15), às 12h, acontecerá a Feijoada do Padroeiro, com Samba na Praça, seguido do Festival de Prêmios, às 15h.
História  Santo Antônio é o santo mais querido no Brasil, depois, claro, de Nossa Senhora Aparecida. Nascido em Lisboa, e com morte em Pádua aos 36 anos, em 1231. Foi franciscano, professor de teologia e missionário popular. Destacou-se por pregar o Evangelho e defender o povo pobre. Outra pergunta que não quer calar: por que santo casamenteiro? Porque conseguiu mudar algumas leis no sentido de favorecer os mais simples, como a lei que proibia casamento de moças que não tinham dinheiro para o dote, obrigatório àquela época, forçando muitas a ficarem sem casar. Santo Antônio foi profeta e missionário do Evangelho, amou a Deus e também amou o povo de Deus.
Curiosidade — Santo Antônio é amplamente conhecido como o “Santo Casamenteiro”. Essa popularidade do santo surgiu porque ele ajudava as mulheres que não conseguiam se casar por falta de dote. Recorreu à generosidade das pessoas para ajudar essas mulheres a realizarem o sacramento do matrimônio (um dos sacramentos da Igreja), mostrando sua sensibilidade às dificuldades do povo.
Tradição — O pão de Santo Antônio é uma tradição da Igreja Católica que consiste em distribuir pães abençoados aos fiéis, isso acontece, geralmente, no dia 13 de junho, ou seja, dia da festa de Santo Antônio. O pão é visto como símbolo de fartura e alimento, e a sua distribuição é um gesto de caridade, inspirada na prática de Sto. Antônio de Pádua, que era conhecido por distribuir pães aos pobres.
Com informações Ascom
Compartilhe
A infalibilidade papal
12/06/2025 | 11h06
Papa Leão XIV
Papa Leão XIV / Vatican News
O Papa pode pecar, se confessar e até errar previsões, mas continua infalível? Afinal, ele nunca pode errar? Mas, também é ser humano! Ele é santo só por ser Papa? A infalibilidade do Papa é um dos dogmas mais mal compreendidos da Santa Igreja e um dos mais caricaturados por quem nunca leu o Catecismo.
"A infalibilidade se exerce quando o Romano Pontífice, em virtude da sua autoridade de supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio Episcopal em comunhão com o Papa, sobretudo reunido num Concílio Ecumênico, proclamam com ato definitivo uma doutrina referente à fé ou à moral, e também quando o Papa e os bispos, em seu Magistério ordinário concordam em propor uma doutrina como definida. A esses ensinamentos todo fiel deve aderir com o obséquio da fé" (cf. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, nº. 185).
A "Lumen Gentium" ainda diz: "a infalibilidade, de que o Divino Redentor dotou a sua Igreja, quando define a doutrina de fé e costumes, abrange o depósito da revelação que deve ser guardado com zelo e exposto com fidelidade. O Romano Pontífice, cabeça do colégio episcopal, goza desta infalibilidade em virtude do seu ofício, quando define uma doutrina de fé ou de costumes, como supremo Pastor e Doutor de todos os cristãos, confirmando na fé os seus irmãos" (cf. LG 22,32).
Se o Papa errar o nome de um jogador de futebol ou se enganar numa estatística, ele não perdeu a infalibilidade, ele só é humano.
A infalibilidade acontece quando ele: fala como chefe da Igreja, sobre fé ou moral e define uma doutrina válida para toda a Igreja. Ou seja, entrevistas, documentos políticos ou opiniões pessoais não entram nessa lista de infalibilidade.
O Papa peca. Ele também se confessa. Ele também pode e deve rezar o “Mea culpa”. E a história tem alguns episódios constrangedores, porque o Papa continua sendo humano. A infalibilidade não é uma “aura mágica” que impede o Papa de falhar como pessoa, como ser humano. É uma promessa de Cristo de que, ao ensinar oficialmente a fé, ele não levará o rebanho ao erro.
Tem uma cena belíssima que acontece em todas as Quarta-feira de Cinzas no Vaticano. O Papa, com sua batina branca, se aproxima do altar e ouve a mesma frase que cada um de nós: “Lembra-te, homem, que és pó e ao pó hás de voltar.
