Campos dos Goytacazes, 15/03/2026 17:03
A direção do Partido da República dá como certa a expulsão da deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), e a punição de outros dois parlamentares que votaram contra a proposta de emenda à Constituição (PEC 241) que, pelos próximos 20 anos, limita pela inflação do ano anterior as despesas primárias da União, estados e municípios. A matéria já foi aprovada em dois turnos pela Câmara e foi posta em tramitação no Senado ontem (26). O PR já abriu o processo disciplinar contra Clarissa, Silas Freire (PI) e Zenaide Maia (RN), os três deputados que desobedeceram a decisão da comissão executiva nacional da legenda, que fechou questão a favor da proposição.
As duas atitudes deixaram a direção nacional do PR indignada e decidida a expulsar a deputada, que já havia sido punida logo após a votação em primeiro turno. A reação da executiva nacional foi demitir os assessores que ela indicou para cargos da liderança na Câmara. Clarissa é filha do ex-governador Anthony Garotinho, que também é do PR, e da ex-governadora e prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, que teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na última segunda-feira (24), por abuso de poder político e uso indevido de veículo de comunicação durante a campanha de 2012.
Rosinha e Garotinho também devem deixar o PR - Rosinha e Garotinho também devem deixar a legenda com a punição da filha. A deputada poderá ficar sem filiação partidária até seis meses antes das próximas eleições. Se pretende concorrer ao próximo pleito terá que encontrar abrigo em outra sigla.
Fonte: Congresso em Foco
A bancada rosácea perdeu mais um vereador.
O vice-presidente da Câmara de Campos, Thiago Virgílio (PTC), investigado no "escandaloso esquema" do Cheque Cidadão, foi afastado de suas funções e proibido de entrar na Câmara e Prefeitura. A decisão, após solicitação do MP, é do juiz Ralph Manhães e o presidente do Legislativo, Dr. Edson Batista (PTB), já foi notificado, como mostra os blogs "Ponto de Vista" e "Na Curva do Rio" (aqui e aqui).
Em sua decisão o juiz destaca que "a participação do investigado nos trabalhos do Legislativo causa sérios prejuízos a ordem pública, além de repercutir como um afronto a toda uma sociedade".
A defesa de Virgílio já trabalha para tentar reverter a decisão.
Neste momento a Câmara não conta com quatro vereadores. Três foram presos (Miguelito, Ozéias e Kellinho) e um afastado (Thiago).
Na atual legislatura, mais quatro vereadores estão na lista dos investigados, de acordo com o TRE: Albertinho (PMB), Jorge Rangel (PTB), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B) e Jorge Magal (PSD).
A vereadora eleita eleita Linda Mara (PTC), que teve mandado de prisão temporária expedido ontem (26), continua foragida. A arriscada estratégia tem o objetivo de ganhar tempo para que a poderosa tropa jurídica consiga um habeas corpus ou algo que mude os rumos da operação Chequinho, deflagrada pela Polícia Federal.
O blog do jornalista Esdras Pereira revelou ontem que Linda Mara foi vista no Rio (aqui). "Por uma daquelas incríveis coincidências, é a mesma rua onde a deputada Clarissa Garotinho mantém escritório, no nº 10. Só por curiosidade, residência de parlamentar federal, no caso de Clarissa no Alto Leblon, é inviolável", postou Esdras.
A Polícia Federal já começou a reunir informações sobre o paredeiro de Linda Mara. Porém, espera que ela se apresente nas próximas horas.
De acordo com a PF, a estratégia da vereadora eleita pode complicar ainda mais sua situação.
Além de Linda Mara, também continua foragida a ex-secretária Ana Alice Alvarenga.
O presidente da Câmara de Campos, Dr. Edson Batista (PTB), raramente se ausenta do Legislativo nos dias das sessões. Porém, nesta quarta-feira (26), quando poderia ser notificado sobre a cassação da prefeita Rosinha Garotinho (PR), o que o tornaria prefeito interino de Campos, ele não apareceu.
Como pode ser visto no vídeo acima, quem tentou abrir a sessão foi o vereador Thiago Vigílio (PTC), vice-presidente da Câmara. Mas como só nove vereadores estavam presentes, não houve quórum.
Essa "saída estratégica" é uma forma de ganhar tempo. Assim, o grupo rosáceo continua o trabalho em busca de uma liminar que evite a posse do presidente da Câmara. Ocorreu uma situação semelhante em 2011, quando o líder rosáceo insistiu muito para que o irmão Nelson Nahim não tomasse posse. A ideia era ficar protelando até Rosinha conseguir uma liminar.
Porém, se a tropa jurídica não conseguir uma liminar até o início da tarde de amanhã (27), Dr. Edson terá que assumir interinamente a Prefeitura.
Com as prisões de Miguelito, Ozéias e Kellinho, o jogo na Câmara de Campos ficou equilibrado.
São seis vereadores na oposição (Rafael, Fred, Marcão, Nildo, Dayvison e Zé Carlos), três no bloco “independente” (Gil, Genásio e Alexandre Tadeu) e um que foi atacado pelo líder rosáceo e pode ter uma nova postura (Neném). A soma chega a 10 parlamentares.
Já o governo, sem os vereadores presos, ficou com 12 vereadores, sendo que o presidente Edson Batista só vota em caso de empate.
Ou seja, neste momento não existe mais o famoso "rolo compressor".
Em janeiro de 2013 o governo tinha 21 vereadores contra 4 na oposição (Rafael, Marcão, Fred e Nildo).
Um leitor do blog que esteve hoje (26) na Câmara de Campos viu a chegada de três novos bustos, que custaram cerca de R$ 110 mil.
