Advogado dos rosáceos já cobrou R$ 5 milhões para defender preso na Lava Jato
22/01/2017 | 15h28

fernando-augusto-fernandes

Para tirar os vereadores Ozéias (PSDB) e Miguelito (PSL) da cadeia, entrou em cena um famoso criminalista. De acordo com matéria publicada pelo jornal O Diário, a defesa dos rosáceos ficou por conta de Fernando Augusto Fernandes. Para se ter uma ideia do peso, ele firmou contrato de R$ 5 milhões para defender o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso durante a Lava Jato. Ele também cuida da defesa do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, outro investigado na Lava Jato.

Por diversas vezes ele criticou a postura do juiz Sergio Moro. Na visão de Fernando Augusto Fernandes, Moro "adota uma jurisprudência totalitarista em uma extensão ilimitada de poder".

Na defesa dos rosáceos, que foram presos durante a operação Chequinho, o advogado segue uma linha parecida, tentando desqualificar depoimentos das testemunhas  e a atuação da Polícia Federal (PF). Segundo o criminalista, o delegado da PF teria dito que não as soltaria "se não assinassem declarações contendo informações inverídicas". “Estamos produzindo uma ata notarial comprovando a existência dessas declarações e que será encaminhada para a Corregedoria da Polícia Federal”, relatou.

No caso dos dois vereadores, após uma primeira tentativa frustrada (aqui), ele informa que vai tentar novamente. “Isso não só não aconteceu, como também o magistrado não indica nenhum nome de testemunha nos autos. Vou requerer novamente a soltura dos dois vereadores, inclusive de Miguelito, pois foi comprovado que ele sofre de câncer e que precisa de tratamento médico. A prisão dele é ilegal”, afirmou.

Entre as áreas de atuação do escritório Fernando Fernandes Advogados estão: crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e crimes contra a vida.

Quem será que está pagando a conta?

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Mais um semáforo "maduro"
22/01/2017 | 15h28
semaforo

O primeiro semáforo a cair, por conta da péssima condição, foi na Avenida 28 de Março, em janeiro de 2015 (aqui). Na época, antes de outras quedas, uma grande revisão foi prometida pelo governo. Porém, ao que tudo indica, os semáforos "maduros" vão ficar de presente para a próxima gestão.

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Prisão de Crivella na capa da Veja
22/01/2017 | 15h28
veja

Os veículos de imprensa resolveram abrir a "caixa preta" do senador Marcelo Crivella (PRB), candidato à Prefeitura do Rio. Após vídeos com declarações polêmicas, agora apareceu uma foto do senador preso.

Duas fotos, de frente e de perfil, tiradas em uma delegacia do Rio, fazem parte da história de vida de Marcelo Crivella, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, senador licenciado da República pelo PRB e líder nas pesquisas para a prefeitura do Rio. Reportagem de cinco páginas em VEJA desta semana explica como se deu essa prisão até agora desconhecida – e também por que ficou desaparecido por 26 anos o inquérito de 117 páginas que contém as imagens.

A reportagem está na edição distribuída em todo o Brasil a partir deste sábado. No Estado de Rio de Janeiro, é a capa. No restante do país, o recheio da revista é o mesmo, mas na capa está Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara preso em Brasília na última semana. A revista traz ainda detalhes da delação que complica o presidente do Senado, Renan Calheiros, ao relatar como ele recebia as propinas do petrolão.

Fonte: Veja

O interessante dessa história será ver o eleitor de Marcelo Freixo (PSOL), que mete o pau na Veja, compartilhar essa reportagem nas redes sociais.

Atualização às 10h -  A assessoria do senador Marcelo Crivella enviou a seguinte nota na manhã deste sábado (22): "A revista Veja traz em sua capa duas fotos do senador Marcelo Crivella identificado em uma delegacia em 18 de janeiro de 1990. A explicação é bem menos emocionante do que muitos esperam. Na ocasião, Crivella, como engenheiro, tentou entrar em um terreno da Igreja Universal que tinha sido invadido em Laranjeiras. Na confusão, acabou sendo levado para a delegacia, onde o delegado mandou fazer as fotos para identificá-lo. A única investigação aberta foi para investigar o abuso de poder do delegado".

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HC negado: Ozéias e Miguelito continuam presos
22/01/2017 | 15h28
[caption id="attachment_44818" align="aligncenter" width="400"]Reprodução/NF Notícias Reprodução/NF Notícias[/caption]

Os vereadores Ozéias (PSDB) e Miguelito (PSL), que foram presos durante a operação Chequinho, da Polícia Federal (PF), tiveram seus pedidos de habeas corpus negados pelo desembargador Marco José Mattos Couto, relator do pedido no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). A informação é dos blogs Ponto de Vista, de Christiano Abreu Barbosa e de Ralfe Reis.