Não importa quantas multidões ele reúna ou quantas decisões ele assine. A infalibilidade não muda o essencial: o Papa é um homem como nós, que precisa de salvação como qualquer outra pessoa.
Se o Papa disse: que o Barcelona joga melhor que o Real Madrid, qualquer pessoa pode discordar. A infalibilidade não cobre gostos pessoais, previsões sobre economia ou julgamentos históricos. Ela serve para proteger a fé do povo de Deus em matéria de salvação – e não para resolver debates sobre geopolítica ou tática de jogo.
Esse dom existe porque Jesus prometeu que a Igreja não seria vencida pelo erro (vide Mt. 16.18). É uma garantia de que, mesmo com líderes falhos, a verdade da fé permanece firme. Bento XVI dizia: “a barca da Igreja é conduzida por Cristo”. O Papa é o timoneiro – mas quem guia é o Senhor.
A doutrina pode parecer difícil, mas, no fundo ele diz uma coisa simples: Deus cuida da sua Igreja. E quando o Papa ensina algo com autoridade máxima, podemos confiar – não porque ele é perfeito, mas porque o Espírito Santo é.
Compartilhe
Mês junino: devoções e festas aquecem o mês de junho
10/06/2025 | 10h27
Livraria N. Sra. das Graças
Livraria N. Sra. das Graças / Pedro Henrique Figueiredo
Nossa vida muitas vezes é uma rotina tecida de trabalho e preocupações do dia a dia. Diante de tudo isso existem as festas. São momentos de alegria coletiva que anulam, digamos assim, o peso dos deveres diários, fazendo com que quebre a rotina do dia a dia. A festa é uma afirmação da vida tão passageira. Na festa, apesar de tantos desafios e dúvidas, se dá sentido ao mundo e orientação à história. A sociedade moderna repleta de diversões é mentos festiva que a sociedade rural antiga da qual derivam as “festas juninas” (do mês de junho).
Nas grandes cidades, as festas começaram a ser organizadas por empresas especializadas. As metrópoles começam também a se notabilizarem por festas que se tornaram tradicionais ou características daquela cidade. Assim, a festa do figo em Valinhos, do Rodeio em Barretos, da lagosta em São Fidélis (antigamente) etc.
Mas, como surgiram as festas juninas? Surgiram na Igreja Católica a partir da devoção popular em torno da devoção de três santos que são muito queridos pelo povo: Santo Antônio de Pádua e Lisboa, São João Batista e São Pedro, Apóstolo. As celebrações festivas, as quermesses e outros são animadas e concorridas em todo o Brasil.
Santo Antônio é o santo mais querido no Brasil, depois, claro, de Nossa Senhora Aparecida. Nascido em Lisboa, e com morte em Pádua aos 36 anos, em 1231. Foi franciscano, professor de teologia e missionário popular. Destacou-se por pregar o Evangelho e defender o povo pobre. Outra pergunta que não quer calar: por que santo casamenteiro? Porque conseguiu mudar algumas leis no sentido de favorecer os mais simples, como a lei que proibia casamento de moças que não tinham dinheiro para o dote, obrigatório àquela época, forçando muitas a ficarem sem casar. Santo Antônio foi profeta e missionário do Evangelho, amou a Deus e também amou o povo de Deus.
São João Batista, primo, amigo e mentor de Cristo que por ele foi batizado no Rio Jordão. Profeta e mártir da Justiça. O rei Herodes mandou decapitá-lo porque juntamente com sua corte, não estava de acordo com sua pregação. João convidou as pessoas à conversão porque o reinado de Deus estava chegando. Conversão para ele era preparar um mundo novo sem corrupção e injustiças. E por qual razão a fogueira? Porque São João anunciou Jesus como “cordeiro de Deus”, ou seja, o Messias e não violento. Os cordeiros eram vigiados pelos pastores que acendiam fogueiras para se aquecerem no inverno. Daí a fogueira de São João, a qual nos lembra que Jesus Cristo é a luz do mundo.
