Neco: "Vamos ter que fazer mais cortes para manter contas equilibradas"
22/01/2017 | 15h04

Se na Prefeitura de Campos, que já conseguiu três empréstimos, a coisa tá feia e a prefeita teve que fazer "acrobacia" (aqui), nos outros municípios produtores, que não conseguiram uma única antecipação, a situação começa a ficar desesperadora. Em seu perfil no Facebook o prefeito de São João da Barra, José Amaro Martins de Souza, Neco (PMDB), fez um relato sobre o drama para fechar as contas.

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As pedaladas de Rosinha
22/01/2017 | 15h03

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Em tempos de cobertor curto, com a necessidade de remanejar receitas de um lado para o outro, os responsáveis pela chave do cofre da Prefeitura de Campos estão trabalhando dobrado.

Por conta do contingenciamento de 30%, o governo Rosinha vai trabalhar com um orçamento de R$ 1,2 bilhão. Ou seja, só há recurso para a folha de pagamento, que deve ficar em torno de R$ 950 milhões, e gastos essenciais em áreas como Saúde e Educação. No caso da Saúde, já falta dinheiro para arcar com os convênios e hospitais ameaçam suspender atendimentos (aqui).

Para a oposição, a prefeita já encontrou um jeitinho. Além dos três empréstimos, cuja soma já ultrapassa R$ 1 bilhão, a prefeita já começou a pedalar. A primeira pedalada teria sido praticada ontem (12), quando a Câmara aprovou o parcelamento e reparcelamento de dívidas com o PreviCampos. "Será que a Câmara Municipal faltou com seu dever de fiscalizar e tomar providências em relação as dívidas da Prefeitura com o Fundo? Os atuais gestores municipais estariam ou não incorrendo em crime de improbidade administrativa?”, indaga o economista José Alves de Azevedo, ex-aliado do grupo rosáceo.

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Ponto final — do teatro do oprimido ao papel de opressor
22/01/2017 | 15h03

Ponto-final2

Papéis invertidos (I)

Mais de 30 anos após ocupar o Teatro de Bolso como vice-presidente da Associação Regional de Teatro Amador (Arta), o secretário de Governo Anthony Garotinho (PR) viu os papéis se inverterem. Se na década de 80 ele estava ao lado dos oprimidos, dessa vez ele é apontado como o opressor. Ciente da repercussão da ocupação por parte dos artistas locais, com apoio de nomes nacionais como o ator Tônico Pereira, Garotinho chamou para si a responsabilidade e foi ao espaço dialogar em nome da prefeita Rosinha.

Papéis invertidos (II)

Como a Folha Dois informa em sua capa desta quinta-feira (aqui), o vereador Mauro Silva (PSDB) esteve ontem no Teatro de Bolso e dialogou com o grupo que ocupa o espaço. Líder do governo na Câmara de Campos, Mauro tentou levar os artistas ao encontro de Garotinho, mas eles disseram que esperavam pelo secretário no teatro. Horas depois, Mauro chegou ao teatro ao lado de Garotinho e do vice-prefeito Chicão Oliveira (PR).

Alma desarmada

Alegando estar com a “alma desarmada”, Garotinho contou histórias sobre o seu início no teatro e falou sobre o seu encontro com Rosinha, quando os dois frequentavam grupos teatrais diferentes. Ao ouvir alguém dizer que ele “foi ator”, Garotinho rebateu, com bom humor: “Não fui, ainda sou ator”. Ciente das deficiências da política cultural do município, ele deixou de lado o seu personagem agressivo e entrou em cena como o Garotinho Paz e Amor.

Qual será a solução?

Após dizer que acha o “movimento bonito”, Anthony Garotinho afirmou que o seu objetivo não era estimular o fim da ocupação, mas a busca por uma solução. Ele prometeu manter o diálogo e solicitou uma pauta de ação, com a possibilidade do grupo assumir a administração do teatro em uma gestão compartilhada. Hoje, às 21h, haverá mais uma reunião no teatro para avaliar a pauta de reivindicações.

Dividir para reinar

Mesmo com o seu personagem mais tranquilo, Garotinho não abandonou os seus instintos primitivos. Ao detectar artistas com personalidades fortes, ele passou a tentar dividir o grupo. “Tem gente que quer solucionar, outros pretendem apenas confrontar”. É a velha tática: dividir para reinar.