Eles serão colocados no corredor cultural da Casa.
Sem perder tempo, teve gente sugerindo colocar os bustos no plenário. "Do jeito que a PF está desfalcando essa Casa, vamos precisar de reforço".
Montagem/NF Notícias[/caption]
Nesta quarta-feira (26), durante a nova fase da operação Chequinho (aqui), os vereadores Miguelito (PSL) e Ozéias (PSDB), que estavam presos temporariamente, com o prazo sendo estendido por mais cinco dias, tiveram prisões preventivas decretadas. Ou seja, eles ficam presos durante o tempo que durar o processo.
De acordo com a Polícia Federal, eles foram denunciados e responderão a um processo criminal.
A coordenadora do programa Cheque Cidadão, Gisele Koch e a ex-secretária de Família e Assistência, Ana Alice Alvarenga, também tiveram prisões preventivas decretadas. Gisele foi detida hoje e Ana Alice está foragida.
Por conta de problemas de Saúde, o vereador Miguelito vai cumprir no sistema de prisão domiciliar.
Chegada do vereador Kellinho ao presídio Carlos Tinoco da Fonseca - (captura de imagem/vídeo de Jhonattan Reis)[/caption]
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Viaturas da PF e da PM na porta da vereadora eleita Linda Mara, que não teria sido encontrada - Foto - Facebook/Marcelo Virgílio[/caption]
Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (26) mais uma fase da operação Chequinho, da Polícia Federal (PF), que mira os investigados no "escandaloso esquema" do Cheque Cidadão.
Ao todo foram expedidos oito mandados de prisão. Entre os presos está o vereador Kellinho (PR). Já a vereadora eleita Linda Mara (PTC) é considerada foragida. Viaturas da PF e da PM foram fotografadas na porta da vereadora na manhã desta quarta-feira.
A coordenadora do programa Cheque Cidadão, Gisele, que já havia sido presa, foi detida novamente. Havia também um novo mandado de prisão para Ana Alice Alvarenga, ex-secretária de Família e Assistência, mas ela também não foi encontrada e é considerada foragida, assim como Beth Megafone, repórter do programa "Fala, Garotinho" e aliada de Linda Mara.
Duas pessoas que seriam conduzidas coercitivamente (marido e filho de Ana Alice) não foram localizadas e estão sendo procuradas.
Delegada - "Ainda vamos ter muitas etapas" - A delegada da Polícia Federal Carla Dolinski informou que a operação Chequinho ainda vai contar com muitas etapas. "São mais de 30 candidatos investigados, além de cabos eleitorais, intermediários. Ainda vamos contar ter muitas etapas desta operação, já que a investigação é bem ampla", informou.
Indagada sobre quem estaria chefiando o "escandaloso esquema", a delegada afirmou que todos os passos serão dados sem precipitação. "Vamos seguir com o trabalho, mas essa questão do mandante ainda está em apuração".
Daqui a pouco, mais informações.
Atualização às 12h30 - Inclusão de informações, foto e alteração no título.
Veja o vídeo feito pelo jornalista Jhonattan Reis, da Folha, que mostra a chegada de Kellinho ao presídio Carlos Tinoco:
[video width="640" height="352" mp4="http://www.folha1.com.br/_midias/wp/blogs3/bastos/wp-content/uploads/sites/2/2016/10/WhatsApp-Video-2016-10-26-at-12.25.52.mp4"][/video]Matéria completa na edição de amanhã (27) da Folha.
* Com auxílio da equipe de reportagem da Folha (Jhonattan Reis e Michelle Richa)
O advogado Fernando Augusto Fernandes, com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, que defende a prefeita Rosinha Garotinho (PR) no caso Cheque Cidadão, denunciou hoje (25) o delegado Paulo Cassiano, da Corregedoria da Polícia Federal (PF), ao Procurador Geral da Justiça Eleitoral por “terríveis coações que testemunhas e presos estão sofrendo". Ele segue a linha que foi inciada pelo líder rosáceo em sua emissora de rádio.
De acordo com nota enviada por email pela defesa, através da Original 123 Assessoria, a testemunha Veronica Ramos Daniel, que foi presa, relatou ter sido ameaçada se não dissesse o que o delegado queria ouvir. Só após, a testemunha foi liberada. O advogado Fernando Augusto Fernandes ainda direcionou ao Juiz da 100ª Vara Federal a denúncia de que o delegado está coagindo as testemunhas e usando prisões temporárias, requerendo providências. "O juiz da 100ª Vara Eleitoral não pode servir a este papel de decretar prisões para o delegado coagir as pessoas. É preciso responsabilidade e se espera que providências sejam tomadas. Chegam-se constantes informações que as investigações são direcionadas e o juízo não pode permitir isto", conclui o advogado.
Como o blog já informou (aqui), o advogado Fernando Augusto Fernandes é um famoso criminalista. Ele já cobrou R$ 5 milhões para defender um investigado da Lava Jato.
Entre as áreas de atuação do escritório Fernando Fernandes Advogados estão: crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e crimes contra a vida.
Delegado - Após o líder rosáceo disparar forte contra o seu trabalho, insinuando a existência de um complô, o delegado Paulo Cassiano, da Polícia Federal (PF), manteve a frieza e não entrou na “guerra”. Indagado sobre as declarações do rosáceo, ele afirmou: “O TRE já declarou não haver nenhuma suspeição que recaia sob os agentes públicos envolvidos na operação”.
O blog "Opiniões", do jornalista Aluysio Abreu Barbosa, publicou nota sobre o contra-ataque do império rosáceo: aqui