São Pedro, chefe dos apóstolos de Cristo, foi pescador, pai de família e escolhido por Jesus para ser a pedra de fundação da sua nova família: a Santa Igreja. Após a morte de Jesus, ele morou em Jerusalém, depois em Antioquia e, por fim, em Roma, onde foi martirizado, provavelmente no ano 67 na colina do Vaticano, Ali foi construída uma Basílica sobre o cemitério no qual Pedro está sepultado. E por qual motivo a chave? Porque Jesus lhe disse: “Eu te darei a chave do Reino dos céus” (Mt 16,19), significando o serviço de pastor supremo da Igreja. As chaves do Reino de Deus que abrem a nossa vida para a santidade, vida no amor e na fraternidade!
Os santos juninos nos recordam que a verdadeira festa é o amor de Deus agindo em nossos corações, como agiu e continua agindo no deles por toda a eternidade. Eternidade que será a verdadeira festa onde só existirá a paz e a glória de Deus, que nos faz participantes de sua felicidade para sempre.
Na economia
Santos do mês de junho
Santos do mês de junho / Pedro Henrique Figueiredo
“Medalhinhas de Santo Antônio é o mais procurado, porque o povo procura muito por esse santo, salmos, papeizinhos com a oração de Santo Antônio, São Pedro e São João Batista. Temos imagens que são muito procuradas também”, disse Maria das Graças Bulhões Rocha.
É importante destacar que os católicos buscam mais por Santo Antônio nesta época do ano, o comércio católico fica cheio por causa das festas juninas. Esse é um dos meses que mais tem procura por lojas e artigos católicos.
Compartilhe
Após pesquisa, padre de São Fidélis explica o declínio de católicos no Brasil
09/06/2025 | 09h16
Catedral São Salvador
Catedral São Salvador / Rafael Khenaifes
Por Pedro Henrique Figueiredo e Rafael Khenaifes
Na opinião do Blog Catolizando, o número de católicos caiu no último censo e isso não assusta nem um pouco. Quem abandona a Igreja Católica nunca entendeu o que é ser católico de verdade. Muitos estão dentro da Igreja buscando dopamina e não Cristo. Dois aspectos importantes: o problema não está na doutrina, o problema está na falta de catequese, na confusão pastoral e na tentativa de transformar a fé numa questão ou projeto social. O catolicismo no Brasil foi tomado, por décadas, por uma ideologia disfarçada de teologia.
Existe um movimento ainda de retorno silencioso e profundo, pessoas que estão voltando para o catolicismo por conversão e convictos do que é a Igreja Católica. O convertido volta com a razão.
A Igreja é o Corpo místico de Cristo na Terra. A fé católica não está em declínio, ela volta a florescer na nossa alma.
“Acho que dentre os fatores mais relevantes que a gente poderia destacar no mundo de hoje, é uma falta de formação na catequese que a pessoa teve. Seja na catequese como criança, primeira comunhão, seja na catequese na crisma, então a falta de formação catequética que faz com que a pessoa não tenha convicção, não consiga enxergar a importância e a profundidade da igreja católica, a importância de permanecer na igreja”, comentou o Padre João Bosco, da cidade de São Fidélis.
Gráfico das religiões em Campos
Gráfico das religiões em Campos / Pedro Henrique Figueiredo
Os católicos ainda são maioria
Pode até ter uma queda nacional, o catolicismo permanece majoritário em Campos, com 43% de fiéis e seguidores em todo o município. Os evangélicos, por sua vez, seguem atrás dos católicos, com 37%.
Os católicos representam, portanto, um grupo de pessoas com idades mais avançadas, como é possível ver na maioria das Missas na cidade de Campos. Apesar de haver jovens que estão sendo atraídos e voltando para a Igreja Católica.
A religião católica, ainda assim, é a predominante entre os fluminenses, sendo a opção de 38,9% dos moradores do estado do Rio. Em segundo aparecem os evangélicos, que representam 32%, seguidos pelo total de pessoas que responderam não ter religião, que são 16,9%. As cinco cidades onde há menos evangélicos são: São João da Barra (22,3%), Niterói (22,2%), Rio das Flores (22,1%), Valença (20,6%) e Varre-Sai (20,3%).