Patrícia na mira

A presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, foi alvo de diversas críticas dos artistas que ocupam o Teatro de Bolso. Alegam falta de diálogo, desinteresse por ações culturais e foco apenas no entretenimento e gastança com shows. Muitos artistas chegaram a cobrar a exoneração de Patrícia. Neste momento, Garotinho afirmou que não gostaria de “falar sobre pessoas” e deixou essa pauta para a noite de hoje.

“Você é o nosso exemplo”

Um dos atores disse que o jovem Garotinho de 1982, que lutou contra os poderosos e liderou a ocupação do Teatro de Bolso, serve como um exemplo para os artistas locais que cobram mais dignidade. No mesmo palco em que encenou e dirigiu muitas peças, o Garotinho de 2016, já grisalho, parecia refletir sobre a grande ironia do destino, como na dramaturgia dos antigos gregos que deu origem ao teatro. Resta saber se como comédia, ou tragédia.

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Dilma: "Posso ter cometido erros, não crimes"
22/01/2017 | 15h03

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Em pronunciamento na manhã desta quinta-feira (12), após a decisão do Senado, a presidente afastada Dilma Roussef (PT) voltou a chamar o impeachment de "golpe" e garantiu ter "cometido erros, não crimes".

Confira alguns trechos:

"O que está em jogo são as conquistas sociais dos governos petistas. Está em jogo a grande descoberta do Brasil, o pré-sal".

 "Estamos vendo um impeachment fraudulento, um verdadeiro golpe (...) A oposição conspirou abertamente".

"Meu governo tem sido alvo de intensa sabotagem que serviu para forjar o meio ambiente propício ao golpe".

A presidente afastada Dilma diz que "não cometeu crime de responsabilidade", não tem contas no exterior, nunca recebeu propinas e jamais compactuou com a corrupção. Dilma diz que o processo é frágil, juridicamente inconsistente, contra uma pessoa inocente.

"Não existe injustiça mais devastadora que condenar um inocente", disse Dilma, denunciando uma "farsa jurídica".

 "Nada restou para ser pago, nem dívida há", diz Dilma, afirmando que praticou "atos legítimos de gestão orçamentária".

Dilma voltou a dizer que "atos idênticos" foram praticados pelos seus antecessores. "Não era crime então, e não é crime agora", disse.

Ela garantiu que vai continuar lutando para exercer seu mandato até o fim, até 2018.

"Vamos mostrar ao mundo que há milhões de defensores da democracia em nosso país", diz Dilma. "A democracia é o lado certo da história. Jamais vamos desistir, jamais vou desistir de lutar", disse.

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Impeachment: jornais destacam decisão do Senado
22/01/2017 | 15h03
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Gilmar Mendes autoriza inquérito contra Aécio por caso Furnas
22/01/2017 | 15h03

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes acolheu um dos pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) para abertura de inquérito contra o senador e presidente do PSDB, Aécio Neves (MG). A decisão de Mendes em autorizar as investigações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro contra o tucano, baseadas na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, aconteceu no mesmo dia em que ele foi sorteado para relatar o caso no Supremo.

Embora o acordo de colaboração de Delcídio com a PGR tenha sido firmado no âmbito da Operação Lava Jato, o relator da operação no STF, ministro Teori Zavascki, considerou em despacho na terça-feira que as suspeitas que recaem sobre a participação de Aécio em um esquema de corrupção em Furnas, subsidiária da estatal do setor elétrico Eletrobras, não têm conexão com a Lava Jato.

No pedido para investigar o senador tucano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicita que ele preste depoimento ao Ministério Público Federal em um prazo de até três meses, assim como outras pessoas supostamente envolvidas no esquema de corrupção na estatal, como o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo. O procurador-geral também pede à Polícia Federal que colete indícios entre o material já apreendido na Operação Lava Jato para a apuração das suspeitas.

Em depoimentos prestados aos investigadores do Ministério Público Federal, Delcídio relatou um diálogo mantido com o ex-presidente Lula, em que o assunto foi a influência de Aécio na diretoria de Furnas comandada por Dimas Toledo, a quem cabia administrar contratos de terceirização. Segundo o ex-petista, em uma viagem em maio de 2005, Lula quis saber quem era Toledo e disse: "Eu assumi e o Janene veio pedir pelo Dimas. Depois veio o Aécio e pediu por ele. Agora o PT, que era contra, está a favor". Na sequência, Lula concluiu: "Pelo jeito ele está roubando muito".

