Não divulgarei mais fotos do acidente de ontem para evitar mais sofrimentos. mas..
QUANTAS VIDAS MAIS???
Já tivemos audiências públicas em Macaé e Rio Bonito para tratar das muitas mortes nessa rodovia da morte e nada de concreto aconteceu. Apenas blá blá blá. Em meados do ano de 2013, na ACIC- associação Comercial e Industrial de Campos, foi debatida a busca de uma solução para tentar reduzir o número de mortes e lesões graves decorrente dos acidentes na BR 101, também conhecida há muitos anos aqui por nós como “rodovia da morte”.
De quem é a culpa de tantos acidentes, pergunto?
- Da imprudência dos motoristas, diríamos com certeza em muitas situações.
- Do trânsito pesado dessa via importante de ligação do norte a sul do Brasil?
- Das condições ruins da própria estrada ainda com muitos defeitos nas pistas de rolamento dos carros?
- Na falta de acostamentos seguros? Na falta de boa sinalização diurna e noturna?
- Na falta de policiamento mais presente diuturnamente para coibir as práticas abusivas e irresponsáveis dos motoristas, em especial de automóveis que hoje são muito mais velozes?
- Na falta de pontos de fiscalização eletrônica?
Podemos responder que sim pra todas essas indagações. Mas basta? É tão simples? É só educar e responsabilizar as pessoas?
Entendo que não. O ente público, o Concessionário de Serviços Públicos, ambos têm responsabilidade objetiva subsidiária e solidária de prestar serviços públicos com eficiência, qualidade e segurança. Poderíamos até dizer juridicamente que, na qualidade de “garantes” que assumem, respondem com culpa e até dolo nas condutas omissivas em face dos danos materiais e contra a vida, passíveis de serem tipificados como crime contra o patrimônio privado e a vida, punível até com pena de prisão.
Nessa reunião, o eng. representante da Concessionária Auto-Pista Fluminense confessou que o contrato oferece uma receita reduzida e incapaz de permitir grandes investimentos físicos em obras e outras ações, em especial a de duplicação de todo o trecho, ou pelo menos aqueles mais críticos onde ocorrem mais acidentes com mortes e lesões, e que o Governo Federal preteriu a duplicação da pista em face de se ter um pedágio mais barato, levando tais serviços para o final do contrato, entre 2015 e 20120.
PERGUNTO: o que representa uma vida para aquela empresa? E a vida de um estranho para você? E a sua vida ou a de seu filho, esposa e etc.? Para cada uma dessa perguntas, teremos respostas diferentes. E o que estou oferecendo como uma solução técnica factível, de baixíssimo custo adicional e emergencial para implantação imediata objetivando reduzir tantos acidentes e vítimas nessa estrada, e em todas as grandes rodovias do Brasil nas mesmas condições da nossa???
A MAIORIA DOS ACIDENTES ACONTECEM PORQUE A PISTA NÃO DISPÕE DE TRECHOS SEGUROS DE ULTRAPASSAGENS E OS MOTORISTAS DE AUTOMÓVEIS SÃO OBRIGADOS A PERMANECEREM MUITOS QUILÔMETROS E ATÉ MAIS DE HORA ATRÁS DE CAMINHÕES LENTOS, ACABANDO POR IRRITÁ-LOS E FORÇANDO AS ULTRAPASSAGENS.
E qual poderia, e deveria ser uma solução paliativa para isto, até que ela seja totalmente duplicada?
- A CRIAÇÃO DE “CORREDORES DE SEGURANÇA” AO LONGO DA RODOVIA. E em que consiste isso? Muito simples e é só ter boa vontade.
- A cada 10 km de estrada e dos dois lados da rodovia, seriam implantadas terceiras pistas de rolamento executadas de forma tecnicamente correta, no mesmo plano e inclinação da faixa principal, sobre os acostamentos já existentes, para as quais os veículos mais lentos, caminhões, carretas, ônibus e até automóveis se deslocariam, permitindo a passagem livre e com segurança dos veículos mais rápidos e desafogando o trânsito nas vias. Estes corredores de segurança seriam antecedidos de placas informativas da obrigatoriedade do deslocamento para elas daqueles veículos mais lentos, da proximidade em que se encontram, a exemplo daquelas que informam o próximo pedágio, de modo a abrandar a irritação dos condutores, evitando naturalmente e muitas vezes em decorrência disso, que tomem atitudes irresponsáveis ou de risco, visto saber existir uma alternativa segura pouco mais à frente.
Esta proposta foi apresentada por mim na Audiência Pública em Macaé, na mesma AP havida em Campos quando trataram do projeto do contorno da cidade, com a presença de todas as autoridades envolvidas e presentes naquele evento, sendo levada ao conhecimento público, com a presença do Diretor da Auto pista e demais autoridades envolvidas, como a Superintendente do DENIT para transporte terrestres em Brasília, da prefeita Rosinha, cobrando a implantação de um corredor-piloto, envolvendo a avaliação pela polícia rodoviária federal, do local de maior risco e resultados quantificados.
Uma vez confirmada a redução de acidentes naquele ponto e obtida a avaliação dos usuários, cobraremos a imediata aplicação desses corredores de segurança ao longo de todo o trecho entre o rio e a divisa do ES. Esperamos estar contribuindo de forma decisiva para dar um basta urgente em tantos acidentes com lesões e mortes às dúzias nessa estrada.
Ainda na semana passada, vindo de Vitória/ES, pude fotografar vários trechos da mesma BR 101, onde os acostamentos foram convertidos em “terceiras faixas de rolamento” sem que isto fosse obstáculo de segurança e nem tivesse objeção técnica do DENIT, porque estas terceiras faixas dariam mais segurança nas subidas.
Porque não nas condições que estou propondo? Não seria essa uma oportunidade para melhoramos um pouco esse quadro sombrio, incluindo em eventual acordo tal providência PARA EVITAR MAIS E MAIS MORTES, até que se duplique tudo?