E os preceitos da Igreja?
“Se alguém se diz católico, mas não reza, não vai na missa aos domingos, não confessa, não comunga, não faz questão disso. Então, na verdade, é um católico de fachada, um católico fajuto, é um falso católico, na verdade”, complementou o Pe. João.
Qualquer tentação que der, o católico que é de “IBGE” vai ceder. Então, a pessoa que não cria convicção, a pessoa que não tem convicção, na verdade é, por tradição, por costume, que é católico, mas pra ele não faz diferença. Isso é um grande problema para esse tipo de católico. O católico deve buscar os sacramentos, rezar e outras coisas não por necessidade, mas por vontade de buscar a Deus.
“O católico de BGE não consegue perceber isso. É um católico que não frequenta, católico que não confessa, católico que não comunga, ele não consegue perceber essa beleza, então muito facilmente ele vai se desviar do caminho”, finalizou o Padre.
Dados: IBGE e William Passos
Compartilhe
Corpo de Dom Roberto Guimarães é sepultado na cripta da Catedral, em Campos
31/05/2025 | 13h11
Sepultamento do Bispo
Sepultamento do Bispo / Rodrigo Silveira
Foi sepultado, na tarde deste sábado (31), o corpo de dom Roberto Gomes Guimarães na cripta da Catedral Santíssimo Salvador. Na manhã dessa quinta-feira (29), a diocese de Campos comunicou que o bispo emérito tinha falecido. Dom Roberto já recebia os cuidados paliativos desde o mês de julho do ano de 2024, pelo sistema do Home Care, sob a assistência das irmãs do Instituo de Nossa Senhora do Bom Conselho (veja mais aqui). 
Sepultamento do Bispo
Sepultamento do Bispo / Rodrigo Silveira
Foi ainda realizada várias Missas na Catedral Santíssimo Salvador. Nessa sexta-feira (30), houve Missas às 13h, 15h, 17h, 19h e 20h30. Neste sábado (31) as Missas foram às 7h, 8h, 9h e 10h30 com a Missa de Exéquias (veja mais aqui).
Bispo Dom Roberto Guimarães
Bispo Dom Roberto Guimarães / Comunicação Diocese de Campos
Por meio de nota nas redes sociais, o atual bispo da Diocese de Campos, dom Roberto Francisco, mencionou a importância do pastoreio de dom Roberto Gomes:
“O Bom Deus concedeu a dom Roberto a graça de um pastoreio da unidade […] Nós que pudemos usufruir desta sua vida, tempo em que se dedicou com generosidade à Igreja, especialmente à nossa Diocese, rezemos agora para que ele encontre a felicidade plena junto de Deus, o que ele sempre buscou”, declarou dom Roberto Francisco.
Dom Roberto Gomes Guimarães iniciou, em 1950, seus estudos eclesiásticos no Seminário Arquidiocesano São José de Niterói. Terminando o Seminário Menor estudou Filosofia no Seminário Arquidiocesano São José, na cidade de Mariana, no estado de Minas Gerais, concluindo também a Teologia. Em 1961 foi ordenado sacerdote na Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador.
Dom Roberto Guimarães foi professor de Seminário da Basílica Menor de Maria Imaculada, em Varre-Sai, Vigário Paroquial em Natividade (1964), em São Fidélis (1965 a 1967), sendo professor do Ginásio Fidelense (atual Colégio Fidelense), e de Laje de Muriaé (1967- 1968), Pároco em São Benedito, Itaperuna (1968 – 1973) e em São José do Avahy também em Itaperuna (1973 – 1995).
Em 1981 ficou encarregado do Seminário Diocesano de Maria Imaculada, coordenador da Pastoral Vocacional, de Catequese, e Diretor Diocesano da Educação Religiosa da Rede Estadual. E ainda integrou o Conselho Presbiteral. Foi nomeado vigário geral da diocese de Campos em 1994 .
Foi nomeado bispo de Campos pelo Papa São João Paulo II, no dia 22/11/1995. Recebeu a ordenação episcopal e a posse em 07/01/1996, festa da Epifania do Senhor, na Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador. O ofício de conduzir o rebanho foi sintetizado no lema: “Procurarei minhas ovelhas”. (Ez 34,11).