Fonte: Veja 

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"Venda do futuro": R$ 367 milhões na conta e prestações até 2026
22/01/2017 | 15h03
REGALIAS POR EL PETROLEO. ILUSTRACION: SEMANA OCTUBRE 4 DE 2010

Como mostra o blog "Na Curva do Rio", da jornalista Suzy Monteiro (aqui), a Prefeitura de Campos anunciou nesta quarta-feira (11) a sua terceira "venda do futuro" em menos de um ano e meio. O valor, adiantado por este blog no último dia 05 (aqui), foi de R$562 milhões.

Porém, em seu comunicado oficial, a Prefeitura esclarece que R$ 195 milhões nem chegaram a entrar nos cofres, já que foram usados para "quitar integralmente o saldo da cessão anterior". Ainda segundo o comunicado, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) terá R$ 367 milhões para "investimentos em todos os setores do município".

Juros - O comunicado da Prefeitura não fala sobre os juros oriundos desta terceira "venda do futuro". Na operação anterior o mistério só foi divulgado quando o advogado José Paes Neto teve acesso ao contrato. Naquela operação o governo havia se comprometido a pagar cerca de R$ 110 milhões só de juros (aqui). De acordo com o comunicado, o parcelamento vai durar uma década.

“Venda do futuro” no balcão de negócios do impeachment - Matéria do jornalista José Casado, publicada em abril no “Extra” (aqui), revela as negociações nos bastidores de Brasília. De acordo com a reportagem, o empréstimo de Campos entrou na negociação.

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PMN na trincheira da oposição
22/01/2017 | 15h03
[caption id="attachment_41209" align="aligncenter" width="417"]pmn A presidente estadual do PMN, Graça Lara Fortes, com a Alessandra Faes, que comanda a legenda em Campos[/caption]

O Partido da Mobilização Nacional (PMN) que contava com o vereador Álvaro César no "rolo compressor" governista e era presidido no município por nomes ligados ao parlamentar rosáceo, agora está na trincheira da oposição. Quem assumiu a presidência da legenda em Campos foi Alessandra Faes, que é pre-candidata a vereadora.

Na disputa pela Prefeitura o partido deve caminhar ao lado do PDT, que aposta na pré-candidatura de Caio Vianna.

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Rafael Diniz: "Estão vendendo o futuro dos servidores"
22/01/2017 | 15h03

Rafael-Diniz

O Gabinete da Prefeita enviou ao Legislativo, para a aprovação em ritmo de "rolo compressor", um projeto que visa parcelar e reparcelar os débitos do governo com o seu Regime Próprio de Previdência Social. "Estão arrombando os cofres do Previcampos. Meteram a mão no dinheiro dos servidores e agora sugerem esse parcelamento. Estão metendo a mão desde 2014. Já parcelaram outras vezes e não pagaram", disparou o vereador Marcão (Rede), que defende uma auditoria nas contas do Previcampos.

Já o vereador Rafael Diniz (PPS) afirma que se trata de mais uma "venda do futuro". "Já venderam o futuro duas vezes e, agora, estão vendendo o futuro dos servidores municipais. Estão negociando o dinheiro sagrado dos servidores. Não houve diálogo sobre a dívida nem debate com a Câmara. O projeto chegou agora e já querem votar em regime de urgência. Qual é a posição do Sindicato dos Servidores?", protestou Diniz.

Para o vereador José Carlos (PSDC), trata-se de "um sequestro de um bem dos servidores. Qual é o tamanho do rombo?", indagou.

Na visão de Genásio (PSC), quem aprovar o projeto se responsabiliza por "aposentados e pensionistas que irão sofrer um duro golpe".

Na tribuna, o vereador Alexandre Tadeu (PRB) disse que o projeto "só tem a missão de tapar o buraco nas contas da Prefeitura".

Dayvison Miranda (PSDC) afirmou que "Garotinho raspou o Fundo dos servidores da Cedae quando foi governador".

Na defesa do governo, o vereador Paulo Hirano (PR) afirmou que "ninguém está pegando dinheiro do servidor". Ele garante que "o parcelamento de um débito será feito dentro da legalidade".

