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Apesar da óbvia distinção anatômica existente entre homens e mulheres - definida ainda no período embrionário -, ainda não se sabe quando o sexo é completamente determinado. E também é incerto o peso de genes, hormônios e da sociedade na definição do sexo. Sabe-se, entretanto, que todos nós nascemos com tendência a uma determinada escolha. Mas há nuances nesse caminho.
Ao buscar respostas para estes questionamentos, vários estereótipos chegaram a ser criados. Até poucos anos atrás, dizia-se que homens teriam mais facilidade para matemática - algo que, hoje, é negado. E, se ver um garoto entre panelinhas e bonecas, o que ainda é incomum, o motivo são os pais. De acordo com pesquisadores, os filhos só manifestam preconceito contra certas brincadeiras depois de condicionados por adultos.
Biologia e comportamento se combinam na hora de definir uma opção sexual, especialmente até o fim da adolescência - o período em que a pessoa mais se sente à vontade para experimentar. O cérebro ainda não está maduro e os hormônios gerados, inclusive durante a relação amorosa, interferem na definição por preferências.
A maior influência dos hormônios é na identidade de gênero (como homens e mulheres se vêem) e na orientação sexual (homens, em geral, preferem relações amorosas com mulheres, e vice-versa). Geralmente, os meninos tendem a preferir brincadeiras que envolvam competitividade e vigor físico. São mais agressivos e se movimentam mais. Por outro lado, as meninas costumam interessar-se por brincadeiras contemplativas. Demonstram organização e também comunicam-se mais. Mas não necessariamente esses comportamentos são exclusivos de um sexo ou outro.
Existem diferenças que podem ser creditadas à biologia. A orientação espacial, por exemplo. Mulheres tendem a usar casas e ruas como referência; o homem orienta-se pelo eixo do próprio corpo. Elas têm mais facilidade para aprender outros idiomas e fazer muitas tarefas simultaneamente; eles concentram sua energia em poucas atividades.
A realização dessas experiências mostra como o quebra-cabeça formado por genética, hormônios e cultura está longe de ser montado. Uma provável pista, que explicaria qual sexo é o melhor no quê, seria o tamanho de certas áreas do cérebro. Mas o método também é controverso.