Sua renúncia ao Governo Diocesano foi aceita em 08/06/2011, pelo Papa emérito Bento XVI. Tornou-se bispo emérito de Campos no dia 30/07/2011.

Compartilhe
Corpo de Dom Roberto Gomes Guimarães chega à Catedral de Campos
30/05/2025 | 14h27
Velório de dom Roberto Gomes Guimarães
Velório de dom Roberto Gomes Guimarães / Rodrigo silveira
Nesta sexta-feira (30), o corpo do bispo emérito Dom Roberto Gomes Guimarães chegou à Catedral, pouco antes das 14h. Sob forte comoção e com padres de toda a região da Diocese de Campos, o corpo do bispo foi levado até a frente do altar.
Fiéis de toda a região lotaram a Catedral de São Salvador. O corpo saiu por volta das 11h, em cortejo, de Itaperuna para a Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador. 
"Dom Roberto foi um bispo muito querido em Campos. Assim como eu, muitos receberam essa notícia com tristeza, mas também com uma sensação de paz porque ele descansou e Nossa Senhora o recebeu no céu, ele está nos braços do Pai nesse momento", lamentou Eleonora Ribeiro, fiel da Catedral.
Dom Roberto Guimarães nasceu em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, no dia 03/01/1936. Cursou o ensino fundamental em sua cidade natal e o ensino médio no Seminário Menor de Mariana em Minas Gerais, onde também estudou e concluiu as faculdades de Filosofia (1955-1957) e de Teologia (1958-1961).
Foi ordenado presbítero no dia 08/12/1961, Solenidade da Imaculada Conceição, em Campos. No dia 22 de novembro de 1995 foi nomeado bispo de Campos dos Goytacazes pelo Papa São João Paulo II, tendo recebido a ordenação episcopal em 07 de janeiro de 1996.
Compartilhe
Saiba como será o Rito das Exéquias de Dom Roberto Guimarães
29/05/2025 | 15h02
Bispo Dom Roberto Guimarães
Bispo Dom Roberto Guimarães / Comunicação Diocese de Campos
O corpo do bispo emérito Dom Roberto Gomes Guimarães será trasladado para o município de Itaperuna, nesta quinta-feira (29/05), para o município de Itaperuna, onde será velado na Igreja Matriz São José do Avahy, até a manhã desta sexta-feira (30/05). Em seguida, às 11h, será trasladado para o município de Campos dos Goytacazes, onde será velado na Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador, no Centro. No sábado (31/05), será celebrada, às 10h30, a Santa Missa Exequial, presidida pelo Bispo Diocesano de Campos, Dom Roberto Francisco, concelebrada por demais bispos da província, e o clero diocesano. O corpo do bispo emérito Dom Roberto Gomes Guimarães será sepultado na cripta da Catedral, após a celebração eucarística.
O livro ”Cerimonial dos Bispos: Cerimonial da Igreja”, que aborda a liturgia episcopal e sua importância, trazendo as celebrações, sacramentais, datas importantes para os bispos e atos solenes do ministério episcopal, como é o caso do rito fúnebre. Após fazer a páscoa é apenas o corpo restar na terra, as preces do Ritual são ditas para que, a seguir, o bispo seja devidamente vestido: traje na cor roxa, insígnias da Missa estacional e o pálio, que é o manto recebido pela diocese, que, inclusive, se tiver mais de um pálio (por ter passado por transferência entre dioceses), estes são colocados também junto ao caixão, com exceção do bispo ter pedido, em vida, outra ação.
O próximo passo é a celebração das exéquias, cerimônia voltada ao bispo falecido, na Catedral, para a exposição do corpo, conhecida como Missa de corpo presente, possibilitando a ida e a oração dos fiéis por ele. Também é celebrada uma vigília ou Liturgia das Horas, uma oração da Igreja pelo bispo. O corpo deve ser sepultado na Igreja, que como de costume, é a catedral da diocese que serviu por último e todas as comunidades pertencentes a ela são chamadas a orarem pelo bispo falecido.