O vereador Jorge Rangel (PTB) defendeu o governo, mas ressaltou que "o projeto não é dos melhores".

"Acrobacia" foi alertada por ex-secretário - Em abril (aqui) o economista José Alves de Azevedo Neto, que já atuou como secretário do governo Rosinha, chegando a representar os rosáceos nos debates sobre Orçamentos anuais na Câmara, apontou uma "acrobacia", com utilização de “crédito podre do Fundecam”, para amortizar a dívida da Prefeitura de Campos com o Previcampos.

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Veja a ordem de senadores que vão discursar sobre o impeachment
22/01/2017 | 15h03

A senadora Ana Amélia (PP-RS) será a primeira a discursar sobre o impeachment. No total, 68 parlamentares se inscreveram para falar na sessão que votará o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff (PT). Ela será seguida por José Medeiros (PSD-MT) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Todos eles são a favor do processo de impeachment. Cada um terá direito a 15 minutos de fala — e, se todos usarem todo o tempo, só essa parte da sessão vai levar 17 horas. O senador Romário (PSB) será o 11º a discursar. Mesmo número que ele usava nas costas quando jogava. Marcelo Crivella (PRB) será o 29º  e Lindbergh Farias (PT) o 49º. Um discurso muito esperado é o do ex-presidente Fernando Collor, que sofreu impeachment em 1992. Ele será o 38º .

A sessão para votar a instauração do processo de impeachment de Dilma é dividida em três blocos: das 9h às 12h; das 13h às 18h; e das 19h até o termino da votação.

Depois de todos os senadores inscritos discursarem, é a vez do relator da comissão especial do impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), discursar e, depois, do advogado-geral da união, José Eduardo Cardozo, que defenderá Dilma Rousseff. Os dois também terão 15 minutos de fala. Por fim, começa a votação.

A ordem dos discursos 1. Senadora Ana Amélia 2. Senador José Medeiros 3. Senador Aloysio Nunes Ferreira 4. Senadora Marta Suplicy 5. Senador Ataídes Oliveira 6. Senador Ronaldo Caiado 7. Senador Zeze Perrella 8. Senadora Lúcia Vânia 9. Senador Magno Malta 10. Senador Ricardo Ferraço 11. Senador Romário 12. Senador Sérgio Petecão 13. Senador Telmário Mota 14. Senador Dário Berger 15. Senadora Simone Tebet 16. Senador Cristovam Buarque 17. Senadora Angela Portela 18. Senador José Maranhão 19. Senador José Agripino 20. Senador Jorge Viana 21. Senador Acir Gurgacz 22. Senadora Fátima Bezerra 23. Senador Eduardo Amorim 24. Senador Aécio Neves 25. Senador Wilder Morais 26. Senador Alvaro Dias 27. Senador Waldemir Moka 28. Senador Roberto Requião 29. Senador Marcelo Crivella 30. Senador Randolfe Rodrigues 31. Senador Lasier Martins 32. Senadora Vanessa Grazziotin 33. Senador Reguffe 34. Senador Hélio José 35. Senador Cássio Cunha Lima 36. Senadora Regina Sousa 37. Senador Armando Monteiro 38. Senador Fernando Collor 39. Senador Fernando Bezerra Coelho 40. Senador Valdir Raupp 41. Senador Paulo Bauer 42. Senador Gladson Cameli 43. Senador Garibaldi Alves Filho 44. Senador Omar Aziz 45. Senador João Capiberibe 46. Senadora Lídice da Mata 47. Senador Antonio Carlos Valadares 48. Senador Otto Alencar 49. Senador Lindbergh Farias 50. Senador Paulo Rocha 51. Senadora Maria do Carmo Alves 52. Senador Tasso Jereissati 53. Senador Wellington Fagundes 54. Senadora Gleisi Hoffmann 55. Senador Flexa Ribeiro 56. Senador Paulo Paim 57. Senador Roberto Rocha 58. Senador Blairo Maggi 59. Senador Donizeti Nogueira 60. Senador José Pimentel 61. Senador Dalirio Beber 62. Senador Walter Pinheiro 63. Senador José Serra 64. Senador Humberto Costa 65. Senador Davi Alcolumbre 66. Senador Ciro Nogueira 67. Senador Ivo Cassol 68. Senador Benedito de Lira Fonte: Extra/Senado
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Alexandre Bastos

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