Foi rejeitado o argumento, repetido diversas vezes pelo presidente da Câmara Edson Batista (PTB), de que os parlamentares possuiriam foro privilegiado por prerrogativa de função, alegando que o julgamento deveria ocorrer no TRE. Foi rejeitado também o argumento usado pelos advogados dos vereadores de que a prisão não seria necessária, alegando que eles não estariam obstruindo as investigações, além de possuírem ocupação lícita e domicílio certo.

A decisão deixa nítido que a operação Chequinho está bem embasada e deve prosseguir, para o desespero de muita gente.

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Ponto Final — Na mira da Justiça e PF, rosáceos falam em perseguições e conspirações
22/01/2017 | 15h28

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É só o início?

Muitas pessoas que estão dispostas a revelar detalhes sobre os bastidores do “escandaloso esquema” do Cheque Cidadão. Com essa espécie de delação premiada, muitos pontos podem ser ligados, o que tem gerado um clima de tensão nos bastidores da política goitacá. É bom lembrar que as últimas investigações no Brasil estão contando com muitas fases e reviravoltas.

Pedido negado

Mesmo após depoimentos de testemunhas e a constatação de que tinha até morto sendo cadastrado no Cheque Cidadão, os rosáceos afirmam que tudo isso é uma grande perseguição. Inclusive, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) protocolou pedido para não ser investigada em Campos e argumentou “suspeição evidente dos atores envolvidos – Juiz, Promotor e Delegado”. O pedido foi negado por maioria, vencido o desembargador eleitoral Leonardo Grandmasson.

Como antes

Os rosáceos tentam se agarrar em possíveis filigranas jurídicas ou teorias conspiratórias de perseguição política. As ações são assinadas por seis promotores do Ministério Público do Estado do Rio. O juiz Ralph Manhães já teve a infundada suspeição, alegada por Rosinha e a Prefeitura em ação, perdida por unanimidade pelo governo na 11ª Câmara Cível. O delegado Paulo Cassiano já fez operações contrárias a adversários do ex-governador e foi elogiado à época.

Negado

O pedido de suspeição do juiz Ralph foi feito em 2015 não só por Rosinha, mas também pelos secretários Suledil Bernadino e Walter Jobe, sob a alegação que o magistrado “agia com parcialidade e animosidade, imbuído de pré-conceitos e convicções políticas e vinha proferindo decisões nos autos que atentariam contra as garantias constitucionais, nelas tecendo críticas de natureza subjetiva à atual gestão do Governo Municipal (...), gerando factóides para a imprensa que muitas vezes tem acesso ao conteúdo das decisões antes das partes. O magistrado não reconheceu a suspeição e a procuradoria de Justiça opinou pela rejeição da “Exceção de Suspeição”, por entender que as alegações eram infundadas.

Lá e cá

Como a Lava Jato está mostrando muito bem, alegar perseguição política e ignorar que crimes praticados por poderosos ficarão impunes não é uma boa tática. PT e PMDB que o digam. Já foram presos figurões da estatura do senador Delcídio Amaral, do empresário Marcelo Odebrecht, dos ex-ministros Antônio Palocci e José Dirceu, entre outros. Agora foi a vez de Eduardo Cunha, do PMDB. Do Planalto à Planície, a corrupção comprovada está sendo punida, doa a quem doer.

Jogo apertado

Com as prisões de Miguelito e Ozéias, o jogo na Câmara de Campos está equilibrado. São seis vereadores na oposição (Rafael, Fred, Marcão, Nildo, Dayvison e Zé Carlos), três no bloco “independente” (Gil, Genásio e Alexandre Tadeu) e um que foi atacado pelo líder rosáceo e pode ter uma postura diferente (Neném). A soma chega a 10 parlamentares. Já o governo, sem os vereadores presos, ficou com 13, sendo que o presidente Edson Batista só vota em caso de empate. Ou seja, nos próximos dias o governo não tem “rolo compressor” e corre o risco de perder em temas polêmicos.

Improbidade?

Logo após as prisões dos vereadores Miguelito (PSL) e Ozéias (PSDB), a Câmara de Campos se posicionou por meio da Mesa Diretora, presidida pelo vereador Edson Batista (PTB), que ofereceu a estrutura jurídica do Legislativo. Porém, para o advogado Cleber Tinoco, a decisão do presidente pode caracterizar ato de improbidade administrativa. Tinoco explica que, de acordo com a jurisprudência do STF, os vereadores não gozam de imunidade formal. E ainda ressaltou que as prisões não tiveram nenhuma relação com o cargo político ou com as funções parlamentares dos envolvidos, mas sim com a suposta prática de ilícitos penais.

Notas publicadas na coluna "Ponto Final" desta sexta-feira (21), com as contribuições de Rodrigo Gonçalves e Christiano Abreu Barbosa. 

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Estado do Rio pode ter redução de salários dos servidores de até 25%
22/01/2017 | 15h28

rj

Entre a alta cúpula do governo do estado, não há outra saída para a crise financeira vivida pelo Rio de Janeiro a não ser o corte, por tempo indeterminado, nos salários dos servidores públicos. O percentual está sendo debatido, podendo chegar a 25% dos vencimentos dos ativos. Esta seria uma das medidas do grande pacote que está sendo preparado e que deverá ser anunciado até a próxima sexta-feira. A tendência é que a maior parte das mudanças seja feita via decreto do governador.