Com informações Comunicação da Diocese de Campos
Compartilhe
Falece, aos 89 anos, Dom Roberto Gomes Guimarães, bispo emérito de Campos
29/05/2025 | 09h09
Bispo Roberto Gomes Guimarães
Bispo Roberto Gomes Guimarães / Diocese de Campos
Por Pedro Henrique Figueiredo e Rafael Khenaifes
Morreu, na manhã desta quinta-feira (29), Dom Roberto Gomes Guimarães, bispo emérito de Campos. O Bispo faleceu em sua residência, no Parque Leopoldina. Dom Roberto recebia cuidados paliativos desde do mês de julho de 2024. A Diocese, em nota, lamentou o falecimento e contou um pouco da trajetória do Bispo. O corpo irá para Itaperuna, onde será velado na Paróquia São José do Avahy, onde foi pároco durante muito tempo. Às 11h de sexta voltará para Campos, onde terá o velório na Catedral e, no sábado, às 10:30, vai acontecer a missa de funeral. Será no mesmo lugar, na Catedral Santíssimo Salvador. E a última despedida será às 10:30. Após a Missa será enterrado na cripta da Catedral. 
Dom Roberto Guimarães, um dos únicos bispos da Diocese que é campista, foi batizado na Catedral Diocesana, foi nomeado bispo de Campos pelo Papa São João Paulo II, em 22/nov./1995. Ele recebeu a sagração episcopal e a posse em 07/jan./1996, dia da festa da Epifania do Senhor, na Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador. Tornou-se Bispo Emérito de Campos no dia 30/jul./2011.
“O Bom Deus concedeu a Dom Roberto a graça de um pastoreio da unidade. Nós que pudemos usufruir desta sua vida, tempo em que se dedicou com generosidade à Igreja, especialmente à nossa Diocese, rezemos agora para que ele encontre a felicidade plena junto de Deus, o que ele sempre buscou”, finalizou a nota da Diocese.
Bispos lamentam a morte de Dom Roberto Guimarães:
“Nosso pesar pelo falecimento do caríssimo D. Roberto Guimarães, eu tenho imensa gratidão por ele, devo muito a ele, minha vocação eu atribuo a ele porque eu cantei no coral da ordenação dele, foi o que me motivou a entrar no seminário.
Bom, eu tinha 11 anos de idade, quando ele foi ordenado na catedral, eu tinha uma grande lembrança disso tudo e depois ele foi meu professor no seminário. Tinha muita admiração por ele e, principalmente, quando depois da confusão toda que havia. Que aliás quando ele tomou posse com o bispo de Campos, a primeira pessoa que ele visitou fui eu, ele foi lá me visitar, nós estávamos ainda naquele clima de separação e ele se colocou a nossa disposição.
Nossa imensa gratidão a Dom Roberto Guimarães que Deus o receba lá no céu e o recompense por tudo que ele fez de bom aqui na nossa Diocese", disse Dom Fernando Rifan, bispo da Administração Apostólica.
"Teve um episcopado em busca da unidade e fazendo jus a seu lema episcopal. Trabalhou muito pelas vocações. Dá pra ver que o seminário hoje é uma realidade na Dicoese de Campos. Podemos dizer que, desde quando foi emérito, acompanhou o seminário. Mas, a partir de 2020, ele ficou muito diminuído e 5 anos depois veio a falecer", disse Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, bispo da Diocese de Campos.
"Eu experimentei muito dessa proximidade com ele. Como bispo, ele como sacerdote, celebrando as missas. Me lembro bem de que quando ele ia celebrar nas paróquias. Era um homem manso e humilde, como Jesus. E essa mansidão dele, essa ternura, o carinho que ele tinha para com todas as pessoas, era algo muito único, uma marca muito especial dele. Agora, na Páscoa, no sábado santo, eu pude, juntamente com o Padre Romário, estar na missa da Vigília Pascal, nessa celebração na casa dele, e pude desejar feliz Páscoa para ele", lamentou Rafael Paes, fiel da Catedral de São Salvador.


Compartilhe
Sobre o autor

Pedro Henrique Figueiredo

[email protected]