Ficará sob responsabilidade da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a missão de aprovar, já no dia 25, próxima terça-feira, o estado de calamidade pública financeira no Rio. A partir daí, a Alerj vai discutir, também, o aumento das contribuições previdenciárias de todos os servidores — ativos, inativos e pensionistas. Hoje, a contribuição é de 11% sobre os rendimentos. A previsão cautelosa é que o governo aumente a alíquota para 14%. Há quem diga, porém, que esse percentual poderá ser ainda maior.

Outras medidas como o corte dos salários de cargos comissionados e a diminuição dos valores pagos a título de gratificações estão em pauta. O corte, neste último caso, poderá chegar a 50%. No início de 2015, o governo mexeu nas gratificações, mas a economia ficou distante do esperado.

Matéria completa: aqui 

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Rosinha exonera presidente da Fundação de Esportes
22/01/2017 | 15h28

fme

A prefeita Rosinha Garotinho (PR) exonerou nesta sexta-feira (21) o presidente da Fundação Municipal de Esportes, Bernardo Lusitano Esteves. Ele havia sido indicado pelo vereador Neném (PTB).

Para o seu lugar foi nomeado Leonardo Azevedo Andrade.

Marco Antônio Gonçalves dos Santos, que respondia pela vice-presidência da Fundação, também foi exonerado. O cargo fica agora com o ex-presidente Bernardo Lusitano.

Também foram exonerados o Chefe da Divisão de Programas Especiais, Júlio César Arenari, e o Chefe de Divisão de Esportes Radicais, Roberto Luiz Villela Rocha Junior.

Leonardo Gomes dos Santos, que era Diretor Administrativo e Financeiro, também foi exonerado.

A rotatividade na Fundação de Esportes durante a gestão Rosinha foi grande. Passaram por lá: Magno Prisco, Pampa, Rogério Quitete, Bernardo Lusitano e, agora,  Leonardo Azevedo.

Revezamento - Só entre junho de 2015 e novembro de 2016 foram quatro presidentes diferentes.

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Edson Batista: "Judiciário extrapolou suas competências"
22/01/2017 | 15h28

edson

O presidente da Câmara de Campos, Edson Batista (PTB), que deve se aposentar da política no final deste ano, voltou a comentar sobre os vereadores Miguelito (PSL) e Ozéias (PSDB), que foram presos (aqui). “Nosso posicionamento é de que o judiciário extrapolou suas competências e prendeu os vereadores. Não estamos julgando o ato pelo qual eles estão sendo processados. Alertamos que o processo está em andamento e os culpados ao final deste processo devem ser punidos dentro da lei. A própria Câmara tem um Código de Ética e eles poderão ser submetidos a ele também”, concluiu Edson Batista.

Na quarta-feira (19) ele se solidarizou e informou que a Câmara vai prestar assessoria jurídica aos vereadores (aqui).

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O tempo rodou num instante
22/01/2017 | 15h28
[caption id="attachment_44791" align="aligncenter" width="422"]transicao Quem ontem comemorava investigação contra Mocaiber, hoje condena ações contra Rosinha[/caption]

Como o blog "Na Curva do Rio" mostrou (aqui), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) negou pedido da prefeita Rosinha Garotinho (PR) no Habeas Corpus 39851. Nele, a prefeita requeria que se conhecesse a competência do TRE/RJ para supervisionar as investigações de supostos crimes eleitorais relacionados a prefeitos.

O plano, que já havia sido adiantado pelo líder rosáceo, era declarar “suspeição evidente dos atores envolvidos – Juiz, Promotor e Delegado”.

Há oito anos, quando o alvo era a gestão do ex-prefeito Alexandre Mocaiber, ninguém do grupo rosáceo questionou a atuação da PF, do MP, do MPF e do Juiz. Muitos comemoraram a operação Telhado de Vidro".

Agora, oito anos depois, o governo rosáceo é alvo das operações "Vale Voto" e "Chequinho".

Como diz um trecho da música "Roda Viva", do Chico Buarque: "o tempo rodou num instante".

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Transição em Campos: ofício protocolado
22/01/2017 | 15h28
transicao O advogado Fábio Bastos foi designado pelo prefeito eleito como representante legal para todos os procedimentos relativos à transição.

No documento entregue, o prefeito eleito Rafael Diniz solicita esclarecimentos quanto a dívidas do Município, medidas necessárias à regularização das contas municipais, situação dos contratos com concessionárias e permissionárias de serviços públicos, situação dos servidores do Município, entre outros itens relacionados à estrutura do governo.  “Neste momento o município de Campos está acima de qualquer tipo de diferença política. Espero que a prefeita nos forneça todas as informações solicitadas e que essa transição seja pautada pela transparência. Nossa equipe entende que a transição deve ser técnica, sem qualquer tipo de revanchismo”, afirma Rafael Diniz.

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